tag:blogger.com,1999:blog-124168942008-07-23T04:41:18.103-07:00Clabrazil nas Zuropasclabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comBlogger104125tag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-1200221157386644482008-07-22T04:53:00.000-07:002008-07-22T05:23:08.798-07:00Ignorância à flor da pele<a href="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SIXQpEBa5AI/AAAAAAAAAQw/MX5fGw3ws98/s1600-h/albino.jpeg"><img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SIXQpEBa5AI/AAAAAAAAAQw/MX5fGw3ws98/s320/albino.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225812346506241026" /></a><br /><br />Quando era criança me lembro ter visto na missa dominical uma menina muito loura, com cílios quase transparentes e olhos de um clarão indefinido. Sua pele era avermelhada de tão branca e ela destoava não só da morenice tropical de todos os outros católicos como também da cor de pele de seus próprios familiares. "Olha, mãe, que menina branca!", apontei inocententemente. "Ela é albina, minha filha", explicou minha mãe.<br /><br />Na Tanzânia aquela menininha sem melanina poderia ter sido vítima de bruxaria. Segundo uma investigação da BBC, desde março deste ano 25 albinos já foram assassinados, incluíndo um bebê de sete meses. Tudo isso por causa da imbecilidade de alguns em crer que o uso de partes do corpo de albinos sejam necessárias em atos de magia negra para enriquecer rápido. <br /><br />Há poucos meses uma albina, Al-Shymaa Kway-Geer (foto da BBC), foi indicada como membro do parlamento do país. Mas no interior, onde a ignorância e a impunidade correm soltas, pessoas como Al-Shymaa ainda temem por suas vidas simplesmente por causa da cor de suas peles. <br /><br />Triste é ver que o nascimento de um par de leões albinos num zoológico alemão gera maior comoção que o assassinato de seres humanos com a mesma condição genética.<br /><br />Estima-se que o albinismo afete uma em cada 20 mil pessoas no mundo inteiro, mas na Tanzânia a incidência parece ser muito maior, podendo afetar até um em cada 1.000 pessoas.clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-27233777238660761792008-07-18T03:02:00.000-07:002008-07-18T03:10:16.747-07:00Mandela<a href="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SIBr9jLLRJI/AAAAAAAAAQo/n5fizImQWzc/s1600-h/mandela1.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SIBr9jLLRJI/AAAAAAAAAQo/n5fizImQWzc/s320/mandela1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224294272908084370" /></a><br />Uma das figuras mais carismáticas do mundo completa hoje 90 anos. <br /><br />Nelson Mandela é para mim, se não a maior, a melhor personificação de um regime. Virou a página aberrante do racismo institucionalizado e ostenta em sua imagem a doçura de um vovô.<br /><br />A idade avançada não o limita. Mês passado apareceu em Londres num concerto em sua homenagem estrelado por ninguém menos que Amy Winehouse. Perdeu um filho para AIDS e continua na luta contra a doença que abate seu continente. <br /><br />Parabéns, Mandela.clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-45485926409777878612008-07-04T00:41:00.000-07:002008-07-04T04:16:45.601-07:00Cada um por si<a href="http://www.youtube.com/watch?v=6TCtkG5iBUo"><a href="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SG3blwqshRI/AAAAAAAAAQg/tKUFGicTxRk/s1600-h/9694769__Hospital__Ward__Death__NY128.jpg-1214981421.jpeg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SG3blwqshRI/AAAAAAAAAQg/tKUFGicTxRk/s320/9694769__Hospital__Ward__Death__NY128.jpg-1214981421.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219068984957895954" /></a></a><br />Passada estou com esse <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6TCtkG5iBUo">vídeo</a> no qual uma paciente tem um catiripapo e morre em plena sala de espera do hospital em Nova Iorque. E ninguém faz nada. <br /><br />A passividade de algumas pessoas perante o sofrimento me assusta muito.<br /><br />Na Holanda, minha amiga Malu já salvou um bebê no carrinho na escada rolante de metrô numa cena digna de Superhomem quando a mãe se virou para correr atrás do outro filho, uma criança arredia de uns 3 anos, e o carrinho quase virou. Ninguém fez nada. A mãe ficou tão agradecida que até queria pagar a Malu. Que por sua vez não aceitou a recompensa. <br /><br />Um excelente exemplo de passividade era meu ex. Fora não querer chamar a polícia quando bem embaixo de nossa varanda um jovem era agredido e roubado por quatro outros, uma vez chegou à estapafúrdia de me abandonar com o agressor e continuar andando! <br /><br />Foi assim: era madrugada de Natal e caminhávamos de volta para casa em Roterdã, eu, ex e um amigo de quase dois metros de altura. No meio da rua deserta, um casal brigava. Não era um mero bate-boca, e sim uma briga física na qual ele a atacava. Meu sangue subiu. Parei bem em frente e discuti com o marido, que em sua ira veio também para cima de mim. Para minha surpresa, ao olhar pros lados procurando reforço em meus acompanhantes, reparei que estava sozinha! Os dois cavalheiros já estavam há muito à frente, e pouco se importavam com minha segurança. Só a deles mesmos.clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-5593616065807442272008-07-03T10:34:00.000-07:002008-07-03T10:52:33.955-07:00Fantasiando a vida<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SG0RiAw88nI/AAAAAAAAAQY/apyppxY2kIQ/s1600-h/Panda.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SG0RiAw88nI/AAAAAAAAAQY/apyppxY2kIQ/s320/Panda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218846819210818162" /></a><br />Sabe quando percebo que estou ficando velha?<br /> <br />Quando me deparo com a <a href="http://colunas.g1.com.br/redacao/category/world-cosplay-summit/ ">notícia</a> dos vencedores brasileiros do World Cosplay Summit.<br /> <br />Que diabos é Cosplay?<br /> <br />Ainda bem que existe Google. De acordo com um dos 27.500.000 resultados se trata de uma subcultura em fantasiar-se como personagens de mangás, animações, tokusatsu e vídeo games, entre outras manifestações mediáticas (desde que sejam dramáticas).<br /> <br />Caiu a ficha. Já vi vários jovens vestidos assim. Recentemente, no festival de cinema Nippon Connection e na feira do livro, meus eventos favoritos Frankfurtianos. Num passado nem tão distante assim, também os via timidamente na Fundição Progresso, em fins de semana "abençoados" pelo Mercado Mundo Mix. Mas que era um fenômeno com nome e tudo, juro que não sabia.<br /> <br />Será que praticávamos Cosplay ainda crianças quando incorporávamos a Odalisca e o Cowboy nos bailes de carnaval dos clubes cariocas? E quando éramos convidados para uma festa a fantasia já adultos e fuçávamos os brechós obscuros de galerias de Copacabana atrás de apetrechos para compor nossos trajes?<br /><br />Putz, acabei de me lembrar do Jaspion... <br /><br />(Foto da vencedora Jessica Panda do site www.rodadamoda.com)clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-25317797782188342602008-06-20T06:05:00.000-07:002008-06-21T07:33:13.886-07:00Russian RouletteNow that most of the postcards I sent from Russia have arrived to their European destinations, I thought it was time I wrote a few impressions here. <br /><br />The whole country is so peculiar that words are not enough. Pictures can help describing it. <br /><br /><strong>Spiderman or cable cars?</strong> <br />One of my first questions to my hosts Renata & Lars was why there are cables connecting one building to another. As none of them knew the answer, I just took the picture on the hope someone could explain me one day.<br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0PiznXAvI/AAAAAAAAAPQ/iGeAydQgFpg/s1600-h/IMG_0019.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0PiznXAvI/AAAAAAAAAPQ/iGeAydQgFpg/s320/IMG_0019.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214341034210165490" /></a><br /><br /><strong>Legally illegal</strong><br />Look at that car. Do you see his plate number? Neither do I. And believe it or not, there were several of them like this in the city. All quite new and expensive. <br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0Py45k8mI/AAAAAAAAAPY/qrKbL8XxVok/s1600-h/IMG_0021.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0Py45k8mI/AAAAAAAAAPY/qrKbL8XxVok/s320/IMG_0021.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214341310506660450" /></a><br /><br /><strong>Lenin is alive! Romanov also!</strong><br />150 Rubles and you can even take a picture with them. <br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0QKcaKQNI/AAAAAAAAAPo/DcGwvNWIWJg/s1600-h/IMG_0054.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0QKcaKQNI/AAAAAAAAAPo/DcGwvNWIWJg/s320/IMG_0054.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214341715175555282" /></a><br /><br /><strong>The pearl of Moscow</strong><br />Is definitely its metro system. Exceptionally beautiful stations, 40-second connections and all of this for less than US$ 1 a ride. <br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0P_JRfTYI/AAAAAAAAAPg/vpSFd-f3fsE/s1600-h/IMG_0086.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0P_JRfTYI/AAAAAAAAAPg/vpSFd-f3fsE/s320/IMG_0086.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214341521060351362" /></a><br /><br /><strong>Barbarous</strong><br />It's a fox. And they make fur hats out of them. But why would you hang the animal like this? As decoration? If so where? At your front door?!<br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0QVxAaMCI/AAAAAAAAAPw/-0SSDL3TFdk/s1600-h/IMG_0107.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0QVxAaMCI/AAAAAAAAAPw/-0SSDL3TFdk/s320/IMG_0107.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214341909683253282" /></a><br /><br /><strong>A very pleasant job</strong><br />Russia has the talent to create a profitable job out of every single opportunity (my country fellows the Brazilians as well, mind you). These disgusting plastic toilets you only see at big raves are almost part of the landscape in Moscow, this specific one being in front of the Bolshoi teather. The client in need pays some rubles to the old woman who sits, eats, drinks and probably even sleeps in the toilet next door. <br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0QiHhB2mI/AAAAAAAAAP4/_RdSD32A72w/s1600-h/IMG_0142.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0QiHhB2mI/AAAAAAAAAP4/_RdSD32A72w/s320/IMG_0142.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214342121884080738" /></a><br /><br /><strong>Wedding jam</strong><br />Since most of the year the country is under ice, spring and summer are absolutely favourite for marrying couples. This park is very popular for wedding pictures. So popular you can even notice the next bride waiting behind your guests.<br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0QsoRQ8aI/AAAAAAAAAQA/VzrrV3Q591c/s1600-h/IMG_0163.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0QsoRQ8aI/AAAAAAAAAQA/VzrrV3Q591c/s320/IMG_0163.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214342302475022754" /></a><br /><br /><strong>A very pleasant job, part 2</strong><br />This picture was taken indoors. Not in a farm, but inside an Ucranian restaurant. Muuuuhhhhh!<br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0Q6gmU2kI/AAAAAAAAAQI/845w9jS8s7o/s1600-h/IMG_0185.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0Q6gmU2kI/AAAAAAAAAQI/845w9jS8s7o/s320/IMG_0185.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214342540934044226" /></a><br /><br /><strong>Très chic</strong><br />The more foreign, the better. French water. Even if only 60% of it is French. <br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0REfGdE8I/AAAAAAAAAQQ/Bda8vr7IIEs/s1600-h/IMG_0192.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SF0REfGdE8I/AAAAAAAAAQQ/Bda8vr7IIEs/s320/IMG_0192.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214342712330621890" /></a>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-42666380220691759492008-06-13T02:19:00.000-07:002008-06-14T01:58:00.021-07:00Casa, comida e roupa lavada. Topa?<div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'><a href='http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SFI7lOSPZdI/AAAAAAAAAN4/1UvBnjnKnNw/s1600-h/We+can+do+it.jpg'><img src='http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SFI7lOSPZdI/AAAAAAAAAN4/1UvBnjnKnNw/s320/We+can+do+it.jpg' border='0' alt='' /></a> </div><br />Em pleno 2008 não deveria causar espanto um relacionamento no qual a mulher sustenta a casa, o homem cozinha, lava e passa.<br /><br />O meu, por exemplo, é assim. Mesmo que temporariamente. <br /><br />Hoje de manhã notei que o filtro de água havia sido trocado. Satisfeita com a surpresa, comentei: "Uau, você trocou o filtro, legal!". Bofe responde: "Se eu não troco, ninguém mais o faz". <br /><br />Veja bem, meu parceiro não é de reclamar. Enquanto eu batia perna em Moscou, ele encerava o chão da casa com afinco. Chegou ao ponto de comprar uma flor e pô-la na mesa da cozinha limpíssima para me receber. Ou seja, um fofo. <br /><br />Mas a alfinetada de hoje me abalou. <br /><br />Fui confrontada com minha própria incapacidade de lidar nosso arranjo muderno. Eu sou mulher, pago as contas, logo não limpo. Ele é homem, depende de mim, logo tem que limpar. O mais bizarro disso tudo é voltar ao passado e ver que lá em casa quem pagava as contas era a mãe, embora quem vestisse as calças era o pai. Mesmo tendo sido criada nesse modelo inconvencional — que por sinal, se provou insustentável — continuo me encaixando nos moldes mais caretas de divisão de tarefas num relacionamento. Só os sexos é que estão trocados!<br /><br />Meu amigo Kiko costumava dizer que eu tinha gender issues. Ria dele, mas o episódio dessa manhã me fez pensar que talvez as tenha mesmo. <br /><br />Camille Paglia, Erica Jong, Alice Schweizer (!), socorro!<div style='clear:both; text-align:CENTER'><a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'><img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /></a></div>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-9324660866233412342008-06-12T03:55:00.000-07:002008-06-12T03:55:24.173-07:00Comida Feliz<div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'><a href='http://bp0.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SFEAm_BCxFI/AAAAAAAAANw/vwF-2bqEa8M/s1600-h/taioba.jpg'><img src='http://bp0.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SFEAm_BCxFI/AAAAAAAAANw/vwF-2bqEa8M/s320/taioba.jpg' border='0' alt='' /></a> </div><br />Há comidas que matam a fome. Outras trazem felicidade. <br /><br />Semana passada, em plena Moscou, minha amiga Renata fez um feijão com carne seca temperado com bastante alho, cebola e louro acompanhado de um arrozinho branco. Felicidade total. <br />Há alguns meses fiz um caruru com farofa de dendê e feijão de côco com arroz para duas amigas brasileiras lá em casa. O gringo namorado meu, alimentou-se. Nós, com a fome dobrada de comida e Brasil, esbaldamo-nos. Mais felicidade total. <br /><br />Voltar ao Brasil ou simplesmente estar em companhia de compatriotas que gostam de cozinhar é garantia de experiências gastronômicas felizes. Comer a taioba com angu da minha avó mineira ou a fritada de siri da avó baiana, são algumas delas. <br /><br />Na verdade, embora comida feliz não tenha nada a ver com Mc-lanches, também pode vir cheia de surpresas. Durante uma visita a um restaurante vegetariano em Munique, na Alemanha, pedi curiosa rolinhos de acelga recheados com ricota e nozes num molho de vinho tinto e cogumelos. Êxtase! Assim como foi pela primeira vez na vida, comer uma salada Niçoise em Nice, aos 22 anos de idade. Inesquecível. Ou o prazer que dá passar horas dosando e misturando pózinhos indianos numa receita que nunca vi na vida e, ao fim de 3 horas, 15 cebolas e muitas lágrimas, cair de boca em uma nova comida feliz pra lá de exótica.<br /><br />Realmente, comer bem me faz feliz. <br />E para você, o que é comida feliz?<div style='clear:both; text-align:CENTER'><a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'><img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /></a></div>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-11592435033296051802008-06-06T01:57:00.000-07:002008-06-06T07:27:04.925-07:00From Russia, with Love<a href="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SEj94NS1a_I/AAAAAAAAANg/Z23WujBttZI/s1600-h/clapracavermelha.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SEj94NS1a_I/AAAAAAAAANg/Z23WujBttZI/s320/clapracavermelha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208692111137139698" /></a><br />Estou no momento curtindo uma experiência transcontinental, transimaginária e transbordante de cores e letrinhas criptográficas em Moscou.<br /><br />Quando voltar, na semana que vem, espero ter organizado minhas reflexões a ponto de poder narrá-las aqui.clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-23545874682112481322008-05-27T01:41:00.000-07:002008-05-27T01:43:27.117-07:00Anna Karenina<a href="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SDvJkhSigEI/AAAAAAAAANU/mMIYaYzWAOw/s1600-h/Anna_Karenina_333_HM.jpeg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SDvJkhSigEI/AAAAAAAAANU/mMIYaYzWAOw/s320/Anna_Karenina_333_HM.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204975423605342274" /></a><br />Faltando menos de uma semana para o highlight turístico do ano — minha viagem a Moscou — me dei conta que nunca li nada de um escritor russo. <br /> <br />Nabokov não conta. Ele viveu a maior parte de sua vida na França e nos EUA, onde escreveu o clássico Lolita. <br /> <br />Tolstoy seria um bom começo. Melhor um romance que encarar logo de cara Guerra e Paz, pensei. Reencontrei Anna Karenina deslocado em minha estante cheia de ofertas mais coloridas, mais modernas e menos densas. <br /><br />O livro tem mais de 700 páginas e no meu ritmo tartaruga de ler, certamente não chegarei ao fim antes de embarcar, no sábado. <br /> <br />Mas promete. As primeiras páginas já revelam uma traição. Escrito entre 1873 e 1878, o livro conta com mais ação que descrição. Já estou gostando.clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-69035891072458666102008-05-18T05:48:00.000-07:002008-05-18T06:37:59.673-07:00Gropius<a href="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SDAwprEbRjI/AAAAAAAAANM/TnTL0xzh3LA/s1600-h/Gropiusbilder.jpeg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SDAwprEbRjI/AAAAAAAAANM/TnTL0xzh3LA/s320/Gropiusbilder.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201711062106981938" /></a><br />During my whole childhood in Brazil I envied kids who lived in high buildings. There seemed to be something magical and sophisticated about those standard homes where neighbours would share the same entrance, the same elevator, greet the doorman and, in some particular cases, even swim in the same pool.<br /><br />I was a house-kid. My entrance was only mine, my dog had enough space to run around the house and the playground was the charming stone-paved little alley where my three-story house was located. A much better way of living, but that did not impress me at all. <br /><br />I wanted to live like Christiane F. Call me insane, but her miserable life in Gropiusstadt in Berlin was fascinating to me, an 11 year-old Rio de Janeiro medium-class girl with no severe family issues, let alone drug addiction and prostitution in her everyday suburban life. <br /><br />Today is Walter Gropius`s 125th birthday. The German archictect founded Bauhaus and opened the way to so many others like Kandinsky and Klee. He introduced the idea of economy in the use of land and habitational construction, applying prefabricated parts previously used in industrial construction for the sake of the working class. <br /><br />Nowadays I don`t feel particularly attracted by such massive home solutions anymore. And feel relieved to have lived in my boring house in Brazil, not like Christiane F in Germany. <br /><br />Photo by <a href="http://www.gropiusstadt.org/gropiusstadt/index.htm">Gropiusstadt e.V.</a>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-34828833690253499652008-05-14T06:14:00.000-07:002008-05-14T07:43:28.080-07:00Cabo de força da cretinice<a href="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SCr3rLEbRhI/AAAAAAAAAM8/ENBHmkg-nz4/s1600-h/metrocable.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SCr3rLEbRhI/AAAAAAAAAM8/ENBHmkg-nz4/s320/metrocable.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200241040830449170" /></a><br />Vem de Medelín — aquela mesma dos cartéis e Pablo Escobar (!) — a inspiração para os PACs no Rio de Janeiro. Embora o bondinho tenha virado ponto turístico na Colômbia, seu papel é muito mais importante que servir de cartão postal. É um elo fundamental na inclusão física e moral de cidadões menos favorecidos. Vale lembrar que praticamente a metade dos habitantes da cidade colombiana são favelados. <br /><br />Na minha cidade, onde cada quinto habitante vive como em Medelín, estão previstas ações como saneamento, contenção de encostas, calçamento, iluminação pública, e construções de quadra poliesportiva, coleta de lixo, escola de ensino médio, centro de saúde e biblioteca no Complexo do Alemão.<br /><br />Agora <a href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/02/23/falta_de_pessoal_maquinas_pode_atrasar_obras_do_pac-425862555.asp">leio</a> que falta tudo nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Rio de Janeiro. Sobrando mesmo, está a cretinice! Da mídia, da classe média, e de quebra de nosso presidente. Tiram o foco de um projeto genial para pô-lo em uma só pessoa, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. A mídia faz questão de desdenhar do projeto demonizando Dilma. O presidente, naqueles casos em que a emenda sai pior que o soneto, insiste em apelidá-la de "mãe dos PACs". Precisa? Acho que não. <br /><br />Eu tô cagando pro PAC ser eleitoral. Quero sim que as obras terminem, que venham a facilitar a vida de quem leva milênios pra chegar no trabalho e larga seus filhos abandonados sem qualquer opção de lazer, cultura ou educação nas mãos dos tráfico. <br /><br />Para encerrar, tenho que citar meu ídolo Nélson Rodrigues. <br /><br /><blockquote>É preciso ir ao fundo do ser humano. Ele tem uma face linda e outra hedionda. O ser humano só se salvará se, ao passar a mão no rosto, reconhecer a própria hediondez.</blockquote>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-15995913584872931822008-05-07T05:11:00.000-07:002008-05-07T02:03:15.192-07:00Titia<a href="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SCFwI6wTXmI/AAAAAAAAAL0/MrrScW_CVC4/s1600-h/diva.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SCFwI6wTXmI/AAAAAAAAAL0/MrrScW_CVC4/s320/diva.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197558743475379810" /></a><br />Estava esperando o bebê da Renata nascer para publicar esse texto que adoro da Fernanda Young. Só que, pela alta incidência de bebês sendo gerados ultimamente, tive que adiantar a publicação. <br /><br /><strong>Vou ser titia.</strong> Diva, minha irmã com quem nunca entro em sintonia, furou a fila e resolveu me dar um sobrinho (a). <br /><br />Aliás, esse texto é a cara dela. Imagino todas as regalias que exigirá por carregar em seu ventre o primeiro herdeiro dessa família de padres e divorciadas de carreira. Tá bom. Vou dar esse crédito a ela. <br /><br /><blockquote>JB, 31/JUL/2001.<br />Caro Jacques, <br /><br />Carta serve para aliviar a sensação de que não fomos anteriormente compreendidos. Então a gente escreve uma carta quando acha que o outro devia receber, não quando a gente devia mandar. Quando o outro precisa entender aquele detalhe a mais, que ele displicentemente deixou passar. Um pequeno ingrediente da história que, pôxa, perdendo-se, leva a coisa toda junta para o brejo. <br /><br />Mulheres escrevem mais cartas. Muito mais. Não quer dizer que as enviem, mas escrevem. Li recentemente um livro que fala exatamente sobre isso, e é a pura verdade. Tanto que meus romances podem ser considerados montanhas de cartas que eu não mandei. E agora, que surgiu essa oportunidade, quero começar a escrever e mandar, cartas e mais cartas. E mandar bem, quero dizer, mandar certas coisas para as pessoas certas. Mas não, não tema. Sua carta não é desaforada. Algumas serão, sim, no entanto a sua é apenas melancólica. Porque, pensando no que poderia dizer numa crônica semanal, lembrei-me das nossas antigas e semanais conversas. E me toquei que era mais fácil ter idéias quando ainda as tínhamos. E, um passo adiante disso, tive saudades brandas. Se fosse uma saudade avassaladora, você sabe, eu, de novo, ligaria. Mesmo que fosse só para dizer novamente que você é o Buda dos medíocres. Mas ligaria. Palavras ao telefone são, porém, convites aos mal-entendidos. E, cacete, estou cansada de ser mal-entendida. Por isso esta carta. Para lembrar você de que estou aqui, vivendo experiências novas demais para aguentá-las sozinha. Não sozinha sem amigos - alguns sobraram - nem sem amor - ele vem aos montes desses poucos amigos e de minha pequena e deliciosa família -, mas sozinha sem psicanalista. E, Jacques, você deveria saber que isso não se faz com ninguém. Pelo menos, no mínimo, eticamente. Psicanalistas não somem, não podem sumir. Desconfio até que são uns dos únicos que não podem sumir por lei. Psicanalistas e mães. Sendo que, das mães, não pretendo assumir o papel ridículo da cobrança choramingas. Vou fazer delas, portanto de mim, tão somente um bom assunto para iniciarmos essa improvável correspondência. <br /><br />O fato é que, depois que virei mãe, luto infernalmente para não ceder às tentações de tornar-me uma chantagista. É que de mãe para chantagista é um passo de bebê. Aliás, a maternidade aflora diversos aspectos perigosos no caráter feminino, do horror aos ventos à paixão por doces. Embora nos acostumemos a ouvir somente a parte mais poética sobre o assunto. É que precisa ter muito colhão para assumir que a coisa não é tão bonitinha assim. <br /><br />Para começar, mães não parem apenas devoção ou natureza. A gestação avaliza as poucas vantagens às quais as mulheres têm direito; é como o carimbo necessário para que possamos retirar certas regalias no guichê. Nada mais justo, já que o mundo todo veio, vem e virá das mães. O domínio só não está nas mãos da gente porque somos umas loucas. Umas loucas com poder - olha que susto! Eu tenho a força! Perigo, perigo! Com a complicação extra das mães terem a mania de acreditar que o universo lhes deve alguma coisa. Bom, veja bem, estraguei meu corpo, fiz um contrato de nunca mais dormir bem na vida, fui uma microempresa de laticínios por quase um ano sem auferir lucros, estragando meus seios para todo o sempre até chegar a plástica; então eu mereço o melhor assento em qualquer lugar. Presentes inusitados de meu marido, dos meus pais, dos meus irmãos. E interesse dos amigos, que só me ouvem falar de filhos. E condescendência do professor de yoga, pois não faço mais os ássanas direito, por não ter me recuperado da bomba atômica na barriga que é uma cesariana. Sem falar que, com toda a certeza, meus hormônios ensandeceram de vez, a ponto de clamarem ao mesmo tempo por chocolates e paz de espírito. <br /><br />Essa fixação feminina com a sua prole é, dessa forma, bestial e compreensível, como um terrorista basco. E, nisso, toda mulher, ao tornar-se mãe, fica apenas mais uma, porém mais uma maravilhosa uma. Nada a difere, no cerne do mais íntimo, do uterino mesmo, de nenhuma outra mãe, mas é tudo tão diferente. Um exemplo disso é minha amiga Suzana - você sabe quem é. Sempre nos encontramos para morrer de rir de nós mesmas, as mãezonas, e elucubrar sobre novas velhas imprecisas impressões. Suzana implacável, espertíssima, estimulando bons momentos em mim sem que eles, nela, façam necessariamente eco. É curioso como, juntas, temos nos aperfeiçoado nestes momentos de pequena malvadeza materna. Está, inclusive, cada vez mais fácil passar os minutos entregues a constatações terríveis. Outro dia, até, criamos um refrão que daria uma puta música do Lulu Santos: ''quero ser esperto na medida certa''. Porque somos mães e bitches, temos maldade mas em bom coração. E quem lê estas linhas deve pensar que somos astutas e infernais, que nem duas Cindy Laupers brandando hinos às bad girls. Até somos, às vezes, tem dias, mas... Antes de todos os esterônios purpurinados, e batons sóbrios em bocas sóbrias, das unhas vinho e dos cigarros proibidos, a coisa nos iguala e acalma as indiossincrasias; digo a coisa dos humores ferinos advindos da ternura das proles. A coisa de ter filhos. Que - pasma constatei - torna o jogo mais divertido e brilhante. Até a inteligência doméstica, que pensei que jamais possuiria, aflora em sensatez com os mantimentos. O olfato de lobo, a sentir aromas que não conheço causa ou efeito. Cafona, né? Mas foda-se. Adoro a precisão térmica de vestir os bebês para um passeio. Os ouvidos que reconhecem quando choro longíquo vale a pena a ida. Essa sabedoria orgânica, molecular, que a mulher ganha de brinde junto com o saco aminiótico, a placenta, o ácido fólico, os hormônios do aleitamento, e sei lá o quê. A verdade é que é bom demais, chega a dar onda. Mas é preciso ainda mais cuidado com as sombras da avidez e vaidade. <br /><br />Assim sendo, por isso tudo que sequer narrei, eu mereço mais. E um dia, sei, me acharei no direito de fazer cobranças horríveis às minhas filhas, e exigir delas que percam uma viagem imperdível para cuidar de mim. <br /><br />O mundo poderia até se tornar melhor caso essa tendência meio mesquinha meio psicótica das mães fosse controlada. Mas sabe, Jacques, é difícil. Ter filho dá um treco na cabeça das mulheres, que elas ficam doidonas de vez. Um tipo de barato permanente, em ressaca permanente, que é um coquetel de sensação heróica, estado de graça, culpa, raiva e um amor desembestado. Por isso não vou temer que me joguem no asilo da velhice; eu mesma ponho-me nele se for necessário. Pretendo mesmo morar longe das minha filhas e ligar só quando elas ligarem primeiro. Estar sempre do lado delas quando elas quiserem. Mas não juro que, intimamente, eu não vá pensar: é, são umas mal-agradecidas. Porque - você vai perceber isso na sua - mulher mãe é um ser bem primitivo mesmo. E todas, de alguma forma, serão sempre iguais nessa premissa. <br /><br />Parabéns pelo nascimento de Sophia. E cuidado com a esposa, ela agora é a dona do mundo. Sabe mais do que você e seus 23 livros de Freud.</blockquote>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-64734948815188199402008-05-06T04:25:00.001-07:002008-05-06T04:28:31.194-07:00DebaucheryA virtuous woman, she had never been one. <br /><br /><strong>Hedonism, excitement, exposure, sensuality, pleasure, carnality, mundaneness.</strong> If it weren’t for her contradictory respect for others, these words would have shaped all her days. She had to tame herself, though. Sacrifice her desires for love, work, family.<br /><br />Replace the debaucheries with some sensibility — that is how her life had been saved from complete decadence a couple of times already. <br /><br />A social beast, she had turned into.clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-2644551895449245682008-05-02T00:33:00.000-07:002008-05-02T01:07:02.172-07:00Pés Descalços na Festa<a href="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SBrLZvohDDI/AAAAAAAAALk/8PP2SzqtkOE/s1600-h/paul+wosf.bmp"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SBrLZvohDDI/AAAAAAAAALk/8PP2SzqtkOE/s320/paul+wosf.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195688763268860978" /></a><br />Se tem uma coisa que me incomoda é ter que tirar os sapatos na casa dos outros. <br /><br />Entendo que haja pessoas preocupadas com germes em seu lar. Minha mãe tinha mania de citar todas as sujeiras da rua quando púnhamos os pés calçados no sofá: poeira, cuspe, cocô, xixi. O efeito era tão nojento que voltávamos com os pés para o chão imediatamente. <br /><br />No caso de uma festa, no entanto, acho deselegante exigir que seus convidados tirem os sapatos por dois motivos básicos:<br /><br />1) Ninguém vai dizer não, para evitar o desacato aos anfitriões. É por os convidados entre a cruz e a espada. <br />2) Os sapatos, assim como as roupas, são parte do visual que o convidado compôs para participar da festa. Exigir que retire-os significa atrapalhar o figurino. <br /><br />Além disso, evitam-se gafes como a do Paul Wolfowitz, ex-presidente do World Bank, que quando em visita à Turquia "pagou dedão-do-pé" com meias furadas numa mesquita.clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-57046104229734605032008-04-30T01:17:00.000-07:002008-05-06T01:08:51.332-07:00Crioula Navegante<a href="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SBgrd_ohDCI/AAAAAAAAALc/JKOMhtXXJEM/s1600-h/MAYRA.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SBgrd_ohDCI/AAAAAAAAALc/JKOMhtXXJEM/s320/MAYRA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194949964469439522" /></a>Ela nasceu em Cuba, de pais cabo-verdianos. Atualmente vive em Paris, mas já passou por Senegal, Angola e Alemanha. <br /><br />Topei com uma mini resenha numa revista francesa da cantora Mayra Andrade e arrisquei. Comprei o CD Navega "às surdas" e não me arrependi. <br /><br />Mesmo com tantas andanças Mayra não perdeu a regionalidade. É mais moderna (e bonita!) que a conterrânea Cesária Évora, sua voz vem como uma brisa marítima. Sem nunca ter estado em Cabo Verde, me remeto à uma de suas ilhas sentada num quintal tomando café da manhã num dia preguiçoso já banhado de sol.clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-11539985541278768182008-04-28T07:17:00.001-07:002008-04-28T12:56:40.980-07:00Vovó Franca<a href="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SBXgSvohDBI/AAAAAAAAALU/jwS2ONLgVmg/s1600-h/IMG_0054.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194304357870406674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SBXgSvohDBI/AAAAAAAAALU/jwS2ONLgVmg/s320/IMG_0054.JPG" border="0" /></a><br /><div>Lá no hospício virtual, vulgo Orkut, tem uma comunidade cujo nome adoro: "Quero ser uma vovó franca". </div><br /><div></div><br /><div>Ao meu ver erraram ao por uma foto da Monique Evans — que para mim tá mais para perua que vovó franca — mas, de qualquer forma, gosto muito da idéia por trás da comunidade. </div><br /><div></div><br /><div>Eu odeio velho rabugento. Amo velhos produtivos que pintam os cabelos de vermelho e ousam deixar as madeixas longas, que calçam All Stars, usam óculos de gatinho, vestem roupas coloridas e ca-ga-ram para as rugas na cara.</div><br /><div></div><br /><div>São mulheres como <a href="http://www.viviennewestwood.com/flash.php">Vivienne Westwood</a>, <a href="http://www.dorislessing.org/">Doris Lessing</a>, <a href="http://ec.europa.eu/commission_barroso/kroes/index_en.html">Neelie Kroes</a> (Comissária de Competições da União Européia) e as já falecidas falecidas <a href="http://www.astridlindgren.de/">Astrid Lindgren </a>(criadora da Pippi Longstocking) e <a href="http://www.arte.tv/de/kunst-musik/Simone-deBeauvoir/1866288.html">Simone De Beauvoir</a>. </div><br /><div></div><br /><div>Ou a vovó da foto da campanha da American Apparel, uma de minhas marcas favoritas. Não é linda?</div>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-27440720245191428372008-04-27T00:01:00.000-07:002008-04-28T07:10:22.351-07:00Primavera Adorada<a href="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SBV9P_ohDAI/AAAAAAAAALM/Xnx4yHkC1G8/s1600-h/IMG_0096.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194195458974616578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SBV9P_ohDAI/AAAAAAAAALM/Xnx4yHkC1G8/s320/IMG_0096.JPG" border="0" /></a><br /><div><a href="http://bp0.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SBV4cPohC_I/AAAAAAAAALE/PmNVo8f61JQ/s1600-h/IMG_0095.JPG"></a><br /><br /><div><a href="http://bp0.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SBV2lPohC-I/AAAAAAAAAK8/RKcDNl7TIhk/s1600-h/IMG_0095.JPG"></a>Será que Nélson Sargento se inspirou na primavera européia para escrever o Cântico à Natureza?<br /><br /><br /><div><br /><blockquote>Brilha no céu o astro rei com fulguração<br />abrasando a terra anunciando o verão<br />outono estação singela e pura<br />é a pujança da natura<br />dando frutos em profusão<br /><br />Inverno, chuva, geada e garoa<br />molhando a terra preciosa e tão boa<br />desponta a primavera triunfal<br />são as estações do ano<br />num desfile magistral<br /><br />A primavera matizada e viçosa<br />pontilhada de amores<br />engalanada, majestosa<br />desabrocham as flores<br />os campos, nos jardins e nos quintais<br />a primavera é a estação dos vegetais<br /><br />Oh! primavera adorada<br />inspiradora de amores<br />Oh! primavera idolatrada<br />sublime estação das flores<br /></blockquote></div></div></div>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-58522925998412879722008-04-22T03:08:00.000-07:002008-04-22T03:27:02.577-07:00Saco no sacoQuando cheguei na Europa há 8 anos e meio, fiquei indignada logo em minha primeira visita ao supermercado. Passada as compras pela máquina registradora não havia ninguém para empacotar meu iogurte. Olhei pra direita, depois pra esquerda até avistar um monte de sacolas plásticas com o logotipo do supermercado. O empacotador deve estar doente, pensei.<br /><br /><blockquote>"Mevrouw, de tas!"<br />"Quê"?<br />"De tas kost 25 cent." </blockquote>Com meu holandês de ameba não entendi uma palavra da caixa. Mas pelo seu gesto percebi que ela queria a sacola.<br /><br />Ela pegou a bolsa e passou pela máquina registradora assim como o iogurte. E a máquina fez "péim"!<br /><br />Sem entender nada, paguei pela sacola.<br /><br />Ao chegar em casa discuti com o nativo que absurdo a caixa ter me cobrado por um pedaço de plástico. No meu país sacos ficam à disposição do cliente (melhor dizendo, do empacotador). São inclusive colocados um dentro do outro para ficarem mais resistentes. Desempacotadas as compras do mês ainda sobram uns 40 sacos — quando não vão direto pro lixo.<br /><br />Foi quando ouvi, pela primeira vez, aos 22 anos, que sacos plásticos podem levar cinco séculos pra se desintegrarem. Os números assombrosos são vários: No estado do Rio de Janeiro 1 bilhão de sacos plásticos são consumidos por ano com o governo gastando R$ 15 milhões somente para dragar os rios entupidos por lixo, grande parte de sacos plásticos. Em Maceió, os sacos voam com a brisa marítima, destruíndo a paisagem paradisíaca da cidade.<br /><br />Desde então comecei a carregar minha sacolinha. Da última vez que estive no Brasil, levei bolsinhas leves, bonitinhas e não-descartáveis para as compras de presente para minhas amigas.<br /><br />E em uma das idas ao supermercado interrompi o empacotador que colocava um saco de uvas dentro de dois (!) outros sacos.<br /><br /><br /><blockquote>"Não precisa por no saco, não."<br />"Mas é de graça, senhora!", respondeu o<br />empacotador estupefacto.<br />"Você sabia que esse saco demora cinco<br />séculos..." </blockquote>Deve ter me achado uma alien.<br /><p align="center"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte/2008/04/dia-da-terra-convocacao-geral.html"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192009668587793586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SA25SP6RrLI/AAAAAAAAAK0/OyqeLyznZAs/s320/diadaterra.jpeg" border="0" /></a></p>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-3006861616562277892008-04-21T07:55:00.000-07:002008-04-21T09:45:15.571-07:00Sex, Drugs & Rock 'n Roll<a href="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SAzECQLndaI/AAAAAAAAAKs/JHNhOJDDyrw/s1600-h/i_am_a_groupie.jpeg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191740013433812386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="314" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SAzECQLndaI/AAAAAAAAAKs/JHNhOJDDyrw/s320/i_am_a_groupie.jpeg" width="200" border="0" /></a><br /><div>Meu namorado, DJ quarentão e futuro instrutor de direção, foi contratado para uma festa na cidade de Baden, na Suíça sábado passado. </div><br /><div></div><br /><div>Fiz minha trouxinha e fui junto de groupie que não sou boba. </div><br /><div></div><br /><div>Tudo VIP: hotel 4 estrelas com dois chuveiros distintos no banheiro, motorista pra baixo e pra cima, jantar orgânico e café da manhã continental incluídos. </div><br /><div></div><br /><div>Além do digníssimo, outros 3 DJs fizeram o som da noite. Um deles, Leeroy Thornhill, ex-Prodigy. </div><br /><div></div><br /><div><strong>Ex-Prodigy, mas ex-o quê?</strong></div><br /><div></div><br /><div>Leeroy era dançarino do grupo e dava palhinhas vez ou outra cantando. Hoje enche boates no mundo inteiro tocando breakbeats sob o nome da banda pela bagatela de 2000 libras esterlinas por duas horas de show. </div><br /><div></div><br /><div>Mais sinistro que o fenômeno Leeroy era a platéia. Jovens que ainda mamavam no peito nos anos 90 se curvavam em reverência a Leeroy. Pessoalmente, acho sua música muito aquém do nome que ostenta. Mas a verdade é que Leeroy poderia tocar Atirei o pau no gato que os bitolados continuariam a adorá-lo como um deus. </div><br /><div></div><br /><div>Como sua música não me apetece, resolvi ir ao <em>back stage</em> tomar uma cerveja. Por lá outro DJ sacava um cartão de banco enquanto sua amiga tirava um saquinho com pó branco do bolso. </div><br /><div></div><br /><div>Não tenho estrutura para assistir ninguém aspirando pós pelo nariz tampouco injetando líqüidos nas veias. A mera visão da fileirinha de cocaína já me causa náuseas. Logo peguei minha cerveja e voltei para ouvir o bate-estaca de Leeroy.</div><br /><div></div><br /><div>Fico me perguntando de onde vem a frase-título desse post. Pois mesmo que o sexo venha fácil para os rock stars, a consumação do mesmo com tanta droga, álcool e noites em claro é humanamente impossível. </div><br /><div></div><br /><div>Será que Iggy Pop ainda come alguém?</div><br /><div></div><br /><div></div><br /><div><br /></div><br /><div></div>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-19126828287604491942008-04-15T11:42:00.001-07:002008-04-22T00:32:08.952-07:00Gestapo na Sauna<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SAZSqQr0qJI/AAAAAAAAAKc/CnNJlHyU4Cc/s1600-h/sauna_gallery_custom.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189926506577832082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/SAZSqQr0qJI/AAAAAAAAAKc/CnNJlHyU4Cc/s200/sauna_gallery_custom.jpg" border="0" /></a><br />Minha amiga Arnild disse que fez as pazes com a Alemanha. Já eu me encontro em pleno pé-de-guerra com ela.<br /><br />Sexta-feira passada tivemos um team building. Um retiro dilbertiano numa casa no meio do mato liderado por um instrutor grego vesgo com sapatos que brilhavam tanto quanto sua careca. O conteúdo do curso de dois dias — como evitar conflitos no escritório — nos era passado por meio de frases de livros de auto-ajuda enquanto sentados em um círculo mais parecido com reuniões do AA, criticávamos nossos colegas ou demonstrávamos nossa tão sincera satisfação por trabalharmos juntos.<br /><br />Imersos nessa teia emocional, de volta ao hotel ao fim do dia, resolvemos nadar. Pus meu biquini e, o de reserva, emprestei a uma colega jovem e turca. Do outro lado da piscina, separados de nós apenas por uma parede de vidro, velhos, vários velhos, pelados na espreguiçadeira. Era a sauna.<br /><br />Sauna na Alemanha é nudista.<br /><br />Eis que surgem dois colegas homens e nos convidam a mudar de território, ou seja, a cruzar a parede de vidro, tirar a roupa e fazer sauna com eles.<br /><br />Como não estava nem um pouco a fim de ver o pingolim de meus colegas e tampouco mostrar minha depilação a Deus e o mundo, sugeri que mantivéssemos os biquinis e os rapazes se enrolassem nas toalhas. Eles toparam e felizes fomos.<br /><br />Até pormos os pés na sauna e sentir a hostilidade.<br /><br />"Sauna é para ser feita SEM roupa de banho", disse um velho pelancudo de raros pentelhos brancos e saco chegando no joelho.<br />"E por quê?", provoquei. "E se eu quiser manter meu biquini?", cutuquei mais um pouco.<br /><br />Silêncio.<br /><br />Papo foi, papo veio (desconfio que todos estivessem incomodados com a situação de semi-nudez, logo falavam como papagaios). Bastaram 5 minutos para a mulher pelancuda do velho de raros pentelhos brancos e saco chegando no joelho com seus peitos muxibentos suando sobre a barriga (que por sua vez suava sobre a virilha) resmungar:<br /><br />"Na sauna deve-se fazer silêncio".<br /><br />Meu sangue já quente pela temperatura e o comentário anterior sobre meu biquini entrou em estado de ebulição.<br /><br />"Sabem de uma coisa? Acho que esse troço de sauna não é pra mim. Não posso usar meu biquini, não posso conversar. É mais negócio tomar uma cerveja nesse país.", e saí de supetão batendo a porta.<br /><br />Se o problema tivesse sido resolvido com minha saída à la Guadalupe de novelas mexicanas, acho que nem estaria escrevendo aqui. Só que infelizmente, meu humor foi ao chão naquela noite. Perdi totalmente o controle de minhas lágrimas. De raiva.<br /><br />Aquela sensação de invasão no episódio da sauna me fez muito mal. Me fez ver que estou longe de hastear bandeiras brancas para a Alemanha como faz minha amiga Arnild. Me sinto agredida com o mau-humor da velharia que se irrita com biquinis na sauna e crianças jogando bola na rua. Me irritam leitores de tablóides que se acham no direito de defamar nações inteiras baseados em sua leitura preconceituosa de cada dia. Me enojam os que nesse solo marcado por holocausto ousam sair às ruas berrando frases xenófobas. Me assusta o rumo que a sociedade toma quando os que aqui escolheram viver são vistos com maus olhos e, por sua vez, não desenvolvem qualquer apego à nova terra.<br /><br />Suspeito que meus colegas estejam me imaginando a pudica escandalosa depois do que presenciaram na sauna...talvez tivesse sido melhor ceder ao strip-tease total.clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-58188724495282855502008-04-04T03:42:00.000-07:002008-04-04T03:43:07.930-07:00Nancy<div style="MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center"><a href="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/R_YGLQTgbVI/AAAAAAAAAKU/rTsL3p4vV2s/s1600-h/Bild+049.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/R_YGLQTgbVI/AAAAAAAAAKU/rTsL3p4vV2s/s320/Bild+049.jpg" border="0" /></a> </div><br />Nancy is one of these persons who makes you believe in extraterrestrial life. She could have come from Mars, Venus or even from another unknown (but pink) planet.<br /><br />She introduces herself as "Hi, my name is Nancy and my hobby is to meet people".<br /><br />Such an excentric soul would have probably burned for being a witch during Inquisition, but luckily we're beyond year 2000 and Nancy is a free woman who keeps surprising me.<br /><br />Like her latest out of the office automatic reply.<br /><br />"I am out-of-the-office walking-the-talk about my work-life-balance and setting the example to you too.Will be back on April 18. Yep, it's a Friday!"<br /><br />By the way, Nancy works for Shell in the Netherlands.<br /><br />Boots, keep walking!<div style='clear:both; text-align:CENTER'><a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'><img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /></a></div>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-48926024409880607642008-04-02T06:40:00.000-07:002008-04-03T00:40:09.814-07:00Prazeres da Carne<a href="http://bp0.blogger.com/_YE5knO2PqzU/R_OM5wTgbUI/AAAAAAAAAKM/SgHgtRIzqYo/s1600-h/carne.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_" style="CLEAR: both; FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 219px; HEIGHT: 246px" height="287" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_YE5knO2PqzU/R_OM5wTgbUI/AAAAAAAAAKM/SgHgtRIzqYo/s320/carne.jpg" width="219" border="0" /></a>Acabei de ler que nos EUA foi inaugurado um clube de strip-tease vegano.<br /><br />Tô rolando de rir com essa história.<br /><br />Faz quase três anos que (con)vivo com um lacto-vegetariano, que me ensinou a consumir carne com moderação e me fez ampliar o leque de receitas diárias para incluir comidas saborosas sem nada que tenha olhos.<br /><br />Mas que diabos é isso, um clube de strip vegetariano?<br /><br />Na Casa Diablo Gentlemen´s Club em Portland, os clientes são servidos comidas sem vestígios animais, algumas dançarinas são adeptas da dieta e nem sonham em usar roupas de couro em suas apresentações.<br /><br />Obviamente a associação do veganismo ao sexo despertou a ira de muitos ativistas. E o meu espanto com tamanho nonsense!<br /><br /><br /><div style="CLEAR: both; TEXT-ALIGN: left"><a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"><img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: 0% 50%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px; moz-background-clip: initial; moz-background-origin: initial; moz-background-inline-policy: initial" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="middle" border="0" /></a></div>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-81135374006539778152008-04-01T01:24:00.000-07:002008-04-01T01:28:19.065-07:00Fumando tudo até a última ponta<a href="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/R_HxPgTgbTI/AAAAAAAAAKE/xfbp6rmt1dk/s1600-h/teto+fumante.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_" style="CLEAR: both; FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_YE5knO2PqzU/R_HxPgTgbTI/AAAAAAAAAKE/xfbp6rmt1dk/s320/teto+fumante.jpg" border="0" /></a>Sempre fui hedonista. E foi a busca incessante pelo prazer que me fez fumar. Faz exatamente quatro meses que pus meu último pitoco na boca e com muita determinação continuo até agora assim.<br /><br />Mas morro de vontade de acender só um.<br /><br />Juro que se fosse uma pessoa controlada nunca teria parado. Ia desfrutar da fumaça entrando e saíndo de meus pulmões para sempre. Mas como começão nunca foi meu forte, só me resta a privação total.<br /><br />Pior de tudo é ouvir que ex-fumantes de muito longas datas ainda sonham com o maldito cigarro.<br /><br />Recebi a foto do post do Gilberto e embora não goste de campanhas anti-tabagistas, admito que essa é genial.<div style='clear:both; text-align:LEFT'><a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'><img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /></a></div>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-26105076081981463302008-03-19T05:06:00.000-07:002008-04-22T00:36:27.841-07:00Mary e NinaMe contaram que nasceu ontem.<br />Pequenina, de rostinho redondo e dedos longos.<br />Nina é filha da Mary<br />A mesma Mary que dividiu a sala de aula comigo da primeira série primária ao segundo ano de faculdade.<br />A mesma que comigo ia gastar toda a mesada no Rio Sul numa época em que ainda dava para comprar alguma coisa com tão pouco dinheiro.<br /><br />Mary que tem uma irmã brava de quem tenho medo até hoje, embora sejamos todas adultas.<br />Mary que morava no número 347 como eu, ela na Tijuca e eu no Residencial Shangrilá no Méier.<br />Mary que foi a última a saber que eu não era mais virgem, devido suas convicções religiosas.<br />Mary que agora é mãe. Da Nina.<br /><br />Felicidades, querida.clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12416894.post-20501721495991713842008-03-17T09:35:00.000-07:002008-05-26T05:35:08.415-07:00On Akin and Fassbinder<a href="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/R96d05psUiI/AAAAAAAAAJ8/W_Asd6ZhApA/s1600-h/collage+film.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_" style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_YE5knO2PqzU/R96d05psUiI/AAAAAAAAAJ8/W_Asd6ZhApA/s320/collage+film.jpg" border="0" /></a><br />Last weekend I had one of the film immersions I like so much. I worked as a volunteer for a new and disorganised film festival in Frankfurt tearing off visitor's tickets and obviously watching movies in improvised rooms. The seats were a bunch of office chairs tied up to each other and lined up in front of a small screen. As empty as it was, very often I was on my own in a kind of private projection.<br /><br />It was a trip into some new and old German styles. A touching drama named Madonnen told the story of an asocial young German woman whose main activity in life was to get pregnant from unknown men and drop her multicoloured children at the grandma's home. Towards the middle she decides to collect all six kids and try a new life with them and her newest boyfriend, a stationed American soldier with whom she develops a disturbed relationship.<br /><br />The next day, more comfortably on my couch at home, I watched one of Fatih Akin's (from Gegen die Wand — Head-On in English) latest creations. "On the Other Side" got me stuck to the TV screen for its two hours in a very pleasant motion, slow, but as intense as it gets. Tanned skins, three languages (English, German and Turkish), beautiful landscapes and entangled life stories. An old Turkish father meets an also Turkish prostitute in the red light district of Bremen and falls in love with her. He pays her to live with him and exclusively lay with him. The relationship turns out to be a mistake and that is when the other caracters of the story pop up: the old man's son, a Turkish-German university professor, the prostitute's human right's activist daughter from Istanbul, the German student who falls in love with her and the student's ex-hippie mother. They meet and still never find each other, trapped into melancholic feelings about death and homesickness.<br /><br />To sum the weekend up, a Fassbinder movie that turned my stomach inside out. "In a Year with 13 Moons" was boring, but at least was filmed under beautiful light, which made it somehow bearable. Undigestible though, was the 5-minute long shot of a cruel slaughterhouse while the transexual Elvira spoke and spoke her usual blablabla as several cows were being bled to death.<br /><br />This will be a vegetarian week for me.<div style="clear: both; text-align: left;"><a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"><img src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" alt="Posted by Picasa" style="border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" align="middle" border="0" /></a></div>clabrazilhttp://www.blogger.com/profile/15964266122794548438noreply@blogger.com