tag:blogger.com,1999:blog-114922532008-07-06T21:35:03.571-03:00Antigas TernurasMarcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comBlogger375125tag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-27661377907075301312008-07-03T21:42:00.001-03:002008-07-03T21:44:44.907-03:00Eles mordem o travesseiro. E daí?<img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SGlFDrgi5dI/AAAAAAAAAZQ/GI3Lo20ZEgg/s320/cora%C3%A7%C3%A3o+frufru.JPG" align="centre" height="305" width="308"><br />Bem, amigos do Antigas Ternuras... Dado o sucesso neste blog da seção “A origem de expressões que costumamos usar, mas não sabíamos de onde vinham”, resolvi ousar um pouco mais. Vou contar aqui a gênese de um xingamento muuuuuito ouvido por aí, cuja origem não é exatamente conhecida pela maioria das pessoas. Sei que as moças ficarão rosadas, mas peço a vossa compreensão. Não tenho nenhuma intenção de chocar meus preciosos leitores. Mas em História, não há que se ter pruridos. Além disso, é muito mais interessante saber porque se diz certos palavrões e de onde eles vêm. Eu, pelo menos, penso assim.<br />*<br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SGlZShkNjoI/AAAAAAAAAZ0/XRtRJxePMto/s320/gays2.JPG" align="right" height="232" width="258"><br />Bem, tudo isso vem ao caso depois de eu ter acompanhado o recente noticiário sobre preconceito nas Forças Armadas que perseguiram dois rapazes só por serem homossexuais. E que há em andamento no Congresso uma lei que exatamente pune a discriminação sobre quem fez sua opção sexual diferente da maioria. Ora, com mil mariposas, ninguém tem nada com isso se A ou B escolhe alguém do mesmo sexo para um relacionamento amoroso ou sexual. Tenho muitos amigos gays e eles são cidadãos honestos, pagam impostos, não jogam crianças pela janela, não desviam dinheiro público para a Suiça, não enchem a caveira e saem de carro por aí atropelando pessoas, não derrubam árvores na Amazônia, não ordenaram a invasão do Iraque, nem invadem aviões para jogá-los contra edifícios.<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SGlXPx0pUpI/AAAAAAAAAZs/hRcTcBtjrYo/s320/lesbian.JPG" align="left" height="308" width="258"><br />Eu não sou gay, nunca fui gay e garanto que nunca vou escorregar no quiabo. Todo mundo sabe que eu gosto das fêmeas, sou apaixonado por uma delas, que me faz subir até as estrelas naquela hora do aimeudeus. Mas isso não significa que eu veja como uma coisa espúria a rapaziada que gosta de um bafo no cangote, uma unha beliscando o calcanhar e um peito cabeludo arranhando as costas. Nem que ache o fim do mundo se duas moças resolvem praticar o antigo esporte da briga de aracnídeas. Cada um sabe de si. Se eles me respeitam, eu os respeito (embora não me prive de contar umas piadinhas de bicha, mas isso é uma outra história).<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SGlhz95JVSI/AAAAAAAAAZ8/IkIsnhmWcxQ/s320/homem+b%C3%ADblia.jpg" align="right" height="206" width="308"><br />Daí que quando eu vejo um bando de imbecis na porta do Congresso pressionando políticos a não votarem lei contra a discriminação de homossexuais, inclusive com um cidadão fantasiado de Bíblia (!!!!), garantindo que o livro sagrado é contra o homossexualismo, ah, eu tenho vontade rir. A Bíblia fala de um amor pra lá de esquisitão entre Davi e Jônatas (vejam no Primeiro Livro de Samuel, Capítulos 18 a 23 e no II Livro de Samuel no Capítulo 1). De qualquer forma, eu pensei em contar aqui a origem da palavra usada pejorativamente para designar homossexuais masculinos. Vamos lá?<br />*<br /><strong>Porque chamam um gay masculino de veado</strong><br />*<br />Confesso que nunca me interessei por pesquisar a origem desta palavra com o significado chulo que tem. Eu encontrei casualmente a sua origem enquanto estava fazendo pesquisas para o meu livro “<strong>Popularíssimo – O ator Brandão e seu tempo</strong>”. Sei que há outras explicações para o veado como sinônimo pejorativo de homossexual. Mas entre as que tomei conhecimento, uma me pareceu bem plausível. E tem tudo a ver com o Teatro do período que pesquisei.<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SG1p14H94rI/AAAAAAAAAaE/iSQ9Rrw2R4c/s320/fumadores.JPG" align="left" height="240" width="308"><br />Acontece que os atores da época (final do Século 19, início do 20) tinham, em ampla maioria, o hábito de fumar. As mulheres até mais que os homens. Isso, num tempo em que uma mulher fumar em público era uma transgressão. Mas, como se sabe, a mulher artista e especialmente a atriz de Teatro popular era de fato uma transgressora por exibir-se diante de platéia, por andar pelas ruas altas horas da noite e por ter uma vida amorosa diametralmente oposta ao que se esperava de uma representante do belo sexo (quem quiser saber a origem disso, recomendo que leia o meu livro). Pois as mulheres apreciavam dar suas baforadas e tinham especial predileção por uma determinada marca de cigarros de sabor mais leve. Ele tinha o nome da companhia de fumos que o fabricava: Veado (Grande Manufactora de Fumos e Cigarros Veado - José Francisco Corrêa & Cia – Rua da Assembléia nos 94 a 98 – Rio de Janeiro). Nove entre dez mulheres fumantes preferiam a marca Veado.<br />*<br />Os homossexuais masculinos tinham nas atrizes os seus grandes objetos de admiração. Elas eram desinibidas, usavam <em>toilettes</em> vistosas, levavam uma vida que os gays da época adorariam levar. E para imitá-las, passaram a fumar a mesma marca delas. Como o cigarro Veado estava intimamente ligado às fumantes femininas, dar tragadas nesta marca era coisa de “mulherzinha”. Homem que fumava Veado e que tinha trejeitos adamados passou a ser conhecido como “esse é do Veado”, “esse é da turma do Veado”. Não demorou e o nome do bicho passou a designar aquele que pratica “o amor que não ousa dizer o nome”, como assim chamava Oscar Wilde. <br />*<br /><img src="http://www.kerrlake.com/deer/fight.jpg" align="right" height="145" width="172"><br />O que não deixa de ser curioso, visto que em mais de uma cultura o animal veado é símbolo de virilidade (entre os celtas, era o símbolo de masculinidade; quem leu “As Brumas de Avalon” sabe disso). Os próprios veados não são veados, pelo contrário. São pegadores. Disputam na chifrada quem vai traçar mais veadinhas no bando.<br />*<br />Bem aí está. Eu divulguei esta explicação em meu livro (na página 205), incluindo um anúncio do cigarros marca Veado pra lá de engraçado. Lá, também faço outros esclarecimentos sobre a vida amorosa e sexual das atrizes.<br />M.S.<br />***********************************************<br />Na <strong>Rádio Antigas Ternuras</strong>, você ouve Ney Matogrosso cantando "Homem com H".Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-70011147529455383652008-06-26T19:04:00.002-03:002008-06-26T19:09:59.440-03:00Dito e Feito<img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SGQNkV5ILmI/AAAAAAAAAZA/vwMtnDsxlKI/s400/Banguel%C3%A3o.jpg" align="centre" height="287" width="408"><br />Este modesto blog tem motivos para estar muito feliz.<br />A jornalista Thaiana Sarti, do jornal <a href="http://www.redetribuna.com.br"><em>A Tribuna de Vitória</em></a> (no Espírito Santo) estava fazendo uma pesquisa na Internet sobre a origem de expressões que costumamos usar no cotidiano. E... chegou até aqui. Os que me acompanham há algum tempo sabem que eu tenho fascínio por pesquisar de onde surgiram estes ditos tão comuns. Recorro a livros e às pessoas que têm histórias pra contar. Além disso, faço minhas pesquisas aqui e acolá.<br />*<br />E sei que muitos dos que me honram com a presença neste meu velho guarda-louças de velhas emoções também apreciam estas histórias que narro. Podem acreditar, são todas legítimas e absolutamente verdadeiras! Não invento nada!<br />Mas eu falava da Thaiana. Pois é. O jornal que ela trabalha tem um caderno chamado Infograph que publica curiosidades nos domingos. Escolheram a origem das expressões para a edição do primeiro domingo de julho. Ela já me entrevistou e vai publicar algumas historinhas que escrevi por aqui. Claro, terá que ser de forma bem resumida. Mas ela me disse que me citarão e eu só posso ficar muito feliz por isso.<br />*<br /><img src="http://bp0.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SGQN6Iu66UI/AAAAAAAAAZI/T1mUpNTgtcU/s320/Mo%C3%A7a+papel+mach%C3%A9.jpg" align="right" height="308" width="262"><br />Para facilitar o trabalho da Thaiana, fiz algo que já pretendia fazer há algum tempo: relacionei todas as explicações que postei aqui, com links para os posts que fiz. Caso alguém aí queira saber como estes ditos se originaram, basta clicar em cima que vai cair na página do arquivo em que eles estão. Ainda dou o nome do post em que a expressão foi apresentada. Moleza, heim?<br />*<br />A Thaiana vai me passar o link para a página da internet em que a matéria vai ser publicada. Prometo postá-lo aqui para quem quiser dar uma olhadinha...<br />Eis a relação das 36 que publiquei até agora:<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2005_11_01_archive.html">A voz do povo é a voz de Deus</a> (no post de mesmo nome)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_01_01_archive.html">Será o Benedito?</a> (no post de mesmo nome)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_05_01_archive.html">Ficar à toa</a> (no post Dando corda)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_05_01_archive.html">É mais fácil um camelo passar por um buraco da agulha que um rico entrar no reino dos Céus</a> (no post Dando corda)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_05_01_archive.html">O pior cego é o que não quer ver</a> (no post Para seu governo, saiba que...)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_05_01_archive.html">Casa da Mãe Joana</a>(no post Para seu governo, saiba que...)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_05_01_archive.html">No tempo do Onça</a> (no post Morcegos e Onças)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_05_01_archive.html">Amigo da onça</a> (No post Morcegos e Onças)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_06_01_archive.html">Pensando na morte da bezerra</a> (No post Adeus, meu amor)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_08_01_archive.html">Não entender patavina</a> (No post Quem não se comunica...)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_08_01_archive.html">Nhenhenhém</a> (No post Quem não se comunica...)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_10_01_archive.html">Pagar o pato</a> (No post O pato e o paquete)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_10_01_archive.html">Estar de paquete</a> (No post O pato e o paquete)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_11_01_archive.html">Da pá virada</a> (no post Se segura, malandragem)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_11_01_archive.html">Quem não tem cão, caça com gato</a> (No post Se segura, malandragem)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_11_01_archive.html">Eles que são brancos que se entendam</a> (No post Me inclua fora dessa)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_11_01_archive.html">Ficar a ver navios</a> (No post Sebastião e Maomé)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_11_01_archive.html">Se a montanha não vem a Maomé, Maomé vai à montanha</a> (No post Sebastião e Maomé)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2006_12_01_archive.html">Ser surdo como uma porta</a> (No post Surdo como uma porta)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_01_01_archive.html">Bode expiatório</a> (No post Isso dava o maior bode)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_04_01_archive.html">Entrar com o pé direito</a> (No post Pé de pato, mangalô três vezes)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_04_01_archive.html">Bater na madeira</a> (No post Pé de pato, mangalô três vezes)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_07_01_archive.html">Onde o Judas perdeu as botas</a> (No post Estas botas foram feitas para caminhar)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_08_01_archive.html">Não me cheira bem</a> (No post Cheiros e coxas)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_08_01_archive.html">Trabalhinho feito nas coxas</a> (No post Cheiros e coxas)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_09_01_archive.html">Marido chifrudo</a> (No post Dia de corno)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_09_01_archive.html">Com a corda toda</a> (No post Tô que tô)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_09_01_archive.html">A pressa é inimiga da perfeição</a> (No post Tô que tô)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_11_01_archive.html">Pôr em pratos limpos</a> (No post Um atual mal passado)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_11_01_archive.html">A emenda saiu pior que o soneto</a> (No post Um atual mal passado)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_12_01_archive.html">Gente de meia-tigela</a> (No post Inflando o volume da bolsa escrotal)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2007_12_01_archive.html">O fim da picada</a> (No post Inflando o volume da bolsa escrotal)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2008_02_01_archive.html">Para inglês ver</a> (No post Papel de bobo)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2008_02_01_archive.html">Cair no conto do vigário</a> (No post Os vigaristas)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2008_04_01_archive.html">Vá se queixar ao bispo</a> (No post Cadê o bispo?)<br /><a href="http://antigasternuras.blogspot.com/2008_05_01_archive.html">Meter a mão em cumbuca</a> (No post Mudando de prosa)<br /><br />Valeu, Thaiana, obrigado! <br />M.S.<br />***********************************************<br />Na <strong>Rádio Antigas Ternuras</strong>, você ouve “Epitáfio”, com os Titãs.Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-81884810336997279262008-06-20T20:20:00.002-03:002008-06-23T01:32:32.975-03:00Férias! É tempo de viajar<img src="http://bp0.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFg_ISj18NI/AAAAAAAAAYg/Lvr-tEMqeDk/s320/f%C3%A9rias+em+fam%C3%ADlia.JPG" align="centre" height="308" width="308"><br />Julho está chegando e é tempo de férias escolares. Muita gente aproveita, reúne a família e põe o pé na estrada naquela viagem há tanto tempo sonhada. Quando eu era mais mocinho, eu e minha família viajávamos neste período. Normalmente, íamos para Minas, onde minha tia morava. Era uma barato! Passei muitas e inesquecíveis férias viajando para as Gerais.<br />*<br />Talvez você, que está me dando o prazer de ler, esteja pensando em reunir a molecada, jogar uns panos de bunda na mala e botar o pé no jato. Mas não sabe para onde ir, nem tem idéia do que encontrará lá, no desconhecido exterior, certo?<br />Pois seus problemas acabaram!<br />*<br />A Agência de Turismo Antigas Ternuras já verificou onde tem ótimos e inesquecíveis lugares e vai mostrá-los para vocês inteiramente <em>de grátis</em>. E ainda incluirá dicas fantásticas nesta apresentação. De nada. Não precisa agradecer. Vamos lá?<br />*<br />Que tal Portugal? Terra de nossos antepassados, berço de nossa cultura, pátria do bolinho de bacalhau... E por falar em bacalhau, temos uma sugestão de cidade para você começar o seu périplo por terras lusitanas. Veja a foto abaixo:<br /><img src="http://bp0.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFg8iQaFdvI/AAAAAAAAAXo/_GyNa77hTzM/s200/Bucelas.JPG" align="centre" height="158" width="208"><br />Esta região possui vinhedos maravilhosos. Fica nos arredores de Lisboa (30 km) e é uma localidade aprazível, famosa pelo aroma que vem daquelas paragens. Já se ouviu muito homem dizer que ali é o melhor lugar do mundo. Em boa parte do ano lá é quente e úmido e há muito movimento. É um vai e vem intenso que dá enorme prazer a quem anda por ali, especialmente os jovens rapazes. Aliás, foi um deles que, por chiste, colocou um tracinho no “l” da placa, transformando-o em “t”. O nome original da cidade é <a href="http://www.glosk.com/PO/Bucelas/-2993874/photos/Bucelas_(Portugal)/145042_pt.htm">Bucelas</a>.<br />*<br />Caso você seja um aventureiro e aprecie fortes emoções, recomendo que você vá conhecer esta cidade da Nova Zelândia:<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFg-NiSlPPI/AAAAAAAAAYY/YhgRsdeXCSY/s200/teuku.JPG" align="centre" height="158" width="208"><br />Gosta de esportes radicais? Ah, então você precisa conhecer esse lugar! Tem muito vento por lá. Tudo bem que há os que reclamam, dizendo que é sujo, com restos de comida pelos cantos, mas quem se importa, não é? Só sei que tem muita gente de olho no lugar. Se lá tem espaço? Olha, dizem que é enorme!<br />Quer saber onde fica? Aqui está um mapa. <br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFg9t5lxWiI/AAAAAAAAAYI/qc-gYijgbGo/s320/Localiza%C3%A7%C3%A3o+de+Te+Uku.JPG" align="centre" height="264" width="264"><br />*<br />Huuum... Já sei. Você prefere lugar mais próximo, e, consequentemente mais em conta, não é? Pois então eu sugiro que você vá ao Chile. Bons vinhos, clima agradável nessa época do ano. Que tal conhecer Valparaíso? Saindo de Santiago, por uma excelente rodovia, você chega lá em pouco mais de uma hora (117 km). Em chegando lá, a dica para comer é este restaurante abaixo:<br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFg9fqZq1sI/AAAAAAAAAYA/cplimXpoNY4/s320/la+pica+2.jpg" align="centre" height="176" width="328"><br />Você nem precisa reservar. É só chegar, entrar e sentar. O compadre está sempre pronto e sabe do que você gosta. Tenho certeza de que você vai adorar e passará bons momentos neste esplêndido lugar. Experimente lá os “ovos mexidos”. Você vai gemer de tanto prazer em desfrutar desta maravilha.<br />*<br />Mas eu se fosse você, faria um esforço e iria para a Itália. Ah, <em>la bella Italia</em>! Tantos lugares maravilhosos para se conhecer! E recomendamos um que estou certo você vai adorar. Este aí da foto abaixo:<br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFg86MSkCmI/AAAAAAAAAXw/WSRu6UQK7QU/s320/caraglio2.jpg" align="centre" height="264" width="328"><br />Este é um lugar feito pra você. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caraglio">Caraglio</a> se localiza na província de Cuneo, na região do Piemonte. Quando você avista o lugar de longe, acha que ele é pequeno. Mas quando você chega perto, constata que ele é enorme! O que você pode fazer lá? Bem, sugerimos que você vá visitar a Casa do Caraglio. Foi onde morou o artista <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Jacopo_Caraglio">Giovanni Jacopo Caraglio</a> (1505-1565), autor de belas obras ligadas à mitologia como esta aqui:<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFg97P0fioI/AAAAAAAAAYQ/7j-9nG20sLk/s320/Mercurio+e+Erse.JPG" align="centre" height="328" width="264"><br />Na Casa do Caraglio, há muito espaço livre e uma programação intensa para receber crianças. Portanto, se seus filhos estiverem muito agitados, fazendo muita bagunça, basta você mandá-los para lá, que eles vão se divertir a valer.<br />*<br />Pode ser que você queira esticar sua presença na Europa e conhecer outro país. Recomendamos que você vá até a Suécia. Ah, Estocolmo é uma cidade linda! Um passeio maravilhoso, pode crer. Depois de andar bastante, vai bater aquela fome e vocês vão querer comer, não é? Pois se vocês estiverem na estrada e virem uma placa como essa abaixo, podem ir sem susto:<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFg9PSgO6BI/AAAAAAAAAX4/EVhQA4Ykd94/s200/Foder+2.jpg" align="centre" height="158" width="208"><br />Em sueco, “foder” significa “refeição, alimentação” (sério!). Ou seja, se você quer comer na Suécia, basta falar “foder”, fazendo o gesto característico, que eles te mostrarão o que tem de fazer. Assim, se alguém da sua família insistir que está com fome, diga para ele “vai se alimentar”, em sueco, que logo, logo, ele vai procurar seu rumo.<br />*<br />Bem, amigos do Antigas Ternuras, espero que tenham apreciado as sugestões e dicas que nós apresentamos aqui, com muito carinho. Agora, não tem desculpa! Arrume as malas, escolha um destino e vai com Deus! Não esqueça de levar a sogra.<br />M.S.<br />***********************************************<br />Queridos amigos, a partir deste domingo no <a href="http://www.flintstones.blogger.com.br"><strong>Playground dos Dinossauros</strong></a>, tem um texto inédito meu sobre festas juninas. Quem quiser me dar a honra... É só clicar no link. <br />***********************************************<br />Na <strong>Rádio Antigas Ternuras</strong>, você ouve o inolvidável Charles Trenet, cantando de sua autoria essa graça de música chamada “La Mer”.Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-54177798351610429922008-06-13T20:19:00.006-03:002008-06-14T23:43:06.305-03:00Uma estrela na terra, uma estrela no céu<img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFBbQOZ3KbI/AAAAAAAAAWg/7TKAU5Vn5k4/s400/Interior+do+jazigo+dos+Carpenter.JPG" align="centre" height="257" width="408"><br />Houve um tempo em que eu vivia com o ouvido grudado num radinho. Estava sempre antenado, em busca de uma nova canção, alguma novidade musical, com meu velho radio Sharp amarelo, também companheiro de jornadas no Maracanã, onde ouvia a narração e os comentários em jogos do meu amado Flamengo. <br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFBbxlf_BGI/AAAAAAAAAWo/KhGACsGoQK4/s200/r%C3%A1dio+sharp.JPG" align="right" height="178" width="178"><br />Mas ele estava comigo sempre, a não ser quando eu optava por meu gravador Sanyo, de quem já falei aqui. O procedimento era o seguinte: eu ouvia a música no radinho e, se me agradasse, esperava ela tocar novamente e a gravava no Sanyo, em uma fita Basf 60. Foi assim que ouvi pela primeira vez a Karen Carpenter cantar “Yesterday Once More”. Uma música cuja letra dizia: <span style="font-style:italic;">“Quando eu era jovem, eu ouvia o Rádio, esperando por minhas canções favoritas. Quando elas tocavam eu cantava junto. Aquilo me fazia sorrir”</span>.<br />*<br />Na mesma época tocava uma outra música, cantada por ela, da qual eu gostava muito também: “Sing”. Era uma canção de deixar a gente feliz. Que nem “I wanna hold your hand”, dos meus adorados Beatles, presença constante em minha vida desde a minha infância. E os Carpenters, dupla de irmãos talentosíssimos, também eram fãs alucinados dos quatro rapazes de Liverpool, tendo gravado algumas músicas deles.<br />*<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFBcXxws3wI/AAAAAAAAAWw/-wnopQ6tOHg/s320/Os+Carpenters.JPG" align="left" height="226" width="208"><br />Eu, jovenzinho, descobri os Carpenters e especialmente descobri a voz maravilhosa de Karen Carpenter. Virei fã incondicional. Quando eles estiveram no Rio não pude vê-los tocar por estar fora, viajando. Fiquei decepcionado e por isso me prometi que na segunda vez que eles voltassem, eu os veria de qualquer jeito. Nunca mais vieram. Mas eu já estava definitivamente encantado pela voz de Karen. Na minha modesta opinião, ela faz parte do meu Panteão de maiores cantoras de todos os tempos, ao lado de Ella Fitzgerald, Elis Regina, Elizeth Cardoso, Sade Adu e Zizi Possi. Essas daí, até cantando “Atirei o pau no gato” vira clássico imperdível. Lamentavelmente, só as duas últimas ainda estão entre nós. Eu nunca vi nenhum show da Sade, mas tenho esperanças. Da Zizi, assisti a vários. E sempre vou depois até o camarim para paparicá-la até dizer chega. Teve uma vez que ela chamou o presidente do fã-clube dela e falou para ele: “Você não me diz as coisas que este rapaz está me dizendo”. Fiquei todo bobo...<br />*<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFBapiuptiI/AAAAAAAAAWY/GKCqQdyE_J8/s320/Karen+Carpenter.JPG" align="right" height="308" width="241"><br />Eu queria ter dito muito mais para a Karen. Ah, o tanto que eu diria!... Eu iria fazê-la levitar com tantas palavras carinhosas, retribuindo o enorme prazer que ela me proporcionava cantando. A voz dessa moça tinha em mim propriedades calmantes, alucinógenas, revigorantes, valia mais que uma superdose cavalar de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Endorfina">endorfina</a> combinada com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Serotonina">serotonina</a> e <a href="http://www.br.noticias.yahoo.com/s/070927/48/gjf5wj.html"> oxitocina</a>.<br />E eu a achava tão lindinha...<br />*<br />Pena que ela não se considerasse lindinha... Desde muito nova, implicava com uns quilinhos a mais. Certa vez, um garoto no colégio a chamou de “chubby” (gordinha, em inglês). Ah, pra quê! Começou a fazer dieta, exercícios o escambau para perder peso. E conseguiu! Ficou uns dez quilos mais magra. Mas daí em diante, entraria numa rotina perversa de remédios, laxantes, vomitórios e uma total aversão por comida. <br />*<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFBd8Ar3jZI/AAAAAAAAAXA/jMkWzym89gw/s200/livro+Carpenters.JPG" align="right" height="169" width="169"><br />Eu não quero fazer aqui uma biografia da Karen. Nem caberia num espaço de um blog. Prefiro falar de como ela me comovia como artista e é maravilhoso quando um artista nos comove. Para conhecer mais sobre a sua vida, pedi pela Amazon um livro não lançado aqui no Brasil, chamado “The Carpenters – The Untold Story: An Authorized Biography”, de Ray Coleman. Quando chegou, eu devorei o livro. E fiquei pasmo por ler sobre uma morte anunciada, causada por uma doença terrível. <br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFBeuR-7hFI/AAAAAAAAAXI/pghA48grxxU/s200/Karen.JPG" align="left" height="208" width="150"><br />Todos a sua volta viam que ela estava definhando, menos a própria Karen. Fizeram de tudo para convencê-la a se tratar, mas não houve Cristo no mundo que a fizesse perceber estar morrendo por inanição. Seu irmão, Richard, quase tentou arrastá-la para um médico, mas ela se recusava, berrando com ele que a saúde dela não era da conta de ninguém. De temperamento calmo e cordato, virava uma leoa ferida quando alguém tentava fazê-la interromper a sua busca incessante por um corpo perfeito. Não bastava a ela ter uma voz perfeita, ela queria estar satisfeita com a própria carcaça. Só que a maldita anorexia nervosa não deixa ninguém satisfeito. Quem padece desse mal fica só pele e ossos, mas se vê como se fosse uma hipopótama grávida, com problema de obesidade. Quando Karen pediu ajuda, já era tarde demais...<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFBgRDhlTfI/AAAAAAAAAXQ/_D6X5tFy5dU/s320/ultralar.JPG" align="right" height="308" width="215"><br />Volta e meia eu faço uma “sessão Carpenters” na minha casa. Tenho todos os discos deles, incluindo o solo que ela gravou e que, para a sua tristeza, foi detonado por seu irmão, Richard, e pelo produtor Herb Alpert (um dos donos da então gravadora A&M, onde eles gravavam). Só bem depois da morte de Karen o Richard liberou o lançamento do disco-solo dela, para alegria de nós, seus fãs. <br />Lembro que o primeiro disco deles que eu comprei foi o “Now and Then”, talvez o melhor de todos. Recordo-me bem, eu o comprei com o dinheiro de mesada, numa filial da Ultralar (er...melhor pular essa parte, visto que a Ultralar já acabou desde o tempo em que a Serpente do Paraíso era só uma minhoca...)<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFBhKiU_BBI/AAAAAAAAAXY/YkSMnkLqOMo/s200/karen+tocando+bateria3.JPG" align="left" height="208" width="166"><br />Se me perguntam qual música cantada por ela eu mais gosto, não sei dizer. Eu gosto igualmente de todas, e mais especialmente de umas 20, estando entre elas, como exemplo, “One fine day”, “Our day will come”, “I can dream, can’t I?”, “Sometimes”, “One love” e outras mais. Richard também lançou discos-solo. Num deles, tem a música que ele fez para ela, chamada “Karen’s theme”, que é um diamante de rara beleza. A primeira vez que eu a ouvi, fiquei com os olhos molhados.<br />*<br />Em 2008, mais precisamente no dia 4 de fevereiro passado, completou-se 25 anos que o mundo deixou de ouvir uma voz de anjo. <br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SFBhwbS6oPI/AAAAAAAAAXg/LNOVnGaEN0w/s200/Cal%C3%A7ada+da+Fama+-+Carpenters.JPG" align="right" height="157" width="208"><br />Talvez o Paraíso Celeste estivesse carente de mais uma estrela, e por isso Deus a levou para o Alto, onde sua voz ressoa pelos siderais, interrompendo o fluxo de cometas e asteróides, que param para ouvi-la cantar. Como diz em sua sepultura, no jazigo da família, em Westlake Village, na California, era “uma estrela na Terra, uma estrela no Céu”. <br />Uma das canções que ela imortalizou, essa mesma que vocês estão ouvindo agora, diz:<br /><em>“E quando minha vida acabar<br />Lembre-se de quando estivemos juntos<br />Nós estávamos sozinhos<br />E eu cantei uma canção pra você”.</em><br />Sim, Karen, eu me lembro. E vou me lembrar sempre...<br />M.S.<br />***********************************************<br /><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/g8-8tSRW3gE&hl=pt-br"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/g8-8tSRW3gE&hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object><br />Na TV Antigas Ternuras, você vê duas das maiores cantoras de todos os tempos: Karen Carpenter e Ella Fitzgerald cantando em duo um <em>medley</em> de grandes melodias. Imperdível! Não me agradeça. Agradeça a Deus por te proporcionar este espetáculo para olhos e ouvidos... Tenha paciência, deixe carregar e veja com tranqüilidade. Eu assisti chorando...<br />Para ouvir este vídeo, antes clique no “X” lá em cima, na barra de ferramentas. Assim, interromperá a música que está tocando ao fundo.<br /><br />Na Rádio Antigas Ternuras, você ouve “Song for You”, de Leon Russel, na voz celestial de Karen, tocada pelos Carpenters.Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-36655693511286886982008-06-09T19:36:00.001-03:002008-06-09T19:44:11.157-03:00Todo santo dia<img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SE2ovJV3vqI/AAAAAAAAAWQ/9PUfABZ3M0k/s400/calendario+maia.jpg" align="centre" height="388" width="388"><br />(Calendário maia)<br />No meu tempo de moleque, no colégio, sempre se comemorava uma data especial. Os feriados habituais se dividiam (e se dividem) em santos e cívicos. Basicamente, tínhamos para vadiar a Semana Santa, o Corpus Christi, o 25 de agosto (aniversário da cidade onde me criei), o 7 de setembro e o 15 de novembro. Natal, Ano Novo e Carnaval faziam parte do período de férias e o Dia de Tiradentes e o 12 de outubro não eram feriados naquela época.<br />*<br /><img src="http://www.livrariakairos.com.br/loja/images/folhinha%20sagrado%20coracao%20de%20jesus%202008.jpg" align="right" height="200" width="200"><br />Mas eu sabia que todo dia era dia santo. Pelo calendário do Sagrado Coração de Jesus, da Editora Vozes, que meus tios compravam todo início de ano, eu ficava sabendo dos santos de cada dia. Tinha gente que botava nome nos filhos de acordo com o santo do dia em que nasceram. Meus pais não faziam isso. E ainda bem, se não eu chamaria “Copertino” ou então “Sofio”, já pensou?.<br />*<br /><img src="http://emsergipe.globo.com/imagens/banco/laranja3.jpg" align="left" height="200" width="159"><br />Em tempos relativamente recentes, os dias passaram a ter outras comemorações, além das centenas de santos que a Igreja Católica inventa. Os nossos bravos políticos começaram a criar “dia para qualquer coisa”. Acreditem: todo dia é dia santo e dia de alguma profissão ou de alguma doideira que algum deputado que não tem o que fazer inventa (claro, nosso país não tem problema nenhum para ser discutido, então que tal criar, por exemplo, o “Dia do Plantador de Laranja”?).<br />*<br /><img src="http://fotos.sapo.pt/humbertowizard/pic/000f5b6y" align="right" height="259" width="248"><br />Nesse mês de junho, por exemplo. Vocês sabiam que hoje, dia 9, é Dia do Porteiro? Que amanhã é Dia da Língua Portuguesa? Depois de amanhã será Dia do Educador Sanitário? E as loucuras não param por aí: 21 de junho, Dia do Mel; 25 de junho, Dia do Quilo; 27 de junho, Dia do Artista Lírico, 28, Dia da Revolução Espiritual (???). E tem mais: vocês não comemoraram, mas 3 de junho foi Dia do Administrador de Pessoal; 6 de junho, Dia da Logística e 8 desse mês o tal Dia do Plantador de Laranja.<br />*<br /><img src="http://www.silvestre.eng.br/astronomia/artigos/asdi0123/asdi0123.jpg" align="left" height="200" width="305"><br />Mas nenhuma das comemorações se compara a que acontecerá no 24 próximo: o Dia dos Discos Voadores!!! Heim, que tal? Como poderemos celebrar esta importante data? Sugiro que a gente vá em peregrinação até Varginha ou São Tomé das Letras, ambas em Minas Gerais (por que é que mineiro se amarra em disco voador, Extraterrestres e correlatos?) e faça uma vigília, todos olhando para o céu, segurando cartazes como: “Não estamos sós”, “Venham em paz”, “Por favor, abduzam o Lula, a Dilma e todo o DEM”, “Galvão filma eu”.<br />*<br />Veja bem, eu não estou sacaneando quem acredita em OVNI. Sei muito bem que tem uns objetos voadores que não tem explicação zanzando pelos céus da Terra. Noutro dia, estive na casa do meu amiguirmão Luiz e ele me mostrou no You Tube, um monte de filminhos de discos voadores pelo mundo. Vejam só esse aí de baixo. Um ovni na Bélgica detectado no radar, filmado e observado por aviões da força aérea belga:<br /><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7-5-Qh7HFGg&hl=pt-br"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/7-5-Qh7HFGg&hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object><br />Minha surpresa é que algum político tenha tido a genial idéia de instituir o Dia dos Discos Voadores. Que a Igreja Católica diga que hoje, dia 9, seja Dia de Santo Efrém, não tem problema. Eles precisam ficar criando santos. Mas o que passou pela cabeça do débil-mental que dedicou o dia 24 de junho aos OVNI? E por que 24, dia de São João? Será que é para se confundir com os muitos balões que cruzarão o céu?<br />Bem, enquanto não chega o dia de comemorarmos os discos voadores, parabéns aos porteiros pelo dia de hoje.<br />M.S.<br />***********************************************<br />Na TV Antigas Ternuras, você vê uma gravação da TV italiana sobre um OVNI sobre a Bélgica.Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-52056501030733647552008-06-03T00:23:00.002-03:002008-06-03T19:36:14.822-03:00Porque me ufano de meu país<img src="http://bp0.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SESuZqV0dZI/AAAAAAAAAVQ/5soUC2khl54/s400/nemnada.jpg" align="centre" height="408" width="315"><br />Imagino que vocês já devem ter recebido pela internet aquele texto que fala, de forma muito bem humorada, de dez motivos para ser alemão, americano, sueco, inglês, francês, argentino, brasileiro... Tem uma outra variação que fala dos motivos para ser baiano, paulista, carioca etc. Mas quero falar um pouco sobre este das nacionalidades.<br />*<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SESvq6V0dbI/AAAAAAAAAVg/vI3MJ9No9FM/s320/Ceja+benvindo.jpg" align="right" height="228" width="308"><br />Entre as razões para ser alemão (melhores cervejas do mundo; maior número de ganhadores do Nobel, ou descendentes; estar no 1º mundo sem ser 'babaca' como os americanos; Volkswagen; Audi; Mercedes; dirigir a uma velocidade que em qualquer outro país daria cadeia; não ter que aprender alemão como segunda língua; achar joelho de porco uma delícia; poder ser um fumante inveterado sem ninguém notar que está pigarreando). Percebe-se que é uma lista masculina. Aliás, toda a lista é altamente machista. Mas eu destaco o item que fala de ser “primeiro mundo” sem precisar ser babaca como os americanos. Coisa curiosa. Vê-se que já vai longe os tempos em que o <span style="font-style:italic;">american way of life</span> era o desejo de cada habitante do planeta, até daqueles que moravam por trás da Cortina de Ferro. A impressão que eu tenho é que só brasileiro dá valor à cultura americana hoje em dia.<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SESuvaV0daI/AAAAAAAAAVY/hfWGyANuKq4/s320/20070113-oficinamagaiver.jpg" align="left" height="216" width="308"><br />E por falar nos ianques, veja o que a lista diz sobre as vantagens de ser sobrinho do Tio Sam: adorar 'música brasileira', como merengue, salsa e rumba; usar as roupas mais estranhas do mundo e ninguém ligar; poder tomar cerveja dizendo apenas 'Gimme a Bud'; saber que a capital do Brasil é Buenos Aires; poder estudar de graça em Yale, desde que saiba jogar futebol americano; ser texano, falar como caipira, se vestir como caipira, e se orgulhar de ser '<span style="font-style:italic;">cowboy</span>'; assistir novelas como qualquer brasileiro, mas chamá-las de soap opera; entender as regras do baseball e do futebol americano e se divertir com isso; achar que qualquer passeiozinho mixuruca foi '<span style="font-style:italic;">terrific, cool, amazing, gorgeous</span>'; não ter que fazer cursinho no Yazigi, CCAA ou Fisk pra navegar na Internet.<br />Para mim são dez razões para NÃO ser americano. Eu acho que ainda teria outras 100 razões para ser e não ser americano. E não concordo que eles acham os passeios internacionais <span style="font-style:italic;">amazing, cool e terrific</span>. Com a arrogância que lhes é característica e a antipatia que eles vem despertando (só perdendo para os chineses no quesito “sai pra lá, seu merda”), imagino que eles consideram viajar pelo mundo algo como um porre de licor de ovo.<br />*<br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SESwTKV0dcI/AAAAAAAAAVo/ik-k6B5dATM/s320/pracasdobraziu6qx2.jpg" align="right" height="232" width="308"><br />Os dez motivos para ser italiano são bem mais humorados (conhecer profundamente os mais bizarros formatos de massas; ficar mexendo com todas as mulheres que passam na rua; chamar o próprio carro de '<span style="font-style:italic;">la mia macchina</span>', mesmo sendo uma lata velha; ser pacífico: as últimas glórias militares aconteceram na Antigüidade; saber falar com as mãos; Ferrari; poder dizer '<span style="font-style:italic;">amore mio</span>' sem ter trabalhado em novela da Globo; Lamborghini; chamar futebol de '<span style="font-style:italic;">calcio</span>' e ainda assim ser tetracampeão do mundo; ter os melhores guarda-costas, bem ali na Sicília). Dizem que o italiano é o povo europeu mais parecido com o brasileiro. Bem, aí não sei se isso é vantagem ou não...<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SESxAaV0ddI/AAAAAAAAAVw/u2DbvMZKMms/s320/placanopiaui.jpg" align="left" height="228" width="308"><br />Na relação dos dez motivos para ser argentino, em cinco deles vê-se a palavra “nenhum”. O que é compreensível. Realmente, não vejo motivo em ser argentino hoje em dia. Como não vejo motivo sólido e vantajoso em ser botafoguense, por exemplo. Aliás, um povo muito estranho os torcedores do botafogo... Eles têm a menor torcida, poucos títulos, perdem na estatística dos confrontos diretos com todos os times grandes, foram considerados como entre os mais azarados do futebol, viraram fregueses e vices do Flamengo e ainda vivem contentes. Alguém aí sabe a graça de ser botafoguense? <br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SESENKV0dYI/AAAAAAAAAVI/lsnGG_pGkDI/s200/piadas+botafoguenses.JPG" align="right" height="208" width="149"><br />Até deve ter, pois lançaram um livro intitulado “Piadas para sacanear botafoguense”. Mas eu estava falando dos argentinos, como os botafoguenses, outro povo pra lá de estranho. Tirando os cinco “nenhum”, os outros motivos para ser <span style="font-style:italic;">hermano</span> são: achar que o vinho de Mendoza é melhor que o chileno; ser resultado do cruzamento de índio com italiano, mas pensar que é inglês; acreditar que são os melhores no futebol (na verdade, acreditar que são bons em tudo!); ser vizinho do Brasil; ter o maior orgulho dos sapatos nacionais, mesmo que não consigam mais comprá-los. <br />E eu nem sabia que os sapatos argentinos eram motivos de orgulho! Sempre imaginei que os calçados italianos é que eram dignos de serem sonhos de consumo...<br />*<br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SESxoKV0deI/AAAAAAAAAV4/lkRol8KB26I/s320/placa4.jpg" align="left" height="201" width="308"><br />Mas vamos às razões para ser brasileiro:<br />O melhor futebol do mundo; praias; caipirinha na praia; vatapá baiano, feijoada carioca, tutu de feijão mineiro, moqueca capixaba, virado à paulista, barreado e churrasco gaúcho, com uma caipirinha antes, para abrir os trabalhos; mulheres de biquíni, louras, morenas, ruivas, negras, orientais, mulatas; morar na América do Sul e não ter que falar espanhol; ter a mesma nacionalidade que Deus; ter um artilheiro de 42 anos que não cheira cocaína; ter a felicidade de não ter nascido na Argentina; aprender inglês sem saber o português.<br />*<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SESx96V0dfI/AAAAAAAAAWA/qw1x6hrS2KU/s320/pracasdobraziu2uk9.jpg" align="right" height="217" width="308"><br />Bem, claramente se vê que foi um homem que fez esta lista. E provavelmente carioca! Tenho certeza que acreanos, amazonenses, pernambucanos, baianos, mineiros, goianos, paulistas, gaúchos etc. teriam outras dez razões para serem brasileiros. Embora todos os nativos de nossa Pindorama têm de concordar com a décima razão: neste país, as pessoas aprendem inglês e não sabem falar português. Ou pelo menos gostam de se expressar na língua de Shakespeare e, digamos, se descuidam da língua de Camões. E o que é pior: acho que eles se orgulham disso.<br />*<br /><img src="http://bp0.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SESy_qV0dgI/AAAAAAAAAWI/y-nF7r9ImfM/s320/Placa5.bmp" align="centre" height="228" width="308"><br />Lanço aqui minhas dez razões para ser blogueiro: <br />- relembrar antigas ternuras<br />- conhecer gente que também gosta disso<br />- visitar e receber visitas de pessoas talentosíssimas que nos acrescentam muito<br />- ganhar selos e prêmios, mesmo não se achando com essa bola toda<br />- não ter que ler elogios a argentinos e botafoguenses<br />- não entender xongas de informática e sempre poder contar com a ajuda dos amigos<br />- poder sacanear vascaínos e não receber o troco, já que o time deles é uma bosta<br />- aprender sempre mais a cada post<br />- ler os comentários de amigos satisfeitos com nossos textos absolutamente despretensiosos<br />- estabelecer relações de profunda amizade com pessoas que você nunca viu na vida<br />*<br />E quais são as suas razões?<br />M.S.<br />************************************************<br />Na <strong>Rádio Antigas Ternuras</strong>, você ouve “País Tropical”, de e com Jorge Ben.Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-60815037929213079322008-05-28T19:20:00.003-03:002008-05-30T14:21:01.426-03:00Memórias...<img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SDt3eKV0dRI/AAAAAAAAAUQ/epmcOzNP6_Y/s400/old+photo4.JPG" align="centre" height="235" width="408"><br />Dia desses, assisti a um filme memorável. Talvez o melhor que eu tenha visto neste ano, até agora. Chama-se <a href="www.adorocinema.com.br/filmes/longe-dela/longe-dela.asp">Longe dela</a>. Para me adequar mais ao tema deste blog, não faço mais resenhas completas dos filmes que assisto, portanto, não quero comentar ficha técnica, qualidade da obra etc. Mas trago este filme aqui neste blog temático para falar de um dos assuntos que ele trata: memória.<br />*<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SDt6HKV0dXI/AAAAAAAAAVA/VztDgX617uo/s320/Longe+dela.JPG" align="right" height="158" width="110"><br />O filme conta a história de Fiona Andersson, casada com Grant Andersson, e que é acometida de Mal de Alzheimer. Quando começa a perceber que a doença está avançando, ela pede para ser internada num asilo, apesar dos protestos de seu marido. Mas realmente, já estava ficando complicado. Ela saía de casa e não sabia mais voltar, ligava o gás e ia fazer outra coisa, enfim, aquelas coisas trágicas que costumam ocorrer com quem padece deste mal. Eu tive contato mais próximo com esta doença por intermédio da Dona Vanda Brandão, a última filha viva do Popularíssimo, que me ajudou tremendamente na elaboração do meu livro. Pouco depois de eu ter colocado ponto final na minha obra, ela começou a ter os primeiros sintomas. Logo depois, estava em estágio mais avançado, a ponto de seu filho ter que interná-la, pois, segundo me disse, “essa é uma doença que afeta toda a família”. E o filme mostra isso.<br />*<br />Além de eu ter apreciado muitíssimo a obra cinematográfica em questão, o seu efeito catártico em mim foi instantâneo. Admito que ter este mal é um de meus maiores temores. Não tenho nenhum caso na família, mas não significa que eu esteja imune à doença. Ninguém está.<br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SDt4saV0dVI/AAAAAAAAAUw/rCc9HNl-H4c/s320/old+photo3.JPG" align="left" height="204" width="143"><br />Vejam as características do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal_de_Alzheimer">Mal de Alzheimer</a>:<br /><em>Caracteriza-se clinicamente pela perda progressiva da memória. O cérebro de um paciente com a doença de Alzheimer, quando visto em necrópsia,, apresenta uma atrofia generalizada, com perda neuronal específica em certas áreas do hipocampo, mas também em regiões parieto-occipitais e frontais.<br />A perda de memória causa a estes pacientes um grande desconforto em sua fase inicial e intermediária, já na fase adiantada não apresentam mais condições de perceber-se doentes, por falha da auto-crítica. Não se trata de uma simples falha na memória, mas sim de uma progressiva incapacidade para o trabalho e convívio social, devido a dificuldades para reconhecer pessoas próximas e objetos. Mudanças de domicílio são mal recebidas, pois tornam os sintomas mais agudos. Um paciente com doença de Alzheimer pergunta a mesma coisa centenas de vezes, mostrando sua incapacidade de fixar algo novo. Palavras são esquecidas, frases são truncadas, muitas permanecendo sem finalização. (Fonte: Wikipédia)</em><br />*<br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SDt3xaV0dSI/AAAAAAAAAUY/P6rjlb3pbF4/s320/f%C3%B3sforos+queimados.JPG" align="right" height="258" width="175"><br />Saí do cinema refletindo sobre o que tinha assistido. Uma das coisa que me é tão prazerosa é puxar pela memória e lembrar de fatos do meu passado. Fatos agradáveis ou não, pois todos foram importantes na minha vida. Tenho tido muito prazer em dividir minhas recordações com vocês, aqui neste blog. É como se eu colocasse em palavras o fruto de minhas sinapses, traduzir em letras funções cerebrais relativas à memória. Certa vez, Umberto Eco disse que “a memória é a nossa identidade, nossa alma”. No filme, tem uma metáfora preciosa para o entendimento do que é este mal. A doutora explica que é parecido com disjuntores de uma casa que vão se desarmando e apagando a luz dos cômodos. Até que fica tudo escuro. Um paciente de Alzheimer pode chegar até a esquecer de andar, de comer e beber por conta própria. Vira uma espécie de planta, com funções vitais. Mas uma planta. Tudo o mais é apagado.<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SDt46qV0dWI/AAAAAAAAAU4/6QLYyypSRQ4/s320/old+paper.JPG" align="left" height="196" width="278"><br />Quando eu saí do cinema e estava caminhando, vi uma banca de camelô, que estava vendendo antigas traquitanas. Entre elas, estava um pequeno e velhíssimo gravador de fita de rolo. Fiquei a mirá-lo. Pensei em quantas vozes, quantos sons aquele aparelho registrou. Gente rindo, cantando, fazendo festa, fazendo confissões... Vai saber o que aquela fita já tinha registrado... O gravador já deve ter sido de extrema utilidade de quem o possuía. Agora estava ali, cercado por outras bugigangas obsoletas, talvez até sem funcionar. Exatamente como a personagem do filme. Ela teve uma vida intensa. Amou, foi amada, riu, chorou, vivenciou tantas coisas. E tudo foi apagado.<br />*<br />Li recentemente numa revista “National Geographic” uma matéria sobre a Memória. Ali, falava de uma mulher de 41 anos, que se lembra de quase todos os dias de sua vida, a partir dos seus 11 anos. Na literatura médica, ela é conhecida como “AJ”. Diz essa mulher: “Minha memória passa como um filme: ininterrupta e incontrolável”. Se você pergunta a ela o que ela fazia às 12h34min, do dia 3 de agosto de 1986, ela responde de pronto: “era um domingo e um rapaz de quem eu gostava ligou para mim”. Cientistas a testaram e constataram que ela não erra uma.<br />Uma memória assim é uma bênção e uma maldição. Recordar prazerosamente os bons momentos que vivemos é uma delícia! Mas lembrar com detalhes do que nos foi desagradável é uma condenação tão grave como a do mitológico Prometeu, acorrentado no Cáucaso, com abutres vindo diariamente lhe comer o fígado, que se reconstituía sempre.<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SDt4UqV0dUI/AAAAAAAAAUo/ITtdRty45rY/s320/Dor-de-cabeca,2.JPG" align="right" height="180" width="278"><br />A matéria também fala de um certo “EP”, um senhor de 85 anos, que só lembra de algo que tenha acontecido segundos antes. Segundo a matéria, um vírus da herpes devorou-lhe a parte do cérebro onde se localiza a memória. De acordo com a revista, ele é uma espécie de câmera de VHS, cuja cabeça de fita não funciona. “Ele vê, mas não grava”.<br />Ele não é um idiota, que vegeta em vida. A matéria diz que regularmente, um médico vai à sua casa e lhe aplica testes. Faz perguntas como: “em que continente fica o Brasil, quantas semanas têm o ano”. E ele sempre acerta. Vai sempre o mesmo médico e ele o recebe como se o visse pela primeira vez na vida. No seu pulso, há um bracelete de alerta médico escrito “perda de memória”. E ele nem lembra que tem este problema. A cada vez que ele olha para a pulseira, toma conhecimento de que sua memória é fraca.<br />*<br />Ele gosta de ler jornais, mas pergunta a todo momento coisas como: “O que está acontecendo no Iraque?”, “quem é Bush?”. Tudo bem, esta última eu também gostaria de não lembrar... Mas ele começa lendo uma notícia, e na segunda linha já esqueceu da primeira.<br />Sua filha diz que ele é feliz o tempo todo. “Acho que é porque não sofre nenhuma tensão na vida”.<br />*<br /><img src="http://bp0.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SDt3-6V0dTI/AAAAAAAAAUg/lshuur39uic/s320/old+photo2.JPG" align="left" height="278" width="214"><br />Será que eu também seria feliz por não me lembrar do meu passado? Visto pelo que sou hoje, diria que não. Eu gosto de minhas recordações. Elas são minha identidade, minha alma, como disse o Eco. Mas é evidente que para quem teve os disjuntores apagados, não há sofrimento algum. <br />Minhas memórias não são vitais para o funcionamento do meu corpo. Mas são essenciais para que eu justifique a minha existência nesta vida. Eu sou minha carne, meus ossos, meus cabelos (que estão se apagando feito os tais disjuntores...), minhas unhas... Mas sou também o que fiz na vida, o que disse, o que eu escrevi, o que vivi... Amputar estas partes do meu ser me tornará alguém deficiente. Se eu chegar a este estágio, seria bom que o nosso Pai desligasse o último disjuntor.<br />Eu volto a falar sobre este assunto brevemente.<br />M.S.<br />***********************************************<br />Na <strong>Rádio Antigas Ternuras</strong>, você ouve “Memories”, com Richard Clayderman.Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-10490742042512330552008-05-22T14:20:00.002-03:002008-05-22T14:46:41.678-03:00Antes de Partir<img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SCt_vlBnK7I/AAAAAAAAATI/6k3gG4ujGo0/s320/Cartaz+Antes+de+partir.jpg" align="left" height="328" width="235"> <br />Tem um filme em cartaz já há algum tempo aqui no Rio (e acho que em vários lugares do Brasil também), bem interessante, chamado <a href="http://www.adorocinema.com.br/filmes/antes-de-partir/antes-de-partir.asp">Antes de partir</a>, com Jack Nicholson e Morgan Freeman, dirigido pelo sempre competente Carl Reiner. Imaginem dois doentes de câncer em estado terminal, já desenganados pelos médicos. Ou seja, o argumento tem tudo para ser um dramalhão daqueles de fazer pedra-mármore chorar.<br />*<br />Pois acontece que é uma comédia deliciosa, com alguns toques de drama, é certo, mas quem assiste dá boas gargalhadas com os dois. O personagem do Morgan Freeman (Carter Chambers) é um mecânico de automóveis que tem uma vasta cultura geral (ele só erra, aliás, o autor do roteiro – que disse que o escreveu em apenas duas semanas - só erra quando fala do inventor do Rádio, que não foi o Marconi, nem o Nicolas Tesla, como ele diz. Foi o padre brasileiro Roberto Landell de Moura). Carter sente os sintomas da doença e vai pro hospital. O personagem do Jack Nicholson (Edward Cole) é multi-mega-tetra milionário. Inclusive é dono do hospital em que o Carter está. Ele se sente mal, é conduzido para atendimento hospitalar e fica no mesmo quarto do outro. <br />*<br /><img src="http://bp0.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SCuARFBnK8I/AAAAAAAAATQ/KXSCOk5u6zs/s200/Morgan+e+Jack.jpg" align="right" height="140" width="208"><br />Um dia, Cole vê o Chambers escrevendo num papelzinho. Arranca da mão dele e constata que era uma lista de oito coisas que ele gostaria de fazer antes de partir, de cantar pra subir, esticar as canelas, bater a caçoleta. Resolve intervir na lista e acrescenta outros desejos. Como ele é rico, coloca na relação coisas como “conhecer o Egito”, “andar de moto na Grande Muralha”, “subir o Himalaia”. E exatamente por ser rico ele leva o parceiro para cumprir os tópicos da lista. È praticamente impossível não sair do cinema pensando no que gostaríamos de fazer antes de ficarmos gravemente mortos pro resto da vida.<br />*<br />Vai daí que a querida amiga <a href="http://fernandaruiz.com">Fernanda</a> me passou um post-corrente que é exatamente isso. “Que oito coisas gostaríamos de fazer antes de morrer”. Como isso tem toda pinta de mexer com antigas ternuras, será um prazer atender ao pedido da Fernandinha. Aí vão os meus desejos:<br />- Escrever outros livros sobre atores do passado.<br />- Andar de helicóptero e de submarino.<br />- Morar em um lugar tranqüilo longe da violência urbana quando ficar velhinho (que nem este da foto).<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SCuBJVBnK-I/AAAAAAAAATg/5DilBIJNXWw/s400/Countryside.jpg" align="centre" height="141" width="408"><br />- Conhecer vários países da Europa.<br />- Visitar as seis capitais brasileiras que faltam para eu ter conhecido todas.<br />- Curtir minha aposentadoria com saúde física e mental.<br />- Ver o meu amado Flamengo ser novamente campeão brasileiro, da Libertadores e Mundial de Clubes.<br />- Ver meus sobrinhos crescidos e bem encaminhados na vida.<br /><br />Procurei colocar desejos que são possíveis, que efetivamente dão para serem atendidos. Mas é claro que eu poderia pirar e desejar coisas como morar numa mansão na ilha de Capri, ganhar um Oscar de Melhor Ator ou comprar um iate de 400 metros. Mas eu preferi não sonhar e jogar com desejos possíveis.<br />Diz as regras do post-corrente que eu devo indicar oito blogueiros que deverão citar seus oito desejos num texto em seus respectivos blogs.<br />Bem, acho que esse tipo de post-corrente tem a cara das seguintes pessoas:<br />- <a href="http://mentequemdiz.blogspot.com">Mimi</a><br />- <a href="http://luluonthesky.blogspot.com">Lulu</a><br />- <a href="http://transmimentos.blogspot.com">Claudinha</a><br />- <a href="http://www.ramsessecxxi.blogger.com.br">DO</a><br />- <a href="http://janelasdozeca.zip.net">Zeca</a><br />- <a href="http://meublog.net/adelaideamorim">Adelaide</a><br />- <a href="http://osmorcegos.blogspot.com">Dilberto</a><br />- <a href="http://livroantigo.blogspot.com">Janaina</a><br />Está claro que se essas pessoas não toparem, não tem problema nenhum. Da mesma forma, se outros dentre os que vêm aqui quiserem entrar na brincadeira, sintam-se convidados.<br />Trailer do filme: 2min 22seg de duração<br /><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hv-dc-cVkSA&hl=pt-br"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/hv-dc-cVkSA&hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object><br /><br />M.S.<br />***********************************************<br />Na TV Antigas Ternuras, você vê o trailler do filme “Antes de Partir”.Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-38364084438261249312008-05-15T19:08:00.002-03:002008-05-18T11:57:26.184-03:00Eu no Arte com Sergio Britto<img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SCuKm1BnK_I/AAAAAAAAATo/gAV8euPxk1E/s400/Eu+e+Sergio+Britto.JPG" align="centre" height="308" width="408"><br />Finalmente recebo a gravação da minha entrevista no programa “Arte com Sergio Britto”, na TV Brasil, que foi ao ar no dia 8 de abril de 2008. Não foi difícil colocar no You Tube, pensei que fosse mais complicado.<br />O Sergio é meu velho amigo, meu primeiro professor de Teatro, meu diretor em várias peças em que atuei, meu parceiro de autoria no texto em “Cafona, sim, e daí?” e companheiro em outras viagens teatrais que fizemos juntos.<br />Foi um prazer enorme ter sido convidado a divulgar meu livro no seu programa. Fiquei satisfeito com o resultado. Acho que conseguimos despertar o interesse pelo “Popularíssimo – O ator Brandão e seu tempo”.<br />Com vocês, a entrevista em duas partes. <br /><br /><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HWWK7hula5c&hl=pt-br"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/HWWK7hula5c&hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object><br /><br /><br /><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Fi6NR5ri2wE&hl=pt-br"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Fi6NR5ri2wE&hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object><br /><br /><br />Quando eu contei as duas histórias, o pessoal da produção (câmeras, assistentes, iluminadores etc.) ficou prendendo o riso para não vazar o som na entrevista. Ali eu percebi que a entrevista tinha ficado boa e que iria agradar aos telespectadores.<br />Gostaram?<br />M.S.<br />***********************************************<br />Na <strong>TV Antigas Ternuras</strong>, você vê a minha entrevista no programa “Arte com Sergio Britto”.Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-85418125951858135062008-05-10T17:08:00.006-03:002008-05-14T20:35:31.333-03:00Mudando de prosa<img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SCX7jXrnTmI/AAAAAAAAASg/E8EM0xAsMlc/s320/Macaco+velho2.jpg" align="centre" height="328" width="287"><br />Em tempos de comunicação maciça e massiva, um assunto não dura muito tempo na <em>mass media</em>. Especialmente a política brasileira nunca deixa as coisas ficarem monótonas nos meios de comunicação. Sempre tem uma novidade!<br />Mas além dos bravos rapazes de Brasília, vira e mexe, sempre surge algum assunto que catalisa as atenções. Durante muito tempo foi o caso Isabella. Isso já "cansou". Depois, veio o taradão austríaco que engravidara a própria filha. Já encheu também.<br />O tema da moda agora é Ronaldo e as meninas de tromba. Isso foi matéria principal no Fantástico, capa da Veja, tema de onze entre dez assuntos de rodinha de bate-papo em boteco pelo país afora.<br />*<br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SCX8HHrnTnI/AAAAAAAAASo/tTlyrZORabY/s320/macaco-beijo.jpg" align="right" height="201" width="248"><br />Bem, isso não é antiga ternura minha. Deus me livre! Quero distância de travestis e assemelhados. E quero ficar bem afastado de quem se envolve com eles também. Ao invés de falar sobre gente famosa que cai em golpes, achaques, extorsões, programas em motéis de quinta categoria, prefiro abordar um assunto totalmente diferente. Já está na hora da gente mudar de prosa.<br />Vou tratar da origem da expressão:<br /><br /><strong>Meter a mão em cumbuca</strong><br /><br />Para quem não sabe, o significado é algo assim: uma pessoa experiente, sabida, vivida, não se envolve em assuntos escusos, não se deixa enganar facilmente pelas aparências.<br />Essa expressão é uma síntese de um provérbio famoso que diz: “Macaco velho não mete a mão em cumbuca”. O folclorista mineiro José Vieira Couto de Magalhães (1837-1898) garante que a expressão vem do tupi (<em>macáca tuiué inti omundéo i pó cuiambuca opé</em>), por conta de uma história contada por índios.<br />*<br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SCX8gHrnToI/AAAAAAAAASw/SgBd4cJQ0N8/s320/macaco_velho.jpg" align="left" height="199" width="181"><br />Quem quiser caçar um macaco, basta construir um tosco mecanismo utilizando corda e uma cumbuca (cuia). Coloca-se uma espiga de milho na cumbuca amarrada pela corda a uma árvore ou em algum lugar que possa ser vista pelo símio. O bicho vê a espiga, enfia a mão na cuia e segura o milho. Só que ele não consegue retirar a espiga por aquela pequena abertura. E acreditem: ele não larga o milho para se soltar, prefere ficar preso, tentando retirar a espiga da cumbuca. Basta vir o caçador e cptura o bicho. O macaco velho vê os mais jovens caírem naquela arapuca e opta por ficar sem o milho, mas totalmente livre.<br />Nem é preciso ser muito inteligente para não cair naquela armadilha. Só alguém muito bobo vai enfiar a mão naquela cumbuca, contrariando todo bom senso.<br />*<br />O escritor e pesquisador baiano Afrânio Peixoto (1876-1947) diz que essa história não é brasileira, que em Portugal já se conhece essa expressão faz tempo. Só que ele garante que lá não se diz cumbuca, palavra absolutamente brasileira. Lá, a expressão é “meter a mão no cabaço”. O que é bem mais complicado para nós, não é mesmo? Se algum jovem quer meter a mão na cumbuca, a gente até consegue demovê-lo dessa idéia. Mas vai tentar convencer alguém a não meter a mão no cabaço... <br />*<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SCX9Z3rnTqI/AAAAAAAAATA/08Se01IpEhI/s320/macaco.jpg" align="right" height="201" width="248"><br />Câmara Cascudo (1898-1986), um gênio potiguar, asseverava que essa expressão cultural e seu significado são bem mais antigos, que desde a Roma Antiga e até mesmo na China e Índia se comentava macacos e cumbucas.<br />*<br />Se a origem é imprecisa, uma coisa é certa: uma pessoa com um mínimo de astúcia não se mete com gente e pessoas que possam comprometê-lo. A gente tem que ter muito cuidado com cumbucas. E mais ainda com cabaços!<br />M.S.<br />***********************************************<br />Caros amigos: tenho andado muito atarefado. Por conta disso, não tenho tido tempo de atualizar com mais freqüência, nem, desafortunadamente, de visitar vocês.<br />Para os que perguntaram, sim, minha mãe tem estado bem melhor, graças a Deus e às orações dos amigos. Obrigado pela compreensão.<br />***********************************************<br />Um beijo meu para todas as mamães.<br />***********************************************<br />Na <strong>Rádio Antigas Ternuras</strong>, você ouve Ney Matogrosso cantando "Homem com H".Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-24587531425148095482008-05-01T12:24:00.004-03:002008-05-02T13:22:57.813-03:00Só Esso dá ao seu carro o máximo<img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SBnWio8m5cI/AAAAAAAAARY/YJA_cgZVtBg/s400/Esso_Service.jpg" align="centre" height="277" width="408"><br />Na semana passada, os jornais divulgaram a venda da distribuidora de combustíveis Esso para a Cosan, um grupo alcoleiro brasileiro. Li a matéria e fiquei lembrando de como essa marca se tornou uma de minhas antigas ternuras.<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SBs_VI8m5kI/AAAAAAAAASY/BjOp7w1Cmak/s200/Gotinha+Esso+menina.jpg" align="right" height="158" width="119"><br />Se você olhar acima, no painel que eu fiz para ilustrar o template deste blog, vai encontrar uma “gotinha” da Esso. Na fase pré-tigre, o símbolo dessa empresa norte-americana eram duas simpáticas gotinhas de óleo, uma com corpo de mocinha e a outra era um rapazinho. Eu tinha um chaveiro com esse bonequinho. Aliás, tinha adesivos também. E meu sonho de consumo, no tempo em que Napoleão Bonaparte trocava soldadinho de chumbo comigo, era ganhar um modelo das gotinhas em pano para a gente encher de algodão.<br />*<br /><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7u7bD7fzvHk&hl=pt-br"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/7u7bD7fzvHk&hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object><br />Era um barato ver o desenho das gotinhas nos comerciais da Esso! Neste post estou trazendo alguns que cacei no You Tube. Acreditem: houve um tempo em que não havia controle remoto, a TV tinha imagem em preto e branco e a gente quase que só assistia à TV Tupi. Era lá que passava o Repórter Esso.<br />*<br />Eu também ouvia este noticiário na Rádio Nacional, mas eram coisas diferentes. No Rádio, o locutor era o Heron Domingues, depois o Luís Jatobá e na época final do programa, era o Roberto Figueiredo. Na TV, as notícias eram lidas pelo Gontijo Theodoro (acho que destes, só o Roberto Figueiredo é vivo) Podem acreditar: de segunda a sexta, praticamente todos os aparelhos de televisão do Brasil, às 20h, estavam sintonizados na TV Tupi. Exatamente neste horário, entrava o famoso prefixo com rufar de tambores seguido de um solo de trumpete que até hoje é lembrado por quem foi garçom na Santa Ceia, como eu. Tem gente das antigas que até hoje chama o Jornal Nacional de “Repórter Esso”.<br />*<br /><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/F4EgnI1AuUY&hl=pt-br"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/F4EgnI1AuUY&hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object><br /><br />Aliás, até onde eu sei, o Jornal Nacional é o último programa de TV que manteve o nome do patrocinador no seu título, como era comum no tempo do Teatrinho Trol, Resenha Esportiva Facit, Telejornal Pirelli, A Estrela é o Limite, Grande Teatro Imperatriz das Sedas, Sessão Dulcora e Repórter Esso. O JN inicialmente era patrocinado pelo extinto Banco Nacional. Mesmo com o fim do patrocínio mantiveram o nome porque ele dava uma idéia de telejornal para todo o país. Mas eu gostava mais de ver o Repórter Esso.<br />*<br /><img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:SeGbvIxPwmWddM:http://www.overmundo.com.br/_overblog/multiplas/1196556267_reporter_esso.jpg" align="left" height="87" width="137"><br />Uma vez eu encontrei o Gontijo Theodoro num dos jantares que a minha querida amiga a comediante Nádia Maria costumava organizar uma vez por ano em homenagem aos velhos artistas do Rádio e da TV. Ela sempre me chamava para ir porque sabia que eu adorava circular entre aquele povo que tinha feito a delícia da minha infância e adolescência. Uma vez eu jantei ao lado da Neide Aparecida e conversamos bastante. Quase falei pra ela que eu costumava chamar minha mão direita de “Neide Aparecida”, mas isso é outra história...<br />*<br />Pois é. Num desses jantares, encontrei o Gontijo e fiz a maior festa, falei que ele era uma de minhas lembranças de infância e ele ficou me olhando com uma cara de “você está me chamando de velho?”<br />Um dia desses eu faço um post só sobre o Repórter Esso.<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SBnYuo8m5eI/AAAAAAAAARo/Yx0FfG5udXQ/s320/Bomba+Esso+antiga.jpg" align="right" height="207" width="298"><br />E então, a Esso está saindo do Brasil... Ela se instalou por aqui há quase 100 anos – desde 1912, quando chegou como Standard Oil Company, foi a primeira petrolífera a atuar no país, colocou o primeiro posto na rua, tinha o primeiro caminhão-tanque. Mais tarde, viraria Cia. Esso Brasileira de Petróleo e atualmente é ExxonMobil. No meu tempo de guri, as maiores rede de postos eram a Esso e a Shell. A Texaco e Atlantic corriam por fora. Eu gostava mais da Esso por conta dos comerciais e por usar seus produtos também. <br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SBnZ2Y8m5fI/AAAAAAAAARw/x8V-I8meFcc/s200/fog%C3%A3ozinho+jacar%C3%A9.gif" align="left" height="200" width="200"><br />Durante o racionamento de gás ocorrido nos anos 60, toda família tinha o seu Fogãozinho Jacaré, a querosene (caraco! Esse aí é do tempo em que eu jogava bola de gude com Matusalém!). Os mais antigos que me lêem sabem do que se trata. Os mais novos, nem desconfiam. Bem, coloquei aí ao lado uma foto do bicho. A gente comprava o querosene Jacaré para alimentar o pequeno fogareiro. Nele, eram preparados os pratos que mais demoravam a cozinhar, como feijão, carne assada. Para coisas mais rápidas, usava-se o gás parcimoniosamente.<br />*<br /><img src="http://bp0.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SBnam48m5gI/AAAAAAAAAR4/9aSDjJfBk20/s320/Ponha+um+Tigre.jpg" align="right" height="328" width="232"><br />Nos anos 60, a Esso trocou de mascote. Saíam as minhas queridas gotinhas e entrava o Tigre da Esso. Lembro que, li sobre a origem deste símbolo. Nos EUA, certa vez, um homem parou num posto Esso para abastecer, calibrar pneus, enfim, dar um trato no veículo. Ele tirou algo do banco de trás do carro. A porta ficou aberta. Um tigre tinha fugido de um circo e resolveu justamente entrar no carro do cidadão, se refestelando no banco traseiro. O rapaz não percebeu, fechou a porta e saiu com seu automóvel. Quando ele estava numa avenida muito movimentada, ouviu um certo ronronar vindo de trás. Olhou pelo retrovisor e viu que estava dando carona para um baita tigraço! <br /><img src="http://bp0.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SBndA48m5iI/AAAAAAAAASI/ZTIlcR1L2zI/s200/Posto+Esso+Placa.jpg" align="left" height="208" width="137"><br />Desesperado, ela socou a bota no acelerador, atravessando a avenida mais movimentada da cidade em segundos. Quando pôde parar, ele largou o carro e saiu gritando por socorro. O caso chegou aos jornais e a Esso aproveitou a deixa: mandou fazer um comercial em que dizia que o cara tinha posto a gasolina Esso no carro e que por isso fora como se ele colocasse um tigre no motor. A peça publicitária fez sucesso e os executivos resolveram investir no tigre como mascote. Ficou meio parecido com o “Tony”, o tigre da Kellog’s, gerou até protestos, mas acabou ficando do jeito que se conhece até hoje em dia. Trocaram o slogan: “Só Esso dá ao seu carro o máximo” por “Ponha um tigre no seu carro”.<br />Essa história pode ser considerada lenda urbana, mas é danada de boa, né não?<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SBnb7o8m5hI/AAAAAAAAASA/QfY7fPGoR9g/s200/Chaveirinho+Shell.jpg" align="right" height="200" width="200"><br />Aqui no Brasil, o tigre da Esso também agradou. Especialmente às crianças. Eu ganhei um chaveiro com um tigrinho de plástico. Foi quando a Shell contra-atacou e lançou o Elefantinho Shell. E o jingle: “A Shell sempre dá/Aquele algo mais/Que está presente onde quer que você vá/Seja no campo, na cidade ou rodovia/Shell é o produto que você confia/Evidentemente, em cada posto Shell/Há sempre gente que gosta do que faz/Aquele algo mais/Que a Shell lhe oferece/Shell é o produto que você merece/Você pode confiar na Shell!” (moçada, eu tenho essa musiquinha na memória. Não existe essa letra na Internet, já procurei, só aqui no meu, no seu, no nosso Antigas Ternuras!). <br />Tigre contra Elefante e deu Tigre. Até hoje, o felino é o símbolo da Esso. Já o Elefantinho, só o pessoal que foi comissário de bordo do 14-Bis como eu é que lembra. Ah, sim. Eu também tinha um chaveiro com o Elefantinho Shell...<br />*<br />A Esso já foi associada a imperialismo. No Rio, a sede da companhia ficava no Centro, defronte ao Consulado dos Estados Unidos. Sempre que algum grupo ia até o consulado para fazer algum protesto, aproveitava e quebrava uns vidros do prédio da Esso. Durante muito tempo eu passava ali na Av. Presidente Wilson, ou vindo pelo Aterro do Flamengo, olhava para o alto do prédio e me acostumara a ver ali a “lua oval azul e vermelha” da logomarca da Esso, conforme Caetano cantou na música “Paisagem Útil”. Um dia percebi que ela tinha sido arrancada. A sede da multinacional fora transferida para a Barra da Tijuca. Saía de perto de um território norte-americano diplomaticamente falando, para dentro de um outro, culturalmente falando. Como se sabe, não é possível andar cem metros na Barra sem se deparar com alguma palavra ou frase em inglês.<br />*<br /><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/m8Lu-E1txjg&hl=pt-br"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/m8Lu-E1txjg&hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object><br />Houve época em que a Esso era poderosíssima no mundo. Tem uma história que ilustra bem isso. John Rockfeller era o todo-poderoso presidente da Standard Oil (como vimos, o antigo nome da Esso). Ele foi até a China dos tempos pré-Mao evidentemente, e começou a distribuir gratuitamente fogão a querosene para a população. As pessoas riram dele, dizendo que ele tinha virado Papai Noel, que estava dando seus produtos de graça, que o lucro da companhia ia cair...<br /><img src="http://bp0.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SBneI48m5jI/AAAAAAAAASQ/-sVW0rpRGgg/s320/Bandeira+Esso+1.jpg" align="right" height="228" width="202"><br />Ele ouvia isso e só sorria. Mas quando os chineses se afeiçoaram ao fogãozinho e precisavam de mais querosene, além do que ele tinha cedido em cada peça, o Rockfeller passou a gargalhar com os lucros da venda de Querosene Standard Oil para milhões de chineses... Visão empresarial é isso aí.<br />*<br />Cada vez mais, vejo as marcas da minha infância/adolescência desaparecendo. Elas saem dos meios de comunicação, saem da minha vista e vão se alojar na parede da memória. É um espaço volátil, admito. Mas é um recanto para onde eu me recolho sempre e cada vez mais.<br />M.S.<br />*******************************************<br />Na <strong>TV Antigas Ternuras</strong>, você assiste a alguns antigos comerciais da Esso e a vinheta de abertura do Repórter EssoMarcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-16712600413289235932008-04-25T14:43:00.003-03:002008-04-25T14:56:39.863-03:00Anjo<img src="http://www.smileyme.com/posters_art_prints/print_guardian_angel_watching_over_children_bridge_litho.gif" align="centre" height="347" width="255"><br />No outro dia, estava procurando algo em velhos guardados, quando me deparei com este quadro que está acima.<br />Para quem tem mais de quarenta anos, e teve tia velha, avó e assemelhados, nem preciso explicar do que se trata. Para os mais novos, talvez seja necessário falar um pouco dessa antiga ternura.<br />Este é o quadro “Anjo da guarda sobre a ponte”. Nele, vê-se duas crianças prestes a atravessar uma pinguela sobre uma pirambeira perigosa. Elas temem. Mas por trás das duas, há um belo anjo que lhes guarda e lhes protege de todo o mal.<br />*<br />Na casa em que cresci, esse quadro ficava no meu quarto. Desde que me entendo por gente ele estava lá, sob pequenas lâmpadas (tudo bem, era cafona pra dedéu, mas não se trata disso). Lembro que em várias noites, o menino amedrontado olhava para a figura e acabava encontrando alívio para enfrentar mais uma noite trevosa. Na busca do sono ausente, olhava o quadro e seus detalhes, contava as traves no piso da ponte, me via atravessando aquele abismo e procurando atalhos seguros na travessia.<br />Percebia a luz e as vestes do anjo. Sua face tranqüila, passando segurança.<br />*<br /><img src="http://www.docementerealista.blogger.com.br/anjo%20lua.jpg" align="right" height="200" width="300"><br />Nas aulas de catecismo, me ensinaram uma oração, que diziam ser poderosa:<br />“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege e guarda, governa e ilumina. Amém.”<br />Recentemente, uma pessoa amiga me ensinou outra, que deve ser dedicada a quem queremos bem:<br />"Que o seu anjo da guarda com sua luz infinita e de sagrado amor e sabedoria ilumine você, sua mente e seu espírito e toda a sua família". <br />*<br />Anjos existem? A Bíblia fala deles, desde o Antigo Testamento. E ainda nomeia alguns. Sobre Anjo da Guarda, diz a voz corrente que quando nasce alguém na Terra, Deus providencia o surgimento de um anjo no Céu, que zelará por cada um de nós. Ainda segundo a voz corrente, a missão de nosso Anjo da Guarda e inspirar boas ações, boas obras, iluminar o nosso espírito no caminho do Bem, estimulando a prática da justiça e do amor fraterno.<br />Xiii!<br />Coitado dos anjos.<br />Diante do quadro de iniqüidades que vivemos dia a dia, atravessando pontes em destroços a cada momento, vendo nossa fé e possíveis boas obras rolando pelo abismo... sei não.<br />*<br /><img src="http://bp1.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SBIX048m5aI/AAAAAAAAARE/GfZ4CQZHsnA/s320/Anjos+barrocos.jpg" align="left" height="200" width="308"><br />O quadro não fica mais no meu quarto. O menino cresceu e já não precisa olhar para a figura. Basta recordá-la. Talvez ele não acredite na existência daquela figura bela, iluminada, com asinhas. Mas intimamente ora para seu ou seus protetores. E ele sabe, definitivamente, que eles existem, já teve provas disso.<br />M.S.<br />***********************************************<br />Queridos amigos: graças a Deus e às orações de vocês, minha mãezinha está bem melhor, em franca recuperação. Como vocês sabem, ela é o meu anjo...<br />***********************************************<br />Na <strong>Rádio Antigas Ternuras</strong>, você ouve Carpenters cantando “For All We Know”. Se anjos existem, eles cantam com essa voz. Aguardem: brevemente um post sobre Karen Carpenter.Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-26697136101157967742008-04-18T23:49:00.000-03:002008-04-18T23:52:14.173-03:00Que família, meu Deus!<img src="http://www.ecclesia.com.br/images/icones/festas/genealogia.jpg" align="centre" height="300" width="243"><br />Quando eu era menino, adorava ler a Bíblia por ser fascinado pelas suas histórias. Eu sempre gostei de uma boa história e a Bíblia está repleta delas. E como publico aqui regularmente a seção “A História tem cada história!”, hoje vou contar para vocês um adorável “causo” sobre a família de Jesus. Não sei se vocês sabem, mas entre os antepassados do nosso amado Mestre tinha um pessoal barra pesadíssima! Tem filho de incesto, tem prostituta, tem adultério... Olha, a impressão que se tem é que foi o Nelson Rodrigues quem escreveu essa parte do livro santo.<br />*<br />Se eu fosse contar todos os babados fortes da família de Jesus, esse post iria ficar muito grande. E eu tenho me esforçado por escrever o menos possível, porque sei que é cansativo ler na tela e além do mais, vocês têm outros blogs para visitar. Portanto, vou contar só uma fofoca. Depois, se vocês quiserem, eu faço aqui uma revista “Contigo na Bíblia” e conto todos os outros podres daquela família da pesada.<br />*<br /><img src="http://www.ecclesia.com.br/images/icones/festas/genealogia1.jpg" align="right" height="489" width="332"><br />Vou começar pelo incesto (essa história pode ser lida no Capítulo 38 do livro de Gênesis, para quem quiser conferir).<br />Bem, vocês sabem: Abraão, gerou Isaac e este gerou os irmãos Esaú e Jacó. Este último teve 12 filhos, um deles foi José, abandonado pelos irmãos, vendido como escravo para mercadores egípcios, acabou como conselheiro do faraó e governador do Egito (aquele do sonho das vacas gordas e vacas magras). Pois é. O quarto filho de Jacó, que tinha o nome de Judá, era uma espécie de líder dos demais. Foi dele a idéia de vender o irmão José para os egípcios. Quando estava na idade de casar, ele deixou a casa de seu pai e foi tocar a vida. Conheceu um cananeu de nome Hira que tinha uma filha chamada Sua. Diz o versículo 2, do Capítulo 38 do Gênesis que Judá “tomou-a e entrou a ela”. Bem, “entrar a ela” é exatamente isso que vocês estão pensando. <br />*<br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SAKTepsIsYI/AAAAAAAAAQ0/pfDEnJdACWA/s320/Tamar+e+Jud%C3%A1.jpg " align="left" height="328" width="237"><br />Judá pegou sua Sua e botou ela pra suar. Ela lhe deu três filhos: Er, Onan e Selá. Quando seu mais velho estava grandinho, Judá lhe arranjou uma esposa, chamada Tamar. Na verdade, Judá estava doido para ter netos e ver dali uma grande descendência. Isto era a grande aspiração dos hebreus da época. Er se casou com Tamar, mas não deu tempo de engravidá-la. Quer dizer, ele “entrou nela”, mas não a embuchou e acabou morrendo em pouco tempo. Diz o versículo 7 que o Er era mau e Deus mandou matá-lo. O Deus do Antigo Testamento era uma espécie de Don Corleone. Se alguém mijasse fora do penico com ele, acabava morto, estirado com a boca cheia de formiga.<br />*<br /><img src="http://bp2.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/SAKUtpsIsZI/AAAAAAAAAQ8/6cMJkw4lRoU/s320/Onanista.bmp" align="right" height="231" width="328"><br />Daí, era costume na época que se um irmão deixasse uma viúva sem filho, ela passaria para o irmão seguinte. E o filho que este tivesse com ela não seria dele e sim do irmão falecido. Como no caso o morto era o primogênito e herdeiro de todos os direitos, o filho desta segunda união, mesmo não sendo gerado pelo mais velho, herdaria tudo. Judá mandou Onan “entrar na viúva” para gerar o neto que ele tanto queria. Só que o Onan pensou: “péra lá! Eu entro nela, faço o filho e o filho não será meu? Ah, tô fora!” E foi exatamente o que ele fez: entrava na mulher, mas gozava fora. Curiosamente, Onan entrou para a História como o inventor da masturbação (onanismo), e na verdade ele inventou o “coito interrompido”. Como se vê, ele não foi o cara celebrado como ídolo pela Sagrada Ordem dos Descabeladores de Palhaço, aquela gente que costuma fazer uma espécie de fisioterapia prazerosa no bigorrilho.<br />*<br />Vamos adiante. Don Corleone, quer dizer, Jeová, quando ficou sabendo daquela sacanagem, passou o cerol em Onan (eu sei, no versículo 10 diz que “o Senhor o matou”, mas acho “matar” muito forte. Um pouco de eufemismo não faz mal a ninguém. Pô, o cara é Deus, não é?...). E Tamar perdeu o segundo marido sem gerar um neto para o já desesperado Judá, que estava inclusive viúvo. Sobrou o seu terceiro filho, Selá, que era muito jovem para entrar na cunhada. Judá prometeu que assim que ele estivesse crescidinho, mandaria o garoto botar o siri na toca da moça. E ela foi para a casa do pai e ficou esperando, esperando... <br />*<br /><img src="http://www.davidsongalleries.com/artists/chagall/chagall_22475_tamar.jpg" align="left" height="239" width="180"><br />O Selá cresceu e nada entrar nela. Não que o garoto não fosse chegado numa ostra <em>kosher</em>. É que esperava o pai dar a ordem e o velho parecia ter se esquecido da bi-viúva Tamar. Foi quando ela resolveu que alguém daquela família tinha que entrar nela e fazer um filho para acabar com aquela agonia. E seria o próprio Judá. Pôs-se a pensar até que teve uma idéia brilhante: fantasiou-se de prostituta e foi pra rua, no caminho que o Judá costumava passar. Ela tentou o velho que não a reconheceu e, cheio de tesão, pois há muito tempo não botava o kibe num forno, pediu para entrar nela (tá lá, no versículo 16, não estou inventando: “peço-te, deixa-me entrar em ti”). Ele propôs pagar um cabrito pela bimbada, mas estava sem nenhum naquele momento. A Tamar falou que tudo bem, mas que ele deveria deixar o selo, o lenço e o cajado como garantia de que pagaria pelos serviços dela. O Judá que já estava naquele estado em que não se pensa com a cabeça de cima, topou. E entrou na Tamar com tudo!<br />*<br /><img src="http://collection.aucklandartgallery.govt.nz/collection/images/display/M1982/M1982_1_3_1.jpg" align="right" height="280" width="261"><br />Quando chegou em casa, mandou um amigo levar o cabrito e pegar os seus objetos de volta. Só que a esperta da Tamar já tinha se raspado dali. Passou um tempo, e correu a notícia de que ela estava grávida. “Mas como? Ah mulher adúltera!”, vociferou Judá, que já saiu de casa furioso, achando que a bi-nora tinha cometido adultério, não se guardando para o Selá. Já chegou lá gritando “eu mato! eu mato! vou queimar essa filha de uma camela!” Foi quando a Tamar mostrou o selo, o lenço e o cajado dele e contou toda a verdade. Ao invés de ficar irado por ter entrado na bi-nora que era considerada como filha por ele e daí o incesto, Judá disse que ela estava certa e reconheceu a paternidade daquela barriga. O filho que nascesse dali seria o seu herdeiro.<br />*<br /><img src="http://galatea.univ-tlse2.fr/pictura/UtpicturaServeur/Images/NePasOuvrir/3/A3592.jpg" align="left" height="183" width="332"><br />Acontece que na hora do parto, a parteira percebeu que eram gêmeos. Caraco! E aí? Pois é, ser primogênito naquela época era coisa muito séria, já que seria o dono de tudo. Disse a parteira: “o primeiro braço que aparecer, eu amarro uma fita”. E no que surgiu um bracinho ali, na zona do agrião, a parteira mais que depressa amarrou a fita. Foi quando aconteceu o inesperado: o bebê recolheu o bracinho e voltou pra dentro da mãe. Cara! Isso é fantástico! O Moisés estava particularmente inspirado quando escreveu essa trama no livro de Gênesis! Sabem o que aconteceu? O do bracinho com a fita saiu em segundo lugar! O primogênito recebeu o nome de Perez e o da fita, Zerá. Da linhagem de Perez nasceria Jesus Cristo.<br />Viram só que história? Que novela das oito é o cacete! A Bíblia dá de dez a zero! Muito melhor que o Big Brother!<br />M.S.<br />***********************************************<br />Na <strong>Rádio Antigas Ternuras</strong>, você ouve “Canção de Amor”, com a divina Elizeth Cardoso. Dedico esta música à pobre Tamar que passou de mão em mão e ficou sempre na saudade...Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-84977944028739366992008-04-15T19:38:00.002-03:002008-04-15T19:47:08.053-03:00As cartas não mentem (ou só um pouquinho?)<img src="http://es.geocities.com/arte_del_tarot/fotos/historia.jpg" align="centre" height="305" width="275"><br />Noutro dia, fui visitar a minha amiga <a href="http://eunaoseitrigonometria.blogspot.com">Yumi</a> e vi um post sobre uma consulta virtual que ela fez ao tarot. Ôpa! Essas coisas esotéricas são comigo mesmo! Tô dentro! Fui lá na página indicada e coloquei meu nome completo. Pronto! Saiu minhas 42 características, segundo as cartas do tarot!<br />Lendo uma a uma, vi que eles acertaram 31 e erraram as demais 11 (o que dá 26% de erros, se as cartas não mentem, essas dão uma boas derrapadinhas).<br />Pedi autorização a ela para colocar minhas características aqui como post. E resolvi lançar uma proposta a quem se interessar.<br />Você está sem inspiração para um post? Está sem saco para ficar pensando no que escrever?<br />Seus problemas acabaram!<br />Chegou o sensacional POST CORRENTEITOR TAROT EMBROMATION DO GRUPO CAPIVARA-SEU CREYSSON!<br /><a href="http://www.taroterapia.com.br/arcano/arcano.html"><strong>Clique aqui</strong></a>, depois em “conheça o seu arcano”, leia as instruções, coloque o seu nome completo e voalá! Veja as suas caraterísticas e marque <strong>C</strong> ou <strong>E</strong> para as certas e erradas, e aproveite para dar uma comentada básica em cada resposta.<br />E voalá de novo! Você fez a atualização da página, deu a chance da gente bisbilhotar sobre os seus mais secretos segredos e todos ficamos felizes!<br />Aí vão os mais íntimos recônditos de minha alma.<br /><img src="http://www.taroterapia.com.br/imagens/twa8.gif" align="left" height="165" width="100"><br /><strong>Seu Arcano Pessoal é:</strong> <br /><strong>8 - A JUSTIÇA </strong>(Segundo eles, esta é a minha carta-símbolo)<br />(<strong>Rider Tarot: A Força) <br />Palavras-Chave: Retidão e Equilíbrio</strong><br />- Acontecimento marcante a nível psicológico aos 8 anos de idade; [E] <em>(O acontecimento marcante foi aos 6 anos e meio, quando meu pai foi pro céu. E esse “a nível” aí é dose para hipopótamo obeso...)</em><br />- Senso de justiça apurado; [C] <em>(Certíssimo!)</em><br />- Autoridade; [E] <em>(Eu não sou autoridade em nada e não convivo bem com autoridade; eu nunca seria militar, por exemplo)</em><br />- Deseja obter o máximo de respeito por parte dos outros; [C] <em>(E quem não quer ser respeitado?)</em><br />- Dúvidas acerca da capacidade; [E] <em>(Mas de jeito nenhum! O que sei, eu sei. O que eu não sei, confesso na maior! Sem dúvida nenhuma, sou uma anta em informática, por exemplo)</em><br />- Muitas vezes duro demais consigo mesmo; [C] <em>(Tá aí uma grande verdade... Eu não gosto de falhar. Coisa de virginiano)</em><br />- Quer ser imparcial nas discussões; [E] <em>(Rá! Pedir a um rubro-negro apaixonado para ser “imparcial”?)</em><br />- Magnitude e comportamento refinado; [C] <em>(Ah... Bobagem... Não precisava ter dito...)</em><br /><img src="http://www.simply-tarot.co.uk/images/Simply%20tarot1.jpg" align="right" height="304" width="205"><br />- Quer ser ouvido(a) e fazer valer sua vontade; [E] <em>(Olha... Eu ando numa fase do tipo cagando e andando se concordam comigo ou não...)</em><br />- Desafios na relação a dois; [C] <em>(Huuumm... Isso é bom, né?)</em><br />- Cuidado com o autoritarismo; [E] <em>(Quem...eu?)</em><br />- Conflitos de poder com figuras masculinas; [E] <em>(olha, não mesmo... Meu chefe, manda e eu obedeço, mesmo discordando; meu diretor de teatro manda e eu faço, mesmo discordando)</em><br />- Busca segurança máxima; [C] <em>(Acertou na mosca! Sou totalmente pé no chão!)</em><br />- Previdência; [C] <em>(Complemento da assertiva anterior; sou que nem a formiga da fábula da cigarra)</em><br />- Instinto protetor e defesa de seu território; [C] <em>(É... Mais ou menos... Sem exageros...)</em><br />- Quer e passa credibilidade; [C] <em>(É o povo e o tarot quem diz isso...)</em><br />- Confiança adquirida; [C] <em>(Arram, arram...)</em><br />- Se sociabiliza escolhendo bem com quem se relacionar; [C] <em>(Verdade verdadeira!)</em><br />- Não seja tão severo consigo mesmo; [C] <em>(Pois é. Eu vivo dizendo isso e fico irritado quando eu não me ouço)</em><br />- Princípio e honestidade; [C] <em>(Aprendi com Dona Ruth e Seu Ferreira)</em><br />- Segue as leis e procura aplicá-las na prática; [C] <em>(Ô se não!)</em><br />- Mente inquieta; [C] <em>(Eu e minha amiga <a href="http://minhamenteinquieta.blogspot.com">Isabela</a>...)</em><br />- Capacidade criativa a nível técnico; [C] <em>(Criativo, sim... “A nível” técnico?)</em><br />- Poder absoluto pelas palavras; [C] <em>(Ahhh... A maior certeza que esse teste teve)</em><br />- "Morde e assopra" ; [E] <em>(Já fui de morder. Hoje eu mais assopro...)</em><br />- Cuidado com a inflexibilidade; [C] <em>(Sou inflexível, sim! E nada me faz mudar!)</em><br />- Pune-se quando não consegue exatamente o que programou; [E] <em>(Epa! Epa! Epa!... Masoquista é o caramba!)</em><br /><img src="http://www.brigidmarlin.com/Images/VisionaryLarge/Tarot.jpg" align="left" height="229" width="232"><br />- Controle emocional; [C] <em>(Quem me viu ouvindo as bobagens que um bostafoguense babaca (desculpe a redundância) me falou depois daquele jogo, eu tranqüilo feito um monge zen aposentado, concordaria que eu tenho total controle emocional)</em> <br />- Cuidado com o conformismo; [E] <em>(Errou, tarot. Nem de longe eu sou conformista)</em><br />- Empenha-se ao máximo no que faz; [C] <em>(Aaaaaaabsolutamente certo!)</em><br />- Orgulho intelectual; [C] <em>(Ahhh... Bobagem...)</em><br />- Firmeza e controle; [C] <em>(Sou um monge zen, já disse)</em><br />- Assuntos burocráticos e legais são testes para você; [E] <em>(Só se for teste para a minha paciência!...)</em><br />- Atenção aos rins e aparelho circulatório; [C] <em>(Se o tarot diz, tá falado! Sou muuuito preocupado com minha saúde. Quase um hipocondríaco)</em><br />- O trabalho é a válvula de escape; [C] (<em>Se está falando da parte agradável dos meus trabalhos, acertou)</em><br />- Receio de cometer enganos; [C] <em>(Já falou isso, tarot!)</em><br />- Produtividade; [C] <em>(Modéstia às favas...)</em><br />- Maturidade adquirida a duras penas; [C] <em>(Certo, certíssimo! E ainda falta adquirir mais um pouquinho!)</em><br />- Mãe severa ou distante emocionalmente; [C] <em>(Severa, sim. Distante emocionalmente, mas de jeito nenhum!)</em><br />- Privação do prazer; [C] <em>(Certo se for em assuntos específicos. Eu adoraria encher a boca de manjar, pudim, doce de leite, torta de morango, sorvete e qualquer objeto no Universo que leve açúcar em sua composição. Mas me privo em nome da saúde)</em><br />- Falsa modéstia; [C] <em>(Putz! Agora você me entregou, tarot!)</em><br />- Temperamento encimesmado; [C] <em>(Caraco! “Encimesmado” com “C”???? Tsc, tsc, tsc... Mas, sim, tarot, tenho um comportamento ENSIMESMADO. Sou quieto e introspectivo, mesmo)</em><br /><br />Total: 31 acertos e 11 erros.<br />Quem quer brincar disso?<br />M.S.<br />***********************************************<br />Na <strong>Rádio Antigas Ternuras</strong>, você ouve Yves Montand, interpretando “Sous le ciel de Paris”. Sabe o que é? Eu gostaria que alguém colocasse as cartas de tarot pra mim numa mesa de café no Champs Elysée, com vista para a Torre Eiffel...<br />***********************************************<br />Amigos, desculpe se não tenho aparecido. Estou com minha mãe doente, ainda inspirando cuidados. Vocês entendem, né?Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-12523240205514046772008-04-09T06:48:00.003-03:002008-04-09T07:04:16.726-03:00Cadê o bispo?<img src="http://img323.imageshack.us/img323/1292/borgesprostitutamed8jr.jpg" align="centre" height="365" width="258">"<br />Quando eu era menino e assistia ao desenho dos Jetsons, imaginava que se vivesse até o Século 21 (que começou em 2001, não se esqueçam), eu encontraria além daquele videofone e dos carros voadores, a erradicação de todas ou da maior parte das doenças. Estudava que no início do Século 20, Oswaldo Cruz tinha lutado bravamente contra uma população ignorante e omissa, que vivia numa indigência higiênica que propiciava o aparecimento de várias pestes e epidemias. “Isso vai acabar depois de 2001”, pensava eu, inocentemente.<br />*<br /><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/03/30/30_MHB_rio_iraja.jpg" align="right" height="130" width="190"><br />Eis que vivo em pleno Século 21, no futuro que eu tanto imaginara. Converso com minha irmã, que mora na Europa, por um videofone parecido com o dos Jetsons. Meu carro não voa, mas tem alguns itens que eram inimagináveis naquela época. Mas em plena época da tecnologia, vejo a minha cidade retroceder no tempo e ser assolada por uma epidemia como nos tempos do Oswaldo Cruz. Naqueles idos, um mosquito, o <em>Anopheles</em>, transmitia febre amarela. Atualmente, um outro mosquito, o <em>Aedes Aegypt</em>, está matando crianças e provocando uma hecatombe nos hospitais públicos. Como ficamos nessa situação? De quem é a culpa? Vamos ter que nos queixar ao bispo?<br />*<br />Está aí um bom motivo para mais um texto da seção “A origem das expressões de uso corrente”. Hoje trataremos da expressão:<br /><br /><strong>Vá se queixar ao bispo!</strong><br /><br />*<br /><img src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2007/10/57_2420-banhdeira%20-%20frida.jpg" align="left" height="295" width="180"><br />Costuma-se dizer isso a quem tem alguma reclamação e sabe que não adianta se dirigir a um órgão de governo. A origem da frase vem dos tempos coloniais brasileiros e, acreditem, é inacreditável! Esse tipo de coisa só poderia acontecer no Brasil...<br />*<br />Quando o primeiro governador-geral brasileiro, Tomé de Souza, veio para cá e fundou a primeira capital, Salvador, em 1549, ele viu rapidamente o núcleo urbano crescer. Os portugueses que lá viviam assentaram suas roças, formaram um incipiente comércio, foram se estabelecendo. Tomé criou uma ouvidoria-geral, um servidor público que ficaria com a responsabilidade de <strong>ouvir</strong> as queixas da população e investigá-las. Escolheu para o cargo um certo Pero Borges. Acontece que as maiores queixas da população eram contra o próprio governador-geral (que nem era tão ruim assim, na verdade, foi o melhor dos três primeiros que o Brasil teve...). Como o Pero, além de corrupto até dizer chega, tinha o rabo preso com o Tomé de Souza acabava empurrava as queixas com a barriga, não investigando nada. Mais tarde, o rei de Portugal determinou que caberia ao bispo designado para o Brasil as funções de ouvidor.<br />*<br /><img src="http://www.wheatoncollege.edu/Academic/academicdept/Astronomy/Observatory/AtOrion/papers/pyramids_files/image006.jpg" align="right" height="350" width="165"><br />Vem para o Brasil o seu primeiro bispo, Dom Pero Fernandes Sardinha, para ser também o Ouvidor-Geral. Aliás, o Sardinha era mais corrupto que o Pero Borges, mas vou tratar disso em um outro post sobre as origens da corrupção no Brasil. Podem me cobrar.<br />Naquele início de colonização, mulher por aqui era artigo raro. Quer dizer, tinha índia pra dedéu e elas adoravam liberar a perereca para os lusos. Não respeitavam nem os padres jesuítas! Caíam matando mesmo. Mas os portugueses não queriam se casar com elas, só queriam fazer saliência com elas. Foi necessário importar mulheres de Portugal. Cataram um punhado de órfãs, prostitutas, prisioneiras, quem tivesse dando sopa lá em Lisboa e mandaram para cá (repararam no nível da mulherada que deu início ao povo brasileiro? Vocês não viram nada...). <br />*<br />Como o intuito era povoar as novas terras, os homens portugueses queriam ter certeza de que as mulheres eram férteis. Daí pediam para fazer um <em>test drive </em>nas cachopas. Se elas pegassem filho, aí eles se casariam com elas. E pasmem! A Igreja autorizou! Liberou a moçada para comer a merenda antes do recreio! E foi então que aconteceu o inevitável: os gajos passavam o rodo nas meninas, elas ficavam prenhes e eles sumiam no mundo ou diziam que não queriam casar. <br />*<br />O que restava à gaja barriguda? Ora, se queixar ao bispo! E o Sardinha mandava a guarda caçar e prender o fujão, o obrigando a se casar com a moça.<br />*<br /><img src="http://bp3.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/R_lNAkYu3WI/AAAAAAAAAQs/W5ZUcGzo4_0/s320/Cr%C3%A9u+do+mosquito.jpg" align="left" height="234" width="328"><br />Pois é. Quem fornicava, tinha que assumir. E hoje? Quando o governo, quando as “otoridades” f(@#$%&*)odem com a vida do cidadão. Cadê o bispo para a gente se queixar?<br />Se bem que no caso da dengue, estou certo de que não são somente os governos (municipais, estaduais, federal) os responsáveis pela disseminação dos focos de mosquitos. Esse nosso povinho é o principal culpado. Tanta campanha pela TV, Rádio, jornais, para se evitar criar ambiente para os mosquitos porem seus ovos e a imprensa vive mostrando caixa d’água destampada, garrafas e pneus com água parada nos quintais, vasos de planta cheios de larvas na porta de casa (vi no jornal a cara de babaca de um sujeito que ficou “espantado” quando mostraram um baita criadouro de <em>aedes</em> nas suas plantas, bem na sua varanda)... Contra essa falta de cidadania, nem o papa dá jeito!<br />M.S.<br /><img src="http://www.tiete.sp.gov.br/rte/imagens/dengue_3.JPG" align="centre" height="207" width="310"><br />***********************************************<br />Caros amigos, fiquei sabendo que quem mora em São Paulo, capital e interior, não teve como assistir ao programa do Sergio Britto. A Cultura retransmite parte da programação da TV Brasil, mas não todos os programas e, infelizmente, o “Arte com Sergio Britto” não é um deles. Mas, calma! Não vos desesperei! Um amigo gravou a entrevista em DVD e vai arranjar um jeito de dividi-la em dois blocos de 10 minutos para inseri-la no You Tube. Aí eu boto as telinhas aqui e quem não conseguiu ver vai ter a oportunidade. Fiquei muito feliz com o resultado. A minha entrevista ocupou metade do programa! Obrigado a todos que assistiram e aos que tentaram.<br />*************************************************<br />Na <strong>Rádio Antigas Ternuras</strong>, você ouve Adoniram Barbosa e Demônios da Garoa contando um caso típico para se queixar ao bispo: “O casamento do Moacir”.Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-72264449972327249512008-04-04T15:19:00.001-03:002008-04-04T15:37:01.766-03:00Antigas Ternuras no "Arte com Sergio Britto"<img src="http://www.saeditora.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/sergiobritto.jpg" align="centre" height="201" width="440"><br />Pois é, caríssimas e caríssimos.<br />Nesta terça-feira (8/04), às 22h, o programa “Arte com Sergio Britto”, da TV Brasil (antiga TV Educativa, não confunda com o Canal Brasil), vai exibir a entrevista que o famoso ator e diretor teatral fez comigo sobre o meu livro “Popularíssimo – O ator Brandão e seu tempo” (veja a capa aí ao lado). <br />*<br />Gravamos uns 20 minutos de papo, não sei se eles vão exibir tudo (acho difícil). De qualquer forma, foi uma conversa bem agradável com meu antigo professor de arte dramática, meu diretor em várias peças, meu companheiro de palco em algumas, e meu parceiro de autoria em “Cafona, sim, e daí?” (apontada como uma das melhores peças de 1997).<br /><img src="http://bp0.blogger.com/_wG-lXD0NvGs/Ry6FJC5gJmI/AAAAAAAAALA/EvX15xbmHJ0/s320/Foto+28+-+Brand%C3%A3o+como+Progresso+p.+45++k.jpg" align="right" height="328" width="217"><br />*<br />Na última quarta-feira (2/04), O Globo e o Estado de São Paulo publicaram matéria sobre o meu livro. Transcrevo-a abaixo:<br />UMA FIGURA E SEU TEMPO<br />Livro sobre o ator Brandão retrata o Teatro no Brasil nos Séculos 19 e 20<br /><br /><em>Quem diria que Leonardo di Caprio inspiraria um livro sobre um brasileiro que fez sucesso no final do Século 19 e início do Século 20? Pois foi ao ver um livro sobre o ator americano que o pesquisador, ator e jornalista <strong>Marco Santos</strong> percebeu que artistas brasileiros do passado caíam no esquecimento, enquanto o jovem di Caprio já tinha até biografia (isso foi em 1997). Esse foi o estopim para “Popularíssimo: O ator Brandão e seu tempo”, livro que não só aborda a vida e obra de Brandão (1844-1921), como conta histórias dos primórdios do Teatro brasileiro.<br />Na verdade, o autor pretendia escrever sobre Brandão Filho, herdeiro do ‘popularíssimo’, que ficou conhecido pelo personagem Primo Pobre, que contracenou com Paulo Gracindo no Rádio e na TV. Foi o filho que ‘apresentou’ Santos ao pai. O autor pesquisou por cinco anos, leu 70 livros e entrevistou familiares, estudiosos de Teatro e até uma contemporânea de Brandão, a atriz Cordélia Ferreira. Com prefácio de Domingos Oliveira, o livro é recheado de casos engraçados e curiosidades.</em><br />*<br />É isso aí, amigos. Estou esperando comunicação de um político de São Paulo que se interessou por apoiar o lançamento do meu livro na terra da garoa. Aviso a vocês quando acontecer.<br />*<br />Enquanto isso, o livro pode ser encontrado na Leonardo da Vinci, Livro Antigo, Letras e Expressões, Argumento (todas no Rio de Janeiro), Cultura (SP e Brasília) e pequenas livrarias de Belo Horizonte. E também, vocês sabem, diretamente comigo, pelo endereço popularissimo@gmail.com, ao preço de R$ 40,00.<br />(*) A TV Brasil é canal aberto. No Rio, passa no Canal 2. Em alguns estados, São Paulo inclusive, ela é transmitida pela TV Cultura. É o mesmo canal onde passa o programa Sem Censura)<br />M.S.<br />***********************************************<br />Na <strong>Rádio Antigas Ternuras</strong>, você ouve “Smile”, por Carmem Cavallaro, tema do velho programa Grande Teatro Tupi, do qual o Sergio era uma das estrelas.Marcohttp://www.blogger.com/profile/18213690302891813774noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-11492253.post-73184021704738288532008-04-01T18:29:00.002-03:002008-04-01T18:33:44.298-03:00Conheça-te a ti mesmo!<img src="http://images.encarta.msn.com/xrefmedia/sharemed/targets/images/pho/t013/T013916B.jpg" align="centre" height="206" width="345"><br />“Prudens in loquendo est tardus”.<br />Το αγαθό για τη γνώση αυτό πρόκειται να είσαι σιωπηλό, μέχρι την ύπαρξη χρόνος της ομιλίας<br />Ele levantara a cabeça para melhor pensar e seus olhos encontraram na parede em frente a placa em madeira, com a frase em latim e grego escalavrada com esmero.<br />Sorriu.<br />“Bom saber é o calar, até ser tempo de falar”, traduziu mentalmente, e esgarçou uma tentativa de sorriso. Tentou lembrar da última vez em que tinha ouvido a sua voz sem, contudo, chegar a uma conclusão.<br />Estava entretido com uma tradução em hebraico do “Guia dos Perplexos”, de Maimônides, quando lera na obra a recomendação: “Não o leia superficialmente, para não me ofender, e não extraia benefício para si mesmo. Você deve estudar extensivamente e ler sempre”. Era preciso refletir sobre isso.<br />Olhou em volta, cercado que estava por pergaminhos, e sentiu necessidade de ver o céu. Estava ali encerrado há tantas horas que