tag:blogger.com,1999:blog-118604702008-04-25T22:22:03.589-07:00Comédias da vida geladaA.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comBlogger31125tag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-49396725855205891652008-04-25T21:23:00.000-07:002008-04-25T22:22:03.623-07:00Mudamos para melhor servi-los<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_nmKJrVD2Y8A/SBKu7O7XidI/AAAAAAAABd8/6wmtR94ss1k/s1600-h/moving.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_nmKJrVD2Y8A/SBKu7O7XidI/AAAAAAAABd8/6wmtR94ss1k/s320/moving.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193405652954221010" border="0" /></a><br /><br />Tudo continua igual, mas em novo endereço:<a href="http://toscopobreesentimental.blogspot.com/"><br /><br />Tosco, pobre e sentimental</a><br /><br />.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1158948757443696792006-09-22T10:59:00.000-07:002006-09-22T11:21:48.880-07:00Latas de conserva<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/Cuatro%20Latas%20de%20Sopa.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/Cuatro%20Latas%20de%20Sopa.jpg" border="0" alt="" /></a><br /><br /><br />Latas de conserva. Queria falar de latas de conserva. Do metal vestido de papel. Dos machucados eternos (latas de conserva não sabem curar cicatrizes). Da enorme multidão de exércitos iguais, vizinhos a outros exércitos iguais vestindo roupas de papel diferentes.<br /><br />Latas de conserva tem uma vocação para a eternidade. Ainda que a eternidade dure apenas o que dure, como no poema de Vinícius. Que me importa se o infinito tem prazo de validade ? Latas de conserva são eternas enquanto conservam.<br /><br />Latas de conserva são misteriosas... Sempre quis comprar dezenas e desnudá-las todas. E cada dia, na hora da refeição, escolheria uma ao acaso. E assim comeria feijões no desjejum e almoçaria leite moça. E a surpresa só findaria no momento que o abridor desvirginasse a lata de conserva.<br /><br />Por vezes queria pôr pedaços de mim, em uma lata de conserva. Pedaços do que fui. Pedaços do que serei. Guardar um pouco desta mágoa que levo hoje, pra poder comer um prato agri-doce em um momento de felicidade! Abrir agora uma lata de entusiasmo, pra dar ao menos um tom de sobremesa a uma refeição indesejada.<br /><br />Mas enfim... queria apenas falar de latas de conserva.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1157741165793954332006-09-08T11:28:00.000-07:002006-09-08T11:50:17.143-07:00Minha primeira vez...<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/professor.gif"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/professor.png" border="0" alt="" /></a><br /><br /><br />Depois de muitos (muitos) anos do lado de lá da sala de aula, hoje tive minha primeira experiência de professor. Eu, o quadro e várias equações contra sessenta alunos de gestão que não gostam nem um pouco de matemática. Entre uma derivada e outra, a coisa até que foi bem.<br /><br />É curiosa a transição entre um lado e outro. Em um dado momento, pedi pra um aluno ler o enunciado de uma questão e ele, caindo nas brincadeiras dos colegas, não conseguia parar de rir. Ri também, embora meu francês não tenha me permitido fazer as brincadeiras que gostaria. De um lado, a responsabilidade de ter que passar a matéria e ajudar os alunos a entenderem. De outro, o sentimento de que ainda não sei como lidar com o fato que meu lugar não é mais ali, com eles. De um lado, ser chamado de "Monsieur", com toda carga de respeito que isso carrega. De outro, a vontade de sentar ao lado de cada um e dizer, "escuta, isso aqui é assim!! Entende ? Então vamos tomar uma cerveja!".<br /><br />Enfim, para uma primeira vez, até que não posso reclamar. Não creio que ganharia nenhum prêmio de didática pela aula de hoje, mas também sei que tenho uma vida inteira pela frente para me tornar o professor que eu quero ser. Desejo apenas que essa sensação gostosa, essa que a gente sente quando gosta do que faz, possa continuar para sempre!A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1156715600352234852006-08-27T14:05:00.000-07:002006-08-27T14:53:21.103-07:00Amália<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/1542.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/1542.jpg" border="0" alt="" /></a><br /><br />Nunca me senti satisfeito depois de escrever um conto e até hoje, não sabia bem por que. Agora, lendo um livro do Tonino Benacquista, um francês de origem italiana, acho que começo a descobrir porque sempre me senti tão frustrado com minhas historietas. Não é difícil explicar, mas antes preciso falar do livro...<br /><br />Saga, se chama... a história de quatro cenaristas, em fim patético ou início tardio de carreira, que são convocados para escrever uma novela, Saga, que será transmitida às quatro da manhã. Saga tem um único objetivo: obedecer às leis francesas que impõem um mínimo de produção local a uma grade cheia de seriados americanos. Custo, ou melhor, baixíssimo custo, é o único limite imposto pelo produtor.<br /><br />No livro se misturam as sagas dos quatro cenaristas e da dezena de personagens criados com total liberdade, sem os menores pudores de coerência. Logo, os quatro se dão conta do poder que têm, mexendo com a vida de cada criatura, mais a torto que a direito. Nesse momento, me caiu a ficha.<br /><br />Conscientemente, nunca me senti capaz de jogar com a vida de alguém, ainda que esse alguém não exista que numa folha de rascunho ou no disco duro de um computador. Poder criar, digamos, uma Amália. Preciosa. Cabelos escuros que absorvem toda a luz que há em volta, apenas para fazer contraste com uns olhos-pequenas-estrelas-fugazes que gelam a alma. Posso jogar com Amália, posso fazê-la sofrer ou ser feliz. Posso por em sua boca a mais pura filosofia extraída de umas duas ou três consultas ao google. E as frases podem sair na língua que quiser, em alemão, em francês, em russo... e sua voz pode carregar um leve sotaque italiano, brasileiro, espanhol, digamos espanhol. Posso matá-la e, por que não ressucitá-la ? Com alguma desculpa esfarrapada, justificada apenas na minha total liberdade de autor, ou melhor, sem desculpa alguma, apenas porque a queria ainda aí.<br /><br />Crio, claro, um outro qualquer, por quem Amália se sentirá perdidamente atraída. O chamarei de Alys, que não tenho mais idade de estar aí, publicando bobagens na Internet e ainda por cima ter a pouca vergonha de tentar esconder minhas intromissões auto-biográficas. Alys, pode nem conhecer Amália. Ou pode desprezá-la. Ou pode entrar em uma paixão insana, incondicionalmente correspondida. Mais que isso, os dois podem ir onde quiserem, ou melhor, onde eu quiser. Entrar em um metrô em Montreal e desembarcar em Sidney, trocando carinhos em cada parada, enquanto não observam irem desfilando pelas portas norte-americanos, europeus, africanos e finalmente dois ou três casais de australianos que indicam que o trem chegou ao destino. E ainda aí, posso decidir seguir viagem até Tóquio, ou simplesmente, sem a menor explicação, colocá-los em uma cama flutuante de uma estação espacial qualquer. Ou abduzidos por seres amarelos ou vermelhos que tomam notas enquanto eles fazem amor. Tudo pode durar dois minutos ou dois séculos, segundo e unicamente segundo a minha vontade.<br /><br />Mas tudo acaba um momento após eu acabar de escrever... E vejo Amália aí, estatuada em algum canto do papel, sem sentimentos porque, ao contrário da canção, Amália não era mulher de verdade. E o Alys daqui, sem coragem de abandonar a Amália de lá (quem sabe por sofrer pela Amália daqui, que ainda não tinha entrado na narração), decide apenas deixar essa história boba de lado.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1152570118268202602006-07-10T15:17:00.000-07:002006-07-10T15:23:45.220-07:00Cabeçadas, Zizou e Camus<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/060709itaxfra2_f_018.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/060709itaxfra2_f_018.jpg" border="0" alt="" /></a><br /><br />Eu não sabia, mas parece que Camus, franco-argelino como Zidane, escreveu no seu ensaio sobre o suicídido que, ao contrário do que pensa a maioria, o suicídio é um ato de coragem.<br /><br />Em um outro livro ele escreveu: "É o condenado à morte que rejeita o suicídio". Zizou não estava condenado. Ao contrário. Poucos minutos antes da cabeçada fatídica, ele quase marcou (ironicamente, com a cabeça) um gol que le teria consagrado.<br /><br />Mas, Zidane não é um homem para acabar na galeria dos heróis intocáveis. É um gênio, e isso é tudo: gênio que se irrita. Gênio que, sem trocadilhos, pode perder a cabeça. Gênio que se suicida a dez minutos da glória.<br /><br />Mais que um gênio, ele faz parte desta categoria rara de pessoas extraordinárias que, paradoxalmente, nos lembra que somos humanos: limitados e imperfeitos. E isso, meus amigos, não é pouca coisa.<br /><br />(ps.: a referência do Camus com o suicídio e a associação com o Zizou eu peguei do blogue do Juca Kfouri, que de vez em quando dá uma dentro)A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1149001023616374412006-05-30T07:54:00.001-07:002006-05-30T07:57:03.616-07:00Comédias do Hexa<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/germany_2006.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/germany_2006.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><br /><br />Ou, diários de viagem de um explorador do sul (sul da Paraíba) em terras alemãs!<br /><br /><a href="http://comediasdohexa.blogspot.com/">Comédias do Hexa!</a>A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1147978473022249612006-05-18T11:14:00.000-07:002006-05-21T16:43:03.363-07:00Tudo ao mesmo tempo agora...<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/tudo.gif"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/tudo.png" alt="" border="0" /></a><br />Lembro de uma (nem tão) velha canção doTitãs com versos aparentemente paradoxais: "uma coisa de cada vez", "tudo ao mesmo tempo agora". Não me recordo do resto da letra, e isso não importa muito, já que provavelmente esses dois versos são suficientes para expressar aqueles momentos das nossas vidas em que as coisas parecem acontecer ao mesmo tempo enquanto, sem saber ao certo como, aproveitamos (ou queremos aproveitar) uma coisa de cada vez.<br /><br />Em menos de um mês, parto pra Alemanha. Um sonho de criança que se realiza: ver uma copa do mundo de perto. Será através de um telão, eu sei, mas estarei a poucos metros de onde Ronaldinho e cia. estarão batalhando por uma estrela. Entrementes, uma tese de doutorado por terminar... outro sonho, que por meses (anos ?) pareceu impossível. Que por anos (meses ?) quis me empurrar (e empurrou) em depressões tão comuns nesse nosso meio acadêmico-individualista-pseudo-científico.<br /><br />Mais que isso, em alguns meses, acaba-se minha estada em Montreal. Acaba justo quando eu mais queria que ela estivesse começando. Justo quando eu cheguei naquele ponto em que posso abrir meu caderninho de telefones e fazer ligações <span style="font-weight: bold;">locais</span> para amigos queridos, apenas para dizer que estou com saudades, para conversar, para me sentir um ser humano, pertencente a uma raça que se comunica e se ama. A estada chega ao fim, sobretudo, no momento em que uma <span style="font-style: italic;">possibilidade de amor</span>, como diria um texto que a Gisela me mandou (e a Lili remandou), bate em minha porta. Uma possibilidade real, linda, simpática e carinhosa. Uma possibilidade doce, inteligente e divertida.<br /><br />Vida conturbada, oh minha vida. Quantos dias faltam até que o furacão vire brisa novamente ? Três semanas até a copa, umas duas semanas até que entregue a tese, uns dez dias até que a minha <span style="font-style: italic;">possibilidade</span> (aquela doce, linda e simpática) 'se va de vacaciones por todo el verano'. E eu aqui, com tudo ao mesmo tempo agora, curtindo uma coisa de cada vez.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1147412997048339112006-05-11T22:36:00.000-07:002006-05-13T08:11:27.343-07:00O amor dura três anos...<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/teia.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/teia.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Esse é o título de um livro do Beigbeder, um autor francês extremamente inteligente e sarcástico. Três anos. Já li por aí, inclusive, que existem provas científicas de que isso que a gente sente, esse embrulho gostoso no estômago, não passaria de uma reação química que se desgastaria com o tempo de convivência.<br /><br />Ultimamente, andei mais interessado no tempo de desamor que no tempo de amor. Tempo de desamor como aquele tempo amargo, depois de uma dessas paixões destruidoras. Tempo aquele em que achamos que nunca mais vamos sentir nada daquilo outra vez e decidimos viver pragmaticamente: buscando racionalmente pessoas que nos convenham e sobretudo tentando não repetir os erros anteriores.<br /><br />O coração da gente, coitado, vai virando uma casa velha e descuidada. "LLevo telarañas en el corazón", como diria o Joaquín Sabina.<br /><br />Até o dia em que aparece alguém. E sentimos o desejo de viver, de sentir, de amar, de nos perdermos em todos os caminhos, enfim, de repetir sim todos os erros anteriores enquanto cantamos, como o Chico:<br /><br />" Arranca, vida<br />Estufa, veia<br />E pulsa, pulsa, pulsa<br />Pulsa, pulsa mais”<br /><br />Amé(e)m.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1146090684002326762006-04-26T15:21:00.000-07:002006-04-30T00:30:52.843-07:00Go Habs Go!<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/Montreal_Canadiens_2.0.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/Montreal_Canadiens_2.0.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><br /><span style="font-style: italic;">Update</span>: pra aqueles que, como a Márcia, não entenderam nada, eu explico. O time de hockey de Montreal, os <span style="font-style: italic;">Canadiens, </span>estão disputando as oitavas-de-final da Copa Stanley, o campeonato anglo-franco-norte-americano (maneira politicamente correta de dizer que é o campeonato da América do norte rica, i.e., sem o México) de hockey...<br /><span style="font-style: italic;"><br />This blog proudly supports the Montreal Canadiens!<br />Ce blog est fier de supporter les Canadiens de Montréal!<br />Este blogue, orgulhosamente, torce pelos Canadiens de Montreal!<br /><br />:-)<br /></span>A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1145356373094746152006-04-18T03:07:00.000-07:002006-04-18T03:40:39.360-07:00Sonhos, línguas e copas<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/africa_worldcup_germany_2006.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/africa_worldcup_germany_2006.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Meu pai estava sempre planejando cursos de idiomas em função das Copas do Mundo. Entre 82 e 86, íamos estudar espanhol, para acompanhar o Tetra no México. Como não estudamos, não fomos a Guadalajara e (será que por isso ?) a seleção voltou sem o caneco. Logo chegou a vez de estudar italiano. Continuamos preguiçosos e a seleção continuou tri, numa jogada magistral da dupla Maradona/Cannigia.<br /><br />Finalmente tomamos vergonha e estudamos inglês. Nós e a seleção, que na Copa dos Estados Unidos ergueu a taça, iniciando a busca pelo Penta. Vimos tudo pela TV, mas com aquela sensação de que nosso esforço linguístico tinha sido recompensado. Só que em vez de seguir a receita e estudar pra Copa da França, amarelamos, como o Ronaldinho, e o Brasil voltou com o vice da Europa.<br /><br />Em 2002, confessamos ao Felipão: japonês não dá! Coreano então... Mas faz o seguinte, leva o Romário que ele abre os olhos desses orientais sem dizer uma palavra! O Gaúcho, teimoso, não levou... mas trouxe o penta, e, como o haviamos sugerido (!), sem o Romário!<br /><br />Em todos esses anos, acompanhados de muitos cursos de línguas da Globo (aqueles com fitas cassetes - que nós somos das antigas), o sonho de pegar o avião e realmente gastar aquele espanhol (italiano, inglês, francês) que (não) tinhamos aprendido ficou apenas na imaginação, culpa do fato que, para gastar, faltava ainda mais dinheiro que vocabulário. Enfim, pouco importava: há cada quatro anos, mais que um sonho que morria, era um sonho novinho em folha que nascia.<br /><br />Mais quatro anos, poucos meses antes de uma nova copa e, dessa vez, o sonho, se tem alguma doença fatal, ainda não demonstrou nenhum sintoma. Ao contrário, firmes e fortes, embarcamos, ele, um amigo e eu, pra Alemanha, pra acompanhar de perto a busca pelo hexa. Bom, de perto é modo de falar, já que fazendo parte do movimento dos sem ingressos, devo assistir mesmo é em algum telão perto do estádio. Alguns dirão que é bobagem, que se é pra ver em telão, que se veja no bar mais próximo. Outros que eu serei como uma criança olhando o doce pela vitrine da loja. Comentários cheios de sentido, que entendo perfeitamente. Mas, embora tenha a certeza de que estarei quase chorando, decidi não deixar transparecer: afinal, como vocês querem que eu explique, pra loirinha que estiver me servindo cerveja lá em Munique, uma cara triste em pleno gol do Ronaldinho ? ;-)A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1145054409866490072006-04-14T15:35:00.000-07:002006-04-14T16:57:17.093-07:00Sexta-feira boa...<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/jesus.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/jesus.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Bancos fechados hoje em Montreal. Nos anúncios bilíngues explicando o feriado, a parte francesa punha "Vendredi saint", como nós... Já a inglesa dizia: "Good friday". Sou só eu que acho ou parece mesmo que a caricatura está dizendo: "Boa pra quem, cara-pálida ?".A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1144458386898866782006-04-07T17:57:00.000-07:002006-04-07T18:24:56.526-07:00Isso aqui ô ô...<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/brahma.1.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/brahma.1.jpg" alt="" border="0" /></a>Romário apareceu, para dizer que vai jogar no Miami, time de uma das ligas norte-americanas de futebol. Dia 28 de maio, se ele não desaparecer novamente, estará aqui em Montreal para enfrentar o Impact, time local. Ao mesmo tempo, começaram a aparecer nos botecos montrealenses a nossa boa e velha Brahma, em uma garrafa cheia de <span style="font-style: italic;">design</span>, com uma cinturinha bem gostosa de apertar. Sem contar que o órgão regulador da televisão no Canadá já aprovou a retransmissão da Globo internacional.<br /><br />Isso tudo em abril, época em que o sol volta de viagem e estampa nos rostos de todos aquele ar de alegria, como quem está apaixonado (pela vida ?).<br /><br />Sei não... Romário, Brahma, Globo, sol, alegria... já tem gente cantarolando por aí: isso aqui ô ô, é um pouquinho de Brasil iá iá.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1142816622739791302006-03-19T16:59:00.000-08:002006-03-19T22:04:42.093-08:00E eu fico com a pureza da resposta...<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/Ronaldo.0.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/Ronaldo.0.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Li por aí que na derrota de 2 x 1 para o Vasco, a torcida do Flamengo gritou o nome de Ronaldo. Das duas uma, ou é um protesto muito inteligente ou um pedido de uma inocência angelical. E eu que não acreditava que ainda existiam corações puros nas arquibancadas do Maracanã.<br /><br />.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1141748188622397212006-03-07T08:02:00.000-08:002006-03-07T08:16:28.636-08:00Tendências da moda.<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/jeffersonkulig.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/jeffersonkulig.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Como amanhã é o dia internacional da mulher, decidi hoje falar de um tema mais feminino: moda.<br /><br />Ontem estava vendo um programa em uma TV quebecoise (algo próximo com a nossa TVE) e havia uma discussão sobre o uso de ácido para se vingar de mulheres em Bangladesh. Sim, parece que agora é moda naquele país: a mulher recusou um pedido de casamento ? Jogue ácido no rosto dela. A mulher saiu sem o véu ? Ácido na infiel! Viu a mulher do seu irmão olhando para um homem no mercado ? Família é família: ácido na prostituta!<br /><br />Hoje <a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/south_asia/1861157.stm">li na BBC</a> que houve uma passeata em Bangladesh, por ocasião do 8 de março, contra os ataques com ácido. A idéia de que se tenha que protestar pelo direito de não ter seu rosto desfigurado me faz pensar no longo caminho que ainda temos pela frente.<br /><br />Feliz dia internacional das mulheres.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1141664076799083722006-03-06T08:29:00.000-08:002006-03-06T09:01:03.126-08:00Pro chuveiro mais cedo...<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/foto_147820_CAS.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/foto_147820_CAS.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Para expulsar alguém de campo, o juiz usa o cartão vermelho. O que esse juiz aí de cima não sabia é que iria precisar de um cartão azul, verde, rosa ou sei lá de que cor seria o cartão necessário para manter um jogador no gramado.<br /><br />Aconteceu há uns dias em Zaragoza. Depois de insistentes gritos racistas da torcida adversária, o camaronês Eto'o, companheiro de Ronaldinho no Barcelona, decidiu abandonar a partida. Teve que ser contido pelos companheiros e, pelo juiz, resultando na cena retratada nesta foto, que seria cômica, se não fosse triste.<br /><br />Eto'o quis sair. Impedido, ficou. E ficando, cruzou na cabeça de um companheiro que meteu para o fundo das redes. Em suma, sem levantar um cartão sequer, expulsou seus ofensores de dentro do estádio.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1141401116603581532006-03-03T07:44:00.000-08:002006-03-03T07:52:43.190-08:00Near-death experience<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/cirurgia.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/cirurgia.jpg" alt="" border="0" /></a>Anteontem um ente muito querido passou por uma dessas "experiências de quase-morte"... Sinais vitais foram a zero e o pior, nada sabíamos sobre o bebezinho que estava ainda por nascer. Felizmente, tudo não passou de um susto e, com o susto, veio toda aquela sensação de que devemos cuidar melhor da vida, de nós mesmos, dos outros...<br /><br />Enfim, meu computador e a minha tese, o bebezinho, se encontram bem. Um transplante de fonte, uma operação cirúrgica extremamente simples (embora cara) foi tudo que foi necessário.<br /><br />E a partir de hoje, backups diários! :-)A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1138567708312106402006-01-29T11:51:00.000-08:002006-01-29T13:30:55.243-08:00Ainda sobre o Orkut.<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/wdyk.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/wdyk.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Hoje em dia ninguém mais fala de orkut na imprensa. Já passou aquele assombro inicial e a vida voltou a correr normalmente para os usuários da página azul que não dá donuts para o servidor: acabaram-se as reportagens do fantástico, não há mais quadros explicativos na Folha de São Paulo e muito menos matérias de capa da Veja.<br /><br />Se pensarmos bem, tal esquecimento é normal. O assunto já "deu o que tinha que dar", ou melhor, já vendeu o que tinha que vender. Pura lei de mercado. E, vivendo em um mundo capitalista como o nosso, para manter essa lei (a do mercado) revogariam qualquer outra, até mesmo a da gravidade. Uma pena! Pois os textos mais interessantes que poderiam sair do orkut só agora acabam de amadurecer.<br /><br />Agora que ninguém mais vende convites na e-bay. Agora que todos temos uma google account. Agora que as comunidades já se criaram e os nossos corações (aqueles da página, não esses que batem em nossos peitos) parecem já ter encontrado seus níveis de porcentagem estáveis. Agora que já não temos que explicar o que é um depoimento. Agora que apagamos nossos scraps por medo dos maníacos e em amor à privacidade perdida. Agora sim, é que poderíamos realmente captar a alma humana em crônicas virtuais.<br /><br />Não minto! Basta dar um passeio pelas comunidades, mais ou menos como faziam aquelas velhas senhoras do interior, espiando o mundo de suas janela. Em uma das minhas (comunidades, não velhas senhoras), há mais histórias do que supõe o nosso vão provedor de banda larga. Já houve casos de polícia, como quando um participante foi agredido por um outro, com socos no meio da rua. De intriga: quando os amigos do agressor disseram que a violência foi uma reação exagerada a um assédio sexual. De mistério: quando um personagem anônimo que causava alvoroço foi desmascarado. De corrupção: quando o moderador da comunidade usou sua influência para entrar em bares de graça, episódio que ficou conhecido como o "chopensalão" e que acabou na CPI da cerveja. Vejam vocês: os enredos são tão complexos que a comunidade dispõe de sua própria colunista social, um personagem fantasma que se diverte semeando a discórdia (como se isso fosse preciso) entre os puros e inocentes participantes.<br /><br />Em outra comunidade, de mais de cem mil membros, uma divertidíssima batalha: há uma dúzia que comenta e que, como em qualquer lugar onde seres humanos se encontram, acabou criando laços e códigos. Pois bem, vez por outra um dos 99.998 que nada escrevem se manifesta para dizer que não comenta por causa dos 12 que monopolizam a comunidade, criando um verdadeiro paradoxo tostines: eles não comentam porque os 12 monopolizam, ou os 12 monopolizam porque os outros não comentam ? O mais engraçado nisso tudo é a facilidade com a qual as pessoas sentem seus amores-próprios tocados. Como se um simples tópico mal respondido fosse capaz de ofuscar aquele lindo depoimento que a tia Lourdes deixou no mês passado, ou os 117 fãs que acumulam estrelinhas na nossa página de entrada.<br /><br />Ahhhh... se apenas um bom cronista pudesse entrar nesse mundo e seguir o trabalho iniciado por Freud, tendo como principal objeto de estudo as respostas dadas no perfil à pergunta sobre "cozinhas"... Se apenas um bom escritor pudesse explorar a diversidade dos "quem sou eu". Se pelo menos alguém bom com as palavras pudesse desvendar o misticísmo new-age envolvido no envio de scraps coloridos: nosso mundo mudaria. Por isso, eu suplico: envie esse texto a todos os seus amigos do orkut e vamos fazer um abaixo-assinado virtual para que o Luis Fernando Verissimo crie um perfil. Depois que o mestre começar a basear suas metáforas nas legendas das fotos dos álbuns, ou começar a pensar no futuro baseado na "sorte do dia", tenho certeza que os rumos do nosso país nunca mais serão os mesmos... Ou isso, ou cometo orkuticídio.<br /><br />.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1136908843399548632006-01-10T08:00:00.000-08:002006-01-10T08:19:20.220-08:00Viajar... (ou das sobremesas que deixam a gente com mais fome!)<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/s_largo_pelourinho.0.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/s_largo_pelourinho.0.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><br /><br />" Você já pensou ir mais eu viajar<br />Quando o sol desmaiar... oh, vou viajar... "<br /><br />Geraldo Azevedo cantava assim... Convidando a que a gente esperasse o sol se pôr e, de mansinho, pegasse a estrada para algum lugar onde ele estivesse nascendo! Para algum outro lugar.<br /><br />Não dá pra recusar um convite assim. E, em dezembro, quando o sol se punha por aqui, peguei a minha mula e a minha mala e fui visitar tanta gente amada. São Paulo, Campinas, Natal, Campina Grande, Salvador. Cinco cidades e tantas histórias por contar (e outras tantas, incontáveis).<br /><br />Quem sabe porque tenha sido a última (ou quem sabe porque ela seja mesmo especial), Salvador deixou em mim um gosto suave de sobremesa. Como quando, já de barriga cheia, arrumamos um espacinho para aquele doce vistoso que chega na mesa. Salvador foi assim! Já tinha tido férias de sonho, de praia, de Victor Hugo, de amizades antigas, de forrós bem dançados, de caipirinhas geladas... Mas faltava Salvador.<br /><br />Faltava visitar o Abaeté, a praça Caymmi, Itapuã... e ter certeza de que tudo era muito mais marketing das letras dos gênios baianos que beleza propriamente dita (Modéstia à parte, minha pequena Paraíba, por mais falta que faça alguém que lhe cante, é muito mais linda). Mas que importa ? A gente toma um coco em Itapuã, depois espera o ônibus na praça Caymmi (que é pouco mais que um ponto de ônibus mesmo!) e se sente parte de uma canção, e isso compensa qualquer cor que tenha faltado na palheta do criador na hora de pintar a Bahia.<br /><br />Mas, se pensando em praias, não me impressionei, foi só conhecer as festas da Bahia, as noites no pelourinho, os ensaios do Cortejo Afro e um longuíssimo etc. para descobrir que, em se tratando de ser feliz, a Bahia não tem nada de propaganda. É tudo a pura verdade! É tudo mais que a verdade. É tudo quase como um tempo verbal: mais que perfeito! Sim, a Bahia é linda, mas mais que linda, a Bahia é mágica e deliciosa. É goiabada com queijo, é manjar dos deuses, é pudim de leite moça!<br /><br />É tão gostosa que, como toda refeição, acaba. Findada a sobremesa vem a hora de voltar pra casa (estranho associar a saída do Brasil com a volta à casa - mas isso é conversa para outro texto)... Uma casa de neve, e de frio, e também de um montão de coisas boas, como os amigos cheios de sorrisos e histórias pra ouvir e contar.<br /><br />Alguém já disse que a gente viaja pra poder voltar, como se o mais gostoso fosse mesmo a volta ao nosso mundo conhecido, com a sabedoria que vivemos algo ao que não pertencemos e estamos de volta à nossa realidade mais fria mas mais segura.<br /><br />Tenho a impressão de que esse alguém nunca foi à Bahia.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1133899550888143222005-12-06T11:32:00.001-08:002005-12-06T12:26:04.963-08:00O mar dos campinenses<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/pedele6525bx.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 214px; height: 160px;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/pedele6525bx.jpg" alt="" border="0" /></a>Quem nasce em Campina Grande não é nem do sertão, nem do litoral. A gente está ali, no meio, a um passinho da praia e dois passinhos da aridez do interior do Nordeste. Quem sabe por isso nossa relação com o mar seja especial. Não é aquela coisa dos que nascem na orla e parecem que já vêm ao mundo de biquini. Tampouco é aquele deslumbramento dos que nascem a quilômetros e quilômetros da água salgada (e que, escondidinhos, vão lá beber um golinho pra ver se é salgada mesmo)...<br /><br />Não. Se para os cariocas (pessoenses, natalenses, santistas, etc.), o mar é como uma esposa, a quem se vê todo dia, e se para os goianos (belo-horizontinos, candangos, etc), o mar é aquela paixão quase inalcançável que, de vez em quando, só de maldade, dá um beijinho... para nós ele é uma namoradinha ocasional, uma paquerinha. A gente finge que ele não existe, sabendo que ele está ali pertinho, apenas para nos deliciarmos com o reencontro. A gente faz de conta que não liga pra ela, finge que não está nem aí... mas basta um beijo e lembramos da nossa paixão.<br /><br />Muitas de minhas melhores lembranças estão no mar, ou no caminho dele. Na Marajó velha de minha mãe, eu me punha na mala (bons tempos aqueles em que a gente podia andar nas malas dos carros) e ia sonhando com o reencontro. A viagem tinha 120 longos quilômetros, o suficiente pra brincar bastante, até ficar cansado e perguntar: "Mamãe, falta muito ?". A resposta era sempre a mesma: "durma um pouquinho que logo chega".<br /><br />Mas quem consegue dormir no caminho da praia ? A gente ficava acordado, buscando as placas verdes que iam indicando que ele estava mais perto: "João Pessoa, 100 km"... "João Pessoa, 87 km"... "João Pessoa, 64 km"...<br /><br />Lá pelo meio da viagem, os ouvidos pipocavam. Sinal de que tínhamos já deixado a serra para trás e agora faltava pouco. Uns quarenta minutos depois, a gente avistava aquela imensidão. E numa exclamação que assustaria qualquer Colombo e qualquer Cabral, gritávamos: "água à vista".<br /><br />Ah... aqueles finais de semana na praia. Às vezes, a gente acordava de madrugada e saia, ainda no escuro. Dez minutos depois, estávamos pisando na areia. Olhando fixamente o mar, até ver o sol chegar, saindo de dentro do Atlântico e dourando uma faixa de água que parecia nos chamar. E a gente ía. E, às cinco e meia da manhã, a água do mar da Paraíba já era quentinha, tão quentinha que a gente só se animava a sair quando chegavam os pescadores, trazendo as redes cheias de uns peixes que a gente nunca tinha visto.<br /><br />Depois, casa. Banho. Rede. Uma cochilada pra recuperar aquelas horinhas de sono perdidas na madrugada e finalmente praia de novo. Pra comer, à beira mar, aquele peixinho que a gente tinha visto um pouco mais cedo.<br /><br />Dois dias assim... até que no domingo, à tardinha, era hora de dar o passinho de volta. Pra não sofrer, fingíamos que estávamos contentes em voltar pra Campina: a nossa cidade maravilhosa, tão fresquinha, tão confortável. E esnobávamos o mar, apenas para que, com isso, ele nos recebesse com beijos ainda mais carinhosos na semana seguinte.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1133208722734418592005-11-28T11:32:00.001-08:002005-11-28T20:01:46.326-08:00"Ponha os pratos no chão, e o chão tá posto" (ou de como o amor teria que ser mais forte que a coerência)<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/foto03b.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/foto03b.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Eu não sei receber gente em casa. Bom, pelo menos não da maneira preconizada pelos livros de etiqueta. Por isso, acabo só recebendo gente que eu gosto de verdade e que não vai se importar em sentar no chão, em ir na cozinha se servir, em beber vinho em copos de requeijão.<br /><br />Ontem, com três amigas queridas em minha casa (duas delas, frequentadoras deste blogue), pus os pratos no chão, e o chão tava posto! E o que era pra ser um filme acabou virando seis horas de conversa. Daquele tipo de conversa que conforta o coração da gente porque nos faz sentirmos entendidos. Quase como uma mini-seita, uma mini-religião.<br /><br />Um dos assuntos da noite foi o convite e posterior desconvite do Vaticano à Daniela Mercury. Convidaram, depois descobriram que ela tinha feito propaganda de camisinha, e desconvidaram. É triste, mas coerente. Coerente com todo o conservadorismo que parece não querer largar a Santa Sé. Afinal, os ouvidos de seu Benedito não podem ser feridos com a voz de alguém que manda o povo usar camisinha.<br /><br />A posição da Igreja é, de novo, coerente. Ela diz: sexo, só depois do casamento e com um único parceiro. Camisinha então, é desnecessária. Para se proteger de que ? Gravidez ? O método de Billings já serve de contraceptivo (com a vantagem que ainda estimula a abstinência em parte do mês, fortalecendo a alma). Tudo se encaixa, tudo confere... Só um detalhe esqueceram de contar aos bispos: nem todo mundo vive - ou quer viver - assim.<br /><br />Um em cada nove sul-africanos está morrendo de Aids. <span style="font-weight: bold;">Um em cada nove. </span>Pense em oito conhecidos seus. Não é difícil: seu pai, sua mãe, sua tia, seu irmão, um par de amigos, seu vizinho, seu professor de violão. Agora imagine que, se você estivesse na África do Sul, um de vocês (sim, isso inclui você) teria HIV positivo. E, nesse contexto, não há coerência que me convença que a posição da Igreja é a posição de um "Deus de amor", sobre o qual tanto escutamos nas missas.<br /><br />Eu sei, eu sei... o buraco é mais embaixo. O problema não está só no Vaticano. Está também nas correntes prostetantes americanas e brasileiras que querem que se diga às crianças que a idéia de que o mundo foi criado em sete dias é tão plausível quanto as teorias de Darwin. Na extrema direita européia que expulsaria todo imigrante do seu território, nos terroristas islâmicos, nos terroristas capitalistas, e etc.<br /><br />Todo mundo parece querer esquecer que somos diferentes.<br /><br />Dividimos um só planeta e cada vez mais temos que nos chocar um com os outros. Em vez de nos misturarmos, vamos brincando de água e óleo, cada um querendo manter integralmente a sua identidade, através da imposição. Através da anulação do outro.<br /><br />Seu Benedito, como eu, quer receber apenas as pessoas de quem ele gosta em sua casa. Está em seu direito e é coerente. Mas que é triste, ah... isso é!A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1131728679879168622005-11-11T08:51:00.000-08:002005-11-11T09:10:34.736-08:00A primeira neve<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/oratoire_hiver_2.0.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/oratoire_hiver_2.0.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Desde o começo da semana, Montreal está se preparando para receber a sua primeira neve deste inverno. As árvores já desistiram de lutar e deixaram ir as folhas amarelas. Os esquilos já se recolheram nas suas tocas. As poças d'água já se resignaram a virar gelo. Só nós, homens, continuamos achando que o inverno é uma ilusão: "tudo não passa de uma noitezinha um pouco mais fria, amanhã vai fazer calor de novo!"<br /><br />Que nada! Calor agora só no ano que vem... Em abril, ou maio. Até lá: cachecóis, luvas, gorros e muita pressa! Pressa sim (!), porque ficar na rua com os termômetros nos aterrorizando e marcando -20 não é uma das atividades mais prazeirosas.<br /><br />Apesar dos pesares, o inverno traz seus gozos... Quem gosta de esportes se delicia com as montanhas cheias de neve, sentido as cócegas sensuais que lhes fazem os esquis. Ou com os lagos gritando baixinho os prazeres (quase masoquistas) dos patins que lhes cortam a pele.<br /><br />Eu gosto mesmo é de encher a casa de gente e esvaziar os copos de vinho. O calor que a natureza nos nega, encontramos nos outros, tão sozinhos como nós mesmos. Tão indefesos frente a uma realidade devastadora. Tudo frio, tudo sombrio... tudo branco!<br /><br />Branco onipresente... e pensar que tudo começa com a primeira neve! Essa que Montreal espera desde o começo da semana.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1130816394366103382005-10-31T19:18:00.000-08:002005-10-31T19:45:45.666-08:00As horas, as armas e a depressão...<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/depression.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/depression.jpg" alt="" border="0" /></a>Semana passada eu acreditava que um voto pelo desarmamento poderia ser um símbolo bonito do nosso desejo de combater a violência no Brasil. Eu ainda acredito, e me dói que tenhamos jogado essa chance fora. O mais engraçado, entretanto, é que não me admiraria se alguém usasse minhas palavras para argumentar pelo não: "chega de símbolos, precisamos de ações".<br /><br />Eu também quero ações, mas não quero esquecer que vivemos com símbolos a todo momento da nossa vida. Infelizmente, temos a tendência a (ou a tentação de) não acreditar neles. Quase como se os símbolos não passassem de superstições bobas. Arrogância pura! Como se fôssemos seres tão superiores que pudéssemos capturar a fluência da vida. Bobagem. A vida passa e só vemos e guardamos pequenos flashes, pequenas imagens entrecortadas. Duvida ? Tente pensar no seu mês passado, do que você lembra ? Momentos soltos, imagens quase que caídas de um pára-quedas cerebral. (É assim mesmo, ou são meus neurônios que estão começando a reclamar do excesso de cerveja ?).<br /><br />E onde entram os símbolos nisso tudo ? Os símbolos são marca-páginas para a nossa memória. São aqueles papeizinhos coloridos que a gente cola nas páginas do livro pra lembrar onde está aquela citação bonita ou aquela fórmula importante. A Igreja católica entendeu muito bem isso, desde sempre, e encheu suas igrejas de rituais. Cada vez que vamos a uma missa (desde que acreditemos no que estamos fazendo) enchemos nossa cabeça de post-its: é a hóstia, a vela, as procissões, tudo em seu lugar, tudo com seu valor simbólico que nos ajuda a lembrar da uma hora de missa que vemos escoar em frente aos nossos olhos. E lembrar do que vivemos nos ajuda a acreditar que o que vivemos foi real.<br /><br />Hoje, mais um símbolo passou na minha vida. A primeira segunda-feira depois da mudança do horário aqui no Canadá. Os relógios se atrasaram em uma hora e isso fez com que o livro das minhas memórias se abrisse numa página rabiscada em letras tremidas (não sei se de frio ou de medo): inverno. Sim, foi o símbolo do relógio que me veio fazer acreditar que ele, o temível, chegou. E com ele, a pouca luz, a tristeza, a depressão. Malditos post-its tão bem colados que só se consegue arrancar levando-se junto uma parte da página, uma parte de nós mesmos.<br /><br />Símbolos... e ainda há quem não acredite neles.A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1130623645571881322005-10-29T15:06:00.000-07:002005-10-29T15:08:14.380-07:00Editorial...Só hoje vi que o meu textinho sobre o referendo foi publicado na página do Maurício Ricardo! ;-)<br /><br /><a href="http://charges.uol.com.br/editorial.php?ideditorial=59&PgAtual=0">http://charges.uol.com.br/editorial.php?ideditorial=59&PgAtual=0</a><br /><br />Abraços,A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1130525169585033092005-10-28T11:23:00.000-07:002005-10-28T12:15:56.086-07:00Halloween<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/storyv.munch.sky.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/storyv.munch.sky.jpg" alt="" border="0" /></a>Final de outubro é sempre igual aqui nessas terras do norte: as casas ficam enfeitadas de montros e caveiras e cruzes e teias de aranha - é halloween.<br /><br />Quando estava no Brasil, nunca gostei dessa história de halloween. Sempre me pareceu (mais) uma invasão boba, uma americanização exagerada. Como se não bastassem as Madonnas da vida. Ou, como diria um outdoor que uns amigos viram em Natal: "Halloween é o cacete! Valorize a cultura nacional".<br /><br />O problema é que não estou mais no Brasil, e halloween pra mim (ao menos temporariamente) <span style="font-weight: bold;">é</span> a cultura nacional. Tentar não me render às fantasias de monstro e à alegria das crianças seria como pedir um whisky importando em Glasgow. Por isso, este texto.<br /><br />Não, não chego ao ponto de me fantasiar e ir às festas que acontecem no último final de semana de outubro. Sou demasiado tímido para pegar o ônibus com uma faca atravessada no cérebro e manchas de sangue na camisa. Sem falar que isso de andar com armas por aí (ainda que enfiadas em mim mesmo) não é muito a minha onda: lembrem-se que votei (justifiquei) sim no referendo.<br /><br />Em vez de fantasiar-me, fico de longe, tentando entender. Não sei se entendo, mas tento: halloween é quando eles brincam que a morte é engraçada. Brincam de fazer-se medo! Como todo entendimento, esse também vem acompanhado de uma pergunta: será que essa moda pode mesmo pegar no Brasil ? Ou será que já não temos medos demais (de ser atropelado, de ser assaltado, do Brasil perder pra Argentina na final da copa do mundo, do Maluf se reeleger) para saciar os nossos instintos primitivos ?<br /><br />Sinceramente, não sei... Mas, hoje à noite não vou a nenhuma festa à fantasia. Vou no show da minha quase conterrânea Daniela Mercury. E, parodiando o outdoor, depois de "Canto da cidade" e antes de "Nobre vagabundo", quero gritar bem alto, do alto da minha cerveja: "Halloween é o cacete, que se dane a cultura nacional". And please, Mr. waiter, another imported whisky!A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11860470.post-1128976941023275902005-10-10T13:39:00.000-07:002005-10-10T13:57:06.470-07:00Referendo - resposta ao editorial do MR* Este texto é uma resposta ao editorial do grande Maurício Ricardo, do charges.com.br.<br />Para ler o editorial: charges.uol.com.br/editorial.html<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/1600/desarmamento1.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2683/979/320/desarmamento1.jpg" alt="" border="0" /></a>Decidi escrever este texto porque é a primeira vez que vejo um "direito de resposta" em um site de humor. Sinais dos tempos: uns dirão que a mania do politicamente correto chegou até no site do Maurício Ricardo. Outros, como eu, dirão que isso tudo é apenas o reflexo de uma convergência que cedo ou tarde será o nosso modo de vida - como numa propaganda de refrigerante antiga que mostrava engenheiros que escreviam poesias, médicos que faziam pesca submarina e sei lá mais o que! Chegou a hora dos humoristas que discutem filosofia. É nesse mundo convergente que vivemos e, nesse mundo (sobretudo nesse país), nenhum lugar melhor pra discutir a questão do desarmamento que no charges.com.br .<br /><br />Maurício diz que vota não, e eu entendo perfeitamente a sua posição. Em uma sociedade segura e honesta, já seria suspeito alguém votar contra um direito adquirido, quem dirá no Brasil, onde o medo é quase padrão ? Nesse tom, os argumentos do não são quase que imbatíveis: não mudará nada; estão tirando o direito do trabalhador honesto (e não dos bandidos, que compram no mercado negro) e etc. Então, se entendo (e concordo) com tudo isso, por que voto sim ?<br /><br />Eu voto sim porque não acredito no homem, mas na humanidade. Explico-me: dar a alguém, por mais controlado e coerente que essa pessoa possa ser, o direito de ter uma arma é um crime contra o resto da sociedade. Somos todos homens imperfeitos... E como homens imperfeitos, erramos, esquecemos, somos traídos (se bem que nesse caso, a imperfeita é ela), nos enganamos. Poderia rechear este parágrafo de dados, com o número de crianças que morreram por brincar com as armas "esquecidas" pelos pais em uma gaveta, ou o número de maridos e mulheres mortos em um "flagrante-delito na cama", mas, lembremos sempre, esse é um site de humor e não merece um texto cheio de estatísticas. O ponto é: a sociedade merece que o número de armas em circulação seja diminuído! E o fim da comercialização é uma boa maneira de começar.<br /><br />Claro, o referendo quem sabe não venha no melhor momento. Seria melhor estar tentando limpar Brasília dos maus políticos ? Seria melhor estar tentando acabar com o comércio ilegal de armas ? Seria melhor estar tentando acabar com o crime organizado ? Sim, sim e sim! Mas isso não quer dizer que seja ruim querer o desarmamento. Aliás, votar não porque há outras medidas melhores a serem tomadas seria como dizer que eu não vou limpar a sala da minha casa porque a cozinha está muito mais suja! Ora, se me foi dada a oportunidade de tomar uma atitude a favor de uma sociedade mais pacífica, vou fazê-lo, ainda que eu saiba que existam outras maneiras mais eficientes e necessárias. (Aliás, ao contrário de alguns, acho que o voto pelo sim é uma mensagem clara aos políticos de que queremos mais recursos para segurança, mais fiscalização na polícia, mais combate ao crime, e etc.).<br /><br />Sim, quero que o governo faça a parte dele. Mas quero também dizer que eu sou contra a necessidade de armas nas casas brasileiras. E votando sim, estou dando meu pequeno passo para que o Brasil se transforme em uma sociedade mais humana, porque, como disse antes, tenho medo do homem com suas paixões - sobretudo quando este está armado - mas acredito piamente na humanidade!A.http://www.blogger.com/profile/06190349991342117195noreply@blogger.com