tag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1136908843399548632006-01-10T08:00:00.000-08:002006-01-10T08:19:20.220-08:00Viajar... (ou das sobremesas que deixam a gente com mais fome!)<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/s_largo_pelourinho.0.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/s_largo_pelourinho.0.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><br /><br />" Você já pensou ir mais eu viajar<br />Quando o sol desmaiar... oh, vou viajar... "<br /><br />Geraldo Azevedo cantava assim... Convidando a que a gente esperasse o sol se pôr e, de mansinho, pegasse a estrada para algum lugar onde ele estivesse nascendo! Para algum outro lugar.<br /><br />Não dá pra recusar um convite assim. E, em dezembro, quando o sol se punha por aqui, peguei a minha mula e a minha mala e fui visitar tanta gente amada. São Paulo, Campinas, Natal, Campina Grande, Salvador. Cinco cidades e tantas histórias por contar (e outras tantas, incontáveis).<br /><br />Quem sabe porque tenha sido a última (ou quem sabe porque ela seja mesmo especial), Salvador deixou em mim um gosto suave de sobremesa. Como quando, já de barriga cheia, arrumamos um espacinho para aquele doce vistoso que chega na mesa. Salvador foi assim! Já tinha tido férias de sonho, de praia, de Victor Hugo, de amizades antigas, de forrós bem dançados, de caipirinhas geladas... Mas faltava Salvador.<br /><br />Faltava visitar o Abaeté, a praça Caymmi, Itapuã... e ter certeza de que tudo era muito mais marketing das letras dos gênios baianos que beleza propriamente dita (Modéstia à parte, minha pequena Paraíba, por mais falta que faça alguém que lhe cante, é muito mais linda). Mas que importa ? A gente toma um coco em Itapuã, depois espera o ônibus na praça Caymmi (que é pouco mais que um ponto de ônibus mesmo!) e se sente parte de uma canção, e isso compensa qualquer cor que tenha faltado na palheta do criador na hora de pintar a Bahia.<br /><br />Mas, se pensando em praias, não me impressionei, foi só conhecer as festas da Bahia, as noites no pelourinho, os ensaios do Cortejo Afro e um longuíssimo etc. para descobrir que, em se tratando de ser feliz, a Bahia não tem nada de propaganda. É tudo a pura verdade! É tudo mais que a verdade. É tudo quase como um tempo verbal: mais que perfeito! Sim, a Bahia é linda, mas mais que linda, a Bahia é mágica e deliciosa. É goiabada com queijo, é manjar dos deuses, é pudim de leite moça!<br /><br />É tão gostosa que, como toda refeição, acaba. Findada a sobremesa vem a hora de voltar pra casa (estranho associar a saída do Brasil com a volta à casa - mas isso é conversa para outro texto)... Uma casa de neve, e de frio, e também de um montão de coisas boas, como os amigos cheios de sorrisos e histórias pra ouvir e contar.<br /><br />Alguém já disse que a gente viaja pra poder voltar, como se o mais gostoso fosse mesmo a volta ao nosso mundo conhecido, com a sabedoria que vivemos algo ao que não pertencemos e estamos de volta à nossa realidade mais fria mas mais segura.<br /><br />Tenho a impressão de que esse alguém nunca foi à Bahia.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.com