<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013</id><updated>2009-11-24T19:34:32.045Z</updated><title type='text'>cine7</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>729</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-5850034717701384002</id><published>2008-04-08T16:56:00.002+01:00</published><updated>2008-04-09T16:57:25.742+01:00</updated><title type='text'>Cine7 - O Fim (?)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_CewFiBgyrBU/R_uX-h4eTJI/AAAAAAAAAB4/9NThZKUoK1g/s1600-h/xxx.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186906496350178450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_CewFiBgyrBU/R_uX-h4eTJI/AAAAAAAAAB4/9NThZKUoK1g/s320/xxx.bmp" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Criado numa época de proliferação quase febril de blogues de todos os tipos na Internet, o Cine7 nasceu da vontade de criar um espaço para reflexão sobre uma arte, uma paixão comum entre um grupo de pessoas, que é o cinema. Cada elemento desse mesmo grupo e respectivos colaboradores conseguiu durante dois anos a proeza de publicar todos os dias uma crítica ou uma opinião, como preferirem, sobre um filme. Os diferentes gostos desses elementos resultaram na publicação de textos sobre os vários géneros de filmes, desde as primeiras décadas do século passado até a actualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esquecendo que atrás de um bom filme está um bom realizador, um dos elementos do grupo criou um espaço semanal dedicado a vários realizadores, dos consagrados aos mais ousados e aos que inovaram géneros fílmicos e formas de filmar. Outro elemento escreveu alguns textos sobre épocas especiais em que o cinema teve ideologias, “fases” como a &lt;em&gt;nouvelle vague&lt;/em&gt;. O Cine7 esteve sempre atento aos filmes portugueses em cartaz, dispondo de um espaço próprio no blogue; criou um espaço com &lt;em&gt;links&lt;/em&gt; para vários blogues também sobre cinema e realizou algumas sondagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto tudo para dizer que cada um de nós contribuiu à sua maneira e com boa vontade para a criação de um espaço de interacção entre quem escreve um texto sobre um filme e as pessoas que o lêem. Muitos comentários aos filmes deixados pelos inúmeros visitantes do Cine7 foram bons, outros foram maus. Os bons expressavam a sua opinião sobre o filme e fizeram as suas sugestões, enquanto que os maus não souberam respeitar a diferença de opiniões e demonstraram isso de forma desagradável a quem escrevia o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante é que o blogue permaneceu activo durante muito tempo, até ao dia em que no passado mês de Março completou três anos de existência. A equipa que escrevia mudou quase completamente e as diversas ocupações dos membros só lhes permitiu manter o blogue a meio gás. Mas o gás foi-se acabando pouco a pouco e o blogue ficou muito distante do seu funcionamento inicial. A falta de tempo determina a nossa decisão de deixar o blogue como está, antes que se transformasse numa sombra do que era. Contudo, deixamos em aberto o final deste projecto em comum. Quiçá se um dia voltaremos a “reactivá-lo”? Para todos os que escreveram e colaboraram com o Cine7, fica um sincero agradecimento pela sua disponibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos fica um precioso e vasto arquivo de filmes que poderá continuar a ser consultado por quem aqui vier parar. Agradecemos a todos os que visitaram o Cine7 ao longo destes três anos, especialmente aos que o fizeram com frequência. Aqui ficam os cumprimentos da equipa. Bons filmes!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-5850034717701384002?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/5850034717701384002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=5850034717701384002' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5850034717701384002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5850034717701384002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/04/cine7-o-fim.html' title='Cine7 - O Fim (?)'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_CewFiBgyrBU/R_uX-h4eTJI/AAAAAAAAAB4/9NThZKUoK1g/s72-c/xxx.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1558826121121843991</id><published>2008-03-16T22:29:00.000Z</published><updated>2008-03-16T22:49:20.615Z</updated><title type='text'>O Piano</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://imagecache2.allposters.com/images/pic/adc/10048179A~The-Piano-Posters.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Piano" (1993)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jane Campion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jane Campion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Holly Hunter - Ada McGrath&lt;br /&gt;Harvey Keitel - George Baines&lt;br /&gt;Sam Neill - Alisdair Stewart&lt;br /&gt;Anna Paquin - Flora McGrath&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Século XIX, Ada McGrath, uma mulher que não fala desde os seis anos de idade, deixa a Escócia juntamente com a sua filha Flora, para ir viver para a recém colonizada Nova Zelândia, onde oficializará um casamento arranjado. O encontro com o marido, Alisdair Stewart, o qual ela não conhecia, corre mal devido à recusa dele em transportar o piano que é a grande paixão de Ada e a sua melhor forma de se exprimir. Ter de abandonar o seu adorado piano no meio da praia faz com que Ada desde logo antipatize com Alisdair. Entre os homens deste, está George Baines, que se sente atraído por Ada. Aproveitando-se da situação, Baines leva o piano para a sua casa e promete devolvê-lo a Ada caso esta o ensine a tocar. Com o tempo as aulas vão-se transformando em encontros de grande erotismo, nos quais Baines e Ada se descobrem um ao outro e se apaixonam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado no princípio dos anos noventa, “O Piano” foi o terceiro filme da realizadora Jane Campion. Bem aceite pela crítica, o filme recolheu nomeações e prémios, como por exemplo o Óscar de Melhor Argumento Original para Jane Campion, o Óscar de Melhor Actriz Principal para Holly Hunter e o Óscar de Melhor Actriz Secundária para Anna Paquinn, na altura apenas uma criança, foi uma das mais jovens actrizes a receber um prémio de tamanha importância (pelo menos para Hollywood) na sétima arte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pena que Holly Hunter tenha andado meio desaparecida ao longo destes anos, após a interpretação brilhante em “O Piano” de uma personagem muda que fez com que a actriz desenvolvesse uma grande expressividade no seu papel, há cenas em que percebemos sentimentos e reacções, sem uma única palavra. Mais pena me faz Anna Paquin, mulher feita, que o melhor que conseguiu foi o papel de Vampira (Rogue) na trilogia "X-Men". É o exemplo perfeito de que ganhar um Óscar nem sempre é sinónimo de sorte ou de carreira segura como actriz de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Piano” conta com uma inesquecível banda sonora da responsabilidade de Michael Nyman. Em algumas cenas a própria Holly Hunter tocou músicas de Nymam no piano. Uma das cenas que este filme nos deixa na memória é quando Ada toca no piano que está no meio da praia, enquanto a filha dança ao som da música à beira-mar. Uma comunhão perfeita entre a natureza e a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1558826121121843991?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1558826121121843991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1558826121121843991' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1558826121121843991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1558826121121843991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/o-piano.html' title='O Piano'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2155243336713393617</id><published>2008-03-14T15:39:00.001Z</published><updated>2008-03-17T17:35:43.335Z</updated><title type='text'>Vista Pela Última Vez</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://mcqesq.files.wordpress.com/2007/10/gone_baby_gone_poster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Gone Baby Gone" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ben Affleck&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ben Affleck &amp; Aaron Stockard, adaptado do romance de Dennis Lehane&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Casey Affleck - Patrick Kenzie &lt;br /&gt;Michelle Monaghan - Angie Gennaro &lt;br /&gt;Morgan Freeman - Capt. Jack Doyle &lt;br /&gt;Ed Harris - Det. Remy Bressant &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Filme em tom policial sobre uma criança desaparecida, revela uma complexa trama de contrastes e ambiguidades, recheada de pessoas reais, palpáveis, de carne e osso. Assentando principalmente nos pormenores da investigação e nos elementos-chave da temática em questão, mexe nos nossos medos e nas nossas convicções morais, apresentando os diversos pontos de vista sem incidir demasiado em nenhum deles, deixando à nossa discrição a escolha acertada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ben Affleck começa finalmente a justificar o pisa-papéis que lhe foi atribuído (e a Matt Damon) por &lt;em&gt;O Bom Rebelde&lt;/em&gt; em 1998. Inebriado pelo sucesso fácil (de &lt;em&gt;Armaggedon&lt;/em&gt; a &lt;em&gt;Pearl Harbor&lt;/em&gt;) e pelo romance de tablóide com Jennifer Lopez, a sua carreira foi conhecendo novos fundos, sendo até responsabilizado por desaires que nem foram culpa sua (&lt;em&gt;Demolidor&lt;/em&gt;). Ao interpretar George Reeves em &lt;em&gt;Hollywoodland&lt;/em&gt;, foi uma agradável surpresa, tendo talvez contribuído o personagem ter certas afinidades com o actor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vista Pela Última Vez&lt;/em&gt; é uma surpresa ainda maior porque, para além de ter adaptado o romance de Dennis Lehane, estar atrás das câmaras envolve o controlo de toda a produção e a responsabilidade pelo resultado. Na bagagem de realizador, Affleck trazia unicamente &lt;em&gt;Matei A Minha Esposa Lésbica&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Pendurei-a Num Gancho Para Carne E Agora Tenho Um Contrato Para Três Filmes Com A Disney&lt;/em&gt;, uma curta-metragem (não escrita por si) de 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2007 é também o ano de Casey Affleck, irmão mais novo de Ben, que recebeu aplausos pelas suas representações em &lt;em&gt;O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford&lt;/em&gt; e por &lt;em&gt;Vista Pela Última Vez&lt;/em&gt;. Não foi, claramente, uma questão de nepotismo que ditou o protagonismo de Casey, que realça as inseguranças indispensáveis ao papel, com o seu ar inofensivo e a sua voz de falsetto. Com apenas três anos menos do que Ben, Casey já representa desde 1988, sendo o primeiro filme em que foi notado &lt;em&gt;Disposta a Tudo&lt;/em&gt;, de Gus Van Sant, em 1995. Também para Van Sant escreveu (com Matt Damon), representou e editou &lt;em&gt;Gerry&lt;/em&gt;, em 2002. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além de Casey Affleck, marcam presença Morgan Freeman, que dispensa elogios (tanto mais que dizer que está igual a si próprio já nada significa) e Ed Harris, que os merece por inteiro, com mais uma figura marcante. Se Amy Ryan pode ser considerada uma revelação, então a prestação de Michelle Monaghan é apenas mecânica. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Suplantando-se constantemente, &lt;em&gt;Vista Pela Última Vez&lt;/em&gt; é um filme que finta a sua própria simplicidade e obriga-nos a questionar as nossas opções. Será a mãe biológica sempre a melhor escolha dos filhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estreia em salas britânicas foi adiada por causa de semelhanças com o caso real do desaparecimento de Madeleine McCann, mas para além do facto de ambas as meninas serem loiras, não há nada que ligue ambas histórias, pese embora a coincidência de a actriz que representa a menina raptada se chamar Madeline O’Brien. A Inglaterra continua a ser dos países onde a Censura tem as tesouras mais afiadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2155243336713393617?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2155243336713393617/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2155243336713393617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2155243336713393617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2155243336713393617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/vista-pela-ltima-vez.html' title='Vista Pela Última Vez'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4818957757589944743</id><published>2008-03-13T17:01:00.000Z</published><updated>2008-03-13T17:09:48.293Z</updated><title type='text'>Os Salteadores da Arca Perdida</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://somethingrad.files.wordpress.com/2007/10/raiders-of-the-lost-ark-c10288336.jpeg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Raiders of the Lost Ark" (1981)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Steven Spielberg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;George Lucas &amp; Philip Kaufman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Harrison Ford - Indiana Jones &lt;br /&gt;Karen Allen - Marion Ravenwood &lt;br /&gt;Paul Freeman - Dr. Rene Belloq &lt;br /&gt;Ronald Lacey - Major Arnold Toht &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num momento em que mais um filme do herói Indiana Jones pode estar a chegar às salas, merece a pena recordar o primeiro filme da série. Há mais de 25 anos, foi um sucesso triunfal para Steven Spielberg que já havia conhecido a consagração com “Tubarão” e “Encontros Imediatos de 3º Grau”. Este filme de aventuras teve, na verdade, um impacto tão poderoso que suscitou sequelas espaçadas no tempo. E efeitos que ainda hoje se fazem sentir de modo mais natural e virtuoso; ou de modo mais cabotino e desinspirado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula de “Raiders of the Lost Ark” reside numa acção trepidante com pausas estratégicas. Há um enorme misticismo na procura dos tesouros que tanto são sagrados como valiosos, tanto têm um valor espiritual e religioso como representam fortunas fabulosas – tanto parecem pertencer a um outro mundo como ao nosso. Como se constata num balanço generalizado da história, a moral vem provar que a ambição desmedida é destruidora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa decorre em vários pontos geográficos, numa época em que os nazis e a sua ideologia constituíam uma terrível ameaça para a Humanidade. O filme está imbuído de humor o que torna ligeiro o dramatismo de certas cenas e ajuda o espectador a tolerar pormenores completamente inverosímeis. Nada nas histórias do arqueólogo Indiana Jones busca a verosimilhança. O herói é sempre salvo de modo absolutamente inacreditável. As situações são tão emocionantes como é imaginativa a busca de soluções dos argumentistas. (A história nasce da inspiração de George Lucas e de Philip Kaufman, o argumento é desenvolvido por Lawrence Kasdan.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há neste patamar de aventuras mirabolantes, uma justaposição do natural e do sobrenatural. Os efeitos especiais do filme são notáveis. A música de John Williams começava a revelar-se verdadeiramente indissociável do universo de Spielberg. Harrison Ford estabelecia-se aqui verdadeiramente como uma estrela de primeiro plano de Hollywood depois de em “Guerra das Estrelas” de George Lucas ter sido um pouco secundarizado por Mark Hamill e Carrie Fisher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aqui a clássica parceria do herói e da heroína mediante uma trama onde são perseguidos por nazis diabólicos, terroristas, serpentes e maldições de meter medo. Parece haver neste tipo de intrigas com um teor místico (sobrenatural) e simultaneamente político, algo daquilo que me deliciava nos livros do Tintim de Hergé. A fórmula do filme doseia os diferentes ingredientes de modo sábio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sucesso deste filme surgiriam obras da época como os da série de “Em Busca da Esmeralda Perdida” e “Jóia do Nilo”. Recentemente, o filme “A Múmia” desenvolveu o mesmo conceito, fazendo equilibrar sequências de acção com cenas de terror e espanto e uma dose de sentimentalismo apimentada com humor. O sucesso deste filme desencadeou também uma sequela e arrecadou bastante dinheiro para os seus produtores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sequência inicial de “Os Salteadores da Arca Perdida” tem cerca de meia dúzia de minutos e funciona como uma antecipação do que virá depois. Digamos que define com que linhas se cozem as intrigas daquele universo trepidante. Para inferirmos facilmente que tipo de emoções poderemos esperar posteriormente e também de que heroicidade (às vezes batoteira) vive o Dr. Indiana Jones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, encontramos um pacato Dr. Jones numa aula pacata de uma pacata rotina. Até tudo se precipitar de novo numa acção vertiginosa e frenética. Então os acontecimentos precipitam-se em catadupa e numa movimentação que se poderia tornar cansativa. Mas o realizador tem o bom senso de quebrar a agitação com cenas mais calmas, estrategicamente inseridas. (Spielberg não seria tão refinado sob este aspecto nas sequelas que vieram depois, particularmente no segundo filme da série).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um filme ligeiro mas sabiamente dirigido como “Salteadores da Arca Perdida” merece o seu local de destaque na História do Cinema. Trata-se de um produto industrial brilhantemente executado por artificies de grande talento. De resto, o filme nada tem a oferecer senão um entretenimento simpático, um divertimento que se vê (e revê) com agrado porque nada tem a ver com a nossa realidade e é exactamente isso que às vezes buscamos numa sala de cinema – uma diversão ou uma fuga aos dramas do nosso mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;® José Varregoso &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4818957757589944743?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4818957757589944743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4818957757589944743' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4818957757589944743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4818957757589944743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/os-salteadores-da-arca-perdida.html' title='Os Salteadores da Arca Perdida'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-5209196344650654236</id><published>2008-03-12T17:23:00.000Z</published><updated>2008-03-12T17:34:50.545Z</updated><title type='text'>Estranhos Prazeres</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.dvdtimes.co.uk/protectedimage.php?image=DanielStephens/strange_days_pic01.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Strange Days" (1995)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kathryn Bigelow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;James Cameron&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ralph Fiennes - Lenny Nero &lt;br /&gt;Angela Bassett - Lornette 'Mace' Mason &lt;br /&gt;Juliette Lewis - Faith Justin &lt;br /&gt;Tom Sizemore - Max Peltier &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas09.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Los Angeles, 30 de Dezembro de 1999. Os festejos que celebram o final do milénio dominam toda a cidade, mas não se sobrepõem ao clima de tensão vincado pelos crescentes conflitos raciais que se intensificaram após o assassinato de um mediático rapper negro. A chave para a descoberta do incógnito homicida poderá estar, contudo, numa das gravações traficadas por Lenny, ex-polícia que se dedica ao comércio ilegal de registos de memórias que são reutilizados por quem está disposto a pagar para aceder a experiências visuais e sensoriais de terceiros. Lenny é, de resto, um dos principais utilizadores dos produtos que vende, usando-os para reviver momentos que partilhou com a sua ex-namorada Faith, agora amante de um poderoso editor musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é, em traços largos, o ponto de partida de "Estranhos Prazeres" (Strange Days), realizado por Kathryn Bigelow em 1995 e que, apesar de ter sido um flop comercial, ficou como um dos mais inspirados (e esquecidos) thrillers dos anos 90. Proposta noir de tons fim-de-milénio, o filme decorre em cenários futuristas que não diferem muito dos do mundo actual, afastando-se dos exageros inverosímeis que minam muitos títulos de ficção científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento, da autoria de James Cameron (ex-marido da realizadora e que assume aqui o papel de produtor), investe em várias áreas sem perder coesão, indo da abordagem das fronteiras entre domínios reais e virtuais, passando pela xenofobia e paranóia e oferecendo ainda uma sólida base dramática sustentada por uma absorvente e atormentada história de amor em domínios cyberpunk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bigelow contorna com mestria lugares-comuns dos filmes de acção, desde logo pela inversão dos papéis masculinos e femininos - Lenny é fisicamente mais frágil do que a sua amiga, a guarda-costas Mace - ou pela escassez de explosões e demais utensílios de parafernália visual, apostando numa sobriedade que se revela indispensável para que surjam aqui muitas cenas de antologia - casos de uma sufocante perseguição automóvel, de sequências de fuga no meio da multidão que celebra a passagem de ano ou dos minutos iniciais, centrados no ponto de vista de um assaltante e filmados sem cortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora se encontrem aqui muitos momentos memoráveis pela forma como a realizadora constrói sequências de acção, com uma sofisticação e eficácia próximas das de Cameron ou McTiernan, "Estranhos Prazeres" vale igualmente por pequenos milagres de intensidade emocional, de que são exemplo aquele em que Faith interpreta "Hardly Wait", de PJ Harvey, enquanto é observada por um detroçado Lenny, ou muitos diálogos que o protagonista troca com Mace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dificilmente seriam conseguidos sem a notável dedicação de dois actores, Ralph Fiennes e Angela Bassett, ele equilibrando angústia e acessos espirituosos (e exibindo deliciosos tiques metrossexuais, entrando em sequências de acção de gravata e fato Armani), ela emanando determinação, coragem e lealdade na pele de Mace, a consciência de Lenny (por estas interpretações, ambos mereciam ser requisitados para interpretarem Gambit e Tempestade em "X-Men"). Destaque, ainda, para Juliette Lewis, que compõe uma apropriada femme fatale como Faith, e embora a sua personagem pudesse ser melhor explorada as situações em que brilha no palco já tornam a sua participação inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme decorre equilibrando um romantismo dilacerado e uma vibrante descarga de adrenalina, e essa difícil combinação atinge o pico na última e fulgurante meia hora, onde a sobrevivência dos protagonistas fica cada vez mais comprometida. Os festejos nocturnos nas avenidas de LA proporcionam um cenário simultaneamente magnético e tenso, e a qualquer momento a celebração pode dar origem ao caos, possibilidade que Bigelow sabe sugerir e desenvolver com elegância visual, sentido atmosférico e um ritmo certeiro. De relevância considerável é também a banda-sonora, que além de PJ Harvey inclui canções de Tricky, Lori Carson, Skunk Anansie (que actuam no filme) ou dos menos recomendáveis Deep Forest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançando bases para temas que seriam reaproveitados em "Existenz", de David Cronenberg, ou mesmo "Relatório Minoritário", de Steven Spielberg, "Estranhos Prazeres" não foi ainda superado por quaisquer sucessores mais ou menos directos, permanecendo como dos filmes mais injustamente idnorados quando se faz a triagem do melhor cinema da década de 90. Não obstante essa subestimação, é sempre um grande prazer revisitá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-5209196344650654236?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/5209196344650654236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=5209196344650654236' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5209196344650654236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5209196344650654236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/estranhos-prazeres.html' title='Estranhos Prazeres'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4063244596489847818</id><published>2008-03-11T19:37:00.000Z</published><updated>2008-03-11T20:02:51.421Z</updated><title type='text'>Berlin Alexanderplatz</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.moviesworthseeing.com/images/bxrt/berlinalexanderplatz.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Berlin Alexanderplatz" (1980)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Rainer Werner Fassbinder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Rainer Werner Fassbinder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Günter Lamprecht – Franz Biberkopf&lt;br /&gt;Karlheinz Braun – Rechtsanwalt Löwenhund&lt;br /&gt;Hannah Schygulla – Eva&lt;br /&gt;Franz Buchrieser – Gottfried Meck&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Berlin Alexanderplatz é o filme mais célebre de Rainer Werner Fassbinder. É a sua obra mais complexa, erudita e ambiciosa e um dos retratos mais admiráveis de sempre de uma cidade. Berlim não é apenas o quadro em que decorre a intriga, mas constitui, com o seu pitoresco, os seus contrastes e os seus segredos, o próprio assunto do filme. Porém, a grandiosidade do conjunto não ofusca o brilhantismo e a autonomia das suas partes integrantes. Cada um dos habitantes da cidade de Fassbinder é único e fascinante pelas suas peculiaridades e contradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carácter contraditório do protagonista surge com particular evidência na segunda parte do filme. Sabemos que Franz Biberkopf não é mau e que até jurou à saída da prisão de Tegel fazer apenas o bem. Sabemos inclusivamente que ele não é anti-semita, até porque o primeiro amigo que fez após o cumprimento da sua pena foi um judeu. Porém, ele aceita vender o jornal Völkischer Beobachter nas ruas da cidade e abraça a ideologia nazi, seguindo o exemplo de muitos dos seus compatriotas, que também colocaram voluntariamente o poder nas mãos de Hitler. É um facto surpreendente e mesmo os melhores pensadores nunca contaram com a popularidade e eficácia dos nazis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam quais forem as razões de Franz Biberkopf, é indiscutível que ele não age por mero oportunismo. Ele acredita sinceramente no nazismo e a força das suas convicções surge com toda a pujança no confronto final com os comunistas. É uma sequência que vemos hoje com distanciamento e ironia, pois sabemos que os intervenientes lutam encarniçadamente por ideologias que teriam consequências igualmente desastrosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior ironia talvez até nem seja essa. Os comunistas alemães não só não conseguiram impedir a tomada do poder pelos nazis, como poderão, ainda que involuntariamente, ter contribuído decisivamente para o sucesso de Hitler. Com os seus apelos à violência popular, os dirigentes do KPD deram o pretexto ideal ao governo nazi para tomar medidas repressivas e criaram junto da população o receio, aliás infundado, de um grande levantamento bolchevista. Biberkopf parece estar plenamente consciente desses erros de estratégia, quando adverte: &lt;em&gt;«De que vão vocês viver, espalha-brasas? Estão bêbedos de palavras! Só sabem causar confusão e tornar os outros odientos até ficarem mesmo maliciosos e acabarem com um de vocês!»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Flávio Sousa &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4063244596489847818?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4063244596489847818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4063244596489847818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4063244596489847818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4063244596489847818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/berlin-alexanderplatz.html' title='Berlin Alexanderplatz'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-8159478111408322364</id><published>2008-03-09T19:23:00.000Z</published><updated>2008-03-10T19:36:00.023Z</updated><title type='text'>Duas Irmãs, um Rei</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.stuff.co.nz/images/707407.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Other Boleyn Girl" (2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Justin Chadwick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Peter Morgan, adaptação do romance homónimo de Philippa Gregory&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Natalie Portman - Ana Bolena&lt;br /&gt;Scarlett Johansson - Maria Bolena&lt;br /&gt;Eric Bana - Henrique Tudor/Henrique VIII&lt;br /&gt;David Morrissey - Duque de Norfolk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Duas irmãs, Ana e Maria Bolena, são vítimas da ambição do pai e do tio, que as usam de modo a conseguir poder e prestígio através da conquista de favores de Henrique Tudor, rei da Inglaterra. Aproveitando-se do facto da rainha Catarina de Aragão ter perdido outro filho, o tio consegue que as duas irmãs sejam inseridas na corte. O rei repara imediatamente na beleza de Maria, que se torna sua amante e pouco tempo depois dá à luz um filho ilegítimo. Mesmo sabendo que a irmã ama verdadeiramente o rei, Ana quer a todo o custo seduzi-lo e ser rainha de Inglaterra. Com uma série de artimanhas, ela consegue a confiança do rei, que a deseja ardentemente, livra-se de Maria e de Catarina de Aragão e altera drasticamente o reino e a vida do povo. Até que ponto levará Ana a sua ambição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exteriormente temos um filme com cenários bonitos e um guarda-roupa de época impecável, em termos de argumento o filme só consegue ser satisfatório. Porque é bastante fácil perceber que recria apenas os “bastidores” da corte, as traições, as pessoas que se deixam corromper e outras em que nunca se deve confiar, levando a um choque de ambições opostas. Tudo oscila perante os devaneios de um rei e da sua activa sexualidade. A personagem que Eric Bana interpreta é fraca e pouco credível, ora balançado para o lado de Maria ora para o lado de Ana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto as personagens mais marcantes no enredo de filme são mesmo as duas irmãs, embora o desempenho fantástico de Natalie Portman tenha ofuscado o de Scarlett Johansson. Duas belezas diferentes, duas promissoras actrizes da nova geração de Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Duas Irmãs, um Rei” (infeliz tradução para português do título do filme) é um filme que até se vê bem, mas poderia ter sido muito melhor se não se tivesse cingido tanto à vida íntima do rei. Desse modo não creio que se possa afirmar que este seja um filme histórico. Quem conhece o período histórico conturbado que a Inglaterra vivia no tempo de Henrique VIII, não o vê retratado no filme, talvez não fosse esse o objectivo, mas ajudava a suportar a visão romântica que ficou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez quem tenha lido o livro que deu origem a “Duas Irmãs, um Rei”, possa encontrar pontos de interesse que tenham escapado à atenção, ou tenham sido postos de lado pelo argumentista do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-8159478111408322364?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/8159478111408322364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=8159478111408322364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8159478111408322364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8159478111408322364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/duas-irms-um-rei.html' title='Duas Irmãs, um Rei'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4556576945644593248</id><published>2008-03-07T22:56:00.000Z</published><updated>2008-03-07T23:22:02.236Z</updated><title type='text'>Haverá Sangue</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/a/a5/There_will_be_blood.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"There Will Be Blood" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul Thomas Anderson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul Thomas Anderson, baseado no romance de Upton Sinclair&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Daniel Day-Lewis - Daniel Plainview &lt;br /&gt;Dillon Freasier - H.W. Plainview &lt;br /&gt;Paul Dano - Paul Sunday / Eli Sunday &lt;br /&gt;Kevin J. O'Connor - Henry Brands &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Filme sobre um período negro da História americana, em que o coração dos homens era dominado pela ganância e pela religião, as quais poderiam andar de mãos dadas ou de costas voltadas. Mais concretamente, relata a vida de um duro prospector de petróleo desde o seu primeiro poço bem sucedido até à decadência dos seus últimos dias. É uma história de esforço e crueldade, que bem poderia chamar-se Daniel Day-Lewis, porque o filme é ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Day-Lewis convence integralmente, sendo que o filme respira quando ele respira. À parte isso, ficamo-nos por uma história não muito inspirada sobre um homem odioso e a forma que este escolheu para singrar, entre a lama e as chamas do ouro negro, numa luta pela sobrevivência que rapidamente se transforma numa cultura de ódios que só poderiam consumi-lo. Não impede isso uma atmosfera electrizante e momentos de deleite cinéfilo, mas é difícil aguentar duas horas e quarenta de duração com o que Paul Thomas Anderson tem a oferecer, e a película vai lentamente decrescendo de intensidade, sendo apenas capaz de fazer levantar uma sobrancelha no clímax final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Day Lewis reparte visibilidade com o excelente Kevin J. O’Connor (demasiado apagado neste filme) e com Paul Dano, que teve apenas quatro dias para preparar-se para o papel, já que tinha sido contratado para representar uma única cena (e outro personagem), mas impressionou o realizador ao ponto de este alterar o argumento para adequar-se ao novo actor. Dillon Freaser, que representa o pequeno filho do protagonista, nem sequer era actor, mas apenas um aluno de uma escola próxima das filmagens, no Texas; a mãe do menino quis saber quem era Daniel Day Lewis e ficou chocada quando alugou Gangs de Nova Iorque, pelo que desesperadamente lhe desencantaram uma cópia de A Idade da Inocência, onde ele é mais gentil e sociável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como curiosidade, o fumo provocado pela cena do incêndio de um poço de petróleo obrigou a que a produção de Este País Não É Para Velhos, dos Irmãos Cohen, a filmar em terrenos próximos, tivesse de fechar por um dia, até que o fumo se dissipasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4556576945644593248?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4556576945644593248/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4556576945644593248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4556576945644593248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4556576945644593248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/haver-sangue.html' title='Haverá Sangue'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-8499202626817986877</id><published>2008-03-05T15:25:00.000Z</published><updated>2008-03-05T15:36:37.319Z</updated><title type='text'>Reis e Rainhas</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://web.mit.edu/jsf/2005/web/5arr/rois_et_reine.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Rois et Reine" (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Arnaud Desplechin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Arnaud Desplechin &amp; Roger Bohbot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Emmanuelle Devos - Nora Cotterelle &lt;br /&gt;Mathieu Amalric - Ismaël Vuillard &lt;br /&gt;Catherine Deneuve - Mme Vasset &lt;br /&gt;Maurice Garrel - Louis Jenssens &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Através de filmes como “Comment je me suis disputé… (ma vie sexuelle)” ou “Esther Kahn”, Arnaud Desplechin tem consolidado um elogiado percurso, impondo-se como um dos interessantes nomes do novo cinema francês.“Reis e Rainha (Rois et Reine), o seu título mais recente, confirma-o enquanto autor meritório, pois embora sendo uma película desequilibrada contém atributos suficientes que a tornam numa obra a ter em conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentando duas histórias em paralelo, o filme segue Nora, cuja rotina de trabalho passada numa galeria de arte será interrompida pelo estado de saúde cada vez mais débil do seu pai, doente em fase terminal; e Ismael, que devido a um estilo de vida desregrado é internado, a pedido de terceiros, num hospital psiquiátrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo destas duas situações, aparentemente desconexas, “Reis e Rainha” tece uma complexa teia de eventos, personagens e memórias, cujas esferas se relacionam, de forma mais ou menos demarcada, com a morte, a insanidade, a dissolução familiar, o amor ou a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desplechin proporciona aqui uma atípica experiência cinematográfica, um excessivo puzzle onde a comédia e o drama se entrelaçam mas cuja fusão nem sempre é bem conseguida, pois a lógica espartana de “Reis e Rainha” tanto proporciona estimáveis cenas de antologia como sequências de relevância duvidosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que permanece sempre seguro no filme são as competentíssimas interpretações dos actores, em especial as dos dois protagonistas: Emmanuelle Devos e Mathieu Amalric, a primeira seduzindo pelo estranho misto de vulnerabilidade e obstinação e o segundo pela irresistível irreverência que emana constantemente (percebe-se porque foi premiado com o César de Melhor Actor em 2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intercalando realismo com ocasionais episódios oníricos, Desplechin gera um intenso olhar sobre peripécias do quotidiano urbano, salientando a falta de comunicação e a efemeridade das relações e atirando as suas personagens para uma espiral de dúvidas, imprevistos e inquietações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes cruel, dilacerando os protagonistas através de um considerável humor negro, noutros casos emotivo e cativante, com momentos de um forte impacto emocional (como no comovente epílogo) “Reis e Rainha” é um filme esquizofrénico e imprevisível, o que é simultaneamente uma vantagem e uma limitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragicomédia com personagens à beira do limite, cortadas por uma crescente dilaceração emocional onde as situações parecem piorar a cada instante, a película descoordena o espectador, obrigando-o a reconsiderar certas características dos protagonistas e dos secundários devido à intersecção temporal (os flashbacks abundam) e narrativa (com duas histórias que, aos poucos, revelam ligações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados nem sempre estão à altura da ousadia do filme (sobretudo algumas cenas de humor, condimentadas por um burlesco e nonsense desequilibrados), mas Desplechin consegue fazer com que as duas horas e meia de filme não se tornem cansativas, mesmo com alguma palha narrativa que poderia ter sido cortada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambivalente e desigual, “Reis e Rainha” não é um filme fácil e contém contrastes abruptos que não o tornarão numa obra para todos os gostos, mas é também um vibrante e a espaços muito inventivo estudo de personagens que não tem medo de mergulhar, para o bem e para o mal, no âmago destas. Nem todos os filmes se podem orgulhar disso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-8499202626817986877?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/8499202626817986877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=8499202626817986877' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8499202626817986877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8499202626817986877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/reis-e-rainhas.html' title='Reis e Rainhas'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-842382355967166630</id><published>2008-03-02T22:22:00.000Z</published><updated>2008-03-03T22:38:19.082Z</updated><title type='text'>Hannibal - A origem do mal</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://lestrange.files.wordpress.com/2007/03/hannibal_rising1.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Hannibal Rising" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Peter Webber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Thomas Harris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gaspard Ulliel – Hannibal Lecter&lt;br /&gt;Gong Li – Lady Murasaki&lt;br /&gt;Dominic West – Inspector Popil&lt;br /&gt;Rhys Ifans – Vladis Grutas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A personagem que marcou a carreira de Anthony Hopkins é uma lenda da história do cinema. O assassino canibal, teve a sua primeira aparição em “Caçada ao Amanhecer” (1986, Michael Mann, interpretado por Brian Cox), mas o momento de glória foi mesmo a interpretação de Hopkins no filme “O Silêncio dos Inocentes” (1991, Jonathan Demme). Anos mais tarde Hopkins repetiu o papel em “Hannibal” (2001, Ridley Scott) e em “Dragão Vermelho” (2002, Brett Ratner). Com tudo isto, faltava então saber as razões que levaram a que Hannibal se tornasse num assassino cruel e macabro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi pedido a Thomas Harris, criador da personagem em questão, que escrevesse um guião original onde fosse contada a história da vida de Hannibal na sua juventude. Todo o mal tem a sua origem e é isso que é mostrado em “Hannibal – A Origem do Mal” realizado por Peter Webber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hannibal Lecter é apenas uma criança quando assiste aos horrores da segunda guerra mundial no leste europeu, que resultaram na morte dos seus familiares. Anos mais tarde, encontramo-lo num orfanato soviético onde é constantemente provocado pelos colegas. Um dia o jovem consegue fugir de lá e empreende uma longa jornada até aos arredores de Paris para procurar abrigo na casa de um tio. No entanto este já faleceu, e é a sua viúva, a bela Lady Murasaki, que o acolhe. É com a ajuda dela que Hannibal começa a estudar medicina, ao mesmo tempo que ganha gostos refinados na pintura, música e comida. Com o estudo do corpo humano, ao qual se dedica grande parte do seu tempo, Hannibal adquire um grande conhecimento que decide usar para se vingar dos tormentosos fantasmas do passado que afinal são criminosos de guerra bem reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a escolha de Gaspard Ulliel para interpretar o jovem Lecter foi acertada, sem prejuízo do facto de ser um desconhecido para o grande público, tendo apenas algumas participações em produções francesas. Ao encarnar a personagem Ulliel consegue uma expressão cruel no olhar e um sorriso sarcástico que nos convence que é mesmo o retrato do assassino que conhecemos dos filmes anteriores, desempenhado por Hopkins. “Hannibal – A origem do mal” é um filme escuro, violento e com algum suspense, que nos mostra um jovem sofrido que exorciza os seus demónios interiores de tal forma que perde o que há de humano em si e se transforma num monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-842382355967166630?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/842382355967166630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=842382355967166630' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/842382355967166630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/842382355967166630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/hannibal-origem-do-mal.html' title='Hannibal - A origem do mal'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-384839387516647575</id><published>2008-02-29T13:19:00.001Z</published><updated>2008-03-03T22:21:40.825Z</updated><title type='text'>Juno</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://laist.com/attachments/la_simone/juno.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Juno" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jason Reitman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Diablo Cody&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ellen Page - Juno MacGuff &lt;br /&gt;Michael Cera - Paulie Bleeker &lt;br /&gt;Jennifer Garner - Vanessa Loring &lt;br /&gt;Jason Bateman - Mark Loring &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando aquilo que o mundo mais precisa é de filmes sobre abortos bem sucedidos, Hollywood dá à luz mais uma comédia ligeira de uma adolescente grávida que decide dá-la para adopção em vez de abortar, apesar de claramente não querer a criança para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tão hipócrita que se reveste este filme descaradamente pró-vida, nunca se viu um quadro tão cor de rosa de gravidez não planeada: os pais aceitam a situação sem dramas e uma família perfeita cai do céu para adoptar o bebé, a futura mamã continua a ter aproveitamento escolar, revela ausência de dores ou mal estar físico e o próprio parto é quase “O quê, já está?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não ser acusada de demasiado facilitismo, Juno tem uma discreta discussão com o rapaz de quem gosta e que é o acidental dador de esperma, ao que são imitados pelo crispado casal adoptante. Dois grãos de areia que em nada encravam a máquina de fazer algodão-doce desta visão irrealista de como levar até ao fim uma gravidez indesejada sem o menor sacrifício, ficando também a nota de que se deve fugir das clínicas de aborto porque cheiram a hospital, têm pessoas na sala de espera e as funcionárias do PBX têm piercings e oferecem preservativos com sabor para evitar uma segunda visita. De qualquer modo, quem é que não trocaria essa meia hora menos agradável pela experiência inesquecível de transportar uma vida humana durante nove meses, quando nem sequer se tem intenção de ficar com ela? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito o reparo sobre credibilidade, há coisas a que tem de se dar o braço a torcer: os diálogos são deliciosos (na sua maior parte) e os actores estão adequadíssimos. Ellen Page reforça aqui a sua intuitividade como actriz (depois de &lt;em&gt;Hard Candy &lt;/em&gt;e esquecendo-se que entrou em &lt;em&gt;X Men III&lt;/em&gt;), e está bem amparada por Alison Janney e J.K. Simmons, que interpretam os seus pais, e por Jennifer Garner e Jason Bateman (que, no mesmo ano de 2007, contracenaram juntos em &lt;em&gt;O Reino&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Diablo Cody, ex-&lt;em&gt;stripper&lt;/em&gt; que arrecadou o Oscar de melhor Argumento Original com este guião, o filme &lt;em&gt;Juno&lt;/em&gt; é um caloroso e apaziguador exemplo de como se pode abordar um tema polémico sem chocar ninguém, até conseguindo colocar toda a gente do lado da jovem grávida, que não vacila nem por um momento face às atribulações que tem pela frente. Jason Reitman é filho do realizador Ivan Reitman (&lt;em&gt;Caça-Fantasmas I e II&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Um Polícia No Jardim-Escola &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;A Minha Super Ex-Namorada&lt;/em&gt;), mas já marcara um nome por si com o acutilantemente simpático &lt;em&gt;Obrigado por Fumar&lt;/em&gt;, de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-384839387516647575?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/384839387516647575/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=384839387516647575' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/384839387516647575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/384839387516647575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/juno.html' title='Juno'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2083913732786176663</id><published>2008-02-27T16:30:00.000Z</published><updated>2008-02-28T16:57:49.336Z</updated><title type='text'>Começar de Novo</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.lycee-guisthau.org/spip/IMG/jpg/un_jour_dete.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Un Jour d'Été" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Franck Guérin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Franck Guérin &amp; Agnès Feuvre &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Baptiste Bertin - Sébastien&lt;br /&gt;Théo Frilet - Mickaël&lt;br /&gt;Elise Caron - Louise&lt;br /&gt;Brice Hillairet - Francis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Un Jour d'Été" é a primeira longa-metragem do francês Franck Guérin, que aqui se centra na reacção de um adolescente à morte do melhor amigo, ocorrida devido à queda de uma baliza num jogo de futebol na pequena localidade rural em que vivem. O filme segue a angústia que toma conta do protagonista após a situação, assim como a forma como a tenta colmatar aproximando-se da mãe do amigo, da qual se torna confidente, ajudando-a a suportar uma perda abrupta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guérin constrói aqui um drama sóbrio, contemplativo e minimalista, que aos poucos vai gerando uma considerável carga dramática que vive muito da gestão de olhares e silêncios. Há cenas magnéticas nos momentos de introspecção do protagonista, e o realizador sabe criar uma aliança hipnótica entre som e imagem, para a qual contribui uma banda-sonora instrumental discreta, mas envolvente, de Sebastien Schuller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcado por cenas de beleza assinalável, "Un Jour d'Été" nem sempre conta com uma narrativa tão conseguida, sobretudo na segunda metade, onde Guérin se perde em indecisões quanto ao rumo das suas personagens. Ao tentar funcionar simultaneamente como retrato da adolescência, da perda de alguém próximo, dos constrangimentos das pequenas comunidades ou das fronteiras entre a amizade e o amor, o filme acaba por se tornar demasiado disperso, já que não chega a aprofundar todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, esta é ainda uma obra auspiciosa, e mesmo que o desenlace deixe algumas pontas soltas no argumento "Un Jour d'Été" apresenta um olhar complexo sobre as arbitrariedades da vida, revelando um evidente apuro estético e uma direcção de actores que reforça o realismo das situações. Já é mais do que suficiente para justificar a sua descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2083913732786176663?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2083913732786176663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2083913732786176663' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2083913732786176663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2083913732786176663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/comear-de-novo.html' title='Começar de Novo'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-7264378610519180402</id><published>2008-02-24T22:28:00.000Z</published><updated>2008-02-24T00:29:34.999Z</updated><title type='text'>Ruptura</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://mac2.files.wordpress.com/2007/06/fracture1-large-450.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Fracture" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gregory Hoblit&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Daniel Pyne &amp;amp; Glenn Gers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Anthony Hopkins - Theodore 'Ted' Crawford&lt;br /&gt;Ryan Gosling - William 'Willy' Beachum&lt;br /&gt;David Strathairn - Joe Lobruto&lt;br /&gt;Rosamund Pike - Nikki Gardner&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas04.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em mais um filme sobre o mundo dos advogados e tribunais norte-americanos, dois actores simbólicos, cada qual da sua geração, estão em confronto directo. Hopkins é Theodore Crawford, um engenheiro aeronáutico que descobre que a esposa o trai com um homem mais novo. Um dia quando ela regressa a casa é morta pelo marido, que arquitectou um plano para eliminar provas do crime e baralhar os investigadores. Na audiência, Crawford recusa o advogado a que tem direito e responsabiliza-se pela sua própria defesa. Na acusação está o advogado do ministério público, William Beachum (Gosling), com a carreira em ascensão e bem reputado pelos 97% dos casos de acusação em que ganhou a causa. Inteligente, Crawford vê nele a pessoa certa com quem “jogar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em filmes deste tipo quando a história não é grande coisa aposta-se na escolha dos actores para salvar o filme de um “naufrágio” certo. Provavelmente foi isto que Gregory Hoblit tentou fazer. Perdeu no argumento enfadonho que é a única explicação possível para o "razoável" - e não "muito bom" desempenho - que se esperava da dupla de protagonistas. Hopkins não consegue livrar-se da pele de Hannibal Lecter. O mesmo olhar de frieza e loucura, a mesma inteligência “ao serviço” do crime. Só faltou cozinhar e comer alguém. Ryan Gosling tem um desempenho pouco à vontade, ou seja, ainda tem muito que aprender nesta andança que é a arte de representar em cinema, ainda que conte com uma nomeação para o Óscar de melhor actor no seu currículo. Espero vê-lo em mais filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até custa a crer que Gregory Hoblit se estreou no cinema há quase doze anos atrás com o incrível filme “A Raiz do Medo” que deu a conhecer ao mundo, como tema do filme, a “Canção do Mar” de Dulce Pontes e o talento de Edward Norton - que infelizmente agora aceita papéis como o verdíssimo Hulk. Enfim...nem tudo é um mar de rosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-7264378610519180402?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/7264378610519180402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=7264378610519180402' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/7264378610519180402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/7264378610519180402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/12/ruptura.html' title='Ruptura'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1506528815676003077</id><published>2008-02-22T18:42:00.000Z</published><updated>2008-02-22T15:48:52.771Z</updated><title type='text'>The Darjeeling Limited</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://roliudi.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2007/07/darjeeling_smalls.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Darjeeling Limited" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Wes Anderson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Wes Anderson &amp; Roman Coppola &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Owen Wilson - Francis Whitman &lt;br /&gt;Adrien Brody - Peter Whitman &lt;br /&gt;Jason Schwartzman - Jack Whitman &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Três irmãos em viagem espiritual numa Índia de postal ilustrado, que apenas serve de cenário exótico ao caos que se vai seguir. Esse país estranho serve para isolar os três irmãos, obrigando-os a conviver uns com os outros, apesar das exacerbadas idiossincrasias que os caracterizam. Mas é também um filme sobre partilha e afinidade, de busca de um amor fraternal perdido, entre três irmãos que se afastaram uns dos outros após o funeral do pai, ao qual a mãe nem se deu ao trabalho de aparecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The Darjeeling Limited &lt;/em&gt;é um clássico filme de Wes Anderson, realizador/argumentista de Os Tenembaums e de Um Peixe Fora de Água, com o seu sentido de humor muito invulgar e os seus actores de marca, Owen Wilson, Bill Murray, Jason Schwartzman e Angelica Huston, aos quais juntou um Adrien Brody que resultou na perfeição. O trio de irmãos apresenta uma inesperada coesão na sua teia de manias e temperamentos e são eles quem verdadeiramente mantém este projecto como um divertimento acima da banalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mencionar a curta metragem Hotel Chevalier, que é apresentada antes do filme e como Parte 1 do mesmo, mas do qual é totalmente independente. Natalie Portman (que protagoniza com Jason Schwartzman a curta metragem) deslocou-se à Índia para meia hora de filmagens (ela tem apenas um cameo sem falas que dura 3 segundos em &lt;em&gt;The Darjeeling Limited&lt;/em&gt;) e dez dias de turismo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1506528815676003077?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1506528815676003077/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1506528815676003077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1506528815676003077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1506528815676003077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/mechanic.html' title='The Darjeeling Limited'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1623012984479140154</id><published>2008-02-20T15:28:00.000Z</published><updated>2008-02-20T15:47:53.907Z</updated><title type='text'>Uma Casa, uma Vida</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.horroria.com/i/nposters/00/19/1901-HQ.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Life as a House" (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Irwin Winkler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Irwin Winkler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kevin Kline - George Monroe &lt;br /&gt;Kristin Scott Thomas - Robin Kimball &lt;br /&gt;Hayden Christensen - Sam Monroe &lt;br /&gt;Jena Malone - Alyssa Beck &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um interessante olhar sobre as relações familiares, “Uma Casa, uma Vida” (Life as a House) é um pequeno drama centrado no difícil relacionamento entre George, um arquitecto frustrado, e Sam, o seu filho adolescente rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitimado por uma doença trágica, George decide evitar a auto-comiseração e passar os últimos momentos da sua vida longe das obrigatoriedades da rotina profissional quotidiana, empenhando-se antes em dedicar-se a algo que realmente o motive e desafie. Assim, aproveita para reconstruir uma casa herdada pelo pai, situada numa baía, e em sedimentar o relacionamento com o seu filho, tornando-o menos conflituoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irwin Winkler oferece um competente trabalho de realização, mas o filme possui algumas das irregularidades que caracterizam outras das suas obras. A sua filmografia não é especialmente estimulante, uma vez que filmes como “A Rede” (um estereotipado e formulaico thriller protagonizado por Sandra Bullock) ou “À Primeira Vista” (um desequilibrado drama sobre a cegueira que pouco mais tinha do que as boas interpretações de Val Kilmer e Mira Sorvino) são títulos que proporcionam escassas doses de inventividade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma Casa, uma Vida" é, à semelhança dos restantes trabalhos de Winkler, um filme demasiado convencional, raramente arriscando ou apostando em territórios que optem por caminhos já percorridos. Este elemento não é necessariamente negativo, até porque geralmente é elaborado de forma segura e correcta, mas também não suscita grandes rasgos de criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, a película aproxima-se muitas vezes de um indistinto telefilme familiar (certos diálogos formatados, narrativa linear, gestão irregular da tensão dramática com cenas que apelam perigosamente à comoção fácil), por outro, apresenta a espaços traços de algum cinema independente (atmosferas sóbrias e agridoces, ocasionais sequências irreverentes e offbeat, personagens disfuncionais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria banda-sonora evidencia essa dicotomia, assentando na rotineira música de Mark Ishman mas oferecendo, pontualmente, pequenas pérolas indie, como “How to Disappear Compeletely”, dos Radiohead (pelo meio há ainda Limp Bizkit, Joni Mitchell, Marilyn Manson, Violent Femmes ou Deadsy). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, as personagens são suficientemente absorventes e as interpretações são ainda melhores, factor determinante para que as fragilidades de “Uma Casa, uma Vida” não superem o que de bom o filme contém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kevin Kline acrescenta mais um consistente desempenho ao seu currículo (interpretando um protagonista que felizmente evita a tentadora pose de “coitadinho”), Kristin Scott Thomas é igualmente tridimensional e Hayden Christensen encarna com solidez um adolescente verosímil. O elenco inclui ainda promissores jovens talentos em papéis secundários, como Jena Malone (pouco antes da participação em “Donnie Darko”) ou Ian Somerhalder (um dos protagonistas de “As Regras da Atracção”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sendo um filme marcante, “Uma Casa, uma Vida” é um bom melodrama, que apesar de irregular consegue originar uma envolvente perspectiva sobre as relações familiares, a morte, o amor e o crescimento. E, no meio de tantos filmes sem substância, isso já justifica que este se torne num dos que vale a pena (re)descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1623012984479140154?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1623012984479140154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1623012984479140154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1623012984479140154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1623012984479140154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/uma-casa-uma-vida.html' title='Uma Casa, uma Vida'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-79590421604301304</id><published>2008-02-18T16:48:00.000Z</published><updated>2008-02-18T17:14:24.272Z</updated><title type='text'>Fado Corrido</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://amalia.no.sapo.pt/fadcorrid.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Fado Corrido" (1964)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jorge Brum do Canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jorge Brum do Canto, baseado num conto de David Mourão Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Amália Rodrigues&lt;br /&gt;Jorge Brum do Canto&lt;br /&gt;Florbela Queiroz&lt;br /&gt;João Mota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se há qualquer coisa a acentuar acerca de “Fado Corrido” é que se situa algures na charneira entre o cinema clássico português e as novas tendências do cinema dos anos 60. Pode-se afirmar também que beneficia dessa posição sem perder a solidez ou sem cair sob contradições. Há aqui maior liberdade na recriação das mentalidades e dos costumes da época do que em filmes de épocas anteriores. Vislumbram-se nesta história manifestações de práticas menos lícitas, como o contrabando ou o amor liberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há nesta obra um olhar circunspecto, sisudo e sóbrio sobre a Lisboa das avenidas novas e dos carros em movimento sincronizado. O filme utiliza ingredientes da receita de sucesso tradicional (tal como o Fado e a Tourada) mas aqui a fórmula é claramente diferente. Viviam-se novos anos – aqueles em que se estrearam “Verdes Anos” de Paulo Rocha ou “Belarmino” de Fernando Lopes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de Jorge Brum do Canto parece assentar sobre uma visão sombria da sociedade. A imagem a preto e branco ajuda (e imenso) a conferir uma dimensão cinzenta a tudo o que vemos. Parece haver um certo desencantamento nos personagens. Uma falta de ambição ou um acomodamento à realidade a que estão votados. Será talvez o retrato de um Portugal sem ânimo, sem grandes expectativas políticas e sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem sombria de Portugal virá dos olhos do realizador que filma ou do espírito do seu personagem principal, o fidalgo D. Luís, também encarnado por Brum do Canto? É difícil apurar. Mas essa recriação é bastante genuína e espontânea. O mesmo não se pode aplicar aos momentos (supostamente) mais cómicos do filme em que se parodiam os gostos da nova geração. Florbela Queiroz e João Mota acentuam neste segmento da obra (o menos notável) uma caricatura exagerada desses jovens – caricatura demasiado superficial, irrelevante e desinspirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro do filme está Amália Rodrigues no auge absoluto da sua fama. Ela que é um valor cultural precioso do Portugal salazarista – mas que está muito para além dele. Não a vemos aqui num registo ingénuo semelhante ao dos seus filmes mais famosos: “Capas Negras” e “Fado – História de Uma Cantadeira”, ambos da década de 40. Amália surge aqui com uma maturidade acrescida. E a sua fotogenia e brilho diante das câmaras são mais evidentes em “Fado Corrido” e no filme franco-português “Ilhas Encantadas” que protagonizaria no ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é estruturalmente simples e parte de um conto de David Mourão-Ferreira intitulado “Agora: Fado Corrido” (que pertence ao seu livro de novelas “Gaivotas em Terra”) – De resto, repare-se que o filme parte de uma visão das gaivotas sobre o Tejo. E volta a ela, no fim. E do mesmo modo, o poema de Alexandre O’Neill que parece aqui muitíssimo adequado, começa com «Se uma gaivota viesse trazer-me o céu de Lisboa…»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amália é Maria do Amparo, amante de D. Luís. O homem persegue-a pelos sítios por onde ela se esconde dele; e quer impor-lhe uma relação que é essencial para si mas demasiado dolorosa para ela. D. Luís é um homem antipático e amargo. Poderá amá-la do seu modo pessoal mas também a engana e menospreza. E apenas a avalia pelos seus critérios pessoais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fado surge aqui como o perfeito veículo para transmissão desse espírito perturbado. Amália canta “Gaivota” e “Estranha Forma de Vida” (com poema seu). Vemo-la cantar em público, em casas de Fado. Mas também no som do rádio ou dos discos que os personagens ouvem. E numa cena visualmente interessante, D. Luís tenta perturbar o seu canto, abrindo consecutivamente garrafas de champanhe. Cada explosão surge como um insulto ao seu desempenho e a tudo o que ela é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fado Corrido” não é um filme musical mas um filme com música. Parte da criação musical que ambienta o filme vem das cordas da guitarra de Carlos Paredes – ele que já havia criado a belíssima música de “Verdes Anos”. De resto, o fado que aqui sobressai é o mais sombrio (e não o mais corrido e ligeiro, como o título parece sugerir). O tema alegre “Cantiga da Boa Gente” não é um fado mas uma canção que contradiz todo o espírito da obra e se parece opor a ele: veicula o ideal da felicidade quando se é pobre e honesto quando nada no filme parece transmitir tal ideal de santidade ou de apego à honradez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em papéis secundários, encontramos duas boas actrizes, Irene Cruz e Isabel de Castro. Esta última interpreta aquela que será talvez a única pessoa no mundo a amar D. Luís, que parece gostar dele sem despender contemplações em torno do seu egoísmo. E que parece apiedar-se da angústia com que ele enfrenta a velhice e uma certa crise existencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconselho o filme. Mas é difícil encontrá-lo. Havia uma edição em VHS para venda directa. O ano passado foi projectado na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa. Esperemos que lancem o filme em DVD. Não sendo uma jóia cinematográfica preciosa, é um interessante retrato social de um certo Portugal dos anos 60. Vale pelo que representa, pela belíssima fotografia, pelos trabalhos interpretativos de Brum do Canto e de Amália. Vale pela forma como vemos alguns fados cinematografados. Afinal, somando tudo isto, não vale assim tão pouco mas ninguém ouve falar dele. O que é pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® José Varregoso &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-79590421604301304?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/79590421604301304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=79590421604301304' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/79590421604301304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/79590421604301304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/fado-corrido.html' title='Fado Corrido'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-6165297147251730696</id><published>2008-02-17T16:35:00.000Z</published><updated>2008-02-18T16:46:53.071Z</updated><title type='text'>No Vale de Elah</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com/images/hv/photo/movie_pix/warner_independent/in_the_valley_of_elah/inthevalleyofelah_posterbig.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"In the Valley of Elah" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul Haggis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul Haggis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tommy Lee Jones - Hank Deerfield &lt;br /&gt;Charlize Theron - Det. Emily Sanders &lt;br /&gt;Susan Sarandon - Joan Deerfield &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O realizador e argumentista Paul Haggis (Crash, 2004) apresenta-nos “No Vale de Elah”, um filme que reflecte um problema que afecta a sociedade norte-americana e que questiona a continuação de acções militares, no caso do filme, na guerra contra o Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os realizadores norte-americanos continuam a fazer filmes sobre as guerras que marcaram a história do país, como a guerra do Vietname (ou sobre as suas consequências sob uma determinada perspectiva) agora a tendência é para o retratar da actualidade correspondente às ofensivas militares dos E.U.A., nomeadamente no Médio Oriente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta-nos a história de Hank Deerfield, um ex-militar que procura o filho soldado que, desde a sua chegada da missão no Iraque, não estabeleceu qualquer contacto com os pais. Dirigindo-se à base militar onde supostamente ele estaria, Hank não o encontra e começa a procurar todas as pistas possíveis sobre o estranho desaparecimento do jovem. O pior acontece quando Hank recebe a terrível notícia de que o filho foi encontrado morto, tendo de informar a sua angustiada mulher que espera por notícias em casa. Na busca pela verdade sobre a morte do filho, Hank é ajudado pela detective Emily Sanders, que recorre a todos os meios possíveis para a investigação. Á medida que se vão deparando com uma série de obstáculos, apercebem-se de que a verdade que procuram pode conter factos bastante cruéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vale de Elah foi o sítio em que, segundo a história bíblica, David venceu o gigante Golias. A mensagem do filme prende-se com as várias interpretações que essa história pode ter. As adversidades, os perigos, os desafios com que nos deparamos ao longo da vida são como um Golias que nós, como David, temos de enfrentar de frente, ainda que no nosso interior haja o mais pequeno sentimento de medo, porque temos de vencer. A guerra é o Golias de muitos soldados, uns sucumbem, outros vencem-no, mas mesmo assim trazem dentro de si uma experiência tortuosa que os modifica, mesmo que o neguem, para o bem e para o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os actores principais dão mostra do seu talento vestindo a pele de personagens que lhes assentam como uma luva. O destaque vai, como não podia deixar de ser, para Tommy Lee Jones, que até agora tem neste filme o seu melhor desempenho, tendo sido reconhecido pela Academia de Hollywood. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No Vale de Elah” é um filme que algumas pessoas podem não gostar, porque por vezes o ritmo da história torna-se lento, esticando o argumento até onde der. Contudo, Paul Haggis consegue tratar um assunto controverso do ponto de vista dos sentimentos das pessoas, sem tornar o filme numa lamechice que dê vontade de abandonar a sala de cinema antes da sessão acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-6165297147251730696?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/6165297147251730696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=6165297147251730696' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6165297147251730696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6165297147251730696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/no-vale-de-elah.html' title='No Vale de Elah'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-184064930096855863</id><published>2008-02-13T16:41:00.000Z</published><updated>2008-02-13T16:54:40.840Z</updated><title type='text'>The Hottest State</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.austin360.com/shared-gen/blogs/austin/outandabout/1693poster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Hottest State" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ethan Hawke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ethan Hawke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mark Webber - William Harding &lt;br /&gt;Catalina Sandino Moreno - Sarah &lt;br /&gt;Laura Linney - Jesse &lt;br /&gt;Ethan Hawke - Vince &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após poucos minutos de filme, quando os dois se protagonistas se conhecem num bar, surgem comparações quase inevitáveis com o díptico "Antes do Amanhecer"/"Antes do Anoitecer", de Richard Linklater, dada a espontaneidade da dupla de actores e o realismo dos diálogos, que em certos momentos se estendem por vários minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só por aqui que "The Hottest State", segunda longa-metragem do actor/escritor/realizador Ethan Hawke (inspirada no seu livro homónimo), exibe paralelismos com dois dos filmes que mais o notabilizaram, uma vez que este seu projecto é também um espelho das ambições, receios e contradições de jovens adultos que não querem estar sozinhos mas cuja vida a dois surge sempre ameaçada por hesitações e reavaliações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem de Hawke, embora não esteja imune a comparações com a de Linklater, é contudo suficientemente distinta para que "The Hottest State" seja um filme com identidade própria, denunciando um considerável talento na escrita e na realização. Se por um lado não oferece nada de inédito depois de tantos outros retratos das vidas de jovens de vinte e poucos anos, a película consegue envolver pela densidade emocional que vai adquirindo, desenhando a história de um casal de forma credível e sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, o duo é formado por um jovem actor e uma aspirante a cantora que, após uma relação à partida idílica que nasce repentina e inesperadamente, têm de lidar com o colapso e enfrentar os contrangimentos de uma eventual reaproximação. Mark Webber e Catalina Sandino Moreno obtêm aqui dois desempenhos convincentes, ele aliando impulsividade e fragilidade, ela equilibrando-o com a maturidade e subtileza que já demonstrara em "Maria Cheia de Graça" ou "Geração Fast-Food". O elenco vale também pelos secundários, que incluem o próprio Ethan Hawke, a sempre segura Laura Linney, aqui com a classe habitual, e a brasileira Sónia Braga, responsável por algumas das cenas mais divertidas do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quase omnipresente banda-sonora reforça as qualidades do projecto, contando com nomes como Cat Power, Bright Eyes, Emmylou Harris, Brad Mehldau ou Feist, cujas canções folk/indie/alternative country não poderiam ser mais apropriadas para uma história que decorre entre o Texas, o México e Nova Iorque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drama agridoce e idealista q.b., "The Hottest State" chega a ser também, à semelhança dos seus protagonistas, algo pueril e imberbe a espaços, características que não chegam no entanto a sobrepor-se aos méritos de uma obra que ofecere uma sinceridade e entrega acima da média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-184064930096855863?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/184064930096855863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=184064930096855863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/184064930096855863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/184064930096855863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/hottest-state.html' title='The Hottest State'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4702524404940670313</id><published>2008-02-10T19:12:00.000Z</published><updated>2008-02-10T15:36:04.364Z</updated><title type='text'>Sob o Signo de Capricórnio</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.costacastelo.pt/imagens/capas/grandes/capricornio.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Under Capricorn" (1949)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;James Bridie, baseado no romance de Helen Simpson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ingrid Bergman – Henrietta Flusky&lt;br /&gt;Joseph Cotten – Sam Flusky&lt;br /&gt;Michael Wilding – Charles Adare&lt;br /&gt;Margaret Leighton - Milly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas04.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando um realizador, como Alfred Hitchcock é tido como um mestre na área cinematográfica, isso não significa que todos os filmes que fez ao longo da sua vida sejam bons e irrepreensíveis. As opiniões variam, obviamente, mas há filmes em claramente sentimos a falta de certos elementos característicos do tipo de realização do mestre, o que pode acontecer por influência de argumentos fracos adaptados de livros talvez igualmente fracos. É um risco pegar num argumento assim para fazer um filme. Hitchcock arriscou em “Sob o Signo de Capricórnio”, mas acabou por perder, as receitas do filme não compensaram o elevado orçamento com que as filmagens foram feitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do filme é algo lamechas e pouco cativante. Sam Flusky é um ex-condenado por homicídio deportado para a Austrália, uma das colónias britânicas do século XIX, descoberta apenas sessenta antes pelo capitão Cook. Olhado de lado pela sociedade “em construção” de Sidney, Sam conseguiu arranjar fortuna e vive um casamento infeliz marcado pela diferença social com a deprimida Henrietta (ele era pobre quando a conheceu e ela era de família nobre), que se refugia no álcool.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Entretanto chega o novo governador, que se faz acompanhar do primo Charles Adare, confiante que havia de fazer fortuna e regressar à Irlanda. Ele e Sam conhecem-se num banco e daí em diante o recém-chegado começa a frequentar a mansão do ex-condenado quando descobre que a mulher dele era amiga da sua família. A proximidade que cria com Charles acaba por fazer Henrietta balançar os seus sentimentos por ele e pelo marido. E para ajudar a coisa, Milly, a governanta que manda em casa mais do que a patroa, sente-se atraída pelo patrão e fomenta intrigas entre ele e a esposa. E pronto. Não passa disto. É um filme de época pouco interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A encantadora Ingrid Bergman brilha em todo o filme. Hitchcock confere-lhe uma boa parte de destaque numa das cenas mais longas do filme, na qual a câmara lhe segue todos os passos. O mestre usou algumas vezes em “Sob o Signo de Capricórnio o mesmo truque de filmar takes de dez minutos, técnica com que rodou em “A Corda” (1948) e que lhe valeu louvores do público e dos críticos. Seguiram-se altos e baixos na carreira do mestre, mas o seu génio sobrepôs-se a isso e é devido a esse facto que, mesmo após a sua morte, há quase trinta anos, continua a ter fãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4702524404940670313?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4702524404940670313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4702524404940670313' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4702524404940670313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4702524404940670313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/sob-o-signo-de-capricrnio.html' title='Sob o Signo de Capricórnio'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-8424178862171301524</id><published>2008-02-06T15:51:00.000Z</published><updated>2008-02-06T16:29:03.499Z</updated><title type='text'>Falkenberg Farewell</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.discshop.se/shop/img/omslag/front_large/7/58627.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Farväl Falkenberg" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jesper Ganslandt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jesper Ganslandt &amp; Fredrik Wenzel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;John Axel Eriksson - John&lt;br /&gt;Holger Eriksson - Holger&lt;br /&gt;David Johnson - David&lt;br /&gt;Jesper Ganslandt - Jesper&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Terrence Malick e Gus Van Sant são nomes a que o sueco Jesper Ganslandt tem sido comparado pela sua primeira longa-metragem, "Falkenberg Farewell", e percebe-se porquê, uma vez que este olhar sobre um grupo de pós-adolescentes de uma pequena localidade sueca possui uma carga contemplativa e poética não muito distante da que predomina nos trabalhos desses cineastas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se formalmente há algumas semelhanças, o jovem realizador não apresenta trunfos que o façam obter, pelo menos por enquanto, um estatuto à altura do já conquistado por esses dois autores. Não que este seja um filme desprovido de qualidades, já que consegue moldar um retrato por vezes sedutor e encantatório do dia-a-dia de um grupo de amigos que, após os estudos, aproveitam um último Verão antes da entrada decisiva na vida adulta os catapultar para outros rumos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganslandt cruza um cru e directo realismo, ocasionalmente quase documental, com sequências de considerável carga onírica, de que resulta um ambiente etéreo e não raras vezes nostálgico que dá provas de uma sensibilidade apurada. Recorrendo também a imagens de arquivo, o realizador aborda aqui os últimos dias em que as suas personagens ainda estão ligadas à infância e aproveitam para viver ao máximo uma fase de relativa despreocupação, que contudo exibe já sinais de um desencanto que ameaça alastrar-se num futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominado por amizades sinceras e &lt;em&gt;larger than life&lt;/em&gt;, "Falkenberg Farewell" mergulha no universo masculino e fornece uma perspectiva intimista do companheirismo de um grupo de amigos - em especial da próxima relação de dois destes -, desenvolvendo uma narrativa sem um fio condutor definido que agrega episódios soltos. Esta estrutura, intrigante nos primeiros minutos, acaba por se tornar pouco motivadora por apresentar situações que, de tão banais, suscitam indiferença e algum cansaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que tal opção dota a película de um verismo conseguido, onde a plausibilidade não é posta em causa, mas até ao momento em que um acontecimento decisivo altera o percurso de uma das personagens, "Falkenberg Farewell" decorre sem despertar especial entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, essa sequência surge já tarde demais, e ainda que seja responsável pelo momento dramaticamete mais forte do filme, não chega para que o resultado global conquiste por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pena, pois a espontaneidade das interpretações ou a admirável banda-sonora de Erik Enocksson mereciam ser melhor aproveitadas, mas embora façam parte de uma obra desequilibrada não convém desprezar o potencial que Jesper Ganslandt exibe aqui - apenas se espera que surja com maior solidez nos próximos trabalhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-8424178862171301524?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/8424178862171301524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=8424178862171301524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8424178862171301524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8424178862171301524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/falkenberg-farewell.html' title='Falkenberg Farewell'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-947621431967922694</id><published>2008-02-05T18:52:00.000Z</published><updated>2008-02-05T19:25:07.339Z</updated><title type='text'>2046</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/4/41/2046_film.jpg/222px-2046_film.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"2046" (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Wong Kar Wai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Wong Kar Wai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tony Leung Chiu Wai – Chow Mo Wan&lt;br /&gt;Li Gong – Su Li Zhen&lt;br /&gt;Faye Wong – Wang Jing Wen&lt;br /&gt;Ziyi Zhang – Bai Ling&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas09.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;2046&lt;/em&gt; foi um enorme sucesso de público e crítica. Todas as pessoas que apreciam cinema encontram excelentes razões para gostar do filme de Wong Kar Wai: a magnífica direcção de fotografia, a banda sonora de uma beleza assombrosa ou ainda as interpretações inesquecíveis de um elenco perfeito. Todos estes elementos surgem impecavelmente orquestrados pelo realizador mais brilhante e sensível de sempre. Mas há um grupo que terá uma relação particularmente intensa com &lt;em&gt;2046&lt;/em&gt;: os escritores. Essa gente tem razões acrescidas para gostar do filme, não só pela sua linguagem marcadamente literária (as analepses, os fragmentos), mas também pelo tema e protagonista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O herói de&lt;em&gt; 2046 &lt;/em&gt;é um escritor e, como todos os escritores, é uma pessoa complexa. As suas acções parecem estranhas, paradoxais e, por vezes, falhas de carácter. Chow é um sedutor nato que parece querer levar as suas mulheres ao pico da felicidade a dois, apenas para que elas depois possam sofrer uma queda ainda maior. «&lt;em&gt;Talvez eu não seja um tipo assim tão decente&lt;/em&gt;», afirma o próprio Chow em jeito de confissão. Isto deixa à vista o carácter autobiográfico do seu texto sobre o misterioso comboio que parte para &lt;em&gt;2046&lt;/em&gt;, onde os homens e mulheres que buscam o amor querem resgatar as suas memórias perdidas; porém, a verdadeira natureza desse lugar permanece desconhecida, porque até à data ninguém regressou de &lt;em&gt;2046&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução para o mistério de &lt;em&gt;2046&lt;/em&gt; poderá estar numa famosa obra de um outro escritor, Stendhal, intitulada &lt;em&gt;Do Amor&lt;/em&gt;. O essencial deste formoso livro sobre o amor-paixão pode ser resumido em três grandes divisas. Primeiro, o amor é fundamentalmente um fenómeno da imaginação. O enamoramento implica uma projecção da perfeição naquilo que amamos e, nessa medida, é uma espécie de auto-ilusão deliberada. Segundo, os melhores momentos do amor são os seus momentos iniciais. Nas incertezas e inquietações da fase de sedução estão as delícias do amor; quando chega o seu desenlace, o melhor já passou e tudo o que nos espera é a comodidade, a rotina e o marasmo. Terceiro, o amor-paixão conduz a um certo ascetismo, porque «&lt;em&gt;paralisa todos os prazeres e torna insípidas todas as restantes ocupações da vida&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos reminiscências desta concepção austera do amor no final do filme Casablanca. Sabemos que Rick quisera anteriormente viver o seu amor com Ilsa, quando estava com ela em Paris e a pedira em casamento. Depois, em Casablanca, vivem um segundo e inesperado pico da sua paixão amorosa. O que Rick propõe no final (e Ilsa aceita tacitamente) é que ambos evitem a tentação da comodidade na vida amorosa, para que possam preservar como um tesouro a memória dos momentos que partilharam. «&lt;em&gt;We’ll always have Paris&lt;/em&gt;.» Esse Paris é tão único e irrepetível como o quarto de hotel de &lt;em&gt;In the Mood for Love&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;2046&lt;/em&gt;. O protagonista sabe-o bem e é isso que explica o seu comportamento errático. Quando Chow opta por ficar só, não o faz por capricho ou egoísmo mas sim por lucidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Flávio Sousa &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-947621431967922694?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/947621431967922694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=947621431967922694' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/947621431967922694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/947621431967922694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/2046.html' title='2046'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3073983405647891181</id><published>2008-02-03T19:57:00.000Z</published><updated>2008-02-03T15:25:31.266Z</updated><title type='text'>Sweeney Todd - O Terrível Barbeiro de Fleet Street</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.thetheatreaddict.com/blogpics/sweenytodd.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Sweeney Todd - The Demon Barber from Fleet Street" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tim Burton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;John Logan, adaptado do musical de Stephen Sondheim &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Johnny Depp - Sweeney Todd&lt;br /&gt;Helena Bonham Carter - Mrs. Lovett&lt;br /&gt;Alan Rickman - Juiz Turpin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estreou no dia 31 de Janeiro um dos filmes mais esperados deste começo de ano. Tim Burton “volta ao ataque” com uma adaptação do conhecido musical de Stephen Sondheim (na Broadway em 1979) que, por sua vez foi adaptado da peça “Sweeney Todd” de Christopher Bond. Mais uma vez Tim Burton filma mais uma excêntrica personagem interpretada por Johnny Depp, que muito lhe tem a agradecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples barbeiro Benjamin Barker vê a felicidade destruída pelo maléfico e invejoso juiz Turpin que, para lhe ficar com a mulher e a filha, o condena por um crime que não cometeu. Passados quinze anos, com a ajuda de Anthony Hope (Jamie Campbell Bower) um jovem marinheiro, Barker chega a Londres como um homem renascido sob o nome de Sweeney Todd. Nunca esquecer e nunca perdoar são as suas máximas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disposto a tudo para se vingar de quem lhe arruinou a vida, Sweeney volta à sua barbearia em Fleet Street e encontra a companheira ideal para os seus intuitos em Mrs. Lovett, dona de uma loja com as piores tartes de carne das redondezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acabar com os inimigos e recuperar a sua filha. Johanna (Jayne Wisener), que o juiz tem como prisioneira na sua casa, Sweeney Todd volta à profissão de para dar uso “especial” à sua navalha de barba que fará jorrar sangue de muitas gargantas, mas primeiro tem que esconder a sua verdadeira identidade do seu rival, o barbeiro Pirelli (Sacha Baron Cohen) e de Beadle Bamford (Timothy Spall), o “cão de guarda” do juiz Turpin. Cego pelo ódio, até onde irá o terrível barbeiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem toda uma série de aspectos interessantes que fazem valer a pena vê-lo no cinema mais próximo. O argumento em si está resumido ao essencial da história, sem se perder em retratos exaustivos das personagens (parabéns aos maquilhadores e responsáveis pelo guarda-roupa), e passa-se praticamente em Fleet Street, no salão do terrível barbeiro e na loja da sua cúmplice. Os cenários são simples. O humor é negro, mais do que isso: macabro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Londres é filmada com tamanha escuridão, como se não houvesse sol, mostrando as personagens numa penumbra que assemelha o filme a uma película a preto e branco, neste caso preto e vermelho, falando no banho de sangue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente que não poderia esquecer a interpretação de Johnny Depp como Sweeney Todd, sem contar com Jack Sparrow, talvez esta tenha sido a melhor personagem que interpretou até agora. Não digo isto só por Depp estar nomeado, embora já há muito que mereça um Óscar (desde “À Procura da Terra do Nunca”, 2004) o actor tem “rivais” com grande talento, de onde sobressai Daniel Day-Lewis, ainda não vi “There Will Be Blood “, mas vi o actor noutros filmes e estou certa que o seu talento valer-lhe-á a estatueta dourada de melhor actor. Será que Depp precisa disso para mostrar o grande actor que é? Não, só o reconhecimento pelo seu trabalho sob a forma da nomeação já é em si um facto feliz para ele. A expressividade do rosto e dos olhos que espelham a amargura de Sweeney Todd que Depp conseguiu dificilmente serão esquecidos, tal como o facto de ter aprendido a cantar propositadamente por causa desta personagem. Até a cortar gargantas Sweeney canta. A música do filme merece referência, fica no ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ser fã de musicais, Tim Burton safou-se bem neste e tem mais um bom filme para juntar ao seu currículo de realizador.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3073983405647891181?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3073983405647891181/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3073983405647891181' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3073983405647891181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3073983405647891181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/sweeney-todd-o-terrvel-barbeiro-de.html' title='Sweeney Todd - O Terrível Barbeiro de Fleet Street'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4057691758317021676</id><published>2008-02-01T16:09:00.000Z</published><updated>2008-02-01T12:26:37.680Z</updated><title type='text'>Drop Zone - Em Queda Livre</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.dvd-online.be/images/dropzone.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Drop Zone" (1994)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;John Badham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tony Griffin &amp; Guy Manos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Wesley Snipes - Pete Nessip&lt;br /&gt;Gary Busey - Ty Moncrief&lt;br /&gt;Yancy Butler - Jessie Crossman&lt;br /&gt;Michael Jeter - Earl Leedy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um homem que dá comida a um gato, uma briga que se desencadeia tudo isto ocorre numa prisão. Entretanto noutro local dois agentes do FBI dirigem-se num carro, vamos dando que conta que o seu destino é o prisioneiro que dava comida ao gato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um avião, a tomada área de um avião, uma explosão … uma fuga de um prisioneiro a 38.000 pés de altitude num 747, o pânico entre os passageiros, feridos e no meio a morte de um dos agentes do FBI. A fuga dá-se pelo rebentamento da porta de entrada do avião e lançamento em pára-quedas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pete Nessip (Wesley Snipes) vê-se assim confrontado com uma acusação da qual não tem, dela surge a sua suspensão e os argumentos necessários para se iniciar uma busca a uma velocidade vertiginosa pelo mundo do crime, pelo desporto aéreo – pára-quedismo – e por um “mundo” algo desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma escola, um salto pago mas, forçado, assim começa a entrada num “mundo” desconhecido e fechado mas o único modo de chegar ao que pretende – apanhar o grupo que fez a fuga do avião e recuperar o prisioneiro. Descobre que um dos suspeitos tinha uma cicatriz – Jagger – juntando aos dados anteriores, um rosto começa a definir-se e a quem essa pessoa pode estar ligado – Ty. Neste seu “descobrir” o apoio de alguns irá necessitar - Jessie -, elementos necessários para o fim desvendar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 de Julho, acontecimento importante nos EUA e que desencadeia comemorações em vários locais e de vários modos. Uma delas no qual participam milhares de pára-quedistas em Washington tem algo importante no momento em que ocorre as comemorações o espaço aéreo sobre a cidade fica completamente aberto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, vamo-nos dando conta de que o prisioneiro raptado do 747 – especialista em computadores – qual a sua função no meio de tudo, pois de saltos horror tem. Algo em grande se prepara e nada tem a ver com saltos, comemorações, mas necessita destes elementos para se puder realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa velocidade vertiginosa, com música a combinar vamo-nos embrenhado num mundo de saltos com regras novas, atitudes novas, comportamentos novos, vivências novas em que o comum que existe é a adrenalina de saltar e fazer um salto melhor, pouco mais existe para a alegria ou felicidade de cada um destes saltadores. Sobressai muito o espírito forte de grupo que existe entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com imagens num céu azul ou numa noite escura somos levados a cruzar os ares e a assistir às mais variadas acrobacias em queda livre.Um filme excelente a nível de imagens de pára-quedismo, desporto aéreo que atraia as pessoas a ver, mas poucas a experimentar, cor muita cor alegria e vida se notam durante todo o filme, Fácil de ver sem complexos leva-nos a sentir a liberdade, amizade e ódio que possam existir de um modo rápido e simples. “A mente dele foi condicionada como parte de um plano preconcebido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;® Ângela Mateus &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4057691758317021676?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4057691758317021676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4057691758317021676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4057691758317021676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4057691758317021676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/drop-zone-em-queda-livre.html' title='Drop Zone - Em Queda Livre'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2115390744451646467</id><published>2008-01-30T15:43:00.000Z</published><updated>2008-01-30T15:54:00.324Z</updated><title type='text'>Evan, O Todo-Poderoso</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://thecia.com.au/reviews/e/images/evan-almighty-poster-2.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Evan Almighty" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tom Shadyac&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Steve Oedekerk &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Steve Carell - Evan Baxter&lt;br /&gt;Morgan Freeman - Deus&lt;br /&gt;Lauren Graham - Joan Baxter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas02.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Steve Carrell é um dos nomes que se tem distinguido na comédia norte-americana recente, acumulando elogios tanto do público como da crítica ao longo de uma carreira que tem ganho consistência em filmes como "Virgem aos 40 Anos", "Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos" ou a versão americana da série "The Office".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Evan, O Todo-Poderoso" (Evan Almighty), contudo, é um dos títulos em que o seu talento surge mais desaproveitado, mal empregue numa comédia com raros (ou mesmo nulos) momentos de humor conseguido e assente num argumento tosco e preguiçoso. Pegando nos pressupostos de "Bruce, O Todo-Poderoso", protagonizado por Jim Carrey, Tom Shadyac conta aqui uma nova versão da parábola bíblica da Arca de Noé, sendo que agora o papel de construtor da mesma cabe a Evan, um congressista recém-eleito que, após mudar com a família para uma casa luxuosa, percebe que os seus novos desafios profissionais serão os menos problemáticos com que se irá deparar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente o protagonista não leva a sério a missão que lhe é incumbida por Deus, com quem vai dialogando em várias ocasiões inesperadas e cuja identidade coloca em causa, mas aos poucos vai verificando que as suas recomendações não só fazem sentido como devem ser cautelosamente seguidas. Por isso, à medida que vários casais de diversas espécies de animais começam a instalar-se perto da sua casa, Evan decide começar a construir a Arca, tarefa que o coloca no epicentro de um considerável aparato mediático e de uma não menos densa crise familiar e profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Evan, O Todo-Poderoso" é vendido como uma comédia embora não passe de uma inconsequente lição de moral onde a subtileza e a complexidade não marcam presença, investindo num tom ligeiro durante parte da sua duração e tornando-se mais constrangedor quando adopta um tom sério e despropositado. Os gags ora investem num slapstick infantil e forçado ora em one liners de pouca graça, e chega a ser penoso aguentar tantas doses de tropeções, embaraços e escatologia servidos sem qualquer sentido de timing cómico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As personagens já seriam fracas para uma sitcom indistinta, e limitam-se a passear de cena em cena sem que ganhem qualquer espessura, sendo pouco mais do que cabeças falantes. É certo que há um esforço para que o protagonista ganhe alguma densidade, mas à custa de uma débil gestão da carga dramática, derrapando num sentimentalismo incómodo e enjoativo. Pior estão os seus três filhos, que não chegam a ganhar qualquer personalidade ou função, e o antagonista é um concentrado de lugares comuns na caracterização de políticos fraudulentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shadyac nunca decide se se dirige a crianças ou adultos, oferecendo uma falhada comédia familiar que não merecia os competentes efeitos especiais nem alguns bons actores - além de Carrell, há Morgan Freeman na pele de Deus ou a discreta Lauren Graham como esposa do protagonista, que passa o filme sem ter o que fazer. Nada muito inesperado considerando a filmografia do realizador, que entre outros títulos pouco memoráveis inclui "Patch Adams", "O Professor Chanfrado" ou "O Mentiroso Compulsivo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantos bons filmes que chegam a Portugal só em DVD (quando chegam), "Evan, O Todo-Poderoso" tem honras de estreia mas está a um nível qualitativo tão raso como os mais anódinos subprodutos que invadem a programação televisiva aos fins-de-semana à tarde. Mais vale, assim, apanhá-lo por lá daqui a uns tempos (se tiver mesmo que ser), uma vez que até os fãs mais acérrimos do actor principal correrão o risco de saírem desiludidos depois de o verem descer tanto a fasquia. É que Evan, apesar de ser Todo Poderoso, não consegue fazer milagres, embora o filme precisasse muito de um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2115390744451646467?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2115390744451646467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2115390744451646467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2115390744451646467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2115390744451646467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/evan-o-todo-poderoso.html' title='Evan, O Todo-Poderoso'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4540655179056050855</id><published>2008-01-27T15:55:00.000Z</published><updated>2008-01-27T16:04:23.416Z</updated><title type='text'>O Comboio das 3 e 10</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://sms2.dogstreetjournal.com/photos/3853/yuma.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"3:10 to Yuma" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;James Mangold&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Halsted Welles &amp; Michael Brandt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Russel Crowe – Ben Wade&lt;br /&gt;Christian Bale – Dan Evans&lt;br /&gt;Peter Fonda – Byron McElroy&lt;br /&gt;Logan Lerman – William Evans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Coube a James Mangold (&lt;em&gt;Walk the Line&lt;/em&gt;, 2005) a realização deste &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt; do filme realizado por Delmer Davies em 1957, com Glenn Ford e Van Heflin como protagonistas. Uma tarefa já de si nada fácil. Fazer um &lt;em&gt;western &lt;/em&gt;actualmente requer uma capacidade de saber arriscar, uma vez que os filmes mais recentes deste género tendem muitas vezes a ser comparados com outros filmes da época de ouro dos cowboys no cinema. E essa comparação nem sempre é positiva. Talvez seja por isso que muitos daqueles a quem actualmente chamamos melhores realizadores, exceptuando Clint Eastwood, não tem um &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; no seu currículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mangold conseguiu encontrar uma excelente dupla de actores: Russel Crowe e Christian Bale. O que por si só já vale o filme. Crowe é Ben Wade, um fora-da-lei tão famoso quanto temido nas terras do oeste americano que é preso na sequência de um assalto. Bale é Dan Evans um rancheiro pobre que sobreviveu à guerra civil, recebendo uma pequena pensão por ter ficado debilitado. Pelo dinheiro que lhe é oferecido e que pode ajudá-lo a dar melhores condições de vida à família e manter o rancho, Evans aceita juntar-se ao grupo dos notáveis da cidade para escoltar Wade até Yuma. Lá, o bandido apanhará o comboio das 3 e 10, que o vai transportar até ao sítio onde será julgado e provavelmente enforcado pela sua vasta lista de filmes. O percurso revela-se desde logo uma perigosa jornada, pois o bando de Wade não quer abrir mão do seu líder e pode atacá-los a qualquer momento. Wade não é um homem qualquer e vai tentando sempre encontrar forma de afectar a coesão do grupo, mas entre ele e Evans cria-se uma estranha ligação que os vai fazendo ganhar respeito mútuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os protagonistas cativam-nos, o argumento é bastante satisfatório, porém ficou a faltar algo inesperado que nos fizesse dar um salto na cadeira. O ritmo do filme começa por ser um pouco lento e só acelera na segunda parte, com mais acção, recuperando algumas características dos velhos &lt;em&gt;westerns&lt;/em&gt;. O que me desiludiu foi o final, perdão pela expressão, mas que raio de final foi aquele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim…pelo menos o filme vê-se bem e vale as duas horas de duração. Mangold pode dizer que fez bem em arriscar fazer um&lt;em&gt; western&lt;/em&gt;, ainda que seja um&lt;em&gt; remake&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4540655179056050855?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4540655179056050855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4540655179056050855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4540655179056050855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4540655179056050855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/o-comboio-das-3-e-10.html' title='O Comboio das 3 e 10'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01099473530939794318'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>