tag:blogger.com,1999:blog-12121145576524522692009-07-14T11:46:42.636-03:00QUERO SER PALESTRANTEMario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.comBlogger68125tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-85776474279233080902009-07-10T11:08:00.001-03:002009-07-10T11:08:08.380-03:00Palestrante precavido vale por doisUm palestrante precavido vale por dois, mas não espere receber dois cachês por isso. Se você não quer ter surpresas em seu trabalho de palestrante, é bom prever todos os problemas que podem surgir antes, durante e depois de uma palestra.<br /><br />Comece revisando o tema que vai apresentar e dando uma última ligada para seu contato no cliente para os detalhes finais. Esse contato do palestrante com o cliente poucos dias antes é importante por várias razões. Se a sua agenda de palestrante for parecida com a minha, pode acontecer de você ter vários eventos seguidos e acabar misturando na memória o que conversou com cada cliente. Isso poderá confundi-lo.<br /><br />Além disso pode acontecer do cliente ter decidido alterar alguma coisa no tema da palestra ou e ter se esquecido de avisar o palestrante. Já aconteceu comigo. Enviei uma proposta com temas "A" e "B" e o cliente decidiu fechar com o tema "A". Por alguma razão deixei de fazer o que estou sugerindo aqui e não liguei na véspera para afinar os instrumentos. <br /><br />Quando cheguei ao local peguei o programa do evento e lá estava o meu nome e o tema "B" ao invés do "A". Imediatamente corri para um canto do auditório, abri meu notebook e montei rapidamente os slides do tema "B" dentro da realidade do cliente antes que chegasse minha vez de ir à frente.<br /><br />Para isso é importante que o palestrante seja um Dom Quixote e seu notebook o Sancho Pança - inseparáveis. É comum o palestrante ir preparado para falar 2 horas e descobrir que os palestrantes anteriores tomaram mais tempo do que o combinado e sobrar meia hora para a palestra. Nessa hora o jeito é abrir o notebook e eliminar alguns slides para adequar o tema ao tempo disponível para o palestrante.<br /><br />Levar a palestra em mídias alternativas também é uma boa precaução que o palestrante deve adotar. Notebook, CD, pendrive e até colocá-la em uma área Web é aumentar a segurança, caso roubem seu notebook, o CD dê erro, e o pendrive caia na privada. Se você já derrubou um celular na privada sabe que pode acontecer também o pendrive. Participei de um evento no qual um palestrante trouxe sua apresentação apenas em pendrive incompatível com o computador que havia no palco. Precisei emprestar a ele meu notebook, que foi capaz de ler o arquivo, para ele poder continuar.<br /><br />Não custa também ter seu próprio controle remoto, porque não há nada mais chato do que ficar pedindo para alguém trocar os slides. Pode apostar, o cara vai dormir ou alguém vai contar quantas vezes você disse "O seguinte", "Não, o anterior", "Volte um" etc. Eu tenho dois controles remotos porque uma vez achei que tinha esquecido o meu em um evento e comprei outro. Achei o primeiro algum tempo depois em uma mala.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-8577647427923308090?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-73735320836664741392009-06-25T05:55:00.000-03:002009-06-25T05:55:51.015-03:00O escritorio do palestranteResponda rápido: se você fosse um gerente de recursos humanos de uma multinacional, acaso pegaria seu carro e iria ao endereço de um palestrante para contratá-lo para uma palestra? De jeito nenhum. Mais raro do que um cliente ir ao escritório de um consultor é ele ir ao endereço do palestrante.<br /><br />Portanto, a menos que você viva há 40 anos, quando uma linha com a frase "Sede Própria" em seu cartão podia significar alguma coisa, não se preocupe em ter um escritório se pretender ser palestrante. Escritório significa custo de aluguel, instalações, funcionários... O palestrante vende conhecimento, não produtos tangíveis, portanto você não vai precisar de almoxarifado de temas ou depósito de palestras.<br /><br />Se você for o Tarzan, morar numa árvore e já tiver trocado sua operadora de tambor por uma de celular, então está equipado para ser palestrante, o que diz respeito ao escritório. Agora é só manter a Chita calada quando alguém ligar, para a pessoa do outro lado da linha não pensar que você é o Tarzan, mora numa árvore e vive com a Chita.<br /><br />O palestrante precisa mesmo é de uma presença na Web na forma de site, blog, comunidades virtuais, redes sociais etc. e o indispensável email. O atendimento você mesmo pode fazer no início, quando não terá tantas solicitações de palestras, mas depois pode contratar um atendimento terceirizado para ter um "número comercial". Esse atendimento pode eventualmente receber ligações com pedidos de palestras, embora uma boa presença na Web será responsável por 90% dos primeiros contatos. <br /><br />Seu atendimento terceirizado pode ser contratado por um valor fixo mensal, fixo mais porcentagem ou como achar melhor. Ele poderá fazer o follow-up, ligando para saber se o cliente recebeu a proposta, por exemplo, algo absolutamente necessário considerando que muitas empresas têm bloqueios para determinados provedores de emails ou até mesmo para anexos, como provavelmente será sua proposta. Se for o caso, seu atendimento poderá reenviar a proposta ou você poderá colocá-la para download em uma área de seu site, caso a rede do cliente tenha bloqueio contra anexos. Seu atendimento poderá também cuidar de sua agenda.<br /><br />Uma alternativa a um atendimento é você ter um bom relacionamento com agências de palestrantes, as quais tentarão vender você. Por razões óbvias, as agências só farão isso se você já tiver algum nome, caso contrário não irão querer arriscar perder negócio quando possuem tantos outros nomes em seu cardápio. Logo você descobrirá que palestrante é como Tostines: é mais fresquinho porque vende mais e vende mais porque é mais fresquinho. Você entendeu que o "fresquinho" aqui é apenas modo de dizer, não é mesmo?<br /><br />Nas viagens o palestrante leva o escritório junto em seu notebook e, considerando que hoje qualquer hotel que não seja o que o Tarzan frequenta tem Internet Wi-Fi, o mesmo acontecendo com aeroportos, seu escritório ficará fechado só na hora dos pousos e decolagens, já que durante o voo você as duzentas as duzentas propostas solicitadas enquanto estava na sala de embarque. Você entendeu que "duzentas" aqui é apenas modo de dizer, não é mesmo?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-7373532083666474139?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-86373198126398334012009-06-20T12:40:00.000-03:002009-06-20T12:40:31.233-03:00Palestrante escritorVocê não precisa ser escritor para ser palestrante, e nem todo escritor é palestrante. Portanto, se você deseja ser palestrante, mas não sabe escrever o suficiente para ter um livro, não se preocupe com isso. Ninguém é menos palestrante por não ser escritor.<br /><br />Mas o livro é importante para a carreira do palestrante, pois além de criar uma aura de alguém erudito, permite que suas idéias permaneçam mesmo quando ele para de falar. Se você for um palestrante com pouca habilidade para escrever, contrate um ghost writer para colocar suas idéias no papel.<br /><br />Geralmente quando o palestrante pensa em em escrever, pensa em livros, mas essa é uma visão limitada. Se por um lado o interesse por livros tem caído nos últimos anos com a competição das novas mídias, a atividade de escrever só tem crescido. Se um dia os livros deixarem de existir, os escritores continuarão existindo.<br /><br />Todo tipo de mensagem, seja ela em formato texto, áudio ou vídeo, acaba tendo um escritor por trás. Quando o Jô fala em seu programa, ele não fala tudo de si, mas fala o que sua equipe escreve. Quando o âncora do telejornal fala, ele lê o que outro escreveu. A novela nada mais é do que um romance escrito por alguém e levado à tela em capítulos diários.<br /><br />Quando os roteiristas de Hollywood fazem greve, o Brad Pitt fica mudo. Quando a equipe de escritores de humor do David Letterman para, o David perde a graça. Todos eles dependem dos textos dessas mentes extraordinárias que trabalham nos bastidores.<br /><br />Mas, infelizmente, ainda tem muito jovem talentoso olhando para o mercado com as lentes do passado. Jornalistas, em especial, sonham trabalhar numa daquelas redações da década de sessenta, sem perceber que tem cada vez menos gente lá.<br /><br />Como palestrante, ganho dinheiro escrevendo, mas não vendendo livros, porque não são best-sellers. Meus livros eu escrevi para ganhar dinheiro como palestrante, e eles têm ajudado. Escrevo meu blog com a mesma intenção (exceto meus blogs e vídeos onde falo de minha fé). É por isso que não levo livros para vender em palestras, e nem insisto para o cliente comprar meus livros, porque quando vou fazer uma palestra o objetivo do livro já foi atingido, que é o de ajudar no fortalecimento de minha marca e gerar contratos.<br /><br />Escrevo o tempo todo, e não apenas pensando em livros. Até as entrevistas eu procuro dar por escrito (ou gravo enquanto falo) para ter depois material para meu site ou para transformar em matéria da TV Barbante. Aliás, escrever traz também surpresas agradáveis, como saber que meus textos têm sido usados em várias provas de concursos públicos. Se você pretende prestar concurso, comece a ler meus textos...<br /><br />Resumindo tudo, eu não seria o palestrante que sou se não fosse escritor, mas poderia ser palestrante assim mesmo. Portanto, qualquer palestrante que tenha alguma inclinação para as letras deve traçar sua estratégia de carreira com a seguinte pergunta em mente: como posso capitalizar em cima de meus textos? Na maioria das vezes a resposta não será "escrevendo um livro" ou vendendo seus textos, mas simplesmente ajudando as pessoas com a disseminação da informação que você tem para transmitir.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-8637319812639833401?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-64926890870672427632009-06-16T17:59:00.000-03:002009-06-16T17:59:21.112-03:00Filmar o palestrante?Alguns palestrantes têm reservas quanto à filmagem ou gravação de suas palestras pelo cliente. Alguns contratos trazem uma cláusula proibindo a filmagem da palestra ou sua retransmissão. Você encontra também palestrantes que evitam ao máximo deixar que vídeos de suas palestras acabem no Youtube. O que fazer?<br /><br />Primeiro é preciso que o palestrante entenda que vivemos um momento ímpar do acesso à tecnologia e não há como atuar hoje da mesma maneira como atuávamos há 20 anos. A tecnologia e o acesso a dispositivos de gravação e filmagem cada vez mais sofisticados vai continuar e hoje já posso ver pessoas na platéia com o braço erguido segurando um celular ou câmera para gravar minha palestra. Devo descer lá para confiscar o equipamento? Expulsá-las do recinto? Processá-las por uso indevido da imagem do palestrante? De jeito nenhum. Quando não puder lutar contra o inimigo tecnológico, junte-se a ele.<br /><br />Há situações especiais quando o cliente pretende transmitir a palestra, ao vivo ou gravada, para diversas unidades da empresa no Brasil ou no mundo, o que pode de certa forma criar uma situação de perda de receita. Quando o palestrante faz uma palestra só que será reutilizada por todas as unidades, ele está deixando de ser contratado para as demais. Em casos assim pode até existir um acordo para acrescentar algum valor ao contrato, mas eu acho que isso também vai ficar tão usual quanto alguém filmar com o celular.<br /><br />Algumas empresas têm suas unidades conectadas por vídeo como forma de integrar as equipes, e vai chegar uma hora quando o recinto onde você está em uma grande empresa não terminará mais nas quatro paredes. Então os palestrantes terão de se acostumar com a idéia de que na sala onde está fazendo sua apresentação o Big Brother está presente mandando sua imagem para outros lugares. É bom ir se acostumando ao olho de vidro que nos vê em todo lugar.<br /><br />O que eu faço com relação a tudo isso? Primeiro, não me importo que filmem, mas você perceberá que não tenho material em DVD por exemplo para enviar para os clientes. Tenho vídeos caseiros e trechos de palestras na TV Barbante no Youtube que, como o nome diz, é amarrada com barbante, portanto quem assistir sabe que não está vendo uma gravação profissional. Isto ajuda a proteger minha apresentação. <br /><br />Por que? Porque toda gravação em vídeo, por mais profissional que seja, jamais conseguirá transmitir o calor da presença pessoal, e um DVD enviado a um cliente pode até atrapalhar na contratação. Porém, se o cliente sabe que os únicos vídeos que poderá ver são as mambembes produções que coloco no Youtube, acabará pensando consigo mesmo, <em>"Bem, acho que ao vivo ele deve ser melhor do que isso".</em> Antes que me esqueça, já fechei vários negócios com empresas que me viram no Youtube ou receberam por email um link que algum amigo mandou.<br /><br />Uma outra questão é se o palestrante deve ou não publicar trechos ou cenas de palestras no Youtube, porque suas melhores cenas podem ser também seus pulos do gato, que podem ser copiados por outros palestrantes ou atrapalharesm na contratação, já que o cliente não vai querer ver de novo o que já viu. Duas observações cabem aqui.<br /><br />Primeiro, quem copiar a letra e a música do Roberto Carlos pode, no máximo, se apresentar como um cover dele, cobrando uma fração do artista original, mas nunca será o Roberto Carlos. Segundo, por uma interessante característica do comportamento humano, quem assiste uma palestra em vídeo no Youtube geralmente está pensando em algo como "isso aqui serve para o José" ou "a Maria precisava ouvir isso". Então essa pessoa acaba se tornando uma agente em potencial, que acabará "vendendo" a idéia de me contratar na empresa onde atua. E ainda que os quinhentos colaboradores da empresa assistam todos os vídeos, dificilmente aquilo será exatamente o que falarei no evento para o qual me contratarem. <br /><br />As piadas podem até ser as mesmas, mas eles não estão me contratando como humorista, mas como palestrante.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-6492689087067242763?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-13544188781257204742009-05-31T09:20:00.000-03:002009-05-31T09:20:27.017-03:00O palestrante e a saúdeQuando o palestrante precisa acordar no meio da noite em um hotel longe de casa e pegar um táxi para o hospital, das duas uma: ou vai dar uma palestra para o turno da noite, ou está com cálculo renal. Eu estava com cálculo renal.<br /><br />Era a madrugada de um evento e nem preciso dizer que fui obrigado a cancelar minha palestra naquele dia, algo que só tinha acontecido uma vez no dia do falecimento de minha mãe. Felizmente a empresa era cliente há anos e entendeu perfeitamente.<br /><br />A lição aprendida? Primeiro, o palestrante deve cuidar muito bem de sua saúde, porque além dele e das pessoas mais próximas, pode haver uma platéia de dezenas ou centenas de pessoas esperando por sua palestra. Eu sempre procurei tomar cuidado com a alimentação em hotéis e restaurantes, e principalmente em não sair do hotel na noite que antecede o evento para evitar qualquer eventualidade. <br /><br />Acidentes e assaltos são apenas alguns dos sinistros aos quais o palestrante está sujeito se decidir passear à noite em uma cidade desconhecida. Sem falar de palestrantes novatos que nunca saíram de casa e decidem cair na farra na véspera do evento. Vi um palestrante assim aparecer no evento com mais de uma hora de atraso, de ressaca, com a barba por fazer e ainda acompanhado. O cliente ficou por conta.<br /><br />Alimentos contaminados são grandes inimigos do palestrante e por mais que você adote precauções, se já está na estrada há alguns anos como eu certamente sabe o que é ter uma dor de barriga daquelas de matar bem na hora da palestra. <br /><br />Em eventos in company (99% de meus eventos são in company) fica sempre mais fácil o palestrante administrar um problema assim pedindo para alterar a ordem das apresentações ou até combinando com outras pessoas de tomarem seu lugar por alguns minutos enquanto vai aliviar seu fardo. Afinal, a última coisa que você deseja é se borrar todo na frente de todo mundo, não é mesmo? Bem, se a sua palestra for maçante isso pode até acrescentar alguma emoção ao espetáculo.<br /><br />Não chegou a acontecer comigo, mas em uma ocasião cheguei a combinar com o grupo de teatro, que se apresentaria depois de mim, para inventar alguma intervenção em minha palestra caso eu desse sinal de tsunami iminente. Felizmente consegui controlar durante a hora e meia da palestra, permanecendo quieto no palco e com os pés bem juntinhos.<br /><br />No caso da pedra no rim eu não tinha muito o que fazer. Foi hospital mesmo, seguido de uma semana de molho até a dita cuja decidir sair. Por isso o palestrante deve ter um bom plano de saúde e se informar se poderá utilizá-lo em caso de emergência em qualquer lugar do país. Alguns planos permitem serviços adicionais, como internações e tratamentos mesmo longe de casa.<br /><br />É importante o palestrante ter em sua bagagem algumas coisas básicas, como analgésicos, anti-térmicos e outros apetrechos que podem ser úteis em emergências. Em minha mala até protetor auricular eu carrego, mas é só para dormir em voos barulhentos. Antes que me pergunte, é inútil em caso de diarréia.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-1354418878125720474?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-25365767882346236292009-04-17T13:44:00.000-03:002009-04-17T13:44:36.837-03:00Um palestrante que ensina outros palestrantes?Isso mesmo, esta é a surpresa de alguns quando visitam este blog. Por que razão eu estaria "entregando o ouro para o bandido", ou seja, dando dicas para aqueles que podem ser meus concorrentes? <br /><br />A verdade é que neste segmento sempre existe lugar para mais um, pois não depende apenas de conhecimento, mas de talento. E sempre há alguém mais talentoso do que eu para ensinar aquilo que eu mesmo não tive oportunidade de aprender. Talvez você seja alguém assim.<br /><br />O estilo também é importante na atividade do palestrante, e isso funciona um pouco como na música. Você pode ter um milhão de amigos cantando músicas do Roberto Carlos, mas Rei só tem um. Alguém que tente fazer uma palestra exatamente com o conteúdo de uma palestra minha certamente não irá ser a mesma coisa. Poderá até sair-se melhor do que eu para outro evento, outro público e outro cliente, mas nem tanto para o meu público ou o segmento que eu atendo.<br /><br />Por isso dou dicas, ensino e não me preocupo muito com essa neura de estar entregando o ouro ao bandido. Mas eu não seria sincero se fosse só esta a razão de ensinar palestrantes. É claro que existe outra, menos nobre. Quem você gostaria que fizesse aquela cirurgia em seu coração, um cardiologista ou um professor de cardiologia? <br /><br />Agora, para não dizer que não ensinei nada aqui, anote esta dica:<br /><br />Crie temas adequados às necessidades das empresas e dos clientes pensando também nas datas importantes. Por exemplo, "Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho", "Semana do Meio Ambiente", "Semana da Enfermagem", "Semana da Administração", "Semana de Contabilidade" e por aí vai. Gostou da dica? Então pode começar a trabalhar seus temas e providenciar para que sejam encontrados em seu site.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-2536576788234623629?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-8175286880893038692009-04-04T11:04:00.000-03:002009-04-04T11:04:14.602-03:00Imprevistos, do palestrante ou do eventoImprevistos acontecem, e o palestrante deve estar pronto a evitá-los e contorná-los. Obviamente até palestrantes são seres humanos, sujeitos a doenças, acidentes e até à morte, portanto sempre existe a possibilidade de você não conseguir cumprir algo que prometeu. Mesmo assim, horários devem ser vistos como sagrados na carreira do palestrante, mas é importante saber administrar o horário também de outras pessoas para não queimar o seu filme.<br /><br />Em uma palestra aberta ao público, quando viu que o número de pessoas presentes ao evento era pequeno, o promotor me segurou nos bastidores o máximo que pode esperando que mais gente chegasse. Com isso fiquei mais de uma hora preso no camarim e o público que efetivamente tinha chegado no horário ficou o mesmo tempo esperando. Adivinha quem eles pensavam que tinha se atrasado quando apareci no palco? O palestrante, evidentemente.<br /><br />Em outro evento, um treinamento para profissionais liberais das 14 às 18 horas, o promotor me pegou no aeroporto insistindo que era seu costume levar o palestrante para almoçar em um ponto turístico da cidade, a uma distância considerável do local do evento. O restaurante atrasou o almoço, pegamos trânsito na volta e entrei na sala do treinamento correndo, suado, envergonhado e com as idéias em turbilhão. Cerca de 40 pessoas me esperavam há 30 minutos.<br /><br />Em um evento com vários palestrantes, o palestrante que daria a primeira palestra da manhã simplesmente sumiu. Segundo o hotel, ele nem tinha dormido em seu quarto. Felizmente eu e outros palestrantes já estávamos ali e o cliente conseguiu alterar a grade de palestras do evento, o que de certa forma desapontou muitos participantes que vinham apenas para ver uma ou outra palestra de seu interesse e não encontraram o que queriam no horário planejado. Eu mesmo, que faria minha palestra à tarde, acabei fazendo de manhã, antes do almoço.<br /><br />O palestrante sumido só foi aparecer na hora do almoço, com a roupa toda amassada, a barba por fazer, acompanhado de uma "amiga" que trouxe da noite. Nem preciso dizer que seu nome foi riscado da agenda do cliente. Fica aí o alerta para quem gosta de conhecer a noite de uma cidade estranha na véspera de uma palestra. Não digo que você irá agir de forma irresponsável como esse palestrante, mas sempre existe o risco de um assalto, um acidente ou uma comida diferente fazer mal bem na hora de sua palestra no dia seguinte.<br /><br />Portanto, procure ao máximo minimizar os riscos e administrar seu tempo e também o das pessoas que acabarão interferindo no seu. Não aceite informações sem verificar. Eu mesmo caí numa armadilha quando acordei cedo no hotel onde seria um treinamento, desci à sala para preparar meu material e equipamento, e a encontrei fechada. Pedi informações na recepção e avisaram que a empresa tinha solicitado a sala a partir das 9 horas da manhã, ao contrário da informação que eu tinha, que era de iniciar às 8 horas. Como ainda eram 7 horas, voltei ao quarto. Retornei à sala cinco minutos após as 8 horas, só para encontrar todos os participantes presentes e me aguardando.<br /><br />Até hoje só precisei cancelar uma presença em evento, apesar de muitas chegadas em cima da hora por culpa de vôos que atrasaram ou de situações como as que mencionei no início. A única vez em que precisei ligar para o cliente e suspender um treinamento que seria no dia seguinte foi quando minha mãe estava prestes a morrer vítima de câncer. Quando percebi que sua hora se aproximava, liguei para o cliente que entendeu perfeitamente a situação e conseguiu renegociar com o hotel e o buffet uma nova data. No dia seguinte, no horário do evento cancelado, eu estava ao lado de minha mãe quando ela deu o seu último suspiro.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-817528688089303869?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-724951120080654892009-03-14T06:59:00.000-03:002009-03-14T06:59:29.136-03:00Apresentacoes em palestrasNão vou ensinar aqui como o palestrante deve preparar sua apresentação em Power Point pois há muitos sites que falam disso. O palestrante deve ter bem claro em mente o tipo de suporte que pretende utilizar para sua palestra. Eu uso apenas uma apresentação em Power Point porque isso inclusive me ajuda a ordenar minhas ideias e mantém um começo, meio e fim para a palestra.<br /><br /><div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;">Há quem utilize outros recursos como vídeos, sons, luzes e buzinas, mas eu me limito ao Power Point sem som porque é este o meu estilo. Apenas em treinamentos prolongados eu uso breves trechos de filmes famosos para promover discussões entre os participantes do treinamento. No mais, minha palestra é sustentada mesmo no gogó. Lembre-se de que se você usar obras inteiras, como músicas ou filmes, terá de pagar direitos autorais pois deixará de ser apenas uma citação ou amostra da obra. Consulte o <a href="http://www.ecad.org.br/">ECAD</a> se pretende fazer palestras com fundo musical.</div><br /><div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;">Sons e efeitos visuais numa apresentação em Power Point podiam ter algum impacto quando a tecnologia surgiu, mas agora o palestrante que utiliza recursos assim pode atrapalhar sua mensagem. Esqueça aqueles efeitos de letrinhas aparecendo ao som de máquina de escrever ou vão pensar que você é do tempo delas. Sons tipo abertura do Windows a cada slide que é trocado também cansam. Tente outra coisa para acordar seu público.</div><br />Minhas apresentações são basicamente slides com frases ou textos interessantes que servirão de base para o que vou falar. Palestrantes que colocam tudo o que falam na forma de textos nos slides podem mandar sua palestra por email para o público ao invés de tirá-los de casa para escutarem sua leitura monótona no auditório. Portanto, aprenda isso: a apresentação em Power Point não é o conteúdo de sua palestra, é apenas sua espinha dorsal, sua cola ou lembrete. Você não está ali para mostrar que sabe ler, mas para apresentar ideias que pareçam tiradas na hora do forno do cérebro, não textos copiados.<br /><br /><div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"><a href="http://www.mariopersona.com.br/image/vendas3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" ii="true" src="http://www.mariopersona.com.br/image/vendas3.jpg" /></a><a href="http://www.mariopersona.com.br/image/vendas2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" ii="true" src="http://www.mariopersona.com.br/image/vendas2.jpg" /></a></div><br />As imagens que uso são de minha autoria. Fui cartunista nos tempos de faculdade, portanto é fácil para mim criar bonecos que ilustrem a ideia principal de cada slide da palestra. Os personagens que desenho também ajudam a despertar interesse e criam uma uniformidade visual, já que todos têm o mesmo estilo. Se você decidir usar desenhos e fotos de bancos de imagens, veja se não precisa comprá-las antes. Não vá falar de ética nos negócios pirateando o trabalho de outros sem autorização.<br /><br />Alguns palestrantes morrem de medo que sua apresentação em Power Point caia nas mãos do contratante ou do público. Levam seu próprio notebook ou exigem que o cliente apague a cópia usada durante a palestra, como se aquela coleção de slides com frases do Einstein e da Madre Teresa, enfeitadas com clip art do Windows, contivessem a fórmula da bomba atômica. <br /><br />Eu não me importo nem um pouco que copiem minhas apresentações, porque não dá para fazer muita coisa sem o o palestrante que as criou. Além disso, minhas ilustrações têm um estilo tão peculiar que se outro palestrante tentar usá-las acabará fazendo propaganda minha. Portanto, não fique estressado se a sua apresentação "vazar" e for parar na Internet. Eu já vendi palestras justamente por isso.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-72495112008065489?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-81133561887177503842009-03-06T18:24:00.001-03:002009-03-06T18:25:15.626-03:00Críticas ao palestrante ou à palestraNão pense que tudo são flores na carreira de palestrante. O palestrante também enfrenta o descontentamento do público, como qualquer outro profissional que vende algum produto ou presta algum serviço. É claro que se esse descontentamento for generalizado é melhor você conferir seu trabalho, pois pode precisar reformular seus temas, sua forma de apresentar ou até mesmo o público ao qual dirige seus serviços.<br /><br />Sim, o palestrante pode estar equivocado quanto ao público que deseja atingir e isso pode levá-lo ao desastre. Públicos diferentes têm expectativas diferentes, e se você não atendê-las irá causar frustração. É como você sair de casa para ouvir o Zeca Pagodinho e descobrir que naquela noite é uma orquestra sinfônica que toca. O contrário também gera frustração, principalmente se você for o único em roupa de gala numa roda de pagode.<br /><br />Por isso é bom conversar antes do evento para descobrir o perfil do público e também quais são as expectativas da empresa que está contratando. Às vezes o fracasso se deve a uma falta de alinhamento entre os interesses da empresa contratante e do público. A empresa pode estar fazendo um evento para seus clientes e achar que seu público pode querer uma coisa e você acaba ficando dividido: se for pelo público, decepciona o anfitrião. Se for pelo anfitrião, decepciona o público.<br /><br />O palestrante precisa ter um sexto sentido aí, um faro a mais para detectar possíveis causas de frustração e anulá-las de antemão. Mas nem sempre é possível conseguir isso.<br /><br />É claro que há também as críticas que vêm dos críticos de carteirinha, aqueles que ficarão descontentes até se você distribuir automóveis para os presentes. Ele vai sair reclamando da cor.<br /><br />Em meu vídeo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hkPuY13VwIc">"Não seja um banana qualquer"</a>, que já teve mais de 50 mil views, apareceram dois assim. Um deles deixou um comentário me chamando de <em>"porco capitalista"</em> e dizendo ter certeza de que <em>"a platéia é formada pelos <strong>proletariados</strong>, sonhando um dia serem <strong>capitalistas ricos e bem sucedidos</strong>, e o palestrante já vem realizando o seu sonho (de) enganar e fazer os trabalhadores acreditarem que no capitalismo o sol brilha para todos; uma mentira".</em><br /><br />Eu não escutava expressões como <em>"porco capitalista"</em> e <em>"proletariado"</em> desde a bancarrota da União Soviética. E depois tem gente que ainda não acredita na possibilidade de encontrar viajantes no tempo! Outro comentou que já viu mais de 200 apresentações de caras como eu que se deram mal na vida profissional e agora saem por aí encontrando platéias que pagam para ouvir bobagens. Ele deve saber do que fala, pois eu mesmo, tirando minhas próprias palestras, não acredito ter assistido 200 palestras de outros.<br /><br />Mas é isso, acostume-se com críticas. Felizmente no meu trabalho elas têm sido exceção, mas mesmo assim preciso continuar me aprimorando para não deixar a peteca cair. Palestrante parado é palestrante morto. Ah, talvez você queira saber o que respondi ao que viu 200 palestrantes:<br /><br /><em>"Tem razão, muitos palestrantes sofreram reveses na vida profissional. Esses têm uma experiência valiosa para quem também sofre os mesmos reveses e precisa se recolocar no mercado, pois afinal ser palestrante também é uma opção profissional. Se você for executivo de uma grande empresa, e for dispensado por causa da crise, irá entender melhor esses 200 palestrantes que disse ter visto".</em><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-8113356188717750384?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com3tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-34919496839886388752009-01-16T15:08:00.001-03:002009-01-16T15:11:24.483-03:00Técnicas para falar em público<em>Fui entrevistado pelo site Bolsa de Mulher para uma matéria sobre falar em público. Como o tema é particularmente útil para palestrantes, decidi publicar a íntegra da entrevista aqui.</em><br /><br /><strong>Por que é tão importante saber falar em público e por que há tantas pessoas que têm tanta dificuldade para fazê-lo?</strong><br /><strong><br /></strong><br /><strong>Palestrante -</strong> A comunicação sempre foi importante, pois sem ela não teríamos a civilização que temos hoje. Um dos grandes diferenciais da raça humana é sua capacidade de se comunicar, de articular seus pensamentos, de transmitir idéias de forma ordenada. Cada vez mais somos solicitados a falar em público, seja em uma festa familiar, em uma reunião no trabalho ou em um evento qualquer. Qualquer pessoa deveria dominar essa técnica.<br /><br />Obviamente ninguém precisa ser um palestrante profissional para falar em público, e nem a audiência espera isso da pessoa. Quanto maior sua capacidade na profissão ou atividade que você exerce, maior o desconto que sua audiência dará para possíveis falhas em seu modo de falar. Portanto, se você tem coisas importantes para dizer, vá em frente e diga, sem se torturar com a possibilidade de não ser 100% em sua capacidade de oratória. Quando você põe isso em mente deixa de fazer aquela cobrança excessiva de si mesmo na hora de falar, e reduz o estresse. Em suma, sua oratória até melhora quando você não se estressa por causa de sua oratória.<br /><br />A dificuldade da maioria das pessoas está no medo, mas ele não deve ser eliminado e sim administrado e transformado em aliado. Quem fala deve aprender a transformar a adrenalina, liberada pelo medo, em energia e vigor para a comunicação. Os atletas se superam quando existe pressão, e não é diferente na atividade de falar em público.<br /><br />Uma boa técnica para se eliminar o medo é não começar logo com o assunto, mas começar falando de si mesmo, de sua família, de seu time de futebol e outras amenidades. Essa técnica reduz a tensão do orador e também permite que o público o enxergue como um ser humano e passe a relevar suas falhas. <br /><br />Além disso, se você começar falando daquilo que você está acostumado a falar, daquilo que é capaz de falar até dormindo, irá evitar aquele branco na memória que é o pavor de qualquer um na hora de falar em público. Tudo fica mais fácil quando você começa falando de um assunto corriqueiro. Depois desse aquecimento fica fácil fazer a transição para o assunto da palestra.<br /><br />Suas características naturais também podem servir como uma moldura para o seu discurso. Se você tem um perfil bem-humorado e costuma contar piadas para os amigos, pode usar essa característica, mas nem tente ser engraçado em público se não for esse o seu modo de agir naturalmente quando está entre amigos.<br /><br /><strong>Como uma pessoa extremamente tímida, que precisa se apresentar para garantir um emprego, por exemplo, pode superar seus medos e se sentir mais confiante?</strong><br /><strong><br /></strong><br /><strong>Palestrante -</strong> O que mais atrapalha é o medo de se expor, de achar que as pessoas estão reparando naquele fio de cabelo fora do lugar, no gaguejar ou nas mãos trêmulas. Quem fala tem uma percepção muito maior desses detalhes do que sua audiência, que está prestando atenção na mensagem. A mensagem, esta sim, é o recheio de uma apresentação e deve ser interessante o suficiente para atrair e cativar a audiência.<br /><br />Se a preocupação é com as falhas, o melhor mesmo é que o seu público fique sabendo delas logo de início. Se você falar de seus defeitos, seu público não terá a chance de descobri-los, portanto é você quem está no controle. Vale a pena assistir o filme "8-Mile A Rua das Ilusões" para ver como o cantor supera seus medos ao se abrir diante do seu público. Quando não temos mais nada para esconder, perdemos aquele medo de que as pessoas percebam que exista alguma coisa de errado conosco.<br /><br /><strong>Quais são as principais técnicas e dicas para uma boa apresentação em público?</strong><br /><strong><br /></strong><br /><strong>Palestrante -</strong> Analisar bem o público, a ocasião, os objetivos. Quem fala em público está ali como quem vai vender um produto, que são suas idéias. Isso deve ser feito da maneira que gerar uma maior satisfação para os ouvintes. <br /><br />Você pode também treinar diante de um espelho, para analisar postura, expressões, timbre de voz, articulação das palavras. Se puder gravar ou filmar a si mesmo, o que hoje dá para fazer até com um celular, você poderá analisar o resultado, fazer correções e pedir críticas e sugestões a algum amigo. Nos meus treinamentos de comunicação verbal eu costumo pedir aos participantes que venham à frente para falar sobre algo enquanto são filmados e depois analisamos juntos os resultados.<br /><br />Há diversas dicas práticas que a pessoa que fala em público pode conseguir com a ajuda de um profissional ou lendo livros sobre o assunto. Uma é trabalhar a entonação da voz e aprender a fazer uso do silêncio para sublinhar suas palavras. Outra é decidir se deve falar de improviso, usar anotações ou slides, ou ainda ler um texto corrido. Cada forma tem vantagens e desvantagens. <br /><br />Se você decidir ler um texto, nunca faça isso segurando uma folha de papel na mão, pois ela fatalmente irá denunciar qualquer tremor e comprometer a segurança que a sua fala deveria transmitir. Aconselho o uso de pequenos cartões, que não revelam que as mãos estão tremendo.<br /><br /><strong>Há fatores físicos que podem comprometer ou colaborar com o desempenho da pessoa?</strong><br /><strong><br /></strong><br /><strong>Palestrante -</strong> Sim, tudo pode acontecer durante uma palestra. O uso de microfones e o manuseio das apresentações no computador são coisas que precisam ser treinadas de antemão, para não correr o risco de ter problemas de som ou perder minutos preciosos tentando entender o equipamento. Microfones podem se transformar em instrumentos de desastre, quando não são usados da forma correta.<br /><br />As falhas técnicas acabam desviando a atenção do público, e o mesmo acontece com vícios de linguagem, como o uso excessivo de expressões como "ou seja", "sendo assim", ou então sons como "hããã", "né". Movimentos estranhos com o corpo, com os pés e com as mãos também são inimigos do orador por desviarem a atenção. <br /><br />Quem fala em público deve se imaginar na tela de uma TV apresentando um telejornal. Isto implica manter o público atento à sua boca e expressões, e aos movimentos de suas mãos, que devem ser mantidas dentro dessa "tela" de TV imaginária. As mãos só devem enfatizar a fala quando mantidas acima da cintura para não desviar a atenção para muito longe do rosto do orador.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-3491949683988638875?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-62390352473735114882008-12-18T09:07:00.000-03:002008-12-18T09:17:29.474-03:00Mais dicas para a carreira de palestranteO nome pesa muito no preço. Se o seu nome é conhecido, o preço sobe. Se for desconhecido, ainda que tenha uma ótima bagagem, seu preço cai. Um palestrante que tenha presença na grande mídia não fica barato. É importante lembrar que você vende datas de uma agenda que, se não estiver concorrida, o preço cai. Portanto você vende e cobra segundo a demanda. Estabeleça um preço para começar a trabalhar e depois vá aumentando, se perceber que está fechando negócios, ou diminuindo, se nada acontecer.<br /><br />É essencial que tenha um bom site (menos é mais em termos de site, esqueça coisas mirabolantes) e talvez um blog para humanizar. Escrever artigos e distribuir por aí também é uma boa idéia. Participar de alguns eventos de cortesia, mas de grande visibilidade e com platéia de formadores de opinião também ajuda a ganhar projeção.<br /><br />Escrever muito, ter livro publicado, ser visto, são essenciais nessa profissão. Você pode também se cadastrar em agências de palestrantes. Algumas têm conseguido boas oportunidades para mim, mas o que vende mesmo é meu site. Para saber a razão, digite "<a href="http://www.google.com/search?q=palestrante">palestrante</a>" no Google. Evidentemente isso muda o tempo todo, mas neste momento aparecem mais de 1,5 milhão de páginas e meu site na terceira colocação, atrás apenas de duas agências.<br /><br />O título e tema de sua palestra precisa ser coerente com o tipo de público. Palestras motivacionais geralmente são mais solicitadas para enventos com o pessoal da produção ou de vendas no varejo. Falo daquelas palestras nas quais o palestrante dança, canta, conta piadas, espalha bexigas ou distribui dinheiro. Mesmo assim a demanda por esse tipo de palestra está em baixa hoje em dia. Hoje já não se vende palestrantes motivacionais (de fazer rir e chorar) como se vendia antigamente. <br /><br />Mesmo assim, ainda que você vá ensinar física quântica em sua palestra, tem que ter o estilo de um professor de cursinho, bem divertido, ou terá uma atuação bastante limitada no grande circuito. Se for muito acadêmico, acabará dando palestras de graça para universidades, o que não é um bom negócio no longo prazo.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-6239035247373511488?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-61023293342686806592008-12-15T09:58:00.003-03:002008-12-15T10:18:07.830-03:00Contratos para palestras e treinamentos<p>Na grande maioria dos serviços que presto, não é feito um contrato para palestras ou treinamentos, já que trabalho mais com empresas grandes. Minha proposta de palestra, workshop ou treinamento já traz as condições, e geralmente as grandes empresas não costumam pagar o palestrante antecipado ou pagar um sinal para reservar a data da palestra.<br /><br />Nos outros casos o palestrante pode fazer um contrato, porque, ao contrário das grandes empresas, há casos em que o promotor do evento não tem a verba garantida. É muito comum ocorrer isso em eventos promovidos com venda de ingressos, no qual existe algum risco para o promotor de não conseguir cobrir todos os custos com suas vendas. Aí é melhor pedir um adiantamento a título de garantia da data e redigir um contrato.<br /><br />Até hoje só deixei de receber de um cliente, e mesmo assim 70% do valor. Falhei em me garantir, já que se tratava de um diretório acadêmico de uma faculdade. Depois do evento creio que não apenas o cachê meu, mas o dos outros palestrantes acabaram sendo bebidos pelos estudantes em algum boteco.<br /><br />O contrato de palestrante pode seguir um contrato normal de prestação de serviços. Alguns clientes às vezes estipulam uma multa para o caso do não comparecimento, por isso é bom ficar de olho para que a multa seja de porcentagem sobre o preço da palestra e não sobre o custo do evento, como já conteceu de um cliente solicitar. Como nunca sabemos quanto custará o evento (vai que o cliente contrata também um show da Madonna!) é bom você ficar de olho aberto.<br /><br />Algumas informações que vão em minha proposta: </p><ul><li>Hospedagem: Por conta do cliente, quando necessário. </li><li>Despesas de viagem: Por conta do cliente para eventos a mais de 150 km de São Paulo. Para viagens aéreas, dar preferência para partidas e chegadas no Aeroporto de Viracopos, Campinas, SP. A data e horário do evento podem exigir que a chegada e/ou partida seja(m) um dia antes e/ou após o evento. </li><li>Forma de pagamento: Depósito, transferência bancária ou boleto. </li><li>Organização do evento: Por conta do cliente, bem como a divulgação, segurança, serviços, pessoas e equipamentos contratados pelo cliente. </li><li>Sala ou auditório compatível com o número de participantes. </li><li>Equipamento de projeção (datashow ou projetor multimídia), para conectar ao notebook do palestrante e tela ou superfície de projeção. </li><li>Microfone sem fio e amplificação para audiência com + de 40 pessoas. </li><li>Contingência: Microfone reserva, lâmpada sobressalente p/ projetor, pilhas p/ microfones. </li><li>Apenas para Treinamentos: Amplificação do som do notebook (cabo P2), Flip-Chart, marcadores, canetas e papel. </li><li>Livros: o consultor é autor de 6 livros, porém não comercializa livros em eventos. </li><li>Preferência: No caso de mais de uma solicitação na mesma data, a preferência é dada ao cliente que efetuar o depósito do adiantamento. O consultor se reserva o direito de não participar de eventos políticos ou promovidos por organizações religiosas, além de empresas do segmento de tabaco, armas e munições. </li><li>Cancelamento: Se efetuado pelo cliente em prazo inferior a 30 dias da realização do evento, será cobrado 10% da remuneração total a título de ressarcimento dos custos de reserva e preparação da apresentação. No caso de cancelamento pelo consultor por motivo de força maior, os valores pagos serão devolvidos integralmente.</li></ul><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-6102329334268680659?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-48877788313780871502008-12-12T07:55:00.000-03:002008-12-12T07:56:48.947-03:00Antes e depois da PalestraA hora de chegar e sair de um evento também é importante para o palestrante. Às vezes você deve chegar mais cedo para conversar com os organizadores do evento ou com gerentes e diretores da empresa que o contratou, caso seja um evento in company. Essa conversa prévia costuma ser valiosa porque nela há fios da meada que acabam sendo úteis na palestra.<br /><br />Chegar cedo demais, porém, pode trazer alguns inconvenientes. Um deles, em eventos abertos onde o palestrante é tratado como uma espécie de "estrela", pode tirar o elemento surpresa. Outro inconveniente é chegar em um evento in company onde sua palestra é precedida de palestras e reuniões que tratam de assuntos estratégicos da empresa. Nem sempre a empresa deseja que alguém de fora saia de lá com informações sigilosas.<br /><br />A chegada cedo demais e a participação de palestras prévias pode também atrapalhar o ânimo do próprio palestrante. Nem todos os que falam em um evento, principalmente em um evento interno, são profissionais, e há muitas palestras que agem como soníferos ou são tão carregadas de pessimismo que podem contaminar o palestrante mais otimista.<br /><br />Onde você fica antes de sua palestra também pode ter influência em seu humor. Cada um se comporta de maneira diferente neste aspecto, mas eu prefiro não ficar em bastidores, que geralmente são salinhas abafadas e isoladas. Isso aumenta a tensão e a dúvida quanto ao que você irá encontrar quando surgir no palco. Prefiro arrumar um local num canto qualquer da platéia para já ir sentindo o clima.<br /><br />Quando sua palestra termina, você pode ser convidado a ficar ou não para o restante do evento. O convite pode ser apenas uma formalidade, se for o caso de um evento in company, por exemplo, em um hotel fazenda em clima de descontração. É importante perceber que nesses encontros entre os funcionários da empresa, você será a única pessoa que não terá qualquer coisa em comum com aquelas pessoas. Elas têm uma linguagem própria, suas piadas, suas gozações, e a presença do palestrante pode ser um inibidor.<br /><br />Além disso, o gerente ou diretor que fez as honras da casa pode estar mais interessado em tomar umas e outras com seus colegas do que continuar de cicerone de um palestrante com quem está se encontrando pela primeira vez e talvez nunca mais. Ele pode se sentir constrangido e você acabar sendo o fardo que ele terá de carregar. Lembre-se de que você é o único ali que não faz parte da família.<br /><br />Eu sei que existe o argumento de conhecer pessoas, criar relacionamentos e até gerar contatos para outros trabalhos, mas isso funciona melhor quando se trata de um evento aberto, público, no qual as pessoas não têm o vínculo do trabalho. Aí sim pode ser uma boa oportunidade de você conversar, conhecer pessoas e trocar cartões.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-4887778831378087150?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-43754720077488300472008-11-28T06:58:00.000-03:002008-11-28T07:12:35.854-03:00O palestrante e a marca do clienteUm cuidado importante do palestrante é com a marca do cliente. É muito desagradável errar a marca do cliente, o nome da empresa ou dos diretores presentes, por isso a melhor coisa, se você tiver memória fraca e for distraído como eu, é simplesmente evitar qualquer um desses nomes.<br /><br />Às vezes há nas paredes do local do evento banners com o nome da empresa ou de seus produtos, e isso ajuda muito a evitar agradecer a Antarctica pelas Brahmas. Às vezes a simples menção do nome ou da marca da empresa ou de um de seus diretores ou do presidente pode causar constrangimento, se você não souber pronunciá-la corretamente. Já pensou você ir fazer uma palestra na Casa Branca e chamar o presidente dos EUA de Barraco Urbano?<br /><br />Evite também usar a logomarca da empresa em seus slides e em seu site. Toda empresa grande tem uma política para o uso de sua marca, e nem sempre gostam de vê-la aplicada no lugar errado, com as dimensões inadequadas ou as cores distorcidas. Além disso você corre o risco de se atrapalhar e, na hora de montar sua apresentação, se esquecer de trocar a logomarca de um dos slides e surpreender o público com a logomarca do concorrente, como já vi acontecer.<br /><br />Mostrar produtos e empresas concorrentes em seus "cases" também não é uma boa idéia, embora eu ache que as empresas que têm chiliques com isso poderiam economizar muito dinheiro em pesquisas e focus groups e aproveitar o episódio para trabalhar melhor sua marca. Se durante a palestra o palestrante disse a marca X do concorrente ao invés da marca Y do cliente, o palestrante precisa tomar remédio para memória e a empresa precisa dar vitamina para melhorar o recall de sua marca.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-4375472007748830047?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-1139408061646206702008-11-22T14:39:00.001-03:002008-11-22T15:23:34.744-03:00Ser palestranteEntrevista concedida ao jornal A Gazeta em 26/04/2008 para a matéria "Empregoterapia - Eles fazem carreira ensinando você a fazer carreira".<br /><br />Entrevistas como esta costumam ser feitas para a elaboração de matérias, portanto nem tudo acaba sendo publicado. Eventualmente são aproveitadas apenas algumas frases a título de declarações do entrevistado. Para não perder o que eu disse na hora, costumo gravar ou dar entrevistas por escrito. A íntegra do que falei na entrevista você encontra no texto e na simulação em vídeo.<br /><br /><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VJAPW4GgPgc&hl=en&fs=1&color1=0x234900&color2=0x4e9e00"><param name="allowFullScreen" value="true"><param name="allowscriptaccess" value="always"><embed src="http://www.youtube.com/v/VJAPW4GgPgc&hl=en&fs=1&color1=0x234900&color2=0x4e9e00" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br /><br /><b>O trabalho do palestrante<br /><br />Como você começou a atuar como palestrante?<br /><br />Mario Persona -</b> Sempre tive uma certa facilidade de comunicação em público, provavelmente por ter ensinado crianças durante muitos anos na Escola Dominical e também por ter lecionado para jovens e adultos. Isso acaba ajudando a desenvolver a técnica de falar em público.<br /><br />Por causa dessa facilidade, e também porque escrevia, fui convidado a ser o porta-voz e palestrante de uma empresa de tecnologia da informação na qual atuava como diretor de comunicação e marketing. Para convencer nossos clientes em potencial decidimos parar de fazer palestras técnicas, como era o costume numa empresa assim, e passamos a promover eventos com palestras informativas e bem-humoradas. Como eu não era técnico, mas leigo, fui escolhido para traduzir o que fazíamos em uma linguagem que qualquer um pudesse entender.<br /><br />Logo eu estava fazendo palestras em eventos no auditório da empresa para gerentes e diretores de grandes indústrias. Depois vieram as palestras em grandes eventos e feiras de TI e nos road-shows que promovíamos visitando as principais capitais. Nessa época eu me limitava a falar de Internet, que era a grande novidade, e sua aplicação na empresa, na logística, no comércio etc.<br /><br />Quando saí para trabalhar por conta própria em 2001 eu já era relativamente conhecido por meus textos e entrevistas em vários sites, jornais e revistas, além das palestras. Aos poucos fui deixando de falar de Intenet, que não era mais novidade, para me concentrar em comunicação, marketing e carreira. As duas primeiras eram áreas que já dominava, a última recebe uma boa ajuda dos anos de estrada.<br /><br /><b>Qual o perfil de empresas que te procuram para esse trabalho?<br /><br />Mario Persona -</b> Geralmente são empresas médias e grandes, que precisam aprimorar sua força de vendas. Minha especialidade é em vendas business-to-business, pois também já trabalhei como comprador e vendedor, conhecendo os dois lados da mesa. Também sou chamado para trabalhos de comunicação, gestão de mudanças, conhecimento e carreira.<br /><br />Sou chamado também para palestras comportamentais em eventos da SIPAT, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho, e na Semana do Meio-Ambiente. As grandes empresas treinam e equipam suas equipes, mas a questão comportamental continua sendo uma grande vulnerabilidade na segurança e também uma causa importante de desastres ecológicos.<br /><br />Os segmentos são os mais diversos. Costumo ser chamado tanto por indústrias como por empresas de distribuição e varejo, além de empresas de serviços, cooperativas e associações de profissionais liberais. Onde existirem pessoas existirão necessidades de comunicação, marketing, negociação, vendas, carreira e comportamento, ou seja, tudo aquilo que você hoje encontra em meu cardápio de serviços.<br /><br /><b>Quais são as técnicas?<br /><br />Mario Persona -</b> Minha principal técnica para desenvolver meus temas é a curiosidade. Sou muito curioso, muito indagador, atrevido até. Se você se sentar ao meu lado durante um vôo pode esperar que em algum momento da conversa estará sendo a entrevistada. Não é apenas curiosidade, mas um desejo muito grande de aprender. Quando garoto costumava ler muito, até volumes de enciclopédias. Acho que isso ajudou.<br /><br />Uma vez peguei um táxi com uma mulher ao volante. Durante o percurso de mais de uma hora do aeroporto até uma cidade próxima, fiquei surpreso com a capacidade de conversar da motorista. Falava um português correto, conversava sobre qualquer assunto e demonstrava estar muito bem informada. Logo ela revelou o segredo. Como atendia principalmente executivos, procurava puxar conversa para aprender com eles.<br /><br />Esta é a principal técnica, aprender sempre, mas para isso é preciso deixar o orgulho de lado e assumir a carteira do aprendiz. Também traduzo livros acadêmicos das áreas em que atuo. Com isso vivo aprendendo, pois não basta falar para ser palestrante, é preciso ter bagagem e também saber como traduzir assuntos complexos para transformá-los em algo tão simples e divertido quanto um bom caso contado em uma roda de amigos.<br /><br /><b>Como se sente ao ver que conseguiu motivar as pessoas em suas carreiras?<br /><br />Mario Persona - </b>Recebo muitos e-mails de ex-alunos e de pessoas que participaram de minhas palestras e treinamentos, ou leram algum livro ou crônica de minha autoria. É gratificante saber que o que faço é plantar sementes, mas o crescimento fica por conta de cada um. Mal sabem elas que também aprendi com cada uma dessas pessoas com as quais tive contato.<br /><br /><b>Motivação e empregabilidade andam juntas?<br /><br />Mario Persona - </b>Acredito que sim, porque ninguém está disposto a contratar aquela hiena do desenho animado, que vivia dizendo "Oh dia! Oh vida! Eu sei que não vai dar certo!". É péssimo viver cercado de pessoas negativas, desmotivadas e derrotadas. Porém, se por um lado gosto de otimismo, por outro gosto de realismo, de pé no chão. Não me dê de presente um desses livros do tipo "Fique rico em dez lições" ou "Descubra o vulcão que há em você", por que nem vou ler.<br /><br />Não me interessa ficar rico, porque dá muito trabalho. E dentro de mim não há um vulcão, mas no máximo um fósforo aceso. Se eu me achar tudo isso, se ficar embasbacado com minha própria capacidade, vou acabar estagnando ou me tornar prepotente. Prefiro ser grama a ser coqueiro. A grama ainda tem muito espaço para crescer. O coqueiro tem tudo para cair.<br /><br /><b>Depois das palestras, há retorno dos participantes?<br /><br />Mario Persona -</b> Algumas empresas costumam distribuir formulários de avaliação durante palestras e treinamentos, e às vezes recebo os resultados. Até hoje têm sido positivos, mas há também casos isolados de pessoas que não gostam de meu trabalho.<br /><br />Depois de uma palestra onde exaltei as qualidades das mulheres, um sujeito que devia ser muito machista escreveu tudo o que tinha no coração a meu respeito. Na verdade tomei aquilo como alguma queixa que ele devia ter contra as mulheres, e não contra mim em particular.<br /><br />Pessoas muito racionais também têm dificuldade para entender meu estilo, pois devo ter nascido sem o hemisfério esquerdo do cérebro, aquele da razão. Minha formação original em arquitetura e urbanismo, e muitos anos dedicados ao desenho, pintura e a escrever acabaram me levando a pensar e a falar em linguagem conceitual, e a usar atalhos de criatividade, como o humor, para me comunicar.<br /><br />Uma pessoa que me ouviu terminar uma lista de dicas com uma piada, comentou que não podia acreditar em tudo o que eu disse antes, só porque no final eu fiz as pessoas rirem. Segundo o seu raciocínio lógico, por fazer humor, eu não era uma pessoa digna de ser levada a sério.<br /><br />Porém, qualquer palestrante sabe que o humor é o adesivo do cérebro, e se quisermos que uma mensagem fique para sempre na mente do ouvinte, a melhor técnica é transmiti-la mesclada com humor. É por isso que você se esquece facilmente de um relatório de uma página que lê dez vezes, mas se lembra para sempre de uma piada de mesmo tamanho que ouviu só uma vez.<br /><br /><b>Você consegue atingir seus objetivos?<br /><br />Mario Persona - </b>Palestras e treinamentos não costumam ter resultados imediatos, como se fosse uma injeção milagrosa. Leva tempo para as pessoas assimilarem o que aprenderam e transformarem aquilo em ação. Desconfio das palestras motivacionais de efeito rápido, daquelas que você sai sentindo-se super-demais, porque isso é como droga. Atingiu apenas a emoção, e quando o efeito acabar, fica muito pouco.<br /><br />É preciso que exista também algum tutano, algum conhecimento fundamental, ao qual a pessoa possa recorrer em seu trabalho no dia-a-dia, e não apenas palavras de ordem, bexigas ou gritos tresloucados. Somos seres emocionais, e na comunicação deve existir emoção. Mas não são as emoções que devem nos guiar 24 horas por dia.<br /><br /><b>Qual a principal necessidade das pessoas que participam de suas palestras?<br /><br />Mario Persona -</b> Vejo que quase sempre a necessidade é de conhecer melhor a natureza humana, tanto a própria como a das outras pessoas. Nos iludimos pensando que existam técnicas imutáveis de comportamento, e por isso tentamos adotar procedimentos rígidos para todas as situações. Não pode ser assim. É preciso desenvolver uma capacidade muito grande de observação e assimilação de informações, para agir de acordo em cada situação.<br /><br />Por exemplo, é comum eu encontrar vendedores que seguem um roteiro praticamente igual de visita ao cliente, oferta de produtos, discussão de preços e esforço para obter um pedido. O caminho correto é muito diferente, e começa no entendimento de quem é o cliente, de seu potencial de compra, dos problemas que tem, das implicações que esses problemas trazem e dos benefícios que ele possa desejar.<br /><br />Só então vem a tentativa de aplicar tudo isso ao produto e serviço, que é algo que praticamente não é oferecido pelo vendedor, mas solicitado pelo cliente. Há muitas deficiências na área comercial das empresas porque todo mundo acha que sabe vender, e que o cliente é que não sabe comprar.<br /><br /><b>O que as pessoas mais precisam para se desenvolver profissionalmente?</b><br /><br /><b>Mario Persona - </b>Vontade, objetivos e disposição para começar de baixo. Todo mundo quer ser chefe logo de cara, mas não imagina que para saber liderar é preciso entender como se sente um liderado. É preciso também ser observador para perceber para onde caminha o mercado.<br /><br />Por exemplo, por que eu iria me especializar, fazer cursos, investir em minha carreira de projetista de telefones daqueles de antigos, de disco, quando percebo que as pessoas só querem telefones de teclas? Uma boa observação do mercado ajuda o profissional a se precaver contra a perda de tempo em atividades que estarão extintas em poucos anos.<br /><br />Existe também um grande inimigo da carreira que é a ilusão de que uma grande carreira só é possível em uma grande empresa. Isso é falso. São as pequenas e médias empresas que absorvem o maior número de profissionais, e muitos se dão muito bem em suas carreiras nessa faixa de empresas. Afinal, é sempre mais provável encontrar ouro em um terreno inexplorado do que na imensa cratera onde muitos trabalham.<br /><br /><b>Quais as técnicas de motivação profissional que você utiliza? </b><br /><br /><b>Mario Persona - </b>Utilizo o humor como o caminho mais curto para o cérebro, e a compreensão da natureza humana como forma de entender-se a si mesmo e entender quais os motivos, razões e expectativas das pessoas que nos cercam. O estímulo para aprender sempre, colocando-se na posição de um humilde aprendiz, uma esponja que só consegue reter o líquido porque tem muitos espaços vazios, e é capaz de transformar a pressão em oportunidade para crescer.<br /><br />Em minhas palestras não utilizo shows de estímulos visuais ou sensoriais, mas convido os participantes a colocarem a inteligência para funcionar e a aprenderem a não só escutarem o que digo, mas também o que não digo, mas está nas entrelinhas. É na capacidade de ler nas entrelinhas e enxergar o que a maioria não vê que está a diferença dos melhores profissionais.<br /><br />Minhas palestras e treinamentos costumam ser uma espécie de "entre tapas e beijos", aquela coisa de acariciar com uma mão e bater com a outra. Digo isto porque realmente chamo os participantes a refletirem sobre suas falhas, dificuldades e carências, ao mesmo tempo em que faço isso de uma forma agradável e bem-humorada.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-113940806164620670?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-66268685346949746152008-10-31T06:03:00.000-03:002008-10-31T06:36:42.888-03:00Palestras em tempos de criseA dúvida de muitos palestrantes está no quanto a atual crise pode afetar o mercado de palestras e eventos. A resposta é que pode afetar muito, está afetando e vai afetar ainda mais. Muitas empresas estão revendo e cancelando gastos com eventos já programados e, em função da época do surgimento da crise, irão planejar o orçamento para o próximo ano levando em conta tempos bicudos. Mesmo que o tsuname não passe de marola, o orçamento estará cicatrizado então.<br /><br />Não se pode culpar os empresários por estarem fazendo mais um ou dois furos no cinto, mas também é bom enxergar que a ameaça é relativa. Palestrantes mais voltados ao entretenimento devem sofrer mais com a crise, já que os eventos puramente festivos serão reduzidos. O panetone de fim de ano também será de marca inferior.<br /><br />Aqueles que têm uma mensagem puramente motivacional, do tipo auto-ajuda, você pode, você consegue etc., ainda podem ser de alguma ajuda para motivar equipes desanimadas e trabalhando sob ameaça de cortes, mas muitas empresas já estão um pouco cansadas de experiências vazias nesse sentido. <br /><br />Mas, se o profissional for bom, e não ficar apenas naquele oba-oba vazio de frases feitas tipo alguns horóscopos piegas de jornal, ele poderá ajudar a equipe.<br /><br />Creio que quem se dará melhor nestes tempos de crise serão os palestrantes capazes de realmente ajudar as empresas a venderem mais, a prepararem suas equipes e a reduzirem seus custos. Neste caso os workshops e treinamentos, mais longos e com mais conteúdo são mais úteis, por não se limitarem ao mero empurrão que normalmente é dado de forma resumida numa palestra. Só que aí entra a questão do preço.<br /><br />Um palestrante de renome pode cobrar mundos e fundos para falar uma hora, pois sua marca e exposição na mídia, além de seu conhecimento, ajudam a determinar seu preço. Mas quando o assunto é treinamento, o mercado é completamente diferente e nem sempre os palestrantes bam-bam-bam atuam nesse segmento, pois aí estarão concorrendo com as consultorias que dão treinamentos cobrados por hora. Obviamente um palestrante que cobre dez mil reais para falar uma hora em uma palestra não vai poder cobrar 80 mil para falar um dia inteiro. O que fazer? <br /><br />O jeito é estar consciente dessa diferença e ter um preço adequado para treinamentos. O cálculo é simples: Considerando que ele cobre dez mil para falar uma hora em um dia que provavelmente será gasto exclusivamente para atender aquele cliente, se falar algumas horas a mais isso não precisa necessariamente ter uma influência exponencial no preço. Raramente um palestrante consegue atender mais de um evento em um mesmo dia, principalmente porque a maioria dos eventos envolvem viagens. Dependendo do lugar e do horário do evento, ele pode ter sido obrigado a comprometer um dia para a viagem de ida, um dia para o evento e mais um dia para a viagem de volta.<br /><br />Portanto, se quiser atuar com workshops e treinamentos, seu preço não poderá ser muito mais do que o praticado para uma palestra de uma hora ou ele ficará astronomicamente fora dos padrões da concorrência que agora inclui também empresas de consultoria sem qualquer exposição na mídia. Mesmo assim o treinamento feito com um palestrante de renome será mais caro do que o de uma consultoria. Será que o cliente concordará em pagar? Minha experiência tem demonstrado que sim, principalmente por causa do efeito McDonald's.<br /><br />Um amigo que viajava muito por todos os países do mundo costumava dizer que só comia no McDonald's. Não que ele gostasse tanto assim, mas porque sabia o que iria encontrar. Uma refeição em um boteco qualquer da Índia ou Guatemala podia até ser melhor e mais barato, mas sempre seria um risco. Então ele só ia no McDonald's, que às vezes podia sair até mais caro. Eu mesmo gosto de ficar em hotéis de grandes redes por este motivo. Dá trabalho entender o quarto e o serviço de cada hotel, e os quartos e serviços de hotéis de rede são sempre iguais.<br /><br />Ao contratar o treinamento de uma empresa de consultoria o cliente nem sempre tem a garantia de que o ministrante será bom. Já fui contratado por empresas que tiveram uma experiência ruim em um treinamento anterior, quando contrataram uma grande consultoria internacional e no dia do treinamento apareceu um jovem recém formado sem qualquer experiência. Um desses clientes exigiu que eu colocasse no contrato que seria eu mesmo que ministraria o treinamento, o que obviamente sempre acontece.<br /><br />Portanto, se você é palestrante, prepare-se para incluir treinamentos em seu cardápio, e se você é empresário lembre-se que em tempos bicudos a concorrência é maior e sua equipe precisa estar melhor preparada do que a do concorrente. Muito melhor.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-6626868534694974615?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-36687667319753825692008-10-23T14:53:00.000-03:002008-10-23T15:07:29.497-03:00Linguagem e públicoEm uma visita a um cliente antes de um evento ele quis se assegurar de que eu não falaria palavrões durante a palestra, não faria baixarias, não usaria linguagem apelativa ou imoral e nem causasse constrangimento em pessoas da platéia. Assegurei que não é meu estilo fazer essas coisas.<br /><br />Antes de cada palestra nas empresas que me contratam eu procuro me policiar com a seguinte pergunta: "Minha apresentação poderia ser vista por pessoas de qualquer idade, sexo, etnia, formação e classe social?". Um palestrante voltado para o público empresarial não pode ter uma apresentação que seja de algum modo imprópria.<br /><br />Uma vez uma empresa fez questão de conversar pessoalmente comigo antes de me contratar para quatro palestras, pagando todos os custos para essa reunião prévia só para ter certeza de que não se repetiria a experiência que tiveram com outro palestrante no ano anterior. Ele não apenas chegou à empresa acompanhado de uma garota de programa que apresentou como sua "assistente", como fez várias piadas envolvendo a marca da empresa e seus funcionários.<br /><br />Outra empresa teve o mesmo cuidado por causa de uma decepção no ano anterior, quando o palestrante insistiu em contar várias piadas envolvendo a nacionalidade dos donos da empresa. O constrangimento foi grande entre os funcionários, que não sabiam se podiam rir ou não. <br /><br />Em um evento do qual participei, um dos palestrantes passou boa parte de sua palestra dando apelidos e fazendo gozações com um empresário obeso sentado na primeira fileira. Em outro, o palestrante se viu em maus lençõis depois de fazer piadas sobre gays. E sei de um palestrante que foi processado por discriminação racial por um dos presentes.<br /><br />Portanto, se a sua intenção é atender o mundo corporativo com palestras de temas de interesse para esse mercado, lembre-se de que deve manter seu conteúdo e tudo mais dentro dos princípios de ética e respeito, policiando-se para evitar qualquer linguagem, tema ou humor que impróprio para qualquer pessoa que trabalhe naquela empresa. Afinal, naquele momento você está trabalhando para aquela empresa e seu público é seu cliente. Nenhum cliente gosta de ser constrangido, humilhado ou assediado.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-3668766731975382569?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-26005783480198927442008-10-22T13:14:00.001-03:002008-10-22T13:25:45.540-03:00Roupas de riscoUm dos cuidados que as mulheres precisam ter neste segmento é com a roupa. Dependendo do tipo de temas que irão abordar, dos clientes, locais e horários das palestras, a escolha errada da roupa pode causar constrangimentos na hora da palestra.<br /><br />Digo isto pensando principalmente em palestras feitas dentro de indústrias, onde há restrições a determinados tipos de roupas, como saias, vestidos e sapatos de salto alto. Quando a palestra acontece dentro da área de produção algumas grandes indústrias não permitem a entrada de pessoas com roupas de mangas cavadas, saias, bermudas, sandálias, calçados abertos ou de salto alto por questões de segurança.<br /><br />Calçados abertos e sem meia aumentam o risco de ferimentos, contaminação e queimaduras com substâncias ou gases que possam vazar e ficar no nível do solo. Saltos altos podem prender em orifícios como chapas perfuradas que são usadas com freqüência em seções de pisos e escadas de áreas industriais. Cabelos longos e soltos podem também representar risco quando muito próximos de máquinas em funcionamento.<br /><br />Quem faz palestras para empresas que trabalham em turnos também deve se preparar para apresentações no meio da madrugada, o que exige que o palestrante seja precavido no modo de vestir para evitar congelar no meio da palestra.<br /><br />Quem sonha ser palestrante costuma se imaginar em um palco imenso em um ambiente de luxo, com ar condicionado, falando para uma platéia de executivos de terno e gravata. A realidade é bem outra. É bom se preparar para fazer palestras em tendas, ao ar livre, em fazendas, em barracões adaptados, refeitórios e até na área de produção de algumas indústrias.<br /><br />A última coisa que você irá querer usar é um terno e gravata em um galpão industrial ou barracão de fazenda onde sua platéia é formada por operários vestidos de macacão ou lenhadores e vaqueiros em roupa de trabalho. Bem-vindo ao mundo real.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-2600578348019892744?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-31199366283316556112008-10-09T15:41:00.000-03:002008-10-09T15:46:54.925-03:00Clima do eventoA experiência tem demonstrado que o clima do evento, que é muitas vezes um reflexo do clima organizacional da empresa cliente. Portanto às vezes é importante gastar algum tempo conversando com o cliente para tentar obter o máximo de informações sobre o clima organizacional.<br /><br />Seu contato na empresa irá provavelmente tentar explicar organogramas, fluxogramas e tantos outros gramas que não terão tanta importância na hora da palestra ou treinamento como terá o estado emocional dos participantes.<br /><br />Tente explicar ao cliente que uma palestra de uma hora e pouco não é exatamente uma consultoria, onde você tem dias ou meses de contato, observação e análise antes de propor alguma solução. O palestrante deve navegar no plano conceitual e raramente poderá descer ao plano da prática dos processos da empresa, ou correrá o risco de sua audiência perceber que ele não está totalmente inteirado dos processos e problemas do dia a dia daquela empresa.<br /><br />Mas voltando ao assunto do clima, este sim deve ser adequadamente medido porque você pode ser o pior palestrante do mundo e sua palestra ser um sucesso porque o público tinha acabado de ganhar na loteria, ou ser o melhor palestrante do mundo e sua palestra ser um fracasso por pegar um público em seu pior dia.<br /><br />Não sou o melhor palestrante do mundo e nem passo perto disso, mas um de meus fracassos foi uma palestra feita no início da manhã para funcionários de uma agência bancária. Senti-me péssimo com a falta de atenção do público, sua apatia e olhar distante. Isso dos poucos que não olhavam para o chão. O que eu dizia entrava por um ouvido e saía pelo outro sem causar qualquer impacto.<br /><br />Foi só quando a palestra terminou que a gerente da agência contou algo que não quis contar antes com medo de me deixar desmotivado. A agência tinha sido assaltada no dia anterior e aquele mesmo grupo de pessoas tinha ficado até tarde da noite rendidos sob a mira de pistolas e metralhadoras.<br /><br /><hr /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img9/21409.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="200" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img9/21409.jpg" width="200" /></a></div><br /><span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #0000ee; font-family: Arial; font-size: 10px; text-decoration: underline;"><span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'times new roman'; font-size: 16px;"><a class="header" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=21409&ST=SF8494&franq=133724"><span style="font-family: Arial; font-size: xx-small;">Desperte! É Tempo de Falar em Público </span></a><span style="font-family: Arial; font-size: xx-small;"> <br /><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"><b><a href="http://draft.blogger.com/goog_1223577689071">TANIA CASTELLIANO</a></b><br />Alem de dicas, a autora oferece uma serie de exercicios para melhorar a diccao e aperfeicoar a pronuncia. Praticar e uma das maiores preocupacoes da autora. </span><br /></span></span></span></span><br /><span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #0000ee; font-family: Arial; font-size: 10px; text-decoration: underline;"><span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'times new roman'; font-size: 16px;"><a class="text" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=21409&ST=SF8494&franq=133724"><span style="font-family: Arial; font-size: xx-small;">Clique aqui e veja mais detalhes.</span></a></span><br /></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-3119936628331655611?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-71747635352787393162008-08-10T15:18:00.003-03:002008-08-10T15:18:00.642-03:00Palestras em duplaAlgumas pessoas me procuram para parcerias, para apresentarmos palestras em dupla, mas eu creio que não funciona. Uma vez tentei fazer isso com um grande amigo e experiente executivo, mas não funcionou e hoje posso entender algumas razões.<br /><br />Se você pretende atuar em palestras de grandes eventos públicos (menos de 5% no meu caso), quem costuma escolher os palestrantes que irão dividir o palco são os promotores do evento. Neste caso eles também preferem variar dependendo do evento e do público. Portanto, ainda que você trabalhe em dupla com outro palestrante, para um evento desses é provável que um ou outro seja contratado, não os dois.<br /><br />Caso sua atuação seja in company (mais de 95% no meu caso), geralmente a empresa contrata apenas um palestrante por evento, ou então um palestrante externo e um consultor local, ou um palestrante e um mágico, um comediante, um teatro e assim por diante, dependendo do evento. A empresa não vai contratar dois palestrantes porque fica caro, e também porque vai querer diversificar, se o evento for maior. Mesmo que a empresa contrate vários palestrantes, provavelmente irá querer que sejam de áreas diferentes.<br /><br />Outro problema em se trabalhar em dupla é o nome. Geralmente o palestrante constrói seu nome como um cantor, não como uma dupla sertaneja. Todo o seu trabalho de divulgação é construído em cima de sua marca, e fazer isso com dois pode diluir o poder de sua marca, pois nem sempre os dois agradarão o mesmo público.<br /><br />Duplas ou equipes funcionam melhor quando não existe um nome só envolvido e nem é isso que o cliente busca, como por exemplo no caso de treinamentos. Um cliente pode contratar uma empresa de assessoria de imprensa para treinar seus executivos a se relacionarem com a mídia. Aí sim é provável que no pacote venham um jornalista, um especialista em marketing pessoal, alguém para ensinar falar em público e por aí vai. O cliente não está contratando "o palestrante" ou a dupla de palestrantes, mas uma empresa que irá disponibilizar os talentos que melhor atendam a uma necessidade específica para um treinamento de várias horas ou dias.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-7174763535278739316?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-31605734621083876092008-08-04T15:01:00.002-03:002008-08-04T15:18:00.366-03:00O que levar na viagem<p>Um amigo costumava dizer que, quando viajar, o segredo é levar metade da roupa e o dobro do dinheiro. É verdade. Quanto menor sua bagagem, melhor, principalmente porque você poderá carregar tudo na mão e não precisará despachar a mala se viajar de avião. Isso pode acarretar uma demora maior para quem for apanhá-lo no aeroporto e você ainda corre o risco de extravio.<br /><br />Uma boa idéia é ter um terno preto com duas calças (antigamente, muito antigamente, as lojas Ducal de São Paulo lançaram a promoção: um terno, duas calças). Por que preto? Porque basta trocar a gravata e parece que trocou de roupa. Um terno marrom ou cinza não produz o mesmo efeito.<br /><br />Um blazer azul-marinho e calças cinza ou beige também serve para eventos informais e durante o dia. Para eventos bem informais em praias e fazendas, calça e camisa resolvem. O bom é estar sempre um pouquinho mais bem-vestido do que a platéia, porque eles esperam isso de você.<br /><br />Em uma maleta de mão você consegue colocar a roupa que vai usar em uma viagem de ida e volta para um ou dois dias fora. O paletó ou blazer vai na mão. O check-list que tenho em meu Palm pode servir de idéia para você. São os itens que costumo levar ou verificar antes de sair de viagem: </p><ul><li>Reserva de hotel</li><li>Dinheiro</li><li>Passagens</li><li>Proposta (para me lembrar do tema, condições, etc.)</li><li>Livro para ler na viagem</li><li>Documentos pessoais (você não embarca sem um RG, passaporte ou carteira de motorista originais)</li><li>Endereços</li><li>Contato de quem vai me buscar no aeroporto</li><li>Cartões de visita</li><li>Mapa (uso <a href="http://maps.google.com/">http://maps.google.com</a> quando preciso de um mapa para chegar ao local)</li><li>Celular e carregador</li><li>Palm e carregador</li><li>Notebook e carregador</li><li>Pen-drive</li><li>Fones de ouvido</li><li>Backup da apresentação (CD, pen-drive e, para garantir, uma cópia na Internet para baixar em caso de ser assaltado)</li><li>Caneta</li><li>Medicamentos</li><li>Barbeador</li><li>Itens de higiene pessoal</li><li>Linha, agulha e botões</li></ul><p>Roupas ficam ao seu critério. Um sapato (o que vai no pé) basta para mim. Camisa para a palestra eu sempre levo duas, porque sempre pode acontecer de cair algo em uma (quem já tomou banho de refrigerante em avião sabe o que é). Finalmente, espero que você não seja daqueles que não conseguem dormir em travesseiro diferente, e viajam com um travesseiro debaixo do braço.</p><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-3160573462108387609?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-50353720860798546142008-05-09T08:32:00.004-03:002008-05-09T08:45:02.324-03:00Quanto cobrar por uma palestra<p>Eu sei que estava falando de entrevistas, mas vamos fazer um intervalo para os comerciais e atender a alguns pedidos de mais informações sobre quanto cobrar por uma palestra.<br /><br />Quando não existe exposição na mídia, os preços caem. Palestrantes profissionais são avaliados pela marca, ou por quanto são conhecidos do público. Então você pode encontrar alguém que entenda muito pouco de um assunto (eu, por exemplo), cobrando mais do que alguém que é especialista no assunto (o Dr. Jlhoxkyo Owercngruslpw, Phd, por exemplo).<br /><br />Para quem está começando, uma referência é cobrar como cobraria para uma consultoria. Quem está começando <strong>meeesssmo </strong>pode cobrar por hora de consultoria, um valor que também varia muito conforme a marca. Ou cobrar por um dia de consultoria, embora trabalhe apenas uma ou duas horas, caso se sinta mais confortável.<br /><br />Outra referência é cobrar por número de participantes, fazendo um cálculo rápido de quanto cada um estaria disposto a pagar para assistir uma palestra. Palestrantes profissionais, porém não cobram por hora, por público ou por dia, mas segundo o valor que é atribuído à sua marca.<br /><br />Esse "cobrar" sempre exclui os valores de locomoção, hospedagem e outras despesas, mas eu geralmente só coloco para o cliente pagar hotel e locomoção, e esta apenas do aeroporto onde chego e saio (não incluo minha locomoção até o aeroporto mais próximo de casa).<br /><br />Também não me preocupo em cobrar lanches ou refeições feitas fora do hotel, embora alguns não incluam isso na autorização que dão ao hotel, e na hora de fechar acabo arcando com essas refeições. Considero indelicado, depois de fazer um trabalho de 4 ou 5 dígitos, discutir por causa de um misto-quente.<br /><br />Se você quiser tomar como referência o que cobraria um consultor, sugiro um passeio pelo site do <a href="http://www.ibco.org.br/conteudo.asp?cod_conteudo=177">IBCO - Instituto Brasileiro dos Consultores de Organizações</a>, onde há muita informação e também uma <a href="http://www.ibco.org.br/PesquisaIBCO2006.pdf">pesquisa de valores de honorários</a> para você baixar em PDF. Divirta-se com as tabelas.<br /><br />Aqui eu falo um pouco mais sobre quanto cobrar por uma palestra:<br /><br /><a href="http://queroserpalestrante.blogspot.com/2007/03/idia-de-valores.html">Idéia de valores</a><br /><a href="http://queroserpalestrante.blogspot.com/2007/11/como-cobrar.html">Como cobrar</a><br /><a href="http://queroserpalestrante.blogspot.com/2007/09/quanto-eles-cobram-nos-eua.html">Quanto eles cobram nos EUA<br /></a> </p><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-5035372086079854614?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-87347974434085471352008-05-08T08:55:00.003-03:002008-05-08T09:08:11.490-03:00Entrevista no rádioAs entrevistas para programas de rádio podem ter diversos formatos. Já dei entrevistas em estúdios, por telefone e até por MP3. O importante em qualquer caso é conversar antes com o entrevistador para saber qual será o escopo da conversa, para você não ser pego desprevenido.<br /><br />Em hipótese alguma, no rádio, TV ou mídia impressa, faça propaganda de algum produto ou serviço, a menos que isso seja previamente conversado e acordado com o entrevistador ou repórter. O entrevistador enxergará você como um aproveitador, se quiser martelar seus produtos. É preciso entender que a oportunidade de aparecer na mídia deve ser aproveitada como uma oportunidade institucional, não promocional.<br /><br />Qual a diferença? Institucional é a exibição de uma marca (no caso você) de forma ampla, sem qualquer apelo para vender um produto ou serviço. Promocional é a venda específica. Por exemplo, você falar que aprendeu a fazer pastéis com sua avó, e que isso lhe possibilitou abrir a "Pastelaria Ventania" que está obtendo um sucesso considerável no bairro, é uma forma de propaganda institucional. Você não ofereceu nada, apenas mencionou uma particularidade interessante de seu negócio (a receita da vovó) e criou um certo interesse na audiência. <br /><br />Uma propaganda promocional seria você "aproveitar o ensejo" para anunciar uma promoção de pastéis de inhame, do tipo, "compre dez e pague cinco", mas só esta semana.<br /><br />Durante a entrevista, procure articular bem as palavras, evitar vícios ("né", "então", "ou seja"), e eu particularmente detesto ouvir alguém falando "nós isso", "nós aquilo", por denotar falsa modéstia. Vai que o entrevistador pergunta onde você nasceu e você responde: "Nós nascemos em Minas Gerais". A audiência do programa de rádio, por não conseguir enxergar que há só um entrevistado, vai pensar tratar-se de gêmeos siameses.<br /><br />Quando a entrevista for por telefone, pergunte antes se vai ser ao vivo ou gravada, porque no primeiro caso você tem menos chances de errar. No segundo, se falar besteira, pode até pedir licença para começar de novo e solicitar a edição daquele trecho. Evite dar entrevistas no trânsito, falando ao celular e dirigindo, para sua entrevista não ir parar também no programa policial ou nos anúncios funerários.<br /><br />Se estiver em casa ou no escritório, procure um lugar tranquilo, desligue o telefone e o celular, porque é horrível eles ficarem tocando durante a entrevista, e certifique-se de que o cachorro do vizinho (o animal, não o vizinho) não esteja latindo, seu bebê não esteja chorando e a máquina de lavar roupas não esteja ligada. O resto vai depender de seu talento.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-8734797443408547135?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-54335080686276975242008-05-07T10:20:00.003-03:002008-05-07T10:27:02.776-03:00Modos de entrevistaVocê pode ser requisitado para uma entrevista por telefone para rádio ou TV, ao vivo ou gravada, por telefone para a imprensa e por e-mail. Sempre que possível dê preferência ao e-mail para as entrevistas que serão publicadas. Você tem maior liberdade para responder em seu melhor momento e com as idéias mais claras.<br /><br />Além disso, a entrevista por e-mail permite que você pense melhor sobre o assunto e até pesquise algo que possa enriquecer o que diz. Ao responder, porém, faça como se estivesse conversando, e não como se estivesse escrevendo uma tese científica. É importante aprender a escrever do jeito que você fala. Sabe como é, assim, sem muito floreado, tá?<br /><br />Não espere que aquelas cinquenta laudas de resposta que deu serão publicadas na íntegra. Nem mesmo a hora e meia que falou ao telefone para o reporter gravar, porque sua entrevista pode ser (na maioria das vezes) apenas para acrescentar informações a uma matéria da qual participam outros entrevistados. Uma vez eu falei quase uma hora com um repórter e vi uma frase minha publicada na matéria na revista.<br /><br />Depois falo mais sobre entrevistas por meio de recursos síncronos (telefone, skype, pessoalmente), por telefone, para a imprensa, rádio ou TV.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-5433508068627697524?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-1212114557652452269.post-44121170338628543212008-05-04T04:07:00.004-03:002008-05-04T04:24:26.394-03:00Relacionamento com a imprensa<span style="color:#000000;">A imprensa pode ser uma alidada importante do palestrante, mas é bom entender que a função do jornalista é informar, não fazer propaganda de você. Portanto, nem pense em tentar <em>usar</em> a mídia. Quem lê isso pode achar uma contradição, pois há pouco eu ensinava como se valer de jornais, revistas e sites para divulgar sua marca.<br /><br />Bem, os resultados são proveitosos para o palestrante, mas a abordagem nunca deve ser no sentido de levar vantagem. Não entendeu? Raciocine assim: se me esforço para criar informações e conteúdo de qualidade para aparecer na mídia, isso não significa explorá-la, mas criar uma vantagem para ela. O efeito colateral disso é exposição. A imprensa busca por informação e conteúdo. Quem estiver disposto a investir seu tempo nisso é beneficiado com os resultados.<br /><br />Vamos supor uma situação inversa, para entender melhor. Hoje é muito fácil para um palestrante escrever meia dúzia de livros (nossa! exatamente meu número até aqui!), produzir puro lixo na forma de <em>artigos e</em> entupir a Internet com isso. Falo de ficar escrevendo artigos que não dizem nada, só para criar volume. Quer ver? Vou dar um exemplo usando o </span><a href="http://www.dicas-l.com.br/lerolero/"><span style="color:#000000;">"Fabuloso Gerador de Lero-Lero": </span></a><br /><br /><em><span style="color:#666666;">O que temos que ter sempre em mente é que a hegemonia do ambiente político auxilia a preparação e a composição do orçamento setorial. A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com o acompanhamento das preferências de consumo aponta para a melhoria dos paradigmas corporativos. Caros amigos, a determinação clara de objetivos representa uma abertura para a melhoria da gestão inovadora da qual fazemos parte.</span> </em><br /><br /><span style="color:#000000;">O que viu aí? Absolutamente nada, só palavras bonitas. Pois é, nem tente obter uma colocação privilegiada nos meios de informação gerando lero-lero. Nenhum jornalista procuraria você para falar disso. Ele precisa de fontes que sirvam para gerar boas informações para a matéria que está escrevendo. Qualquer profissional de comunicação percebe de longe o cheiro de vigarice.</span><br /><span style="color:#000000;"></span><br /><span style="color:#000000;">Por outro lado, se você trabalhar duro e gerar informação de qualidade, com o tempo você acabará com seu nome anotado no caderninho de alguns jornalistas, e isso será sua recompensa. Continuarei falando desse relacionamento com a mídia e mais sobre entrevistas na próxima. Até lá. </span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1212114557652452269-4412117033862854321?l=queroserpalestrante.blogspot.com'/></div>Mario Personahttp://www.blogger.com/profile/04653491946737163988mariopersona@gmail.com0