<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642</id><updated>2009-11-09T12:01:33.135-08:00</updated><title type='text'>PRÉDICA e HISTÓRIA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-2099875963968967243</id><published>2008-10-12T09:20:00.003-07:00</published><updated>2008-10-12T09:20:22.001-07:00</updated><title type='text'>OBRIGADO COXA-BRANCA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SPIhmumuTjI/AAAAAAAAAzg/G0ulcvlT6js/s1600-h/PICT0292.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SPIhmumuTjI/AAAAAAAAAzg/G0ulcvlT6js/s320/PICT0292.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256300664323984946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Frederico “Fritz” Essenfelder trouxe do Rio Grande do Sul a primeira bola de futebol e o entusiasmo para difundir o novo esporte bretão em terras paranaenses. Ele resolveu montar um “team” e agregou à sua volta outros jovens oriundos do Club Ginástico Tuverein (ou Teuto-Brasileiro), todos de origem germânica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafiados Essenfelder e seu grupo de amigos para um jogo a realizar-se em Ponta Grossa, no mesmo dia do convite, ao invés de organizar apenas uma equipe, rapazes como ele, de uma família tradicional que produzia pianos, resolveram fundar um clube que nasceu com a marca de muitos dos nomes mais tradicionais da sociedade paranaense até hoje, como Leopoldo Obladen, Arthur Iwersen, Arthur Hauer, João Vianna Seiler e outros tantos... E nasceu naquele 12 de outubro de 1909, o Coritybano Football Club, a preparar-se para o jogo que se realizaria em 23 de outubro seguinte em Ponta Grossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que essa decisão de fundar um clube foi tomada por entusiasmo juvenil? Ou será que eles tinham em mente uma vaga idéia de que, ali, naquele momento, plantavam a semente de tudo o que aconteceu nos 99 anos seguintes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível responder isso, mas eu tenho como palpite que eles planejaram algo efetivamente grande, bem do disciplinado jeito alemão de fazer as coisas olhando sempre ao futuro. Mas mesmo assim fico a me perguntar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que eles sabiam que, de clube de colônia, o depois renomeado Corityba passaria a ser um clube do povo, agregando italianos, poloneses, ucranianos, portugueses, caboclos e negros? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginavam que as cores verde e branca da casa dos Habsburgos teriam suas metas defendidas por gigantes de ébano como Jairo e Edson Bastos? E que na linha, atuariam artistas negros e mulatos como Zé Roberto, Lela “o careta”, Eli Carlos e Tóby?  Mais que isso, concebiam que até a colônia japonesa se faria presente nessa história com Kazuoshi Miúra, o Kazu e Pedro Ken?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teriam eles, a vaga noção de que a idéia agregaria tanta gente à sua volta e seria capaz de criar ídolos marcados nas memórias de gerações de pessoas, como Rafael Camarota,  Manga, Oderdan, “capitão” Hidalgo, Pachequinho, Aladim,  Pizatinho, Hermes, Lanzoninho, Hamilton Guerra, Bequinha, Miltinho, Neno, Leocádio, Duílio Dias, Paquito, Tião Abatiá, Kosilec, Vilson Tadei, Luiz Freire, Tostão, Keirrison, Henrique Dias e Vanderlei?&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SPIiMFOOPSI/AAAAAAAAAz4/DB79F3r7gnM/s1600-h/PICT0188.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SPIiMFOOPSI/AAAAAAAAAz4/DB79F3r7gnM/s320/PICT0188.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256301306050395426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eles pensariam se soubessem que aquela era e semente da criação de um mito como Fedato, o zagueiro que recusou jogar na época do auge do futebol carioca para continuar defendendo as cores do seu amado alvi-verde? E que o “flecha loira” Krüguer pensaria em dar sua vida pelo ideal, a ponto de enfrentar a morte e voltar a campo para depois aposentar-se e continuar trabalhando por 30 anos no clube, ajudando a formar novos jogadores para a instituição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual seria o seu orgulho, sabendo dos atletas que desfilariam seu futebol pelo mundo, representando o Brasil na seleção brasileira, como Nilo, Dirceu, Alex e Dida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo talvez eles pudessem conceber. Afinal, o esporte agrega valores como estes, de lealdade, doação, garra, patriotismo, honra e tradição. E esporte, enfim, não discrimina ninguém pela cor da pele ou pela origem, o esporte faz aflorar os mais belos sentimentos da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e se alguém lhes dissesse que da inveja de um adversário contra o zagueiro Hans Egon Breyer nasceria um grito de guerra, um mantra, uma identificação eterna e sincera a ser pronunciada pela eternidade? E que o apelido Coxa-Branca viraria Coxa e seria gritado como Cooooo-Xaaaaa! impondo respeito aos adversários pelo mundo afora?&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SPIh2ojhy8I/AAAAAAAAAzo/fG-hVrwEZ4c/s1600-h/PICT0303.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SPIh2ojhy8I/AAAAAAAAAzo/fG-hVrwEZ4c/s320/PICT0303.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256300937577876418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que eles diriam, se soubessem que a instituição que fundaram presumivelmente apenas para uma partida de futebol construiria um dos maiores estádios particulares do país e do mundo? E que neste mesmo templo da fé que eles fundaram, até o “papa do povo”, João Paulo II visitaria dando sua benção? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como agradeceriam seus vitoriosos sucessores na tarefa de manter viva a chama da ideologia do esporte em alvi-verde, como Antonio do Couto Pereira, Lincoln Hey, Aryon Cornelsen, Miguel Checchia, Bayard Osna, Joel Malucelli e Giovani Gionédis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E será que prestariam reverência ao maior dos seus “filhos”, o imortal Evangelino da Costa Neves?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre isso, só podemos especular. Deus não nos dá o poder de pedir a opinião dos antigos, Ele nos instrui apenas a agradecer a eles pelo bem que seus atos criaram no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu venho aqui e lhes digo de todo o coração: OBRIGADO!!!&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SPIixY1yYBI/AAAAAAAAA0A/6CzOCM5v-ZE/s1600-h/PICT0695.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SPIixY1yYBI/AAAAAAAAA0A/6CzOCM5v-ZE/s320/PICT0695.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256301946971774994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-2099875963968967243?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/2099875963968967243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=2099875963968967243' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/2099875963968967243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/2099875963968967243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2008/10/obrigado-coxa-branca.html' title='OBRIGADO COXA-BRANCA'/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SPIhmumuTjI/AAAAAAAAAzg/G0ulcvlT6js/s72-c/PICT0292.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-2684897218784557641</id><published>2008-09-05T09:39:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T07:38:27.514-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='D.Pedro I'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='7 de setembro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='D.João VI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='independência'/><title type='text'>7 DE SETEMBRO: O BRASIL NÃO FOI FORJADO NA PAZ</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SMFeK1y_MXI/AAAAAAAAAxg/xZqmxtI71QI/s1600-h/Bandeira.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SMFeK1y_MXI/AAAAAAAAAxg/xZqmxtI71QI/s320/Bandeira.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242574981568606578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum o entendimento de que o Brasil teve uma independência pacífica, proclamada por D.Pedro I e aceita sem maior resistência por Portugal. Lembro que nos meus tempos de colégio, falava-se até numa suposta benção dada por D.João VI, coisa que jamais aconteceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até 1807, o Brasil era ao mesmo tempo a jóia maior da corôa portuguesa e alvo da cobiça comercial tanto da Inglaterra quanto da França, países hegemônicos da época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tanto era assim, que no acordo que previu a retirada da família real portuguesa para cá em 1807 (fugindo de Napoleão Bonaparte), a Inglaterra comprometeu-se a escoltar e salvaguardá-la em troca da abertura tão somente do porto de Santa Catarina, além, claro, de não enfileirar-se com a França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, enquanto em Portugal a corôa aceitou abrir apenas um porto, cuidando para que os demais não saíssem do jugo colonial português. Se ao chegar aqui em 1808 D. João mudou de idéia, ou por conveniências econômicas ou mesmo pelo intuito de fundar aqui uma nova nação poderosa longe das tensões causadas pelas super-potências européias, ninguém sabe ao certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, em 1821 D. João retorna à Portugal que, de colonizador em 1807, transformara-se em reino unido com o Brasil. Isso desencadeou um processo, digamos, constituinte, com a reunião das Cortes (representantes da aristocracia tradicional do país) que tinham clara intenção retirar do Brasil a condição de reino, transformando-o novamente em colônia. E o fez propondo uma &lt;em&gt;certa&lt;/em&gt; autonomia a algumas de suas províncias mais ao norte, o que enfraqueceria o sabido ânimo independentista existente por aqui. Ou seja, uma manobra do império para evitar a perda total do Brasil, cujo grito de independência parecia não tardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na biografia de D.João VI, escrita por &lt;strong&gt;Jorge Pedreira&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Fernando Dores Costa&lt;/strong&gt;, consta uma carta escrita por D.Pedro a D.João, que relata muito bem a situação econômica e política daquele momento:&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SMFd3uo1JVI/AAAAAAAAAxQ/1oHD4kBzdcY/s1600-h/d_pedro1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SMFd3uo1JVI/AAAAAAAAAxQ/1oHD4kBzdcY/s320/d_pedro1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242574653229442386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Vossa Majestade, que é rei há tantos anos, conhecerá mui bem as diferentes situações e circunstâncias de cada país; por isso Vossa Majestade igualmente conhecerá que os estados independentes (digo os que nada carecem, como o Brasil) nunca são os que se unem aos necessitados e dependentes.Portugal é hoje em dia um estado de quarta ordem e necessitado, por consequência é dependente, o Brasil é de primeira e independente, &lt;em&gt;atqui&lt;/em&gt; que a união sempre é procurada pelos necessitados e dependentes; &lt;em&gt;ergo&lt;/em&gt; a união dos dois hemisférios deve ser (para poder durar) de Portugal com o Brasil, e não deste com aquele, que é necessitado e dependente. Uma vez que o Brasil todo está persuadido desta verdade eterna. a separação do Brasil é inevitável, a Portugal não buscar todos os meios de se conciliar com ele por todas as formas.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era visível que o Brasil de D.Pedro já tinha plena consciência de suas potencialidades, mas isso não significava que as Cortes, e mesmo D.João, aceitariam passivamente o fim da aliança colonial tão importante à Portugal, que dela dependia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o processo de independência iniciou-se em 1808, com a chegada da família real e a abertura (equivocada ou não, sob o ponto de vista lusitano) dos portos para o comércio com as nações amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Cortes tentaram evitar a libertação do Brasil e, proclamada a Independência dele, D.João não deixou de tomar providências no sentido de revertê-la, mas não obteve sucesso por vários fatores, como sua fraqueza enquanto instituição (o Rei esteve longe da capital imperial entre 1807 e 1821) submetido ainda, às pressões de processo constituinte (as Cortes), a quem temia afrontar, sem contar a degradação econômica, pois Portugal enfrentava, com a autonomia do Brasil na qualidade de Reino Unido, um processo de esvaziamento comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Independência não foi um processo pacífico. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SMFd-oZZBWI/AAAAAAAAAxY/ywds-ZBlfyE/s1600-h/retrato-de-dom-joao-vi.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SMFd-oZZBWI/AAAAAAAAAxY/ywds-ZBlfyE/s320/retrato-de-dom-joao-vi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242574771813156194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta da promessa de autonomia de certas províncias, havia no Brasil defensores do Império, de tal modo que o governo de D.Pedro se viu obrigado a reestruturar o Exército e a Marinha ao custo de praticamente quebrar o Banco do Brasil (o da época) e tomar empréstimos variados à Inglaterra e adentrar às receitas alfandegárias do porto do Rio de Janeiro. Tudo isso para combater as mílícias pró-Portugal, concentradas nas províncias do norte, aquelas às quais as Cortes prometeram certa autonomia em detrimento do todo da colônia sul-americana. Nesse sentido, esse trecho do prefácio de &lt;strong&gt;José Honório Rodrigues&lt;/strong&gt; em seu "Independência", é esclarecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Este volume sustenta a tese de que a Independência não foi um desquite, uma separação amigável(...)Foi uma guerra, quer pela mobilização de forças no Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Cisplatina, quer pelos combates na Bahia, no Piauí, no Maranhão e no Pará. Nem a guerra foi somente na Bahia, nem a guerra na Bahia foi baiana, porque nela combateram oficiais fluminenses, pernambucanos, paraibanos, sergipanos, alagoanos e mineiros. É simples, assim, reafirmar que sem as forças armadas não seria possível conseguir a independência(...)A independência foi uma obra política e militar. Um exército improvisado fez muito mais do que dele era lícito esperar. Unidos, povo e exército se constituíram numa força revolucionária que acabou com o jugo colonial.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, houve combates e problemas sérios enfrentados pelas autoridades de época, o que de certa forma desmonta o mito de que o país nasceu endividado. Em verdade, como aconteceu em outras colônias libertas pelo mundo afora, gastou-se muito para sustentar o ato de libertação e, no caso do Brasil, após certo tempo Portugal conformou-se mediante um acordo em que até os livros da Real Biblioteca foram indenizados pela nóvel nação à corôa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o Brasil não nasceu endividado, ele endividou-se para nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a importância de tudo isto, que trago ao leitor nesses dias de festejos da nossa Independência é justamente lembrar que um país não se constrói sem lutas renhidas e dedicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país é resultado de um processo constante de confronto com interesses estrangeiros em prol de um conceito maior de nacionalidade. Como eu já escrevi antes, o Brasil é um país, mas nem sempre parece ser uma nação e talvez seja isso que lhe falte para deslanchar como potência econômica, o que implica exaltar os heróis do passado e não se conformar com teses simplistas de que nasceu em meio a uma paz que jamais foi verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prefiro pensar que o Brasil nasceu em meio à guerra. Que foi forjado pelo sangue de milhares de pessoas em contraposição aos ânimos coloniais portugueses, e que foi obrigado a contrapor o Príncipe Regente D.Pedro à seu pai, que nem de longe foi o governante inepto que a história tratou de diminuir, sabe-se lá por quais motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país que tem heróis está mais próximo de ser uma nação. E uma nação não nasce sem derramamento de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS: Esta matéria analisa fatos históricos a partir da ótica do autor.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais sobre a Independência do Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;PEDREIRA&lt;/strong&gt;, Jorge e &lt;strong&gt;COSTA&lt;/strong&gt;, Fernando Dores, &lt;strong&gt;D.João VI - Um Príncipe entre dois continentes&lt;/strong&gt;, Editora Companhia das Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;SCHWARCZ&lt;/strong&gt;, Lilia Moritz, &lt;strong&gt;A Grande Viagem da Biblioteca dos Reis&lt;/strong&gt;, Editora Companhia das Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;RODRIGUES&lt;/strong&gt;, José Honório, &lt;strong&gt;Independência - Revolução e Contra-Revolução as Forças Armadas&lt;/strong&gt;, Biblioteca do Exército Editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta matéria é reproduzida também no  meu &lt;a href="http://fabiomayer.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt;. Mais referências aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://predicaehistoria.blogspot.com/2008/02/conciliao-os-partidos-polticos-no.html"&gt;Partidos Políticos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://predicaehistoria.blogspot.com/2007/09/dom-joo-vi-e-o-desrespeito-da-globo.html"&gt;D.João VI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-2684897218784557641?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/2684897218784557641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=2684897218784557641' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/2684897218784557641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/2684897218784557641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2008/09/7-de-setembro-o-brasil-no-foi-forjado.html' title='7 DE SETEMBRO: O BRASIL NÃO FOI FORJADO NA PAZ'/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SMFeK1y_MXI/AAAAAAAAAxg/xZqmxtI71QI/s72-c/Bandeira.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-3043292240698716219</id><published>2008-05-06T17:24:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T23:44:24.146-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>O ME-ME DOS LIVROS</title><content type='html'>A &lt;a href="http://leticialocoelho.blogspot.com/"&gt;Letícia Coelho&lt;/a&gt; me passou a doce tarefa de escrever sobre literatura, com o me-me "5 LIVROS QUE EU GOSTO E UM QUE FICARIA APODRECENDO NA PRATELEIRA".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dífícil para mim listar apenas 5 livros dos quais gosto, então vou eleger os 5 que considero melhores, numa escolha extremamente difícil. Depois deixo uma lista de recomendações adicionais e no final, cito o livro que ficaria apodrecendo na prateleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º - A FESTA DO BODE -Mário Vargas Llosa&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É a narrativa romanceada dos últimos dias de vida do ditador da República Dominicana, Trujillo, e ao mesmo tempo um alerta sobre os males do poder total, da ditadura personalista e sem freios morais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda e qualquer lista de bons romances que eu fizer, esta obra estará presente e provavelmente, na primeira posição. O melhor livro que já li, o que fiz em um fim de semana em que praticamente não o larguei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garcia Marques, ao comentar sobre essa obra afirmou em alto e bom som que "não se faz isso com um velho como eu", querendo afirmar que é melhor que o seu consagradíssimo "Cem Anos de Solidão".&lt;/em&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDNgcAzyBI/AAAAAAAAAeU/Ni65XBh01wQ/s1600-h/livro2.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDNgcAzyBI/AAAAAAAAAeU/Ni65XBh01wQ/s320/livro2.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197379927144646674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º - CEM ANOS DE SOLIDÃO - Gabriel Garcia Marques&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A saga dos Buendia e da cidade que fundaram, Macondo. Envoltas em revoluções a família e a cidade evoluem entre fatos bizarros e fantásticos,&lt;/em&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDR-8AzyCI/AAAAAAAAAec/3i_IKaN9ZzE/s1600-h/livro3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDR-8AzyCI/AAAAAAAAAec/3i_IKaN9ZzE/s320/livro3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197384849177167906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;ditaduras, generais e romances diversos. Os Buendia adotam a prática de nomear seus descendentes com os mesmos nomes dos ícones familiares do passado, o que leva a uma narrativa que demonstra a passagem do tempo que, no entanto, não altera a essência das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do livro de Llosa, era meu preferido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º - O ÚLTIMO SUSPIRO DO MOURO - Salman Rushdie&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um indivíduo cujo corpo cresce à razão de 2 anos para 1, que acompanha a evolução da Índia, de colônia do Império Britânico, a uma república influenciada por inúmeras tradições milenares, religiões, raças e superstições.&lt;/em&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDTw8AzyDI/AAAAAAAAAek/EQXwP8LquWw/s1600-h/livro4.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDTw8AzyDI/AAAAAAAAAek/EQXwP8LquWw/s320/livro4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197386807682254898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Este livro sucedeu o também muito bom, embora polêmico, "Os Versículos Satânicos", e faz uma crítica não só à Índia, mas ao mundo caótico em que vivemos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4º - A CAPITAL - Eça de Queirós&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foi difícil escolher entre este livro, "O Primo Basílio" e o "O Crime do Padre Amaro", todos absolutamente sensacionais, polêmicos e com a marca da crítica severa de Eça sobre a aristocracia portuguesa que já na época atrasava o desenvolvimento daquele país.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDWP8AzyFI/AAAAAAAAAe0/p3W7okaamEw/s1600-h/livro5.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDWP8AzyFI/AAAAAAAAAe0/p3W7okaamEw/s320/livro5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197389539281455186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que acontece quando um jovem ajudante de farmácia entediado com a vida no interior herda uma bela quantia em dinheiro e, cansado da vida simples, resolve viver na então sofisticada Lisboa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma crítica ácida contra os costumes da aristocracia da época, mas de uma atualidade marcante, ao voltar-se contra a futilidade das aparências que ficam acima do caráter.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5º - O EGÍPCIO - Mika Waltari&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Há quem diga que Mika Waltari é um autor menor e piegas. Mas "O Egípcio" é um livro excepcional, que prende o leitor pela simplicidade da história da vida agitada de Sinuhe, o trepanador real, médico que acompanhou os faraós Akhenaton e Nefertiti no que foi uma verdadeira revolução religiosa do antigo Egito, substituindo a principal divindade do país na época, Aton, pelo culto a Amon-Rá&lt;/em&gt;.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDYW8AzyGI/AAAAAAAAAe8/uguf_djSwt8/s1600-h/livro6.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDYW8AzyGI/AAAAAAAAAe8/uguf_djSwt8/s320/livro6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197391858563795042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O livro conta a história dos faraós segundo uma versão que foi em parte confirmada por arqueólogos e historiadores muitos anos após seu lançamento, tendo como elemento dramático a vida agitada do médico da corte, que acompanhava o faraó, tratando-o de surtos de epilepsia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu ficaria dias aqui só tratando de livros, não só por gostar de lê-los, mas também por colecionar tantos quantos meu dinheiro pode comprar. Vou deixar também uma lista de obras diversas que recomendo, desejando boa leitura para meus leitores:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História/Biografias:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- A Era dos Extremos. Eric Hobsbawn;&lt;br /&gt;- Chatô - O Rei do Brasil. Fernando Morais;&lt;br /&gt;- Churchill - Visionário, Estadista, Historiador. John Lukacs;&lt;br /&gt;- Mauá, o Empresário do Império. Jorge Caldeira;&lt;br /&gt;- A Longa Viagem da Biblioteca dos Reis. Lilia Moritz Schwarcz;&lt;br /&gt;- Vale Tudo, Tim Maia. Nelson Mota;&lt;br /&gt;- Churchill. Lorde Roy Jenkins;&lt;br /&gt;- Estrela Solitária, Garrincha. Ruy Castro;&lt;br /&gt;- Memórias da Segunda Guerra Mundial. Lorde Winston Spencer Churchill.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Romances/Contos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- "A Ilustre Casa de Ramires", "O Crime do Padre Amaro" e "O Primo Basílio", todos do Eça de Queirós;&lt;br /&gt;- "Dom Casmurro" e "O Alienista", de Machado de Assis;&lt;br /&gt;- O Amor nos Tempos do Cólera. Gabriel Garcia Marques;&lt;br /&gt;- A Era Dourada. GOre Vidal;&lt;br /&gt;- O Retrato de Dorian Gray. Oscar Wilde;&lt;br /&gt;- O Nome da Rosa. Umberto Eco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Outros:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Pálido Ponto Azul. Carl Seagan;&lt;br /&gt;- O Mundo é Plano. Thomas L. Friedman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;APODRECENDO NA PRATELEIRA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei onde estava com a cabeça no dia em que comprei A PROFECIA CELESTINA, que é uma verdadeira bomba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estória irritante, piegas, cheia de clichês esotéricos e diálogos idiotas, o que me fez largá-lo no terceiro capítulo, escondê-lo na prateleira e nunca abri-lo nem para consultar o nome da editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já li livros ruins, um deles, O Código Da Vinci. A diferença é que o livro de Dan Brown, se lido como ficção prende o leitor por ser uma trama cinematográfica competentemente posta em papel. O problema é que tem gente que acredita que ele trata de fatos reais, o que é assunto para outros comentários.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDd6sAzyHI/AAAAAAAAAfE/gvbrqFmWyXI/s1600-h/livro1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDd6sAzyHI/AAAAAAAAAfE/gvbrqFmWyXI/s320/livro1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197397970302257266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas a Profecia Celestina tenta incutir desde o primeiro parágrafo que é algo real e que seus personagens efetivamente constataram as profecias e seus supostos efeitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É péssimo, basta dizer que na esteira de seu sucesso comercial, apareceram obras como "A Décima Profecia" ou "Para entender a Profecia Celestina", o que demonstra que foi apenas uma bem engendrada ação de marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como literatura, não serve para nada, depois de tentar ler isso, passei a nutrir admiração pelo Paulo Coelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou repassar a tarefa, mas que fiquem como convidados, sem obrigação de cumpri-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://mataador.blogspot.com"&gt;Shirlei&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://blogdocejunior.wordpress.com/"&gt;Cejunior&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://elisabetecunha.wordpress.com/"&gt;Elisabete Cunha&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://blogdamartabellini.blogspot.com/"&gt;Marta Belini&lt;/a&gt;; e&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://flanelapaulistana.com/"&gt;Letícia&lt;/a&gt;, do Flanela Paulistana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-3043292240698716219?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/3043292240698716219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=3043292240698716219' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/3043292240698716219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/3043292240698716219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2008/05/o-me-me-dos-livros.html' title='O ME-ME DOS LIVROS'/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/SCDNgcAzyBI/AAAAAAAAAeU/Ni65XBh01wQ/s72-c/livro2.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-1354154258168330665</id><published>2008-02-02T13:47:00.003-08:00</published><updated>2008-11-12T23:44:24.467-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='partidos políticos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>CONCILIAÇÃO: OS PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Este post é inspirado em um comentário que fiz no blog da &lt;a href="http://leticialocoelho.blogspot.com/"&gt;Letícia Coelho&lt;/a&gt;. Qualquer semelhança não é coincidência. Lembro também que o texto é &lt;em&gt;opinativo&lt;/em&gt; e por esta razão, pode conter equívocos históricos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I – Introdução.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre digo que o Brasil não tem partidos políticos verdadeiros e que a única entidade entre nós assemelhada a um deles é o PT, onde é possível vislumbrar algum tipo de orientação ideológica e hierarquia em relação às lideranças, elementos sem os quais simplesmente não funcionam as organizações que nós brasileiros costumamos seguir como exemplo de tanto em nossa novel democracia, e que são os seguintes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o Partido Comunista da extinta URSS;&lt;br /&gt;- o Trabalhista (“Labor”), os Liberais (“whigs”) e os Conservadores (“torys”) britânicos;&lt;br /&gt;- Democrata e Republicano dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade, nós, brasileiros, adotamos um conceito errado, de que os partidos são um meio necessário para atingir um objetivo, o cargo público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveríamos considerar o partido político como um instrumento organizador de políticas públicas, mas isso não acontece por vários fatores, como o histórico-cultural, o econômico, o estrutural e outros menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do fator histórico-cultural eu vou tratar nesta matéria, a partir do item II. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, há que se afirmar que o fator &lt;strong&gt;econômico&lt;/strong&gt; é preponderante na organização política brasileira. Li dias atrás, e peço desculpas ao leitor por não citar a fonte, que há muita gente no Brasil que gostaria de votar em pessoas que defendem políticas públicas verdadeiras, mas a situação econômica acaba levando a deferir o voto a quem oferece o alento necessário naquele momento específico antes ou depois do sufrágio. Muita gente no Brasil entende que a época de campanha política é para se esbaldar, ganhar presentes e aliviar um pouco a situação dolorosa do dia a dia. Não se pensa em longo prazo, nem no país, mas no que o candidato pode aliviar a situação individual do agente no agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda um aspecto mais grave, o &lt;strong&gt;estrutural&lt;/strong&gt;. Eu chamo de estrutural porque é algo afeito do Estado brasileiro como uma máquina. Uma máquina política extremamente amadora, onde de uma eleição para outra o novo chefe do Executivo (e mesmo os integrantes do Legislativo) procede centenas ou milhares de exonerações e nomeações para cargos em comissão, deferidos a parentes, amigos, correligionários, membros do partido que o elegeu ou ainda, membros de partidos que prometem apoiá-lo durante o mandato. Ou seja, o partido político e a militância são o caminho para um emprego bem remunerado, onde os salários nunca atrasam e onde não é necessária grande qualificação, senão a de lealdade a um “cacique”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada item destes dá margem a enormes discussões, monografias, teses de mestrado e doutorado, quero apenas escrever aqui uma impressão pessoal a partir de certos dados históricos, o que faço a partir do item II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II – No Império: O poder pelo poder.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os partidos políticos do império tiveram gênese no debate entre quem aceitava ou não a independência. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6TrE9nycqI/AAAAAAAAAZQ/Oja3_NI6XiM/s1600-h/os-partidos-politicos_25.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6TrE9nycqI/AAAAAAAAAZQ/Oja3_NI6XiM/s320/os-partidos-politicos_25.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162509543366881954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencida essa discussão, iniciou-se outra, segundo a qual buscava-se mais autonomia das então províncias, com a instalação de instituições republicanas à margem da monarquia, diminuindo, claro, o poder do imperador e distribuindo-o entre os pequenos poderosos locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, não se podiam chamar de partidos. Suas denominações eram muito mais uma classificação de ânimos em relação aos assuntos, do que aparatos partidário-ideológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1837 surgiram as primeiras instituições nacionais que poderiam ser chamadas de “partido”, mesmo considerando que a política, na época, era uma atividade exclusiva de senhores de terra e escravos, pessoas de mesma classe social, cujas opiniões pouco divergiam sobre assuntos importantes, de tal maneira que até o fim do segundo império vigeu uma situação de desinteresse do grande público pelas lides políticas, sempre centradas em uma prática que permeou a política brasileira em toda a sua história, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;conciliação&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que mantinha o poder centralizado na corte, a despeito dos reclames provinciais por mais autonomia, com contrapartida no atendimento de interesses específicos de líderes locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na teoria, os Conservadores eram adeptos da centralização de poder, tinham bases rurais.  Os Liberais o contrário, tentando fortalecer oligarquias provinciais dando-lhes autonomia, eram mais apreciados nas áreas urbanas. Apenas em teoria, pois já na época constatou-se um defeito inerente à toda história política brasileira: os partidos não mantinham unidos por ideologia, &lt;strong&gt;mas apenas por interesses pontuais de seus próceres&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARLOS DELMIRO DA SILVA SOARES(1) é feliz em afirmar que esses &lt;em&gt;“...dois partidos não apresentavam diferença ideológica marcantes, aceitando ambos a filosofia Liberal Clássica, de pouca intervenção do Estado no domínio econômico e outras características próprias do Liberalismo do século XX...” &lt;/em&gt;e ainda cita as historiadoras Maria Célia Freire e Marlene Ordonez (2) que escreveram o seguinte: &lt;em&gt;“Na prática, esses partidos funcionavam independentemente de sua ideologia e não eram orientados pelos seus princípios. &lt;strong&gt;Lutavam apenas pela posse do poder&lt;/strong&gt;. Havia elementos do Partido Liberal, bastante conservadores em duas idéias, e conservadores que apresentavam projetos de reforma progressistas. &lt;strong&gt;Tudo dependia das conveniências&lt;/strong&gt;.”&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-1354154258168330665?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/1354154258168330665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=1354154258168330665' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/1354154258168330665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/1354154258168330665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2008/02/conciliao-os-partidos-polticos-no.html' title='CONCILIAÇÃO: OS PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL.'/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6TrE9nycqI/AAAAAAAAAZQ/Oja3_NI6XiM/s72-c/os-partidos-politicos_25.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-4605004730138416897</id><published>2008-02-02T13:47:00.001-08:00</published><updated>2008-11-12T23:44:24.843-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='partidos políticos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;III – Na República Velha.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A República foi uma conseqüência do enriquecimento das províncias de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, cujo poder econômico passou a preponderar, enfraquecendo o Império, a figura do imperador e uma parte das oligarquias monarquistas.  Também foi uma decorrência do tímido debate no Império sobre a autonomia provincial, que foi evoluindo junto com a economia das mais fortes entre elas e consequentemente, com a formação de novas elites que não dependiam de trabalho escravo e apenas da exploração de terras.&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6Trp9nycrI/AAAAAAAAAZY/fvoRV0QTlwI/s1600-h/21598.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6Trp9nycrI/AAAAAAAAAZY/fvoRV0QTlwI/s320/21598.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162510179022041778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SP, MG e RS experimentaram fenômenos chamados de partidos republicanos desde a década de 1870, o que coincide com o enfraquecimento econômico da corte. Em verdade, eram organizações locais que abraçavam a causa da autonomia das províncias (ou por ideologia republicana, ou por interesses locais, o que, sabemos, preponderou) ou que, antevendo que a escravidão já não representava muito em termos econômicos, lutaram pela abolição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, proclamada a República, a situação partidária pouco se modificou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOLTAIRE SCHILLING (3), do canal de história do portal Terra é muito feliz em comentar que a proclamação da República “...&lt;em&gt;contou com escassa presença de republicanos autênticos...” &lt;/em&gt;, basicamente porque ela não decorreu da militância partidária em favor do novo regime. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que ela foi ocasional, apenas para alinhar interesses e embarcar novos integrantes ao regime, quais sejam, os potentados econômicos urbanos de SP, MG e RS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E podemos concluir por isso quando constatamos que tão logo iniciaram os primeiros embates políticos, a política de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;conciliação&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; reapareceu no grande movimento de “conversão” segundo o qual o historiador HÉLIO SILVA (4) informa que &lt;em&gt;“...muitos monarquistas aderiram espontâneamente à nova causa...”  &lt;/em&gt;e ainda que &lt;em&gt;“...havia um interesse comum de refrear ambições e rivalidades em benefício da República...”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A República Velha acabou marcada pela inexistência de forças políticas nacionais e homogêneas, que dizer de partidos, pois os ditos “partidos” regionais eram representação das oligarquias e coronelismos de cada estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no Império havia algo parecido com partidos nacionais, esses cindiram e cada uma de suas lideranças resolveu fundar a própria força política, não dando espaço à criação de instituições nacionais, o que acabou implicando num constante debater e puxar de armas pelo país afora, em vista das sempre presentes insatisfações regionais em um sistema caótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caótico porque os estados economicamente hegemônicos eram SP e MG, do que adveio a política do “Café com Leite” que garantia certa estabilidade mas implicava muita insatisfação ao deflagrar a corrida sucessória na metade do mandato do presidente, sempre acabando com a escolha de um paulista ou mineiro. Isso gerou quarteladas por todo o lugar e presidentes que pouco produziram em termos de conquistas econômicas e sociais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre esse estado de coisas, o historiador HÉLIO SILVA (5): &lt;em&gt;“...A gênese da candidatura do último presidente constitucional da República Velha foi a repetição dos conciliábulos de que falavam mal os políticos, quando não se podiam beneficiar deles. Não havia partidos políticos, mas simples rótulos vistosos, atrás dos quais os políticos se agrupavam, de acordo com suas conveniências. Não havia voto livre, mas a fraude generalizada, oficializada, praticada pelo Governo e pela oposição, porque não existia sequer outra forma de eleição...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um caos controlado onde as oligarquias se debatiam mas mantinham as rédeas da coisa, sem qualquer resquício de ideologia ou verdadeira organização partidária, até que os acontecimentos levaram a um levante e à ditadura Vargas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV – De Vargas à Revolução de 1964.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vargas foi alçado ao poder por uma série de fatores, entre os quais, pelo menos eu entendo assim, não se encontra a política-partidária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele representava o nacionalismo em moda na época, em um país que experimentava os efeitos da crise mundial de 1929 e no qual as lideranças políticas de há muito não apresentavam qualquer resquício de eficiência ou capacidade de realizar conquistas econômicas e sociais, mais preocupados em garantir a hegemonia das oligarquias de sempre. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6TsCNnycsI/AAAAAAAAAZg/FRmrbT8AXjs/s1600-h/img_capalivro_gv.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6TsCNnycsI/AAAAAAAAAZg/FRmrbT8AXjs/s320/img_capalivro_gv.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162510595633869506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma conjunção de fatores, mas não o partidário, basta lembrar que Vargas era representante de um partido regional, com os mesmos defeitos e pretensões dos que existiam em SP, MG e nos demais estados e também não deixou utilizar se da velha política de conciliação, tal qual os políticos do Império e da República Velha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BÓRIS FAUSTO(6) cita que &lt;em&gt;“...A ‘guerra paulista’ produziu efeitos contraditórios. De um lado, demonstrou ao governo Vargas e a Getúlio em particular que, apesar da vitória, era preciso cooptar pelo menos uma parte da elite paulista, e não confrontá-la abertamente ...”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vargas não era algo exatamente novo, mas na qualidade de ditador a sufocar opositores e centralizar o Estado pôde apresentar conquistas econômicas e sociais e enfrentar a crise mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi o primeiro líder republicano nacional e sua popularidade era sabidamente imensa em todo o país, o que forçou ao arranjo de forças políticas heterogêneas que buscavam confrontá-lo. BÓRIS FAUSTO (7) cita que, com a Constituição de 1934 &lt;em&gt;“As eleições marcaram um florescimento partidário como nunca existira no país, ainda que a grande maioria das organizações tivesse cunho regional.”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor se atenha na expressão “grande maioria”, que mostra que já havia resquícios de organizações nacionais, certamente considerando a popularidade do presidente em todos os estados do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre idas e vindas, avanços e retrocessos, a ditadura de Vargas gerou a tenebrosa Constituição de 1946 que, se por um lado ajudou a desenvolver os primeiros partidos de cunho nacional (PTB, PSD e UDN), por outro, era idealista demais, a ponto de prever coisas como a eleição separada de presidente e vice. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema partidário passou a ser nacional, mas nem por isso funcionou. O diplomata JOSÉ GUILHERME MELCHIOR, citado por RONALDO COSTA COUTO (8), comenta sobre a situação de 1964 que: &lt;em&gt;“...Instabilidade governamental, desintegração do sistema partidário, virtual paralisia da capacidade decisória do Legislativo...”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Constituição se manteve enquanto os presidentes foram Dutra e Vargas, ainda na esteira de poder do popular ex-ditador. Mas foi um dos estopins da verdadeira guerra acontecida durante o governo JK, quando uma oposição passou a ter influência no Poder Executivo, onde era representada pelo vice-presidente João Goulart, sem contar que JK não agradava em nada a UDN, partido das antigas oligarquias que nunca enfrentou (por não ter coragem para isso) Vargas a não ser no final de sua vida quando já no ocaso de sua carreira política. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas JK também conciliou na medida do possível e conseguiu encerrar seu mandato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Constituição de 1946 foi responsável direta pelo golpe de 1964 porque fragmentou o governo de 1960 em dois: o de Jânio, de direita, e o de João Goulart, de esquerda, o que acirrou o debate político num país influenciado pelos EUA e num mundo polarizado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu, pelo menos, penso de Jânio sentiu essa instabilidade e tentou dar um golpe para tirar o PTB e Goulart da parada, acalmar os ânimos e tentar governar com os resultados econômicos que tiveram Vargas e JK, quem sabe até virando ditador, coisa que não conseguiria fazer porque absolutamente nada era possível com a relação de forças parlamentares da época. Não parecia ter ânimo conciliatório, mas não foi verdadeiramente testado sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jânio caiu e a vez de Goulart chegara. Jango, porém, não agradava nem o PSD nem a UDN e ficou isolado, com apoio apenas do PTB. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí veio o parlamentarismo enterrado pela inexistência de partidos, porque não conseguia a mínima estabilidade para manter gabinetes funcionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao presidencialismo, Jango assumiu sem mínima condição de tomar medida econômica alguma que apresentasse resultados efetivos ao país. Daí apelou para as promessas de resgate social e se aproximou do comunismo, o que não funcionou, porque a população brasileira ainda era predominantemente rural, religiosa e extremamente conservadora. Há quem diga que ele também tentaria um golpe para se perpetuar no poder na qualidade de discípulo e sucessor de Vargas, mas não tinha apoio para tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior artífice da sua queda talvez tenha sido Leonel Brizola, cuja retórica incendiária assustou os setores moderados da sociedade brasileira e afastou qualquer tipo de diálogo &lt;strong&gt;(conciliação)&lt;/strong&gt; entre Jango e forças políticas que poderiam lhe dar mínima estabilidade para terminar o mandato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Carlos Lacerda afastava os conservadores de Jango e fazia muito barulho a incomodá-lo, Leonel Brizola afastava os moderados e Jango ficou apenas com os "radicais" do PTB, não conseguindo qualquer resquício de &lt;strong&gt;conciliação&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu? A sociedade brasileira apoiou o golpe de 64 que pôs ordem no caos instalado desde 1960. Tanto apoiou, que só começou a discuti-lo em 1967, quando apareceram os primeiros opositores declarados e iniciou-se o endurecimento do regime.&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6Tsn9nyctI/AAAAAAAAAZo/Z-xg8jR-yaw/s1600-h/1137751389_f.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6Tsn9nyctI/AAAAAAAAAZo/Z-xg8jR-yaw/s320/1137751389_f.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162511244173931218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-4605004730138416897?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/4605004730138416897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=4605004730138416897' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/4605004730138416897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/4605004730138416897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2008/02/iii-na-repblica-velha.html' title=''/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6Trp9nycrI/AAAAAAAAAZY/fvoRV0QTlwI/s72-c/21598.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-3080062545445140704</id><published>2008-02-02T13:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T23:44:25.158-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='partidos políticos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;V – O Bipartidarismo na Marra.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1965, o Ato Institucional nº. 2 impôs o bipartidarismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ARENA, formada pela antiga UDN e uma parte do PSD, uma união das oligarquias locais devidamente conciliadas ao estilo do Império, da República Velha e de certos momentos de Vargas. O Executivo impôs uma espécie de silêncio a todos, se bem que não conseguiu lealdade, pelo que se viu a partir do processo de redemocratização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No MDB, os moderados do PTB e eventuais outros partidos não elitistas, que aos poucos foi conquistando adeptos entre elites não tão arcaicas quanto as agrupadas na ARENA. O grande mérito de Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Theotônio Vilela e outros, foi de aglutinar no MDB as muitas forças diferentes da oposição moderada, que fizeram a opção por não aderir às armas, mas a um embate político que duraria décadas entre marchas e contra-marchas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1979, com a Lei da Anistia, Brizola juntou-se a eles e com discurso moderado, como querendo redimir-se dos erros colossais do seu passado e trazendo pela primeira vez o ânimo de criar estruturas partidárias verdadeiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1981, foi autorizada a criação dos ditos partidos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VI – Até hoje.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A firmeza da oposição ao regime mudou a opinião pública, que encontrou nela uma opção quando as medidas econômicas dos governos militares começaram a não funcionar mais, minando sua popularidade, que era grande até o primeiro Choque do Petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MDB tornara-se PMDB, frente política que havia vencido as eleições em 1974 e 1978, que venceria as de 1982 e mostrava que, cedo ou tarde, governaria o país pela pressão popular por mudanças. Isso causou uma verdadeira debandada no PDS que sucedera à ARENA, e que foi minguando, porque os históricos oligarcas que o formavam foram para outras siglas novamente com o intuito conciliatório que marcou a política brasileira em toda a sua história, no sentido de todos terem seus interesses atendidos no poder central. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, pequenas siglas com algum caráter verdadeiramente partidário e ideológico foram se desenvolvendo, como o PT, o PCB e o PDT, este último muito mais pelo carisma e o histórico de Leonel Brizola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PMDB conseguiu o poder em 1985 compondo com o PP de Tancredo Neves (que foi agregado à sigla maior) e com os setores do PDS que fundaram o PFL, apoio oligárquico sem o qual não haveria transição democrática. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6Tt-9nycuI/AAAAAAAAAZw/Ul8-S7LR_zE/s1600-h/300px-Diretas_ja_2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6Tt-9nycuI/AAAAAAAAAZw/Ul8-S7LR_zE/s320/300px-Diretas_ja_2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162512738822550242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1986, ao vencer as eleições de modo avassalador, virou o novo porto seguro das oligarquias remanescentes do processo inicial, de tal modo que o antigo PDS praticamente desapareceu do mapa político, em favor, novamente, de uma &lt;strong&gt;conciliação &lt;/strong&gt;entre a oligarquia tradicional e novas forças políticas moderadas, nascidas na luta contra a ditadura.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6TufdnycvI/AAAAAAAAAZ4/7ozPPptI6wA/s1600-h/chiquilito-e-Sarnei.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6TufdnycvI/AAAAAAAAAZ4/7ozPPptI6wA/s200/chiquilito-e-Sarnei.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162513297168298738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a &lt;strong&gt;conciliação&lt;/strong&gt; continuou durante os anos Sarney, que governou aos trancos e barrancos até que a Constituição de 1988 permitiu a eleição de um presidente por um partido minúsculo, sem força parlamentar e dependendo de unir forças políticas diversas, mas sem muita vocação ou mesmo disposição para o diálogo com gente que tinha convicções completamente diferentes, como, em exemplo contrário, faz o presidente Lula nos dias de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collor caiu por várias razões, mas uma das primordiais foi justamente governar em confronto direto com as oligarquias do resto do país, mesmo ele sendo de uma delas, a instalada em Alagoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FHC teve tais apoios e Lula os têm, e a política brasileira jamais deixou, salvo nos poucos meses de poder do “caçador de marajás” e anos de Jango, de adotar a prática &lt;strong&gt;conciliação&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-3080062545445140704?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/3080062545445140704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=3080062545445140704' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/3080062545445140704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/3080062545445140704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2008/02/v-o-bipartidarismo-na-marra.html' title=''/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/R6Tt-9nycuI/AAAAAAAAAZw/Ul8-S7LR_zE/s72-c/300px-Diretas_ja_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-5560880859151186830</id><published>2008-02-02T13:43:00.000-08:00</published><updated>2008-02-02T13:46:42.724-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='partidos políticos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'></title><content type='html'>VII – Conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o leitor notou, enfoquei o assunto a partir do termo “conciliação”, no sentido de um arranjo político a evitar embates entre opiniões diferentes, desde que compondo em questões econômicas e interesses pontuais de líderes locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história brasileira, essa conciliação sempre teve por finalidade dar a impressão de grandes mudanças na teoria do poder, mas mínimas na prática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero dizer é que a inexistência de forças políticas homogêneas e bem distintas sempre foi o grande entrave brasileiro à democracia. O Brasil nunca teve partidos, não os tem até hoje, porque o que existe são apenas arremedos e entre estes o PT é o mais desenvolvido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história política brasileira teria sido muito menos conturbada se tivesse partidos políticos bem definidos, quem sabe, desenvolvidos partir das estruturas Conservadoras e Liberais do Império, agregando-se uma corrente de esquerda moderada como o antigo PTB. Mas isso jamais aconteceu e implicou em o povo nunca desenvolver consciência política, e os governos nunca saberem exatamente quem os apóia e quem não, a ponto de um partido de nítido viés estatista e interventor da economia como o PT governar mediante ditames econômicos neo-liberais, se deixando apoiar por indivíduos que seus líderes sempre combateram de modo até histriônico, exatamente o que fez o PSDB durante seus 8 anos de governo federal, se bem que este é uma espécie de sucessor do MDB e, portanto, com vocação conciliatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática da conciliação pode ter impedido guerras civis, separatismos e regimes ditatoriais ainda mais radicais que os que experimentamos, mas ela roubou da população as idéias de alternância real de poder, de organização partidária e principalmente a de que o Estado não existe para privilegiar as classes políticas, mas para melhorar a vida de todos. Hoje, o sentimento generalizado é que o Estado existe pelos políticos, porque eles são maiores que seus partidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) SOARES, Carlos Dalmiro da Silva. Evolução histórico-sociológica dos partidos políticos no Brasil Imperial. In http://jus2.uol.com/doutrina/texto.asp?id=1503.&lt;br /&gt;(2) Citação item “1”&lt;br /&gt;(3) SCHILLING, Voltaire. Partidos Políticos no Brasil. In http://educaterra.terra.com.br/voltaire/brasil/2003/08/18/003.htm.&lt;br /&gt;(4) SILVA, Hélio. História da República Brasileira. Volume 1 – Nasce a República, Editora Três, São Paulo, 1998, p.76.&lt;br /&gt;(5) SILVA, Hélio. História da República Brasileira. Volume 7 – O Fim da Primeira República, Editora Três, São Paulo, 1998, p.33.&lt;br /&gt;(6) FAUSTO, Boris. Perfis Brasileiros: Getúlio Vargas. Companhia das Letras, São Paulo, 2006, p. 64.&lt;br /&gt;(7) FAUSTO, Boris. Obra citada, p.67.&lt;br /&gt;(8) COUTO, Ronaldo Costa. História Indiscreta da Ditadura e da Abertura. Editora Record, Rio de Janeiro, 1998, p.43.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de Direito Constitucional. Editora Saraiva, São Paulo, 1980.&lt;br /&gt;- CONTI, Mário Sérgio. Notícias do Planalto. Companhia das Letras, São Paulo, 1999.&lt;br /&gt;- COUTO, Ronaldo Costa. História Indiscreta da Ditadura e da Abertura. Editora Record, Rio de Janeiro, 1998.&lt;br /&gt;- FAUSTO, Boris. Perfis Brasileiros: Getúlio Vargas. Companhia das Letras, São Paulo, 2006.&lt;br /&gt;- SCHILLING, Voltaire. Partidos Políticos no Brasil. Portal Terra, 2003.&lt;br /&gt;- SILVA, Hélio. História da República Brasileira. 24 Volumes, Editora Três, São Paulo, 1998.&lt;br /&gt;- SOARES, Carlos Dalmiro da Silva. Evolução histórico-sociológica dos partidos políticos no Brasil Imperial. Portal Jus Navigandi, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Revista VEJA, Edição Especial República, 20/11/1989.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-5560880859151186830?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/5560880859151186830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=5560880859151186830' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/5560880859151186830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/5560880859151186830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2008/02/iv.html' title=''/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-4931659239220319246</id><published>2007-10-06T16:24:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T23:44:25.727-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frank Sinatra'/><title type='text'>FRANK SINATRA NA ETERNIDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RwgboVGfXBI/AAAAAAAAAL4/UCWhvGyRB_4/s1600-h/sinatra2.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RwgboVGfXBI/AAAAAAAAAL4/UCWhvGyRB_4/s200/sinatra2.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118371356179651602" /&gt;&lt;/a&gt; Uma das razões pelas quais abri Prédica e História é me obrigar a reler muitos dos (bons) livros que coleciono, ou pelo menos trechos deles, além de escutar mais atentamente meus CD(s), ou, ainda,  fazer pesquisas na internet. Enquanto no meu blog, digamos, tradicional (se é possível algo ser tradicional com  pouco  mais de um ano de existência) comento assuntos que estão nos jornais, aqui, eu prefiro os devaneios da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escrevo isso, porque hoje, relendo uma parte de &lt;strong&gt;Saudades do Século XX&lt;/strong&gt;,  de Ruy Castro, resolvi dar uns pitacos  sobre ele,  &lt;strong&gt;“The voice”&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;“Blue Eyes”&lt;/strong&gt;, o único artista capaz de rivalizar com  Elvis Presley  em brilho na constelação dos gênios da música, claro, “mister” &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Frank_Sinatra"&gt;&lt;strong&gt;Frank Sinatra&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as vezes que penso em Sinatra, um tique me faz compará-lo com Elvis. E a consequência disso é constatar que Sinatra não foi feito para ser apreciado como ídolo popular, apesar de ter sido muito mais que isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lembro de Sinatra, me vem à mente uma aula de  história na minha adolescência aqui nos subúrbios de Curitiba, quando um professor que até hoje é meu amigo desancou a figura do cantor ao afirmar que ele sequer teria usado papel higiênico produzido no Brasil, quando veio se apresentar no Maracanã em 02 de fevereiro de 1980, após boatos insistentes de que uma vidente o teria desautorizado a tanto, porque se viesse ao Brasil, morreria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos por partes sobre essas impressões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elvis foi o maior e ponto final! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que têm muito adepto de Sinatra que vai declarar ódio eterno a este que vos escreve por conta dessa frase insolente, que bem mereceria uns belos cascudos dele que, segundo os biógrafos, dava um boi para não entrar numa briga, mas negociava boiadas para não sair. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu alivio e faço reverência. Segundo consta, Elvis, imaginem, babava de admiração pelas interpretações musicais de Sinatra, sem contar que  jamais chegou ser um ator efetivamente reconhecido, ao contrário do "italiano" de Hoboken, que levou dois Oscar (um honorário) em sua vitoriosa carreira cinematográfica, que, por sinal, salvou-o da  depressão para torná-lo um artista mundialmente famoso, após sua fase de vacas magras entre 1949 e 1953.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em relação ao desvario suburbano do meu professor, eu devo lembrar aos leitores que Sinatra, um homem reconhecidamente de classe, elegante, bem vestido, de boas maneiras (salvo quando o sangue italiano fervia) e um mega-sucesso entre as mulheres de todas as idades, não era exatamente uma figura simpática, que dizer para pessoas simples como eu e meu professor naquela época, ainda longe (eu, pelo menos)  de uma necessaria sofisticação cultural para reconhecer no “Blue Eyes” um grande ídolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente falou  mal de Sinatra. Vale lembrar  que a cadeia de jornais Hearst, uma pequena Rede Globo na época, não nutria nenhuma boa vontade por ele, mesmo com sua aveludada voz. Daí  que durante sua vida foi chamado de playboy, brigão, beberrão, mafioso, mulherengo, cafajeste, vira-casacas da política e um monte de outros adjetivos pouco cabíveis a alguém do Olimpo artístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, para gostar de Sinatra, é preciso ter  pelo menos um pouco da  sofisticação dele, que por sua vez, nunca teve vocação para ser bom moço, que era uma espécie de requisito ao estrelato naquela época, paradigma que ele quebrou, mas que explica o bom número de detratores.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/Rwgb0lGfXCI/AAAAAAAAAMA/quTDBplHRqk/s1600-h/frank_ava.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/Rwgb0lGfXCI/AAAAAAAAAMA/quTDBplHRqk/s200/frank_ava.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118371566633049122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Porém,  quem conhece um pouco da  história  dele acaba constatando que embora não um bom moço, estava longe de ser tudo o que apregoavam as más vozes. Saberá, por exemplo, o apreço pelos amigos, especialmente do”Rat Pack” (Dean Martin, Sammy Davis Jr., Peter Lawford, Shirley McLaine e Joey Bishop), a paixão avassaladora por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ava_Gardner"&gt;Ava Gardner&lt;/a&gt;, a quem ajudou no sustento pelo resto da vida e por quem entregou  praticamente todo seu patrimônio para a conseguir o divórcio da primeira esposa (sem jamais deixar de ser amigo e nutrir carinho por ela), ou, ainda, o engajamento político contra o racismo e os direitos civis, que o levaram a arrecadar fundos para a campanha de Kennedy à presidência, e, bem mais tarde, aderir aos republicanos de Reagan no início dos anos 80, para ajudar a  recuperar a auto-estima do país, em baixa à guisa  da  recessão econômica e da Guerra do Vietnã. Enfim, Sinatra  teve defeitos mas nunca abandonou  as virtudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratar dele, implica  necessariamente em lembrar de  suas  atuações cinematográticas competentes, como &lt;strong&gt;“A Um Passo da Eternidade”&lt;/strong&gt; que lhe  recuperou  a carreira destroçada entre 1949 e 1953 pela avassaladora e  destrutiva  paixão  por Ava, por quem deixou de lado a família,  reputação, patrimônio, carreira e amor próprio. Eu também citaria &lt;strong&gt;“Hight Society”&lt;/strong&gt; e o hilariante &lt;strong&gt;“Robin Hood em Chicago”&lt;/strong&gt;, nos quais contracenou com seu ídolo de infância, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bing_Crosby"&gt;Bing Crosby&lt;/a&gt;, outro gigante da música americana.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E Sinatra, mais que tudo, foi um tremendo cantor se me permitem o lugar comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu sê-lo ainda  criança  mesmo a contra-gosto dos pais e se dedicou a isso a vida inteira, porque pretendia ser o novo Crosby (que, convenhamos, deixou na poeira em termos de popularidade). Consta que fazia exercícios prendendo a respiração dentro de uma piscina para fortalecer o fôlego, sem contar que aprendeu a técnica  musical na melhor escola, a das “Big Bands”, pois cantou na Orquestra de Tommy Dorsey, concorrente de nada mais, nada menos que Glenn Miller. Atravessou o século XX ganhando “Grammys” (23, ao todo) e sendo reverenciado pelo mundo afora, inclusive no Brasil, onde recebeu 150 mil expectadores na noite de gala do maior público até então presente a um show solo na história da humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinatra  assumiu  uma  vaga permanente no Olimpo da  música em 14 de maio de 1998, deixou um legado de boa música e uma biografia incomum - um ser humano amado por muitos e odiado por outros tantos, mas com um lugar na eternidade, de quem esteve a vida inteira a apenas um passo.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RwgcFFGfXDI/AAAAAAAAAMI/1422wqFXk58/s1600-h/p1_sinatra.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RwgcFFGfXDI/AAAAAAAAAMI/1422wqFXk58/s200/p1_sinatra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118371850100890674" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MAIS SOBRE FRANK SINATRA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- CASTRO, Ruy - &lt;strong&gt;Saudades do Século XX &lt;/strong&gt;- Cia das Letras, 1994.&lt;br /&gt;- ZEHME, Bill - &lt;strong&gt;Frank Sinatra - A Arte de Viver &lt;/strong&gt;- Ediouro, 1998.&lt;br /&gt;- MEYER, Cybele - &lt;a href="http://duplipensar.net/artigos/2005-Q4/era-uma-vez-mito-chamado-frank-sinatra.html"&gt;&lt;strong&gt;Era uma vez um mito chamado Frank Sinatra&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; - in duplipensar.net&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Veja algumas imagens e ouça algumas canções ba barra de vídeos ao lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-4931659239220319246?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/4931659239220319246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=4931659239220319246' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/4931659239220319246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/4931659239220319246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2007/10/frank-sinatra-na-eternidade.html' title='FRANK SINATRA NA ETERNIDADE'/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RwgboVGfXBI/AAAAAAAAAL4/UCWhvGyRB_4/s72-c/sinatra2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-7310253050388565770</id><published>2007-09-08T12:17:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T23:44:26.275-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='república'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA E OS DIAS DE HOJE</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RuL1-1pCk7I/AAAAAAAAAJw/6Bqzpk7cvFs/s1600-h/republica.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RuL1-1pCk7I/AAAAAAAAAJw/6Bqzpk7cvFs/s320/republica.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107915387291472818" /&gt;&lt;/a&gt; Sempre defendi a tese de que a maior parte dos problemas de instabilidade política no Brasil deve-se à forma com que se deu  a proclamação da República. É mera opinião minha, posso estar errado, mas acho que naquele momento histórico precipitaram todos ou muitos dos defeitos políticos e institucionais que perduram até hoje, passados quase 120 anos de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que levou à Proclamação da República?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que a monarquia brasileira caiu em decorrência do fim da escravatura, com o que eu não concordo. A monarquia, já na época da abolição era decadente, até porque, segundo o historiador Hélio Silva, ela  era  uma  exceção  numa América fortemente influenciada pelos Estados Unidos. Eu penso que o fim da  escravatura foi uma das causas, mas o que ocorreu mesmo foi um processo de enfraquecimento decorrente de ser, em 1889, uma monarquia  empobrecida e destituída  tanto de uma corte quanto de admiração popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma corte, porque fatores da segunda metade do século XIX tiraram o poder da aristocracia  descendente direta da corôa  portuguesa que ficou por aqui, tendo chegado com  D.João VI. Após a independência, esta  aristocracia experimentou  sua glória econômica  aliando-se aos ingleses para  importar e revender  manufaturados europeus, e mesmo aos portugueses,  para continuar fazendo o mesmo com escravos,  ao passo em que, na contramão, exportavam  produtos agrícolas produzidos com a baratíssima mão-de-obra dos  negros a quem era negada liberdade.  JORGE CALDEIRA cita  sobre a economia do Brasil em 1854 &lt;em&gt;:”...Os métodos do comércio internacional brasileiro, apesar de tudo por que passara o país, ainda continuavam os mesmos dos tempos da adolescência de Mauá. Grandes comerciantes com acesso ao crédito londrino brincavam com o câmbio, os menos afortunados especulavam com mercadorias, as libras apareciam no época da safra do café, pingavam mercadorias importadas no resto do ano. Isto ocorria mesmo que, desde a abertura dos portos, o volume das transações estivesse crescendo sem parar...”&lt;/em&gt;(1). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que essa aristocracia começou  a perder poder justamente com  esse  aumento constante do volume de transações, que levou  ao desenvolvimento de novos centros econômicos, notadamente em São Paulo e Minas Gerais. Com o fim gradual da escravatura , o processo levou à acumulação de poder econômico em outras províncias distantes da corte na capital do império e dos vícios aristocráticos dela (é bom lembrar que a tradição portuguesa era de transferir o trabalho para serviçais e escravos, não existiam  muitos  aristocratas empreendedores e afeitos ao trabalho direto). Esses novos centros econômicos,  por sua vez,   passaram a produzir com a maior eficiência da mão-de-obra contratada, que ao mesmo tempo criava um mercado consumidor decorrente dela, alimentando seu comércio e indústria próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não se diga que a  aristocracia  apenas sentou-se a esperar o fim de sua hegemonia.  Ela torcia o nariz para o imperador ao mesmo tempo em que lhe fazia corte, pois vegia  a Constituição de 1824 que deferia a ele o poder moderador do embate político,  onde notadamente ele tratou de preservar, na medida do possível, os interesses de seus próximos, o que explica, por exemplo, os seguidos atos de sabotagem econômica sofridos por Mauá em sua trajetória de empreendedor em meio a uma elite que não era  afeita ao esforço do trabalho, que o diga o Visconde de Itaboraí,  primeiro-ministro em algumas ocasiões, em todas  elas tratando de  atazanar a vida de quem não compartilhava com a gestão econômica da aristocracia tradicional (1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve, nesse processo, algo muito parecido a uma das causas da Revolução Francesa, o nascimento de uma burguesia economicamente poderosa, mas sem poder político, por vezes representada por um ou outro aristocrata melhor adaptado aos novos tempos pois, diga-se de passagem, o movimento republicano brasileiro teve sua gênese em filhos estudados da aristocracia, que formaram-se na Europa ou mesmo nas poucas instituições de ensino superior aqui mesmo do Brasil. Dentro dessa nóvel burguesia, havia também um segmento da sociedade que até então pouca influência tinha em nossa política, o militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inconformismo do oficialato com vários fatores de época e mesmo o aparecimento de uma consciência política dentro das armas levou  a  escaramuças entre os gabinetes  políticos e a fardas, até que, pela cadeia de comando foram deferidos ao militares certos poderes de opinião o que foi chamado de  “doutrina do soldado-cidadão” e que levou ao acirramento de ânimos que acabou por precipitar a proclamação da República em contraposição a um gabinete hostil às forças militares, o do Visconde de Ouro Preto, sem que se saiba, até hoje, se a intenção era mesmo a de acabar com a monarquia ou apenas demonstrar força militar às autoridades políticas. Hélio Silva informa que &lt;em&gt;“...quando atinge 1889, a questão não tinha mais objetivo exato e declarado. Era uma ‘simples ostentação de força, uma necessidade, um irresistível ímpeto de prepotência, que se exercia para sua própria satisfação, sem consciência certa de causa, nem cuidado de consequência’...”&lt;/em&gt;. (2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses fatores,  pesava contra a família real a falta de admiração popular. Naquele momento, para as massas nacionais  tanto fazia que tipo de governante o país  teria. Já era, bem verdade, uma manifestação da tradicional omissão cívica brasileira,  fenômeno que se repetiu várias vezes em  nossa  história, como nos  anos Vargas e depois durante os governos militares pós 1964, repetida a partir de 1994 e talvez no ápice em nossos dias, cuja consequência é a absoluta não participação do povo nas decisões nacionais, que acabam concentrando-se nas cúpulas políticas. A admiração pela monarquia declinava, D. Pedro II, na maior parte do tempo recolhido em Petrópolis,  já não era mais a figura popular de tempos passados,  e mesmo a monarquia em si não atraía mais as atenções. Lilia Moritz Schwarcz cita que no &lt;em&gt;“...No ano de 1883. Koseritz traria uma visão diversa da corte carioca, com suas insistentes críticas à falta de luxo e de etiqueta. Diferentemente dos relatos de meados do século, que exaltam a pompa e a riqueza do ritual, nesse caso o viajante não perdoa a pobreza da indumentária imperial, a decadência dos palácios - do Paço de São Cristóvão e do Paço da Cidade -, o mau estado das carruagens. Segundo o jornalista alemão, os gastos com o patrocínio de estudantes e cientistas não rendiam ao imperador adoração ou agradecimento sincero. Para piorar, os desfiles imperiais, segundo Koseritz, não mais enchiam os olhos da população reunida...”&lt;/em&gt; (3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem apoio popular e pressionada de um lado pela insatisfação da elite econômica (e só em parte, política) e de outro pela própria degradação do regime e de um terceiro, pelas armas do Exército e da Marinha, à guisa do enfrentamento do gabinete do Visconde de Ouro Preto contra qualquer reforma  política, contra  as consequências da abolição (o esvaziamento do poder político da aristocracia) e à indisciplina da caserna, esta acabou por empunhar as armas e disto fez-se a República que, portanto, não foi um movimento popular, como já não havia sido o da Independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Efeitos da Proclamação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citadas as causas, passo às minhas conclusões pessoais, e ao  por quê da afirmação inicial de que muito de nossa atual instabilidade política, são decorrentes da gênese da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro fator é o que já expliquei acima, a República, como a Independência, não nasceram de movimentos populares. A letargia da  população  brasileira  atravessou a era imperial e o século XX republicano e até hoje a participação do conjunto da sociedade nas decisões políticas é mínima ou nula, até porque, esta mesma sociedade é incapaz de qualquer mobilização, como já era nos citados momentos históricos e sempre foi, salvo poucas exceções de nossa vida nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator que acho importante é notar que a República  não substituiu completamente as forças de poder do Império, ela veio para agregar novas figuras ao centro dele, e observou sem resistência o adesismo de parte substancial dos antigos monarquistas à defesa do novo regime. Ou seja, manifestou-se desde logo o costume político nacional de nunca  marcar  posição e sempre ficar nas órbitas do poder, costume esse arraigado pelo passar do século XX onde a situação não se modificou em momento algum.  Segundo Hélio Silva, &lt;em&gt;“...O Estado monárquico representava os interesses dos grandes proprietários de terra, ligados à exploração de produtos agrícolas, com mão-de-obra escrava e aos grupos exploradores desses produtos e importadores de manufaturados...”&lt;/em&gt; (2), ao que foram agregados os novos agentes econômicos citados e uma parte da nova burguesia comercial e industrial, um bloco heterogêneo de poder, cujos embates internos perduram até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa heterogeneidade leva uma outra constatação. Se a sociedade e a economia não evoluiam em  ritmo acelerado durante o Império, pelo menos ele gozava de estabilidade, a ponto de verificarmos que a Constituição de 1824 foi a mais longeva de nossa história, pois vigorou durante os dois reinados. A partir de 1889, porém, o que se viu  foi a mudança rápida e constante das composições políticas republicanas, todas muito preocupadas com as eleições presidenciais  mais próximas, que levaram o país aos mais diversos impasses e a um número excessivo de constituições  sempre modificadas e emendadas ao sabor dos interesses mais imediatos, porque já não existiam  mais apenas os blocos Conservador e Liberal, mas um extenso conjunto de  novas correntes políticas, onde  constatou-se renhido embate interno de interesses, pois é sabido que &lt;em&gt;“...Logo  após, iniciam os cafeicultores paulistas e a nascente burguesia industrial a luta pela hegemonia do bloco de poder...” &lt;/em&gt;(2). Ou seja, se durante o Império a figura de D.Pedro acalmava as dissensões intra-blocos,  a partir de então, estas se repetiram  incessantemente a ponto de  nunca  mais o país ter duas agremiações políticas bem definidas, como os antigos blocos Conservador e Liberal, que se revezaram em montar gabinetes para o governo de Sua Majestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda  se  pode dizer em decorrência destas dissensões,  que a República desorganizou ainda mais o Estado . Basta dizer que o ministro da fazenda do primeiro governo republicano, Ruy Barbosa, já em primeiro momento defendia  em relação às contas públicas: &lt;em&gt;“...Cortemos energicamente nas despesas. Eliminemos as repartições inúteis. Estreitemos o âmbito ao funcionalismo, reduzindo o pessoal e remunerando-lhe melhor o serviço. Moralizemos a administração, norteando escrupulosamente o provimento de cargos do Estado pela competência, pelo merecimento, pela capacidade...”&lt;/em&gt; (4), o que efetivamente nunca aconteceu, sempre em decorrência das enormes pressões políticas, mas especialmente delas após o advento da  República  pois, como já dito, esta agregou  mais agentes à uma equação já muito complicada, onde não existia  mais a figura um líder como o imperador, a aparar certas arestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto, o fato dos agentes econômicos passarem a deter o poder decisório excessivo que mantém até hoje, muitas vezes contraposto à realidade internacional e às necessidades reais do país, sendo que as dissensões políticas e os interesses econômicos sobrepuseram às necessidades do país. A política do café-com-leite teve sua gênese na citada distribuição de poder aos novos centros econômicos, com as consequências sabidas, que tiveram efeitos durante toda a história republicana do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, para  abrigar os muitos novos e velhos  interesses, criou-se uma federação vinda  do nada, onde a transformação das províncias em estados foi feita menos por motivos administrativos, e mais para acalmar os ânimos de novas e antigas  oligarquias locais que, não abrigadas  no bloco de poder federal, passaram a mandar de modo imperial em seus respectivos estados mesmo à custa de coronelismo. O fato dessa federação ser criada artificialmente levou a pequenas ditaduras locais cuja única atividade  durante o século XX, foi a de trocar apoios por benesses pessoais e interesses paroquiais, ou seja, nenhuma prática republicana ou federativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não que esses inúmeros problemas de má-formação política do Brasil não existiriam se ainda fôssemos um império, isso porque era grande na época, a pressão por intensas reformas políticas que, mesmo não proclamada a República, acabariam por acontecer do mesmo jeito. O que eu quero dizer em tudo isso aí em cima, é que o Brasil é um país, mas não uma nação. Se nação fosse, a insatisfação e os anseios populares teriam maior importância  na criação de nossas instituições e, pelo menos eu concluo assim, isso nunca aconteceu. A Independência decorreu de interesses pontuais e a República também. Juntando o conjunto deles, o Brasil experimentou um século XX de instabilidade política que perdura até hoje, quando as forças parlamentares se alinham dependendo da popularidade ou não do presidente da república, ou da pujança econômica que cada governo consegue demonstrar. Enfim, os fatos que levaram à proclamação da  República  foram se repetindo durante os anos, o que ainda acontece. Cabe apenas ao povo mudar esse quadro, fato pouco previsível ante a realidade histórica.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RuL3ClpCk8I/AAAAAAAAAJ4/6QjjGO4nQME/s1600-h/congrnacional.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RuL3ClpCk8I/AAAAAAAAAJ4/6QjjGO4nQME/s320/congrnacional.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107916551227610050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1 - &lt;strong&gt;CALDEIRA&lt;/strong&gt;, Jorge - Mauá - Empresário do Império - Companhia das Letras, 1996;&lt;br /&gt;2 - &lt;strong&gt;SILVA&lt;/strong&gt;, Hélio - História da República Brasileira , Volume 1 , Nasce a República - Edições Istoé, 1998;&lt;br /&gt;3 - &lt;strong&gt;SCHWARCZ&lt;/strong&gt;, Lilia Moritz - As Barbas do Imperador -Companhia das Letras, 1998;&lt;br /&gt;4 - &lt;strong&gt;Revista VEJA&lt;/strong&gt; - Edição Especial sobre a República - Parte integrante da edição nº 37, ano 21,  Editora Abril, 1989.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;PS: Não sou  historiador. Este artigo é opinativo e pode, efetivamente, conter erros históricos que possam ser detectados mediante pesquisas mais aprofundadas sobre o tema. O leitor que fique à vontade para fazer reparos e as correções que achar cabíveis, especialmente no campo da troca de opiniões.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-7310253050388565770?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/7310253050388565770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=7310253050388565770' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/7310253050388565770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/7310253050388565770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2007/09/proclamao-da-repblica-e-os-dias-de-hoje.html' title='A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA E OS DIAS DE HOJE'/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RuL1-1pCk7I/AAAAAAAAAJw/6Bqzpk7cvFs/s72-c/republica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-8075616114410970297</id><published>2007-09-01T09:01:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T23:44:26.717-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom João VI'/><title type='text'>DOM JOÃO VI E O DESRESPEITO DA GLOBO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RtmVcNNUTYI/AAAAAAAAAIQ/6pa_kQjaqzM/s1600-h/djoaoviaa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RtmVcNNUTYI/AAAAAAAAAIQ/6pa_kQjaqzM/s320/djoaoviaa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105275964415561090" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Esse texto saiu no jornal RaioX em 2002, quando a Globo veiculava a mini-série "Os Quintos dos Infernos", que versava sobre a côrte portuguesa no Brasil. O leitor poderá fazer paralelo com o filme Carlota Joaquina, Princesa do Brasil, mas a obra da diretora Carla Camuratti não incorreu nos erros grosseiros e na falta de respeito que a Rede Globo escancarou na citada mini-série.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia americana trata com deferência os ícones de seu país, produzindo programas educativos, filmes épicos e publicações que mostram a história sob o ponto de vista dos interesses dos EUA. Faz questão de prestar homenagens a quem realizou algo pelo país, alimentando o que os americanos tem de mais admirável - o patriotismo -  representado pela defesa intransigente dos interesses nacionais pelos cidadãos comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo é o filme "Nixon". &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Nixon"&gt;Richard Nixon&lt;/a&gt; foi o único presidente americano que sofreu um processo de cassação, decorrente não de corrupção própria, mas de um crime praticado por assessores. Pois bem, o filme retrata a história do crime e do processo vivido pelo presidente, mas ao mesmo tempo é honesto em demonstrar as grandes realizações que a figura histórica conquistou para o país. A obra não cria uma máscara, relata o crime, o processo e a renúncia, mas ao mesmo tempo agradece ao ex-presidente por tudo de bom que ele fez pelos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço essa introdução para demonstrar como o Brasil desvaloriza seus ícones históricos. Aqui, a mídia despreza as pessoas e os fatos importantes da construção da nossa nacionalidade, preferindo pintar o país como um antro de imorais, espertalhões e vagabundos, no qual &lt;strong&gt;jamais&lt;/strong&gt; existiu qualquer dignidade e inteligência.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo é a minissérie "O Quinto dos Infernos". A Rede Globo usa a história para alavancar audiência, mostrando um festival de bundas e peitos que retrata a corte portuguesa e o Regente &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_VI_de_Portugal"&gt;D. João VI&lt;/a&gt; como um grupo de devassos, ineptos, corruptos e safados de um modo geral, fazendo piada do Brasil, e destruindo qualquer deferência que nosso povo possa vir a ter em relação a qualquer ícone de nossa evolução social.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para a Rede Globo, &lt;a href="http://"&gt;D. João VI&lt;/a&gt; foi um verdadeiro idiota, incapaz de tomar uma única decisão importante, o que nem de longe é verdadeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é fato que ele fugiu de Lisboa com a corte, há que se considerar que fez isso para preservar a coroa e o próprio pescoço, pois &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Napole%C3%A3o_Bonaparte"&gt;Napoleão Bonaparte&lt;/a&gt; era pródigo em "nomear" outros Bonapartes como imperadores dos países conquistados, dando um "jeito" nos monarcas legítimos. Após a Era Napoleônica, porém, D João VI voltou ainda governante para a sua capital, o que demonstra que a cautela em "fugir", lhe garantiu o reinado, a cabeça e a dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rede Globo também esquece, no meio de tantos bordéis, camas, palheiros e pilhérias, de mostrar o enorme progresso que o Brasil experimentou com a chegada da corte de D. João VI. Nossa história como nação iniciou-se com a &lt;a href="http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=809&amp;sid=99&amp;tpl=printerview"&gt;abertura dos portos aos países amigos&lt;/a&gt;, pois não existe país sem comércio internacional. Por outro lado, D. João lançou as bases do estado brasileiro, de um governo que administrasse o crescimento do país e mesmo sua evolução social, sem contar as obras de natureza cultural, como a &lt;a href="http://www.bn.br/site/default.htm"&gt;Biblioteca Nacional&lt;/a&gt; (graças à fundação secular, hoje uma das 10 maiores do mundo), o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a Imprensa Nacional  etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. João VI não foi herói, foi um ser humano com os defeitos inerentes à tal condição. Certamente cometeu erros e deslizes morais, mas nada, absolutamente nada deve tirar dele o mérito histórico de dar o pontapé inicial em favor da independência do Brasil, lugar pelo qual, dizem os historiadores, ele nutriu amor sincero, só voltando para Portugal por contingência, visto que era um governante, cujas ações não poderiam ser movidas apenas pelos interesses pessoais. Em qualquer país sério sua figura histórica seria intocável, objeto das mais respeitosas homenagens e da deferência de todo um povo, só que, é pena, vivemos num país que não o respeita e, pior, não se respeita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil precisa aprender a se respeitar! Fazer humor popularesco com a história nacional seria válido se o brasileiro comum  a conhecesse, o que não ocorre, e em grande parte por culpa da mídia que se acomoda em faturar à custa da ignorância das pessoas e do apelo sexual barato em novelas, programas de auditório e "reality shows". Uma mídia que idolatra bandidos e dançarinas "sexys" de "axé music" e que, para tentar demonstrar um senso de decência que não possui,  se compraz em escorraçar sem provas as figuras públicas do presente ou, mais grave, do passado, mesmo quando deixaram um legado para a nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco de responsabilidade faria, por exemplo, que os programas educativos de TV fossem exibidos em horários menos ingratos que as madrugadas, quem sabe substituindo as loirinhas sem cérebro e de pouca roupa que despertam nas crianças a libido precoce e a compulsão de consumir quinquilharias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as TV(s) querem continuar a faturar à base da ignorância involuntária dos brasileiros, pelo menos o façam sem destruir o pouco que eles conhecem de sua história, preservando os exemplos das iniciativas e o respeito pelos homens que as tiveram, e que resultaram em progresso verdadeiro, que ajudou a moldar nossa ainda tênue nacionalidade. É o mínimo exigível de concessionárias de serviço público, mormente quando elas insistem em impor uma programação desprovida de valores morais e educativos. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RtmVINNUTXI/AAAAAAAAAII/wZ65mooBepM/s1600-h/350px-Biblioteca_Nacional_aerea.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RtmVINNUTXI/AAAAAAAAAII/wZ65mooBepM/s320/350px-Biblioteca_Nacional_aerea.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105275620818177394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dica de leitura:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SCHWARCZ, Letícia Moritz - A Grande Viagem da Biblioteca dos Reis - Edição Conjunta da Cia. das Letras com a Fundação Biblioteca Nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-8075616114410970297?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/8075616114410970297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=8075616114410970297' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/8075616114410970297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/8075616114410970297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2007/09/dom-joo-vi-e-o-desrespeito-da-globo.html' title='DOM JOÃO VI E O DESRESPEITO DA GLOBO'/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RtmVcNNUTYI/AAAAAAAAAIQ/6pa_kQjaqzM/s72-c/djoaoviaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-7538068297332155468</id><published>2007-08-26T08:39:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T23:44:27.196-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteligência'/><title type='text'>O FUTURO É DOS IGNORANTES?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RtGf99NUTUI/AAAAAAAAAHw/C45ZSUa7s6A/s1600-h/biblioteca_2193.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RtGf99NUTUI/AAAAAAAAAHw/C45ZSUa7s6A/s320/biblioteca_2193.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103035739538738498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Outro repeteco, matéria do jornal RaioX de 2003. A foto é da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, um verdadeiro tesouro deste país.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos atrás me envolvi numa polêmica com um indivíduo que me criticou abertamente porque, segundo ele, ao defender o rigor do Exame de Ordem da OAB, eu estaria "fora de uma realidade" que eu não queria admitir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele saiu em defesa de um terceiro que declarava se recusar a pres­tar o "esame" da OAB, por achá-lo fraudado e difícil demais. Disse que ainda que não há pro­blema algum em um advogado que não saiba escrever (especi­almente a palavra exame), por­que a Justiça "é feita pelos juí­zes" e estes sim é que têm o de­ver de estudar e ter cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dos "argumentos" do meu detrator, deixei a discus­são de lado, porque constatei ser ele um ignorante orgulhoso de sua condição. Em outras pala­vras, o pior tipo de ignorante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é o momento que vive o país, que passa por uma epidemia de burrice e vulgari­dade (vide: o funk carioca, pa­gode, Big Brother, os sertanejos de chapéus atolados, o excesso alcoólico que anda sendo tole­rado pelas pessoas como coisa normal, etc...) e é governado por um partido onde as luzes inte­lectuais deram lugar à politica­gem mais rastaqüera. Mas tenho constatado quase todos os dias a defesa da igno­rância, porque, segundo os  que a defendem, ela é uma realidade da qual não se pode fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, todas, absolu­tamente todas as coisas boas da humanidade saíram das mentes brilhantes de pessoas cultas, es­tudiosas e capazes. A religião católica são seria o que é sem a pregação filosófica e altamente estruturada de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_de_Hipona"&gt;Santo Agostinho&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_de_Aquino"&gt;São Tomás de Aquino&lt;/a&gt;. O evan­gelismo universal não existiria sem &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Calvino"&gt;Calvino&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_Lutero"&gt;Lutero&lt;/a&gt;. O pro­gresso tecnológico, científico e médico não existiria sem pessoas que passaram a vida estudando, como &lt;a href="http://"&gt;Isaac Newton&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin"&gt;Darwin&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Galileu_Galilei"&gt;Galileu Ga­lilei&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_da_Vinci"&gt;Da Vinci&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Sabin"&gt;Albert Sabin&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marie_Curie"&gt;Marie Curie&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein"&gt;Einstein&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud"&gt;Freud&lt;/a&gt;, etc... Ademais, o que seria da cultura universal sem &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_de_Cervantes"&gt;Cer­vantes&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Shakespeare"&gt;Shakespeare&lt;/a&gt;,  &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Homero"&gt;Homero&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Honor%C3%A9_de_Balzac"&gt;Balzac&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wolfgang_Amadeus_Mozart"&gt;Mozart&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Strauss"&gt;Strauss&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_van_Beethoven"&gt;Be­ethoven&lt;/a&gt;, entre outros milhares de estudio­sos geniais da raça hu­mana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias atrás, o professor &lt;a href="http://www.professordotti.com.br/noticiaAprovadas.php"&gt;Renê Dotti&lt;/a&gt;, em entrevista para a Gazeta do Povo e do alto de toda a sua cultura e capacidade, tratando da advocacia defendeu a idéia ab­solutamente irretocável de que todo o bom advogado não só es­tuda a vida inteira adquirindo formação jurídica, ao mesmo tempo em que adquire cultura geral, sem a qual é incapaz de atacar os grandes problemas de­correntes da interpretação da Lei ou mesmo da sua ausência sobre certos assuntos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constatei estar em boa companhia em minhas opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos mais longe. A China, talvez o país de economia pais pujante da atualidade, in­veste bilhões em educação e cultura, enchendo suas 1450 uni­versi­dades de mestres e doutores vin­dos do exterior, universali­zando ao máximo o saber e a cultura, mesmo que isso signifi­que, no médio prazo, o fim do comu­nismo, que morreu no oci­dente entre outras causas, justa­mente porque fortaleceu as polí­ticas educacionais e culturais que formaram os líderes da oposição que lentamente demoliu a Cor­tina de Ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que isso, o mundo foi salvo do nazismo, cujo líder má­ximo era um indivíduo comple­tamente avesso à cultura (man­dou queimar bibliotecas inteiras em praça pública e proibiu a arte moderna, chamando-a de "dege­nerada"), basicamente pela per­severança, cultura e sagacidade de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Winston_Churchill"&gt;Winston Churchill&lt;/a&gt;, um dos mais brilhantes políticos e histo­riadores de todos os tempos (prêmio No­bel de Literatura em 1954), que muito, mas muito antes do início da guerra, já apontava que o na­zismo era um regime de igno­rantes que poderia destruir o mundo, como, consta­tou-se, quase conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego à conclusão de que nunca estive fora da realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como bons advogados são fruto de estudo e sólida for­mação jurídica e cultural, de um tal modo que não é o Exame de Ordem (cujo conteúdo é o óbvio jurídico, o mínimo indispensável para se peticionar em um tribu­nal) que deve assustar os bacha­réis capazes,  o mundo só é o que é graças à inteligência e ao con­junto de sua cultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negar isso é admitir uma era de trevas, uma segunda Idade Média (se bem que esta eu cito como símbolo pois, na prática, foi também uma época de grandes conquistas)  que levaria o mundo a perder todas as coisas boas e úteis, as quais nem sempre per­cebemos, não foram criadas por ignorantes defensores da propa­gação da burrice.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RtGlntNUTVI/AAAAAAAAAH4/Z5kAgXd6OpQ/s1600-h/acz.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RtGlntNUTVI/AAAAAAAAAH4/Z5kAgXd6OpQ/s320/acz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103041954356415826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicas de leitura sobre cultura geral&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- &lt;strong&gt;GAARDNER&lt;/strong&gt;, Jostein - O Mundo de Sofia - Uma Aventura na Filosofia.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;FRIEDMAN&lt;/strong&gt;, Thomas L. - O Mundo é Plano.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;MANGUEL&lt;/strong&gt;, Alberto - Uma História da Literatura.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;TRUYOL Y SERRA&lt;/strong&gt;, Antonio - História da Filosofia do Direito e do Estado.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;LACEY&lt;/strong&gt;, Robert - O Ano 1000.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;FRUGONI&lt;/strong&gt;, Chiara - Invenções da Idade Média.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-7538068297332155468?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/7538068297332155468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=7538068297332155468' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/7538068297332155468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/7538068297332155468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2007/08/o-futuro-dos-ignorantes.html' title='O FUTURO É DOS IGNORANTES?'/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RtGf99NUTUI/AAAAAAAAAHw/C45ZSUa7s6A/s72-c/biblioteca_2193.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-3212676560065102904</id><published>2007-08-19T09:08:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T23:44:27.754-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elvis Presley'/><title type='text'>O REI ELVIS - REPETECOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/Rshw3NNUTTI/AAAAAAAAAHo/VVfFinj5PCM/s1600-h/elvispresley.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/Rshw3NNUTTI/AAAAAAAAAHo/VVfFinj5PCM/s200/elvispresley.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100450671737720114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Estas matérias, também são repetecos, ainda do tempo em que eu mantinha o blog no zip.net. O texto principal foi publicado no jornal Raio X em setembro de 2002.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 16 de agosto completou-se 30 anos da morte de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Elvis_Presley"&gt;Elvis Presley&lt;/a&gt;, em meio a um sem número de especiais de TV, lançamentos e relançamentos de CD(s), reportagens de revistas e jornais e reprises de filmes estrelados pelo caipira simpático de Tupelo, Mississipi. Enquanto para a maioria a data é para lembrar da carreira do primeiro "superstar" da história, para uns poucos é feita para criticar sua excessiva mitificação obviamente montada com vistas aos interesses comerciais de Elvis Presley Enterprises Inc., capitaneada pela ex, digamos, "rainha" Priscila e de propriedade da "princesa" Lisa Marie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente disso, como fã assumido prefiro apreciar a lembrança do grande cantor que foi Elvis Presley, que não é mito, mas realidade em centenas de gravações e cuja voz só teria comparação com a de outro semi-deus do Olimpo musical, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Frank_Sinatra"&gt;Frank Sinatra&lt;/a&gt;. Não se trata de comparar os dois, mas para mim toca muito mais fundo na alma ouvir Elvis porque ele não era um cavalheiro, tinha pouca classe e "savoir faire" ao contrário da sofisticação do "old blue eyes" Sinatra, que nasceu para brilhar nas altas rodas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elvis se identificava com o povão de uma forma sadia. Era um caipira simpático, patriota que adorava os pais e os amigos e que não mudou nem quando ficou milionário da noite para o dia. Seus valores se aproximavam dos que nós, pessoas comuns, recebemos de nossos pais e, quando ouvimos uma música qualquer cantada por ele, sentimos a emoção da sua voz e a certeza de que ele efetivamente se identifica com a melodia, porque ela tem haver com aquilo em que ele acreditava, ao contrário do que acontece com  Frank Sinatra, cujas interpretações eram irretocáveis e inesquecíveis, mas nem sempre guardavam um prazer intrínseco (Muitas vezes beiravam a obrigação. Os biógrafos dizem que ele, Frank, detestava a canção "Strangers in the Night" que cantava em todos os shows!). Não que isso diminua as saudades de Sinatra, que também são grandes, mas Elvis é Elvis:  Melodioso, emocionante e difícil de comparar com quem quer que seja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era adolescente, desprezava a voz do "rei". Do alto da falta de inteligência inerente a quase todos os indivíduos de idade até 20 anos, eu achava que Elvis era coisa antiga e sem graça, uma curiosidade musical, quase igual a um velho fonógrafo de corda. Afinal, como é que alguém que pesava toneladas e se vestia como super-herói de desenho animado poderia cantar algo que se identificasse com o rock e com a juventude? Como alguém tão cafona e que fez filmes tão ruins poderia ser considerado mito? Só que eu pensava assim, porque na minha vida inteira só tinha visto os filminhos dele no Havaí, cercado de garotas bonitas e cantando baladas sem graça com cara de conquistador barato. Um dia, passada a adolescência, meu irmão trouxe para casa uma fita K7 com as melhores músicas do rei, incluindo "Suspicious Minds", "Never Ending" e "Kiss me Quick" e, com uma única audição mudei completamente o meu conceito sobre o  rei do rock   passando a apreciar aquela voz firme, a afinação e principalmente, o modo com que ele criava uma versão própria para a composição, como se esta ganhasse um co-autor no seu intérprete, a ponto de, na maioria dos sucessos dele, dizermos que é  música do Elvis , muito embora seus conhecimentos de teoria musical fossem mínimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elvis é música de altíssima qualidade e em estado puro  São poucos os indivíduos que revolucionam a sua arte e Elvis foi um deles, estando, na música, no mesmo rol de Bach, Mozart, Beethoven e, mais contemporâneos, Ella Fitzgerald, Ray Charles, Beatles e Frank Sinatra. Por isso, pouco importa se a imagem dele hoje é meramente comercial, se ele virou um  deusinho  idolatrado por vender discos e se sua obra rende horrores enriquecendo um batalhão de pessoas. Sua voz eternizada e sua memória representa uma parte daquilo que a humanidade tem de mais bonito: A possibilidade de alguém entrar para a história sem ser rico, nobre ou estudado, apenas usando um dom mágico da obra de Deus que cada um de nós é, no caso, a voz que me deixa emocionado sempre que ouço  Can't Help Falling in Love.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FROM ELVIS IN MEMPHIS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "rei" deixou a boa música para se dedicar aos filminhos, que geravam LP(s) ruins ("Blue Hawaii" é uma droga, incrível que seja gravação do "rei", embora salve-se Can't Help Falling in Love), mas geravam dinheiro e fizeram dele o primeiro "superstar" da história.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porém, chegou o dia em que o "rei" cansou daquela porcaria toda e resolveu voltar pros braços do seu povo. Daí, minha gente, veio o "Especial da Volta", para o qual ele, nosso ídolo, ensaiou à exaustão, emagreceu e apareceu na TV, ao vivo, em cores, um quase 40tão deslumbrante pras mocinhas e exemplar para nós marmanjos. E que voz!!! E que repertório!!! Que presença e que amor pelo seu público, numa ocasião em que a NBC teve 95% (isso mesmo, 95%) de audiência "coast to coast" nos EUA!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E gerou esse LP da capa aí de cima, uma pérola, maravilhoso, certamente o melhor trabalho do ELvis, e o meu preferido, com músicas ultrapassando o espetacular. Quem puder, ouça, principalmente "Gentle on my Mind", "Only the Strong Survive" e "Any Day Now", sem contar "In the Ghetto" onde o "rei" faz um "revival" em homenagem aos velhos tempos de iniciante.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Simplesmente maravilhoso, Elvis em sua essência: boa música!  Recomendo!&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RshuYdNUTSI/AAAAAAAAAHg/Vy4DRzjlETs/s1600-h/nbc-06.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RshuYdNUTSI/AAAAAAAAAHg/Vy4DRzjlETs/s200/nbc-06.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100447944433487138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre Elvis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Livros em Português&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- MUGNAINI JR, Ayrton - Elvis Presley - Vamos dar uma Festa! - Nova Sampa Diretriz Editora Ltda, São Paulo, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- BRITO, Mauricio Camargo - Elvis - Lyra Editora, São Paulo, 2005.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CD(s) Inesquecíveis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- From Elvis In Memphis (1969).&lt;br /&gt;- Aloha from Hawaii via Satellite (1973).&lt;br /&gt;- Hisd Hand in Mine. (1960)&lt;br /&gt;- Promised Land (1975).&lt;br /&gt;- 50,000,000 Elvis Fans Can't Be Wrong (Coletânea de compactos, 1959).&lt;br /&gt;- Good Rockin' Tonight (Caixa brasileira com 4 CD(s), 1989).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na blogosfera&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na blogosfera, não tem ninguém que entenda tanto de ELvis quanto a Magui, em &lt;a href="http://somagui.zip.net"&gt;http://somagui.zip.net&lt;/a&gt;, onde ela faz linkagem para vários sites específicos sobre o rei. Vale a pena conferir.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-3212676560065102904?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/3212676560065102904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=3212676560065102904' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/3212676560065102904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/3212676560065102904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2007/08/o-rei-elvis-repetecos.html' title='O REI ELVIS - REPETECOS'/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/Rshw3NNUTTI/AAAAAAAAAHo/VVfFinj5PCM/s72-c/elvispresley.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-122907421929509642.post-5721539018024940837</id><published>2007-08-15T08:30:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T23:44:27.964-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Winston Churchill'/><title type='text'>WE SHALL NEVER SURRENDER</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RsMcSEQQa5I/AAAAAAAAAHI/GcxPPxsJebo/s1600-h/516333_churchill04.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RsMcSEQQa5I/AAAAAAAAAHI/GcxPPxsJebo/s200/516333_churchill04.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098950299818683282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Há quem  prefira  tornar  relativos certos fatos históricos para diminuir ou até demonizar a figura  histórica ímpar de Winston Churchill. Dizem que ele foi o responsável direto pela divisão do mundo em dois e consequentemente pela Guerra Fria. Apontam seus erros diplomáticos para explicar o caos hoje  instalado no Oriente Médio e diminuem sistematicamente sua influência na moral do povo inglês naqueles trágicos anos entre 1939 e 1944.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O fato, porém, é que Churchill foi um homem público excepcional numa época de democratas gigantes como ele, Roosevelt e De Gaulle, militares destemidos como Eisenhower,  McArthur, Montgomery, Yamamoto  e Rommel e ditadores loucos e cruéis tanto quanto apoiados incondicionalmente pelos seus povos, como Hitler, Mussolini e Stálin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Churchill, nascido e criado aristocrata teve formação militar no 4º regimento de hussardos (cavalaria). Foi herói na Guerra dos Boeres onde empreendeu talvez a fuga mais espetacular de um prisioneiro na história de todas as guerras. Também jornalista que cobriu várias das batalhas coloniais, curiosamente, ficou  famoso como escritor ao publicar a biografia de seu pai, Lorde Randolph, político influente de sua época. Eleito várias vezes para a Câmara dos Comuns, iniciou sua carreira entre os conservadores, passou para o lado dos Liberais (whigs) e depois, voltou às fileiras torys.  Foi ministro do comércio, do interior (o “home office”), “chanceler do exchequer” (algo como ministro da fazenda) e “primeiro lorde do almirantado” (comandante da marinha). Caiu  no ostracismo político depois do erro monumental cometido no estreito de Dardanelos, batalha que quase acabou com as pretensões inglesas e aliadas na 1ª Guerra e que custou a vida de milhares de militares do reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Durante o ostracismo, mas ainda na Câmara dos Comuns, escreveu vários livros, como  The World Crisis, My Early Life, The Easten Front. Porém, foi o tempo em que se convenceu do perigo que o comunismo e o  nazismo representavam para as já então avançadas sociedades capitalistas e liberais da Europa.  Mais do que isso, nunca deixou de alertar a nação para tanto,  mas concentrando-se no combate sem tréguas ao nazismo, que desde cedo identificou como um regime cruel e desumano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Diz o historiador Andrew Roberts, que naquela época, a comparação de Churchill com Hitler era singular: Churchill um velho aristocrata, conservador, militarista fracassado, beberrão e representante de tudo o que era ultrapassado na sociedade européia do entre-guerras, que discutia o efetivo papel das monarquias, mesmo que constitucionais, tendia ao isolacionismo que impediria a morte de milhares em guerras destituídas de sentido e procurava uma forma de impedir a expansão do comunismo. Hitler, por sua vez, na década de 30 era um revolucionário de vanguarda, que mudou a face de um país destroçado transformando-o numa super-potência industrial e militar, guiando o seu povo para um futuro glorioso por meio de anexações pacíficas de áreas de influência germânica e que representava um efetivo contraponto ao perigo mortal que vinha do leste gelado e tinha a face sinistra Stálin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aliás, não foram poucas as vezes que Churchill repetiu uma frase do Marechal Foch, da França, segundo a qual, os termos do Tratado de Versalhes representavam no máximo um armistício por 20 anos, como um alerta contra aqueles que acreditavam que a Alemanha aceitaria passivamente as humilhações que lhe foram impostas por perder a então chamada Grande Guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E ao mesmo tempo ele identificou em Hitler uma personalidade instável e violenta, acompanhada de um séquito de loucos,  partidários  radicais de idéias escabrosas que punham em risco não apenas a liberdade do povo alemão, mas a integridade do mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em um país  na  época muito influenciado pelo isolacionismo da antiga colônia na América do Norte, em crise econômica e moral decorrente do fim gradual do seu império, e negligente com o equipamento de suas forças armadas por acreditar que uma nova guerra seria no máximo continental e isolada,  Churchill soava como um neurótico a apontar fantasmas que não existiam e mesmo em defender um mundo que se encontrava nos seus estertores, o dos impérios coloniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porém, em 1939, de berço esplêndido a Inglaterra caiu em pesadelo. Os esforços pacifistas fracassaram. Mesmo a boa intenção e vontade firme do então primeiro-ministro Neville Chamberlain com seu gabinete aterrorizado não convenceram Hitler, que celebrou um pacto militar com a Itália de Mussolini, entrou em acordo covarde com Stálin, atacou a Polônia e depois a a França e iniciou os preparos para a invasão da ilha que era o único obstáculo existente entre o nazismo e a hegemonia econômica e militar do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Então Churchill foi lembrado. Diz o mais renomado biógrafo dele, John Lukacs, que a Inglaterra estava por um fio. Se Hitler tivesse enviado um exército, seria plausível que não encontrasse grande resistência em um país cujos líderes não sabiam como agir, entorpecidos por uma série de conceitos que o ditador alemão pusera abaixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas a nação, não os políticos, reconheceu em Winston Churchill o líder de que necessitava. Os jornais passaram a citar seu nome e lembrar seus discursos e suas constantes discussões até mesmo com o próprio Partido Conservador. Em determinado momento ele foi chamado ao gabinete de guerra até que as dificuldades monumentais e os fatos isolaram a Inglaterra e derrubaram Chamberlain pela necessidade urgente de formar-se um governo de coalizão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Inglaterra encontrava-se só. Os EUA isolavam-se na América, a URSS omitia-se na Europa à guisa do pacto de não-agressão com Hitler, a França estava prostrada e a Alemanha, que contava com uma formidável máquina de guerra construída durante os anos de cegueira pacifista, ainda tinha no continente aliados formais, como a Itália e informais, como a Espanha.  Porém, a vitória na guerra se iniciou naqueles dias trágicos, mais precisamente em 13 de maio de 1940 quando numa Câmara dos Comuns ainda dividida Churchill proferiu o célebre discurso do “Sangue, trabalho duro, suor e lágrimas” onde também reafirmou sua certeza acerca dos desígnios macabros dos nazistas que obrigatoriamente traçavam a vitória como único objetivo da nação  “pois sem a vitória não há sobrevivência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para se ter uma idéia do que Churchill representou àquele país e ao mundo naquele momento, é interessante ler uma passagem contada pelo biógrafo Roy Jenkins: &lt;em&gt;“Churchill, o primeiro-ministro mais claramente da classe alta desde o fim do governo de Balfour, trinta e cinco anos antes, foi também aquele cuja autoridade mais proveio do clamor popular. No dia de sua recepção tão pouco entusiástica pela Câmara  dos  Comuns (mesmo esta tendo dado a seu governo um voto de confiança sem nenhuma dissidência), David Low, notável cartunista da esquerda dos anos de 1930 e 1940, publicou no Evening Standard  um  famoso desenho que formou opinião. Coisa rara, não continha nenhum  tom  de  brincadeira. Era Churchill de mangas arregaçadas, marchando à frente, resoluto e seguido de Atltee, Bevin, Chamberlain, Greenwood, Halifax, Sinclair, Morrison, Eden, Amery, Duff Cooper, A.V.Alexander e uma multidão de seguidores anônimos, todos devidamente com mangas de camisa para o trabalho. “Todos com você, Winston” - era a legenda”. (*)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tenho comigo que neste momento Churchill não representava apenas o Partido Conservador, nem a Câmara dos Comuns e muito menos o Governo de Sua  Majestade. Churchill  representava a  nação  inglesa que optou por não se acovardar e que preferiu as maiores provações à rendição a ponto de, em 04 de junho de 1940, com a humilhante retirada em Dunquerque, o primeiro-ministro lançar, não só em seu nome, mas em nome da Inglaterra, o desafio: “We shall never surrender” (Nós nunca nos renderemos!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É verdade que tenho imensa admiração pela figura histórica de Churchill, que certamente, dentro da condição humana de todos nós, cometeu erros e até injustiças. Porém, quando a história da humanidade assim exigiu, ele foi o homem certo, no momento e local certos  e mesmo com toda a pressão que isso pudesse representar para um alguém então quase septuagenário. Ele preferiu lutar antes de assumir a cômoda posição de dizer que havia avisado e zarpar para um exílio em outro continente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se fosse possível resumir a história de Churchill em uma única palavra, eu usaria a mesma que o escritor William J.Bennett usou em seu “Livro das Virtudes”: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CORAGEM!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Churchill - Editora Nova Fronteira, 1ª Edição, 2ª Tiragem, 2002, p. 542.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre Winston Churchill:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALL, Stuart - Vidas Históricas da British Library - Winston Churchill.&lt;br /&gt;Edição brasileira da Nova Fronteira. 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHURCHILL, Winston Spencer - Memórias da Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;Edição brasileira da Nova Fronteira, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JENKINS, Lord Roy - Churchill (Biografia).&lt;br /&gt;Edição brasileira da Nova Fronteira, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUKACS, John:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Churchill - Visionário, Estadista, Historiador.&lt;br /&gt;Edição brasileira de Jorge Zahar Editor, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Duelo: Churchill X Hitler.&lt;br /&gt;Edição brasileira de Jorge Zahar Editor, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cinco Dias em Londres.&lt;br /&gt;Edição brasileira de Jorge Zahar Editor, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROBERTS, Andrew - Hitler X Churchill - Segredos de Liderança.&lt;br /&gt;Edição brasileira de Jorge Zahar Editor, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer aos meus leitores que esse texto, que não trata apenas de uma figura histórica, é justamente para tratar da coragem, pois percebi que o mundo em que vivemos hoje, é o paraíso dos covardes que se escondem atrás de gangues, de torcidas organizadas, de quadrilhas de traficantes, de  movimentos sociais corruptos, de grupos terroristas e de partidos políticos mentirosos.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/122907421929509642-5721539018024940837?l=predicaehistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/feeds/5721539018024940837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=122907421929509642&amp;postID=5721539018024940837' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/5721539018024940837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/122907421929509642/posts/default/5721539018024940837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://predicaehistoria.blogspot.com/2007/08/we-shall-never-surrender.html' title='WE SHALL NEVER SURRENDER'/><author><name>Fábio Mayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01551474568217412757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-5EEorUlYHo/RsMcSEQQa5I/AAAAAAAAAHI/GcxPPxsJebo/s72-c/516333_churchill04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry></feed>