tag:blogger.com,1999:blog-103776742009-02-21T06:18:32.671-03:00Cintia MoscovichCíntianoreply@blogger.comBlogger178125tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-36937978769606575542008-08-10T17:18:00.001-03:002008-08-10T17:19:35.505-03:00TEMPORARIAMENTE DESATIVADOAos amigos que derem uma passada aqui, informo que este blog se encontra DESATIVADO no momento.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-3693797876960657554?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-15364993704818993392007-09-23T13:27:00.000-03:002007-09-23T13:40:13.688-03:00Bienal do RioAcabo de chegar da Bienal do Rio. Organização perfeita: fui recebida no aeroporto, levada até o hotel, do hotel até a Bienal. Tudo com supervisão direta dos organizadores, tudo para que os trabalhos saíssem bem e todos ficassem felizes.<br />A primeira mesa de que participei foi no Café Literário, sobre saúde e bem-estar. Com mediação da imbatível Rachel Valença, estivemos o psicanalista Joel Birman, o endocrinologista João Curvo e o professor de yoga José Hermógenes. Nos divertimos, dissemos barbaridades, e a platéia correspondeu à altura.<br />Na sexta-feira, no estande de SESC/O GLOBO, foi a hora da Conversa (A)Fiada. Com Cora Rónai, Artur Xexéo, mediação do Mauro Ventura. Outra sessão de muita risada. E fiquei toda constrangida: a Cora é leitora minha, já até escreveu no ultra requisitado blog dela sobre o meu "Por que sou gorda, mamãe?".<br />Quem quiser dar uma espiada na matéria e em fotos, taí o link abaixo. <br /><br /><a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/post.asp?cod_Post=74343&a=96">O Globo Online :: Blogs - Prosa & Verso - Conversa com os leitores</a><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-1536499370481899339?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com10tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-24431777587032713722007-08-31T00:19:00.000-03:002007-08-31T00:43:24.315-03:00Belo Horizonte, que bela!Fui a Belo Horizonte a convite do Museu de Artes e Ofícios, para participar de mais uma edição da série Ofício da Palavra. Pelas minhas contas, sou a terceira participante, precedida pelos ilustres Carpinejar e Marçal Aquino.<br />Não conhecia o museu, fiquei boquiaberta com o que vi. Um museu que preserva a história do trabalho nas Minas Gerais, com um impressionante acervo, que vai desde balanças usadas para pesar escravos até a reconstituição quente e familiar da cozinha de uma fazenda. O prédio é de babar de tão lindo, reconstituído das cinzas de uma repartição pública. Saem os carimbos, entram as coisas de verdade.<br />Fui super bem-recebida por Ângela Gutierrez, a mentora e doadora das peças do museu (da maioria delas, pelo menos), pela Fátima Dias e pela Sílvia (que é Rubião de sobrenome e que, não por acaso, é neta do Murilo, e também, principalmente, é poeta e jornalista). O Guilherme, filho da Fátima, foi me buscar no aeroporto e, logo em seguida, eu já estava metida em filmagens.<br />Para a função, fui mediada pela Leticia Malard, encantadora doutora e também autora, e pelo Zé Henrique Gonçalves, autor e colega de editora. Falei para uma entusiasmada platéia, que também contava com a presença de Sergio Fantini e do Lucas, filho do Zé Eduardo.<br />Também dei entrevista para a Guga, da Rede Minas, que apresenta o programa Livro Aberto. Uma equipe dedicada, toda ela de leitores, que deve encher de orgulhos os mineiros.<br />Levou-me ao aeroporto a Adelma, produtora querida, que não cansava de zelar por mim<br />Uma alegria.<br />Belo Horizonte é uma linda cidade. Gostaria que todo mundo pudesse visitar aquele povo do bem. Povo que conta com a família dos Gutierrez e com este senso se posteridade que anula o egoísmo e o sentido de posse. Evoé, Ângela!<br /><br /><br />Eu já tinha prometido para mim mesma que não saía mais para viajar pelo caos aeroportuário. Mas não vivo de brisa. E não vivo sem gente. E não vivo sem essas miudezas que fazem o trajeto dos dias ser visitado por um cálida qualidade de afetos. Estou vivendo como o homem de Drummond, com poucos, raros amigos. Se bem que não tenho bigode ou uso chapéu.<br />Mas sei ficar comovida como o diabo.<br />Uai.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-2443177758703271372?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-78562163388845073942007-08-28T14:22:00.000-03:002007-08-28T14:25:57.617-03:00Portugal TelecomNo meio de duas viagens: semana passada, fui a Campinas, participar do maravilhoso sarau no Espaço Cultural do CPFL. Papo com Paulo Franchetti, lugar lindo. Uma alegria. Embarco amanhã para Belo Horizonte, para participar do organizadíssimo Ofício da Palavra, no Museus de Artes e Ofícios, mediação de Leticia Malard.<br /><br />Enquanto isso, me vem a grande notícia: sou uma das 10 finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura. Pulei de alegria.<br />Olhem só a lista dos indicados:<br /><br />Bom dia camaradas, Ondjaki – Agir<br />Cantigas do falso Alfonso el Sábio, Affonso Ávila - Ateliê Editorial<br />História natural da ditadura, Teixeira Coelho – Iluminuras<br />Jerusalém, Gonçalo M. Tavares - Companhia das Letras<br />Macho não ganha flor, Dalton Trevisan – Record<br />O outro pé da sereia, Mia Couto - Companhia das Letras <br />O paraíso é bem bacana, André Sant´Anna - Companhia das Letras<br />O roubo do silêncio, Marcos Siscar - - 7letras editora<br />O segundo tempo, Michel Laub - Companhia das Letras<br />Por que sou gorda, mamãe?, Cintia Moscovich – Record<br /><br /> <br />Júri Final<br /><br />Cristóvão Tezza<br />Flora Sussekind<br />José Castello<br />Marcos Frederico Kruger<br />Paulo Henrriques Britto<br />Tania Celestino de Macedo<br /><br />e a curadoria:<br /><br />Rita Chaves<br />Selma Caetano<br />Vilma Arêas<br />Wander Melo Miranda<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-7856216338884507394?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-31311085208915833652007-08-24T19:59:00.000-03:002007-08-24T20:02:20.373-03:00Entenda melhorEnviei a carta transcrita abaixo para minha lista de contatos. Para que todos compreendam a situação e porque meu nome anda sendo usado sem nenhum escrúpulo. Cansei.<br /><br />A carta:<br /><br />"Prezados colegas e amigos,<br /><br /> No momento em que mais uma crise se abate sobre nosso "sistema cultural" (que nos perdoe a menção o mestre Antonio Candido), vários fatos podem e merecem ser trazidos a público. A memória coletiva é fugidia e, portanto, baça e imprecisa.<br /> Recentemente, através de conceituados veículos da imprensa, tive meu nome associado a tal crise. Esclareço mesmo que pareça ocioso, trata-se da mesma crise que desembocou no afastamento de meu marido, Luiz Paulo Faccioli, conselheiro do CEC e que não recomendava o projeto da 12ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo.<br /> Venho a público lamentar que, de forma um tanto tortuosa, meu nome esteja vinculado aos recentes acontecimentos. A crise, eu não a gerei. Gerou-a a secretária de Estado da Cultura Mônica Leal, inteiramente apoiada pela Governadora Yeda Crusius, que deu à sua subordinada amplos poderes.<br /> <br /> Relembro alguns fatos, se me permitem. Vamos a eles.<br /><br /> Na saudável e meritória cobertura dos fatos, o jornal Zero Hora e a revista Aplauso relembraram que, há dois anos atrás, houve uma querela, singela, que me envolvia a mim e, de forma direta, Tânia Rösing, animadora da Jornada. À época, eu indagava da professora as razões de tão pouca representação de autores gaúchos na Jornada, também em forma pública. Maciçamente, escritores gaúchos me escreveram, alinhando-se à minha indagação. Da Jornada e de Tânia Rösing, não mereci diretamente nenhuma resposta. No entanto, e como o caso estava a pedir repercussão, o Caderno de Cultura de Zero Hora solicitou-me um artigo sobre ele, que foi publicado na íntegra e sem cortes. Na mesma ocasião, a revista Aplauso, através do jornalista Flávio Ilha, solicitou-me uma matéria que enfocasse a importância dos eventos literários para a vida do escritor e dos leitores. Tal matéria seria publicada ao lado de outra, assinada por Tânia Rösing, que falaria sobre a Jornada e o sistema de realização do evento. Disse ao jornalista que me procurava que não tinha tempo de escrever a matéria e que não me interessava levar adiante a polêmica: estava cansada. Flávio Ilha insistiu, seria bom para esclarecer e para elucidar. Cedi. Escrevi a matéria, que foi enviada para a revista.<br /><br /> Passado um par de dias, o editor da Aplauso me informa que, embora o texto de Tânia Rösing estivesse já na redação, ela, Tânia, havia telefonado e proibido que se publicasse o artigo. E que, como se fosse lógico, minha matéria não seria publicada. Eu exigi que minha matéria fosse publicada - eu não havia sido procurada por eles, afinal de contas? Seguiu-se longa discussão, que culminou no arrazoado de que não interessava à Aplauso publicar uma matéria que geraria polêmica em torno de um de seus parceiros - a UPF. Claro que a parte mais fraca, esta que vos escreve, perdeu a contenda.<br /><br /> O artigo em questão foi publicado na revista Entrelivros, de São Paulo. Na íntegra e sem cortes.<br /><br /> Não seria, e nem é, justo afirmar qualquer coisa sem provas. Mas, na mesma ocasião, fui chamada ao programa de Ruy Carlos Ostermann na Rádio Gaúcha, para falar sobre o caso. Novamente, a professora Tânia Rösing não quis dar seu depoimento, preferindo o silêncio. O programa correu com tranqüilidade, fatos expostos em sua inteireza. Ao sair do estúdio da rádio, um amigo da UPF me telefonou para o celular avisando que, mesmo antes do programa, na passada por uma das salas da universidade, ouviu a professora Tânia Rösing ao telefone afirmando que gravaria todo o programa e que o usaria como prova de que a RBS estava "contra a Jornada".<br /> O fato me pareceu grave, mas preferi não comentar o assunto com Ruy Carlos Ostermann. Sabia, por antecipação, que, caso perguntasse, colocaria o jornalista em situação de constrangimento, implicando quebra de sigilo jornalistico - coisa que, sempre estarei segura, Ostermann e seu produtor resguardariam. O fato era o de que o programa havia ido ao ar, com condução serena e imparcial. Comigo, no entanto, restou a íntima e transcedental certeza de que tal telefonema de censura e controle havia realmente acontecido.<br /> <br /><br /> Pessoalmente, trabalhei na Jornada em duas ocasiões. Em 2001, a animadora das Jornadas visitou a Secretaria de Estado da Cultura e, numa reunião com o secretário Luiz Marques, acusava a Sedac, através do Instituto Estadual do Livro, de não apoiar a Jornada. Eu, na qualidade de diretora do IEL, comprometi-me a organizar o Concurso de Contos Josué Guimarães da 9ª Jornada, além de ministrar oficina e de, através do IEL, proporcionar que a diretora e professora Mirna Spritzer também coordenasse uma oficina no mesmo evento.<br /><br /> No ano de 2003, eu trabalhava como editora de livros do jornal Zero Hora. Naquela ocasião, a professora Tânia Rösing visitou a RBS, reivindicando a cobertura da Jornada junto à direção da empresa. Tocou-me, ao lado de colegas de redação, cobrir o evento, com a publicação de um caderno especial sobre ele.<br /><br /> <br /> No caso presente, o do afastamento do conselheiro Luiz Paulo Faccioli, meu nome veio novamente à tona, provando uma alegada "suspeição" em torno da figura de meu marido. Venho dizer que, exceto nos casos acima expostos, não participei direta ou indiretamente da análise do projeto, muito menos do parecer que gerou a celeuma. Ainda que esteja solidária com meu marido, penso que meu nome foi usado para justificar uma atitude injustificável, formando uma aura escusa em torno da figura de meu marido - como se fosse escuso uma escritora tentar a discussão com qualquer instituição que se quer vinculada à literatura. Como participante, direta ou indireta, de duas edições da Jornada, testemunhei a extraordinária força de trabalho da professora Tânia Rösing e de sua equipe, uma seleção de valorosos e abnegados profissionais que, realmente, trabalham exaustivamente para a Jornada. Mas também vi e constatei que a professora Tânia Rösing se vale de seu prestígio para pressionar parlamentares, líderes políticos e imprensa, forçando-os a agir de acordo com sua vontade. A Jornada, agora se vê, serve como moeda de troca para favores políticos, o que é lamentável. A imprensa, porque a ela cabe divulgar os fatos, se transforma na extensão da Jornada.<br /><br /> Reiterando meu desejo de que todos os fatos sejam elucidados, sempre com a intenção de manter a liberdade de expressão e de pensamento, além da completa autonomia de todos os órgãos que zelam pela cultura e pela correta aplicação do dinheiro público, muito atenciosamente subscrevo-me,<br /><br />Porto Alegre, 24 de agosto de 2007.<br /><br />Cíntia Moscovich<br />Escritora e jornalista"<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-3131108520891583365?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-13127554365282540302007-08-21T12:11:00.000-03:002007-08-21T12:20:31.817-03:00Não adianta tentarA tentação foi grande, mas eu decidi não ceder: não vou deletar nada, nenhum comentário que se coloque aqui no blog. E decidi também dar boas risadas. Uma pessoa, a mesma pessoa com diferentes nomes, com a inocência dos ignorantes e estúpidos, colocou comentários num post aí abaixo: todos em série, em horários próximos, por volta de onze horas da manhã.<br />São ataques pessoais, escritos num português sofrível. Defendem não sei quem, com argumentos completamente fora de órbita e razão. Talvez venham a mando de alguém, não sei. Dá pra se ter uma idéia bem clara do tipo de pessoa com quem se está lidando: uns espertos imorais, daqueles que, se caem de quatro, saem pastando --- com todo respeito aos bichos de verdade.<br />Espero que continuem a comentar: o ódio é a força que move os imbecis.<br />Vam que vam.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-1312755436528254030?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com14tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-38954712502790364452007-08-20T12:30:00.000-03:002007-08-20T12:33:00.033-03:00Não temos mais nem vergonha na caraPrezados e queridos colegas e amigos,<br /><br />notícia saída agora no Diário Oficial: o conselheiro Luiz Paulo Faccioli é dispensado do Conselho Estadual da Cultura. A dispensa é assinada pela governadora Yeda Crusius, na forma da lei.<br /> Oficialmente, a governadora passa a alinhar fileiras com sua secretária de cultura, Mônica Leal. Não poderia ser diferente, mas deveria ser diferente, em nome da vergonha a que todos os membros da comunidade cultural estão passando. <br />Hoje, no jornal Zero Hora, na coluna de Rosane de Oliveira, é relatado que a secretária Mônica Leal envia uma carta àquela coluna, na qual faz uma série de considerações sobre a Jornada Nacional de Literatura e o afastamento do conselheiro Luiz Paulo Faccioli. <br /> Diz Mônica Leal que o projeto tem o apoio do governo do Estado e que do pedido inicial de R$ 1,1 milhão para financiamento pela LIC a Secretaria da Cultura reduziu o valor para R$ 844 mil "para adequá-lo à situação financeira do Estado". Diz mais: que, mesmo o Conselho de Cultura sendo um órgão de Estado, o governo indica um terço dos membros, "que devem se posicionar em consonância com as diretrizes do governo". "Os conselheiros indicados têm compromisso com a administração e se esse compromisso os desagrada, devem se afastar da função, porquanto deixam de estar em sintonia com a política cultural desta gestão", reitera a secretária.<br /> Ora, se 844 mil estão disponíveis para um só evento, não é hora de aceitarmos todos que as finanças do Estado do Rio Grande do Sul <strong>não têm</strong> problema algum de gestão?<br /> Outra ponderação: se Mônica Leal acha que os incomodados devem se retirar, por que o governo gasta tempo e dinheiro ao indicar conselheiros para o Conselho Estadual de Cultura? A julgar pelas declarações da secretária, os ritos do CEC são desncessários e dispensáveis, uma vez que todas as decisões são tomadas no gabinete e estão aprovadas a priori.<br /> Uma lástima que se tenha colocado a cultura do Rio Grande do Sul em mãos pouco acostumadas a lidar com os fatos da própria cultura. Além da postura autoritária, que é rechaçada desde sempre por nossa comunidade cultural, todos os órgãos vinculados à Sedac estão jogados às traças. Instituto Estadual do Livro, Teatro de Arena, Cinemateca Paulo Amorim, entre outros, são o mais perfeito espelho do descompasso entre interesses políticos e reais necessidades de nossa comunidade. Os quase 1 milhão de reais que estariam "disponíveis" à Jornada poderiam revitalizar os organismos esquecidos e que, infelizmente, não rendem votos e tapinhas nas costas.<br /> Hora de pensarmos no que tem acontecido. Para não esquecer, principalmente quando nos vierem pedir apoio eleitoral. Por favor, peço àqueles que estiverem de acordo que multipliquem esse texto aí de cima.<br /> Abraços a todos, da<br />Cíntia Moscovich<br /><br />PS: Aliás, falando em autoritarismo, parece que se juntou a fome com a vontade de comer. Mas a falta de senso de ridículo.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-3895471250279036445?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com17tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-47442700796684085452007-08-17T00:23:00.001-03:002007-08-17T00:34:53.740-03:00Voto de cabrestoUm conselheiro do Conselho Estadual de Cultura, colocado no conselho na cota do Estado, recomenda a não-aprovação de um projeto lítero-circense-espetacular de mais de 1 milhão de reais -- evento que cobra ingresso bem cobrado e que proporciona mais do que pão aos convidados, com a proibição de venda de livros a seus 4 mil visitantes.<br />A partir daí, supõe-se o andar dos fatos. A saber:<br />A dona do projeto --- uma senhora dada a ser dona de todas as coisas --- vai à Assembléia Legislativa, conclama seus acólitos, esbraveja na porta da governadora do glorioso estado do Rio Grande do Sul.<br />A governadora chama sua secretária da cultura (a mesma que havia declarado que gostaria de cuidar da segurança, muito mais que da cultura). A secretária da cultura, enroscada, chama sua ajudante-de-ordens e manda que se despeça o desaforado, sob a alegação de que todos os colaboradores do governo devem estar em sintonia com o governo.<br />Ou seja: voto de cabresto. Como nos moldes dos coronéis do nordeste.<br />Pode?<br /><br />Como pode um órgão assim, com membros indicados pelo governo, manter sua isenção e autonomia? A partir de agora, antes de qualquer votação, é melhor ligar para o palácio do governo e perguntar o que fazer.<br />Gente boa rebaixada à condição de marionetes.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-4744270079668408545?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com10tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-9784930113138115972007-08-17T00:15:00.001-03:002007-08-17T00:22:02.053-03:00Quem manda na cultura?Estava envolvida com obras e com aulas, duas coisas de construir. Enquanto isso, havia gente dedicada a detruir. Dêem uma olhada nas matérias abaixo, as duas de Zero Hora.<br /><br /><em>Cultura - Conselho invalida parecer contrário a verba para Jornada Conselho invalida parecer contrário a verba para Jornada<br />Relator de processo foi afastado por secretária da Cultura<br /></em><br /><em>Uma reunião do Conselho Estadual de Cultura realizada na tarde de ontem<br />revogou uma decisão polêmica. O órgão, que havia recomendado a<br />não-destinação de recursos da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) para a 12ª<br />Jornada Nacional de Literatura, em Passo Fundo, decidiu pela redistribuição<br />do processo para um novo relator. Outro parecer deverá ser emitido até o<br />final do mês.<br />Fechando a quarta-feira movimentada nos bastidores do setor cultural, o<br />relator do processo revogado, Luiz Paulo Faccioli, foi dispensado do<br />conselho pela Secretaria Estadual de Cultura. De acordo a secretária Mônica<br />Leal, a decisão não é uma represália, mas expressa uma falta de sintonia<br />entre o conselheiro e ela. Mônica considera a Jornada um evento "premiado<br />e reconhecido em todo o mundo".<br />- Ele (Faccioli) não entendeu a política de cultura que eu dirijo. Todos sabem<br />o quanto considero importante esse projeto das jornadas literárias - explicou<br />a secretária.<br />De acordo com o presidente do Conselho, Gilberto Herschdorfer, os<br />conselheiros "repararam um equívoco". A decisão de Mônica Leal<br />surpreendeu Faccioli, que é escritor.<br />O conselheiro - nomeado no final de abril - garante ter aceitado a decisão do<br />conselho de revogar seu parecer. Nele, eram apontados diversos<br />questionamentos que justificariam a decisão de não destinar recursos à<br />Jornada, que ocorre há 26 anos. Entre eles o fato de que as inscrições para<br />o evento são cobradas. Faccioli entende que deveriam ser gratuitas, já que<br />parte do dinheiro que custeia a realização do evento é público. Sobre a<br />dispensa do órgão, mostrou-se abalado.<br />- Recebi a notícia do meu desligamento com estupefação. Até imagino a<br />motivação, mas gostaria de ter essa informação de maneira digna - diz<br />Faccioli.<br />O afastamento deverá ser publicado nos próximos dias no Diário Oficial do<br />Estado. Em Passo Fundo, a coordenadora da Jornada, Tânia Rösing,<br />comemorou as duas notícias. Para ela, o conselho mostrou uma atitude de<br />maturidade, revendo um equívoco.<br />- Não era a voz dos conselheiros. Era a voz de uma pessoa só - diz a<br />coordenadora.<br />Independentemente do resultado da nova votação - ainda sem data definida -<br />, a realização da 12ª Jornada Nacional de Literatura está assegurada. O<br />evento acontece de 27 a 31 de agosto, no campus 1 da Universidade de<br />Passo Fundo (UPF).<br />( cleber.bertoncello@zerohora.com.br )</em><br /><p><em></em> </p><p><em></em> </p><p>Na mesma edição do jornal, a colunista Rosane de Oliveira apresenta a seguinte nota:</p><p><br /><em>Conselheiro sem autonomia<br /></em></p><p><em>A exoneração do conselheiro Luiz Paulo Faccioli não é o único subproduto da crise provocada pela decisão do Conselho Estadual de Cultura de não conceder os benefícios da LIC à Jornada Nacional de Literatura, de Passo Fundo: abre-se a discussão sobre a autonomia dos membros do colegiado.A secretária da Cultura, Mônica Leal, justificou assim o afastamento de Faccioli, indicado pelo governo:- É pressuposto básico de quem ocupa cargo, função ou indicação de confiança ter lealdade e sintonia nas decisões e corresponder às expectativas de quem o indicou. </em></p>Então, minha gente, não é óbvio e claro que todo mundo tem medo de cara feia?<br /><br />Francamente: que vergonha.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-978493011313811597?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-74302901875351532512007-07-26T13:39:00.000-03:002007-07-26T13:43:46.182-03:00Não é comigoPrecisar, não precisava. Mas já que aconteceu, a tragédia com o vôo da TAM vem me (nos) ensinar algumas coisas que eu (a gente) precisava, enfim, saber. Pena que foi desse jeito.<br /> <br /><br /> Primeiro vou contar uma historinha.<br /> No ano passado, no lançamento de um livro meu, inventei de fazer bossa e formei uma mesa-redonda: algumas pessoas apresentariam a nova obra, leriam trechos, coisital.<br /> A tal apresentação seria ao ar livre, o que evidentemente, além de reunir curiosos, faria com que se precisasse de microfone.<br /> Na hora agá, uma mixórdia: os microfones, que pareciam de brinquedo, não funcionvam, o volume era baixo, volta e meia microfonia e aquele barulhão, os rapazes-técnicos giravam todos os botôes do mundo . As pessoas que eu havia convidado tentavam se resolver, todo mundo encabulado, a platéia comovida com a patetice que eu havia arranjado.<br /> Eu? Estava em desesepero.<br /> Meu marido, preocupado, interrompeu a bagunça e anunciou:<br /> — Peraí, meu mano vai dar uma mão.<br /> O “mano” do meu marido, meu cunhado, trabalha com essa coisa de som, conserta aparelhos, instala, remenda, faz e acontece, um bambã da eletrônica. E estava presente, cumprindo o dever de familiar da autora, com o exemplarzinho doado na mão.<br /> Ao contrário do solicitado, meu cunhado deu as costas para ir a algum lugar. Sumiu.<br /> E nós, na mesa, nos viramos aos berros. Abortamos a falação e passamos aos autógrafos.<br /> <br /><br /><br /><br /> Quando chegou a vez de meu cunhado receber o autógrafo, perguntei a ele como era que ele tinha dado jeito de sumir na hora da necessidade.<br /> A resposta?<br /> — Sáquié? Já tinha um monte de gente em volta. Eu não queria me meter. Não era comigo, né?<br /> Entende-se: ele não queria se meter.<br /> Não era assunto dele.<br /> Não dá pra enfiar a colher no angu dos outros.<br /><br /><br /><br /> Voltando à tragédia da TAM.<br /> Milton Zuanazzi, presidente da Anac, recebe uma medalha Santos Dumont, por mérito, honraria da aeronáutica por serviços prestados. Logo o Zuanazzi que diz que não tem nada a ver com a tragédia, um avião que se arrebenta e que mata 200 pessoas não é assunto da Anac.<br /> O Marco Aurélio Garcia, assessor da presidência, junto a outro assessorinho, é flagrado diante de um aparelho de tevê, no qual se revela que o airbus da TAM tinha problema num dos reversores. Faz gestos pra lá de obcenos e comemora. A tragédia não é, então, culpa do governo, a TAM e a família dos mortos, e os próprios mortos, que se fodam.<br /> O presidente do Brasil desaparece e não dá sequer os pêsames aos que ficarem. Como está se reestabelecendo de um tersol, não quer meter a colher no angu dos outros.<br /><br /><br /> Aprendi, enfim: tudo é com todos. Não há fato que não diga respeito a qualquer um de nós. A gente vai, se envolve, ajuda, e depois se queixa e reclama --- tudo para não se omitir. Ou a gente aprende de uma vez, ou isso aqui fica pior do que já está.<br /> A sorte do meu cunhado é a de que problemas com microfones não matam ninguém.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-7430290187535153251?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-3360820589588725442007-07-10T12:47:00.000-03:002007-07-10T13:00:12.005-03:00Saneamento básicoNa semana passada, fomos assistir a<em> Saneamento básico, o filme, </em>roteiro e direção do imbatível Jorge Furtado. De se dobrar de rir, e de se ver pensando em como as coisas devem ser feitas: sem o jugo das soluções fáceis. O filme do Jorge pensa o próprio cinema, exercício de metalinguagem sem as besteiras didáticas. O Jorge não se leva tão a sério ao ponto de ficar fazendo filme-cabeça. Ele faz filme-filme, e ainda dá um malho na ordem das coisas. De se aplaudir de pé.<br /><em> </em>Vale muito a pena ver.<em> </em>Estréia no dia 20.<br /><br />****<br />Falando em besteira. Quem se atravessou legal em besteira foi um colunista de Zero Hora, hoje. Compara a Flip com a Feira do Livro de Porto Alegre e com a Jornada de Passo Fundo, tecendo loas a essa última. Esquece um detalhe: Parati e Porto Alegre são gratuitas. Em Parati, mesmo quem não tem acesso às salas de debate pode assistir por telão. Já em Passo Fundo é cobrado ingresso. O mais barato a 100 reais.<br />Ingresso. Inscrição. Para participar da festa da literatura.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-336082058958872544?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-11446488017905636082007-06-28T19:23:00.000-03:002007-06-28T19:25:34.663-03:00Potugal TelecomSaiu ontem notícia na Zero Hora. E hoje na Folha de S. Paulo. Estamos entre os 51 classificados para o Portugal Telecom!<br />A matéria da FSP:<br /><br />LITERATURAPrêmio Portugal Telecom divulga selecionados de 2007<br />DA REPORTAGEM LOCAL<br />O Prêmio Portugal Telecom apresentou anteontem os 51 classificados para a premiação deste ano. Eles foram escolhidos por críticos e acadêmicos entre 382 inscritos. O prêmio é dado aos três melhores livros escritos originalmente em língua portuguesa. O primeiro lugar recebe R$ 100 mil; o segundo, R$ 35 mil e o terceiro, R$ 15 mil.Um novo júri definirá os dez finalistas, que serão divulgados no dia 27 de agosto.Na lista dos 51 títulos, estão 15 romances brasileiros. "A Altura e a Largura do Nada", de Ignácio de Loyola Brandão; "Bóris e Dóris", de Luiz Vilela; "Corpo Estranho", de Adriana Lunardi; "Espinosa sem Saída", de Luiz Alfredo Garcia-Roza; "História Natural da Ditadura", de Teixeira Coelho; "Mãos de Cavalo", de Daniel Galera; "Mastigando Humanos - Um Romance Psicodélico", de Santiago Nazarian; "Meu Marido", de Livia Garcia-Roza; "O Paraíso É Bem Bacana", de André Sant'Anna; "O Segundo Tempo", de Michel Laub; "Os Vendilhões do Templo", de Moacyr Scliar; "Pelo Fundo da Agulha", de Antônio Torres; "Por que Sou Gorda, Mamãe?", de Cintia Moscovich; "Um Defeito de Cor", de Ana Maria Gonçalves"; e "Vista Parcial da Noite", de Luiz Ruffato.Na lista, há também cinco romances portugueses, entre eles, "As Intermitências da Morte", de José Saramago -que tem ainda outro na lista: "As Pequenas Memórias". Dois angolanos e um moçambicano completam a lista dos romances. Os indicados estão em www.premiopor tugaltelecom.com.br.O poeta Bruno Tolentino, que morreu ontem (leia à pág. E12), concorre com "A Imitação do Amanhecer".<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-1144648801790563608?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-29168896222412127692007-06-10T19:15:00.001-03:002007-06-10T21:23:26.075-03:00Ói nóis aqui traveiz!Não vinha por aqui fazia tempo. Embora eu sentisse uma falta danada dos posts e de conversar com todo mundo, não tinha tempo nem de me coçar. Trabalho, trabalho, trabalho. Felizmente e graças a Deus.<br />Quem me deu um baita carão, de meter medo mesmo, foi a Chris Riera: ou eu voltava a postar ou ela me tirava dos bookmarks dela. Simples assim: ela ia me picar em trocentos pedaços e me atirar no fundo do nada.<br />Eu fora.<br /><br /><br /><br />Pois é. Conheci a Chris Rieira por conta de uma das coisas que andava fazendo, e que ainda ando fazendo, é claro. Foram a Claudinha Tajes e o Jorge Furtado que me meteram nessa. Tem a ver com o Antônia, maravilhosas Antônias, maravilhosas meninas da Brasilândia, vindas para o mundo pela mão da Tata Amaral.<br />Decidi que ia aprender a fazer roteiro, sempre quis, nunca tinha surgido oportunidade. Aprendi fazendo, ainda estou aprendendo, a vida inteira vou aprender. Junto conosco, estão o Pedro Furtado e o Marcelo Pires. E o povo da O2 tá nessa — a Dainara Toffoli, a Bel Berlinck, a Andrea Barata Ribeiro, a Fabrizia Pinto, a Paola Siqueira, Cristina Abi e mais toda a equipe da produtora.<br />Estamos em processo. E vamos em frente.<br /><br /><br />***<br />Ontem voltei de Sampa, depois da participar do Rumos, do Itaú Cultural. O Claudiney Ferreira anda a milhão, fazendo coisas, especialidade dele. Participei de uma mesa com o Ronaldo Correa de Brito, bem bacana e divertido.<br />O mais legal de tudo foi a noite na Mercearia: turma reunida, Ivana Arruda Leite, Indigo, Daniel Galera, Marcelo Moutinho, Adrienne Myrtes (de quem peguei o livro mais recente, lindo), Bebel, Bruno Dorigatti, e mais um povo. A Ivana postou fotos no Doidivana. Mais imagens e textos divertidos aqui. <a href="http://doidivana.zip.net/">http://doidivana.zip.net/</a><br /><br />***<br />Ainda que tardiamente, me dá nauseas pensar no fechamento da RCTV. Ainda mais náuseas me dá porque sei que tem gente que apóia. Mas tem gente que apóia mesmo?<br />Cacilda.<br /><br />***<br />Já ando com saudades de minhas turmas de oficina. Mais aula tem que começar, e começaremos, benza-nos o Céu.<br />Vou trabalhar. Depois eu volto.<br />Só queria me escapar das sombras e do limbo.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-2916889622241212769?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com8tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1174926347502466332007-03-26T14:19:00.000-03:002007-03-26T14:25:47.526-03:00Bonde da alegriaOlá, povos. Por absoluta falta de tempo, não postei. Agora, o assunto que me move é o Amores Expressos, aquela coisa que, com a Lei Rouanet, 16 autores vão passar um mês numa capital do mundo (de Tóquio a Buenos Aires), com tudo pago e com a obrigação de escreverem um livro. De preferência, uma história de amor. A Companhia das Letras, do Luis Schwarcz, já disse que publica os livros que julgar interessantes. E por que não? Dois autores convidados são inéditos em livro. A iniciativa é do Cuenca e do Teixeira. É, sim, um lance de oportunismo. Mas demonstra que só acontece se a gente faz. De resto, fica todo mundo falando que tá errado. E ninguém faz nada. Ao menos, os dois idealizadores foram lá e fizeram.<br />O Marcelo Mirisola espumou de raiva. Saiu matéria no FSP e no Globo. Ontem, li matéria do Jerônimo Teixeira em Veja. A Márcia Denser jogou mais eca no ventilador. E enviei a seguinte resposta. Aí abaixo.<br /><br /><em> Com relação à polêmica sobre o trem da alegria literário, pergunto qual é o grande drama. Todo mundo sabe que a grana é de quem chegou antes. Como em todos os lugares da república. Nada errado em propiciar estadias de um mês em capitais do mundo a escritores. Viagens são oportunidades de enriquecimento e, se o patrimônio acumulado pelos 16 autores volta para o país, nada a reclamar. Haverá, claro, uma evasãozinha de divisas, que os autores deixarão nas cidades de destino. Mas é coisa pouca: tomemos como investimento da nação. E estou falando muito sério.<br />Há dois autores virgens de livros, caso da Ciça Gianetti e de um outro autor de quem nunca ouvi falar — que deve ser falha minha, não do novel. A Ciça, essa eu conheço e há anos espero um livro de sua lavra. Não sei como ela vai se sair, mas espero que saia bem. É minha amiga e espero muito dela — que trabalha como editora no Portal Literal, que também ostenta a bandeirinha do Brasil, indicativo de patrocínio do Estado. Pensando bem, talvez o Cuenca e o Teixeira tenham baixado a guarda e tenham escolhido autores, digamos, “perigosos” para mandar passear no exterior. Não sei, porque, até onde me lembre, nenhum dos dois se manifestou a respeito. Mas eles devem ter uma resposta satisfatória. Pra tudo no mundo tem explicação. Gosto, no entanto, da idéia de “apostar nos novos”. Alguma coisa pode sair daí. (Em tempo: numa discussão, o Cuenca disse que não tem o tal “leitor ideal”, que não escreve pensando em ninguém. Ficou brabo, bateu pé, espumou. Agora se vê que o Cuenca tem é autores ideais. Por que não falou logo?)<br />Quanto à Companhia das Letras estar se beneficiando do enrosco, não posso dizer nada. Claro que o Luiz Schwarcz não ia pregar prego sem estopa, que ele não é burro nem nada. Mas também sei que não é um cara desonesto ou imoral, o mesmo se dizendo da equipe que trabalha com ele. Ele vai aproveitar para engordar o catálogo. Isso é imoral? E aquelas compras de livros, que garantem sobrevida a editoras, e cujo destino sabe-se lá qual é? O problema não é a grana, é a falta de alguém que faça e que se organize para fazer. Dinheiro para formação de leitores? Grana para bibliotecas públicas? Quem é que faz? Há quem se mobilize e ofereça as mãos para concretizar a demanda? Dinheiro, vê-se, até tem. Não tem quem faça de modo eficaz. Todo mundo fala, fala, reclama, reclama. Cadê a ação?<br /> O caso problemático é mesmo aquele levantado pelo Mirisola, que talvez tenha pegado pesado demais, e pela Márcia, que sempre pega pesado, mas que volta e meia tem razão. Como a Lei Rouanet é administrada, quais os parâmetros para autorizar a renúncia fiscal de empresas que assim desejam se beneficiar? De cabeça, e na corrida, relembro de dois bancos que optaram pela Lei Rouanet para fortalecimento da imagem institucional e, de quebra, realizam atividades de apoio à cultura em sentido amplo: o Itaú Cultural, que tem até sede na avenida Paulista, e que mexe, de fato, na vida literária nacional, que é de vocação mais paradinha. Graças ao Itaú, a gente tem bons eventos literários não só em São Paulo, mas em várias capitais. Dá até pra dizer que há uma descentralização de atividades, que se fixam no chamado eixo.<br /> Por outro lado, o Instituto Moreira Salles, o IMS, também promove excelentes atividades. Desconfio que usando a Lei Rouanet, já que, nos Cadernos de Literatura (aquelas publicações que todo mundo conhece e que são tudo de bom, exceto pelo preço final dos exemplares, que é meio salgado) consta o logo do Ministério da Cultura. Não sei se o Itaú ou o Unibanco de fato precisariam do dinheiro público para fazer o que fazem. Mas optaram por apostar em atividades artísticas e culturais, que está de bom tamanho.<br /> O que a gente deve pensar mesmo é isso: quanto do dinheiro público deve ser aplicado em literatura. E vamos acabar com isso que literatura é a mais barata das formas de expressão, que caneta e papel é tudo o que basta, como diria o Jerônimo Teixeira na matéria da Veja que acaba de chegar. O sujeito que escreve demora um tempão escrevendo com caneta e papel. E tempo é dinheiro. Literatura não é baratinho, não senhor. Dá úlcera e depressão (custa remédios). E custa um tempo enorme de reflexão e de refazer tudo de novo. Mesmo que alguns jornalistas digam que é balela e que escrevam no rabo das horas sobradas da redação, a realidade não é bem assim. Literatura se faz queimando pestana em cima do texto. Não é com qualquer cartão de crédito que se compra dedicação deste tamanho.<br /> Na próxima, me convidem. Não esqueçam.<br /></em><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-117492634750246633?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com15tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1170623100596695322007-02-04T19:05:00.000-02:002007-02-04T20:44:09.636-02:00Literatura - Do caso à obraAndo que ando, no rema-rema, como todo mundo, aliás.<br />Andei lendo algumas coisas, poucas, mas que me encucaram. Tipo: "abaixo o livro de papel, viva o livro internético". É claro que não concordo. Nâo depois de pegar na mão um livro. E de cheirar. E de adormecer, e o livro escorregar pelo lençol, fazendo um plact no chão, verdadeira canção de ninar. Eu não mexeria em algumas coisas que deram certo. Não tenho estômago para destruir nada. Se quiserem, me parece melhor que as coisas convivam: uma não exclui a outra.<br /><br /><br />Mas o que me deixou louca de feliz nas últimas semana e no final/início desta, foram as matérias bárbaras que minha Gorda recebeu. Pela ordem:<br /><span style="color:#ffcc33;">Moacir Amâncio</span>, crítico, escritor e tradutor excepcional, foi generosíssimo com o livro. Saiu no <span style="color:#cc0000;">Estadão</span>. Como o Estadão requer assinatura para o acesso, deixo o <a href="http://www.cintiamoscovich.com">link</a> do meu site, onde o texto poderá ser lido em "imprensa".<br />No dia 3o de fevereiro, o <span style="color:#ffcc00;">Marcelo Spalding</span> escreveu para o <span style="color:#cc0000;">Digestivo Cultural</span>, do valoroso Júlio Daio Borges. Quem quiser conferir, o link é <a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2165">aqui</a>.<br />No sábado, ontem, duas outras gratas surpresas: <span style="color:#ffcc00;">Miguel Conde</span>, do <span style="color:#990000;">Prosa e Verso</span>, faz uma resenha linda e, de quebra, publica no blog do Prosa entrevista comigo. Muito bacana mesmo. O link do blog é este <a href="http://www.oglobo.globo.com/blogs/prosa">aqui. </a>Como o Globo tem versão digital, que não dá pra editar (copar ou colar), transcrevo a matéria no site, lá em imprensa. O link é <a href="http://www.cintiamoscovich.com">aqui</a><br />No <span style="color:#cc0000;">Cultura</span>, caderno da <span style="color:#cc0000;">Zero Hora</span>, <span style="color:#ffcc33;">Celso Gutfreind</span>, psicanalista e escritor impressionante, escreve de maneira inquitante. Quem quiser dar uma olhada, o link tá aqui: <a href="http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&edition=7198&template=&start=1&section=Cultura&source=Busca%2Ca1413759.xml&amp;amp;amp;channel=9&id=&titanterior=&content=&menu=26&themeid=&sectionid=&suppid=&amp;amp;amp;fromdate=&todate=&modovisual=">Literatura - Do caso à obra</a>.<br /><br /><br />Só uma última consideração: quem escreve quer ser lido. E a imprensa tem, sim, papel fundamental nisso. Podem apostar.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-117062310059669532?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com8tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1169434867918310522007-01-22T00:57:00.000-02:002007-01-22T01:34:14.483-02:00Viver engordaNo penúltimo dia do ano passado, levei um baita susto do bem. Manuel da Costa Pinto, um dos jornalistas mais competentes, independentes, inteligentes e, permitam-me, mais elegantes e bonitos que as redações de qualquer quadrante já viram, escreveu o que se seguem na coluna dele na Folha de S. Paulo.<br />Olhem só se um autor não tem que ficar rindo sozinho.<br /><br /><span style="color:#003333;">"VIVER ENGORDA </span><br /><span style="color:#003333;">MANUEL DA COSTA PINTO </span><br /><span style="color:#003333;"></span><br /><span style="color:#003333;">Cíntia Moscovich usa neurose da obesidade como mote para romance que mistura memória e invenção TUDO CONSPIRA contra o novo livro da gaúcha Cíntia Moscovich. O título sugere um manual de auto-ajuda contra os excessos de fim de ano. O tom confessional lembra um diário de adolescente. A verdadeira literatura, porém, resiste a tudo, até mesmo aos impulsos suicidas de uma escritora que finge se desviar de sua implacável vocação ficcional.Estrutura e conteúdo podem lembrar a "Carta ao Pai", de Kafka. A exemplo do autor judeu-tcheco, que se dirige ao "pater familias" para expor a chaga que o condena à errância literária, Moscovich elege a mãe como leitora ideal de seu relato. O tom de "Por que Sou Gorda, Mamãe?", contudo, está mais para Woody Allen -a começar pela figura melodramática da matriarca e pela hipocondria ("esse pânico ritual muito próprio dos judeus").O elemento deflagrador é apresentado no prólogo, que firma com os leitores um pacto ficcional: tudo o que virá a seguir é matéria autobiográfica costurada de modo a explicar como a autora se deixou dominar por um velho fantasma -a obesidade-, engordando 22 quilos em quatro anos.Entre visitas ao endocrinologista e academias de ginástica ("confrarias da adiposidade" que aguçam o sentimento de exclusão), Moscovich vaza os acontecimentos desse "romance familiar dos neuróticos" (para citar outro judeu que dissecou a dinâmica afetiva do recalque e do ressentimento).A história da Vovó Magra (que carrega as marcas da diáspora e de uma paixão irrealizada), a morte prematura do pai (fazendo com que a adolescência da protagonista fosse seqüestrada pelo "terror amoroso" da mãe) e o microcosmo da comunidade asquenazita de Porto Alegre compõem um cenário imantado pela língua ídiche, pelas tradições religiosas e culinárias (um cardápio de varenikes, guefiltefish, borscht e outras iguarias do Leste Europeu).Aquilo que se transmite de geração em geração, porém, é menos palpável. "Eu queria tocar de uma vez no miolo duro da vida", diz em certo momento essa escritora que, na esteira de Clarice Lispector, destrincha cada movimento da consciência para estar perto do coração selvagem das coisas. Nessas lembranças familiares, importa sobretudo o modo como os papéis vão se espelhando e as palavras deslizam numa correia de transmissão simbólica, que é também uma espécie de grilhão."Continuar vivendo é algo que pode tornar uma pessoa alheia de si mesmo. Viver engorda." A obesidade é o "correlato objetivo", a metáfora viva dessa existência cuja mecânica consiste em se desfigurar para tapar seus buracos.Ocorre que isso também define uma poética que deverá perpetuamente "purificar a memória em invenção", suturando as fissuras do ser com uma "cerzidura que, embora invente nos pontos muito miúdos e caprichosos da memória, me dá a sensação de um arranjo ordinário e discrepante, eterna precariedade, eterno improviso".</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-116943486791831052?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com4tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1169434595856519622007-01-22T00:51:00.000-02:002007-01-22T00:56:35.876-02:00Tá bem, tá bemFoi tanta queixa, tanto xingamento, tanta azucrinação, que eu resolvi voltar e postar. Começarei pelo fim dos assuntos. Exatamente pelo dia de hoje. Depois de uma resenha MARAVILHOSA que o Manuel da Costa Pinto fez de meu <em>Por que sou gorda, mamãe </em>(depois posto ela aqui, prometo), na Folha de S. Paulo, hoje saiu uma resenha também maravilhosa assinada pelo Moacir Amâncio, no Estadão.<br />A leitura dele foi super original. Confiram:<br /><br /><strong><span style="color:#000066;">"Está tudo em ordem. Só dói mesmo quando a gente ri </span></strong><br /><strong><span style="color:#000066;"></span></strong><br /><span style="color:#000066;">Está tudo em ordem. Só dói mesmo quando a gente ri<br />Em Por Que Sou Gorda, Mamãe?, a metáfora da obesidade dá humor ao drama de judeus em busca de um lugar para morar<br />Moacir Amâncio<br />Em Por Que Sou Gorda, Mamãe?, da escritora gaúcha Cíntia Moscovich, a história gira em torno do mais impossível dos amores: o amor entre mãe e filha. Ele existe, está presente de modo avassalador, mas só se dá no conflito surdo ou manifesto. Não se trata apenas de uma história ora divertida ora reflexiva sobre um dos assuntos prediletos de todas as mídias, é também um romance alegórico sobre a existência contemporânea e provavelmente o mais brilhante exercício de humor judaico da literatura brasileira.Moscovich narra o caso de uma garota gaúcha descendente de imigrantes e que recebe toda a carga do que representa a vida de judeus originários da Europa Oriental em busca de um lugar onde a vida fosse possível. Tudo ainda está muito próximo: os pogroms, as fugas, o fim de uma época que terá seu selo máximo na Shoá, o Holocausto e o recomeço em pontos diversos do globo, incluindo o Estado de Israel. Mas a história se passa no sul, onde instituições judaicas humanitárias criaram colônias agrícolas para os que se dirigiam ao Brasil.É um começo de aculturação confusa e, claro, cômica, pelas trapalhadas e também pela entrada do folclore local na imaginação daquelas pessoas e descendentes, que só podem ser entendidos em sua integridade quando vistos dentro do novo cenário. A carga dos traumas encontra seus herdeiros e neles se instala: a expressão se configura na superalimentação. É simples, se eu e meus pais não tinham direito o que comer, nada faltará aos meus filhos. No entanto, a autora sabe como fazer disso uma metáfora de alcance amplo.Entre outras coisas, Moscovich demonstra, com a leveza da mão de mestre, como o anti-semitismo não fica no tempo e no espaço, mas se transforma e continua a atormentar suas vítimas de modo sutil e permanente. Um ponto inicial pode ser este: se eu e meus antepassados passamos fome, meus filhos não passarão. E tome comida. Parece banal, apenas parece. Com isso desencadeia-se o processo e toda a memória do horror vem à tona no próprio corpo das personagens.O processo se dá de modo irreversível: as pessoas começam a engordar. Elas, assim, se revelam objetos manipulados incessantemente, presas de uma cadeia nos dois sentidos. E sem saída. Há paliativos, os regimes, que na verdade não passam de outra ala do mesmo inferno. Vejamos: se não são discriminadas por serem judias, são discriminadas por serem obesas. Nisso, Moscovich vai além da narrativa de tom étnico para atingir a dinâmica do universal. Sempre haverá o excêntrico para que a idéia do centro se autojustifique. O drama corre, como disse, entre dois pólos, mãe e filha. Esta vê naquela a agente encarregada de atormentá-la a partir da elegância insuportável e inatingível - isso impede que a filha de início perceba a vítima sob disfarce. Tudo conspira, a comida é a obsessão mais freqüente. A cena em que uma tia de São Paulo aparece em Porto Alegre com um pacote de arenques comprados em liquidação e... podres, é hilariante e, claro, pungente, no melhor estilo. Há aí uma sugestão estimulante: toda a família dentro do Ford todo-poderoso do pai faz com que o carro se desmonte. O carro, orgulho do produtor simpatizante de Hitler, não resiste ao peso da massa de vítimas. Está tudo bem, só dói quando rimos. O que está por trás de tudo isso vem revelado num dos capítulos finais, a respeito de uma família vizinha que levou o efeito do campo para dentro da casa com janelas vedadas, onde continuam ocultando sua agonia, pois nada daquilo acabou. Enquanto os moradores da frente simplesmente estufam. Está tudo bem, só dói quando a gente ri.<br />Moacir Amâncio é autor de Contar a Romã e Óbvio" </span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-116943459585651962?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1164415083162427432006-11-24T22:28:00.000-02:002006-11-24T22:38:03.183-02:00Autógraphos<a href="http://www.cintiamoscovich.com/blog/file-704153.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.cintiamoscovich.com/blog/file-700960.jpg" border="0" /></a> Ois gerais.<br />Na terça-feira, 28 de novembro, a partir das 19h, tem sessão de autógrafos do livro aí de cima, <em>Por que sou gorda, mamãe?</em>. Vai ter festerê bacana. A comadre Claudinha Tajes, que fez a orelha do livro vai estar na mesa de apresentação, junto ao endocrinologista Fernando Beilouny e, claro, como se tornou tradição, junto da atriz e diretora teatral Mirna Spritzer, que vai fazer leitura de trechos. O escritor e mestre Luiz Antonio de Assis Brasil foi vítima de minha embananação e acabou marcando banca de mestrado na mesma data, em outro lugar.<br />Em que pese a ausência do amigo, tudo vai ser muito bacana, organizado pela Andréa Loureiro, dona da Livraria do Arvoredo, aqui em Porto Alegre, que fica bem de frente ao Sheraton do Shopping Moinhos. Um espação lindo ao ar livre. Pela previsão, não chove.<br />Vam que vam.<br />Bacana, né?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-116441508316242743?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com13tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1163814184131890392006-11-17T23:38:00.000-02:002006-11-17T23:43:04.163-02:00Agência RiffEu havia comentado no post abaixo que o Márcio Vassalo fez uma entrevista lindona para o site da BMSR, a agência literária da querida Lúcia Riff. Pois para comemorar os 15 vitoriosos anos de existência, a BMSR muda de nome. Passa a se chamar Agência Riff. Tudo continua como está, a equipe é a mesma. Festerê danado de bom na terça.<br /><br />E a entrevista, que está linda (modéstia a parte), pode ser conferida no site da agência: <a href="http://www.bmsr.com.br/">http://www.bmsr.com.br/</a><br /><br />Dêem uma olhada!<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-116381418413189039?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1163813085414017662006-11-17T23:11:00.000-02:002006-11-17T23:24:45.456-02:00Geeeeeeeeeeeeeeente!!!!!!!!!!!!!Eu não paro mais de estar voltando. Agora, prometo, voltei para ficar. Foram mais de 30 dias longe, viajando.<br />Tudo começou em Berlim, onde fui participar da Copa da Cultura. Um evento a ser aplaudido de pé -- e de joelhos. Foram lidos dois contos meus, traduzidos por Enno Petermann, com mediação de Berthold Zilly. Ingrid Starke, gentílissima brasileira que vive e trabalha em Berlim, fez as honras da casa. E fui muitíssimo bem-recebida pelo pessoal do Centro de Estudos Ibero-americanos. E com a presença de luxe do vice-embaixador de relações exteriores. Em plena Alexanderplatz. Uma bênção.<br /><br />Mais bênção ainda porque o público berlinense, composto também por brasileiros, sabe ouvir. E se interessam e perguntam e querem saber como e por quais motivos um brasileiro se põe a escrever.<br /><br />Depois, saímos, Luiz Paulo e eu, por uma viagem de sonhos. Leste europeu, terminando em Istambul.<br />De sonhos.<br /><br />Na volta, o lançamento de <em>Por que sou gorda, mamãe</em>, na Feira do Livro de Porto Alegre. Todo mundo feliz da vida. Os amigos por perto, ainda bem.<br /><br />Também me esperavam os exemplares, ainda quentes do forno, de <em>69/2 Contos eróticos</em>, organizado por Ronald Claver, com linda edição da Leitura.<br />Ao lado, os exemplares de outra antologia da qual participo: <em>O livro dos sentimentos</em>,<em> </em>com organização de Maria Isabel Borja e Márcio Vassalo.<br /><br />Aliás, o Márcio Vassalo fez uma entrevista muuuuuuuito bacana comigo. Deve estar no ar, na página da BMSR, agência da querida Lúcia Riff, que comemora seus 15 anos com festerê no Forte de Copacabana, no dia 21.<br />Claro que estarei lá.<br /><br /><br />Falando em entrevista: a Larissa Roso, do jornal Zero Hora, fez uma matéria tri linda e querida para os autógrafos da Gorda aqui em Porto Alegre. E uma entrevista que comecei respondendo em Budapeste e que acabou em Bucareste.<br /><br />Quando eu penso em todos os lugares por onde andei, nem eu acredito. Vou me recuperando aos poucos.<br />Beijos. É bom estar de volta.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-116381308541401766?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1158979722671765902006-09-22T23:46:00.000-03:002006-09-22T23:48:42.673-03:005767Começa hoje de noite o ano judaico de 5767. Só para desejar a todos -- todos mesmo -- um Ano- novo cheio de coisas boas.<br />Paz.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-115897972267176590?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1158902021509367962006-09-22T02:13:00.000-03:002006-09-22T23:46:40.043-03:00Gatinho on-lineA revista IstoÉ Gente pediu e eu topei a brincadeira. Escrever um texto sobre o Thiago Rodrigues, jovem ator, lindo. lindo, que figura entre os 25 homens mais sexies do Brasil. Quem quiser dar uma olhada nas fotos e textos, <a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=10377674&postID=115890202150936796">aqui</a>.<br />E tô virando especialista em textos curtos sobre homens bonitos. No ano passado, foi a vez de Cauã Raymond e Felipe Dylon. Dá pra distrair os olhos uma beirada.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-115890202150936796?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1158726656320775182006-09-20T01:21:00.000-03:002006-09-20T01:30:56.336-03:00Ratzinger contra o IslãAndei um pouquinho por aí, dando uma olhada no que dizem os sites ditos de esquerda a respeito da pendenga que envolve a fala do papa Bento XVI, aquela que tanto ofendeu os muçulmanos. Não achei nada. Ninguém, que antes esbravejava e reclamava de Israel e do tal imperialismo, levantou-se para defender os ofendidos.<br />Na boa: se antes somente os judeus sabiam o que era ter terroristas no encalço, agora o terror e a insânia se espalharam, alcançando não mais uma minoria, mas uma gigantesca multidão. O próprio papa é o alvo. O Vaticano virou as torres gêmeas.<br />Quando o miolo do ocidente vira alvo preferencial dos fanáticos, todo mundo se cala. E até um maluco chargista brasileiro, que diz ser perseguido pela direita isralense, parece não ter nada para dizer.<br />Meninada, onde estão vocês? Não chegou a hora de defender o Islã contra a ameaça "nazista" e "anti-islâmica" do Vaticano?<br />Pimentar no Orkut dos outros é colírio, né?<br />E os fundamentalistas que vão catar coquinhos. Liberdade só existe para afrontarem o Lado de Cá.<br />Vou comemorar o 20 de setembro, data da gaucholândia. Ganho mais.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-115872665632077518?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1158293245891663692006-09-15T00:56:00.000-03:002006-09-15T01:07:25.923-03:00Política de disciriminação e estupidezNo início, Heloísa Helena chutou o balde e deixou o PT. Depois, vários outros "quadros", como eles gostam de se chamar uns aos outros, deixaram o PT, desiludidos com a roubalheira generalizada. Agora, bem, agora. Lula vai ser reeleito, como se nada fosse.<br />Em plena campanha presidencial e para deputados estaduais e federais, a falta de vergonha continua a imperar. Um candidato a deputado estadual do PSTU resolveu propor o fim do Estado de Israel.<br />Hein?<br />Repito: um candidato a deputado estadual, aqui do Rio Grande do Sul, propõe o fim do Estado do Israel. Porque Israel, segundo ele, seria a ponta-de-lança americana para dominar o petróleo da região. E segue com um legítimo samba-do-crioulo-doido.<br />Os planos dele para o cargo de deputado? Não existe. Ou melhor, só existe um: abaixo Israel.<br />O que faremos com um deputado estadual cujo programa se fixa no Oriente Médio, sem noção alguma do que está falando? E está postulando novamente o cargo, porque tomou pau feio na eleição passada. Mas se vão reeleger o Lula, por que não podem eleger um siderado?<br />Quem quiser assistir ao vídeo do deputado, que nada sofreu do TRE, embora o teor discrimatório e racista, clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=n8KPzBKsp0g">aqui</a>.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-115829324589166369?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-10377674.post-1158178418302878762006-09-13T17:04:00.000-03:002006-09-13T17:15:43.840-03:00TodoOntem, dando uma passada no super pra comprar ração para a gata, encontrei a Necka Ayala. A Necka é música, canta e compõe, toca um violão que nem te conto, mora aqui perto de casa, num apartamento que ela e a Rô alugam. A Necka me beijou, me afofou, me apertou de saudades. Fazia tempo que a gente não se via. Ela acaba de lançar um cd, <em>Todo</em>.<br />Hoje, recebi um email dela. Comentando o post que publiquei aqui no blog sobre a indignação do jornalista David Coimbra com a miséria das crianças de rua. É difícil explicar o que ela escreve, do jeito que ela escreve. Por isso, com a autorização dela, publico a mensagem enviada.<br />Leiam. Eu já li umas três vezes. Dá pra gente aprender que a gente fala demais e faz de menos.<br /><em></em><br /><span style="color:#000066;"><em>Eu ia começar explicando o motivo. Mas deves saber que nem sempre há motivos pra gente querer falar com alguém. Te vi ontem, dei uma visitada no teu blog agora há pouco, li a indignação do Coimbra a respeito das crianças de rua e bastou pra querer falar contigo. Eu escrevo recortadamente - não liga. Jefferson.Devia ser tipo 19h duma tarde qualquer. Tocou o porteiro eletrônico sem aviso prévio, o que eu detesto: detesto visita que não avisa que vem, a casa fora de ordem, fogão em pleno ofício, coisa assim. Mas atendi. Veio a voz dele: oi, tem alguma coisa pra comer? Pedi que esperasse, fui ao local onde aqui se guarda tudo que se pretende comer ainda e desci. Um guri loiro de olho azul de uns 11 anos. Jefferson. Entreguei, dei tchau e subi. Dia seguinte, idem. E assim por meses. Acabei sabendo que ele estava fora de casa, fugido do namorado da mãe que batia descaradamente na cara linda dele. Ex-colegial, ex-família, ex-bairro e colegas. Não sou de fazer perguntas, mas quando ele quis falar, falou. Acabei por perceber que já havia rotina nisso: eu já conferia mais cedo, de manhã, se haveria o lanche do Jefferson. Se não tinha, saía pra buscar alguma coisa. Já comia eu também com hora certa, o que me fez muito bem, diga-se. Quando vi, num surto de TPM, estava agradecendo a Deus pelo filho-pronto que recebera, sem ter precisado gerar, esperar, chorar, adivinhar traços de família, rezar por perfeição física. Um filho sem as prováveis exigências de um, com hora para ver e hora de devolver pra vida. Perfeito! Minhas amigas já conheciam, já o viam na rua e diziam: ô Neca, vi o Jefferson hoje! Virou estação, consegui abrigo, moleton, meia grossa, depois bermudas, camisetas sem manga, virou o ano e ele vindo sempre, pontualmente a mesma hora. Nunca pediu dinheiro. Só comida. Fizemos um acordo que eu descia com o prato e o (já) copo de Nescau que eu nem tomo, e ele deixaria tudo sobre a caixa do correio. Quando a Ro subia, trazia tudo e eu lavava e deixava secando até o dia seguinte. Eis que um dia de outono do ano seguinte, toca o porteiro certinho na hora, e ele diz: ô tia, tu tens umas moedas pra me emprestar? E eu nem tinha. Busquei algumas nos bolsos dos casacos, peguei o lanche pronto e desci. Abro a porta e tá ele ali, cheio de sacolas do Zaffari penduradas, amarradas com tudo que eu tinha dado. Pronto pra viagem. Perguntei a ele qual era e ele contou que o padrasto estava na descendo a Plínio atrás dele e que o mataria se o pegasse. Precisava fugir, pegar um ônibus pra tentar achar uma irmã mais velha sei-lá-eu-onde. Dei as moedas e me desculpei por não ter mais nada. Preocupada, perguntei se ele sabia o que estava fazendo, se voltaria, atordoada pelo sumiço do filho, assim, de soco. Ele perguntou: posso te dar um abraço? E eu dei. Lógico. Ao pé do ouvido ele disse ainda: tia, eu nunca vou te esquecer. E correu. Subi pra casa uma subida da vida ao inferno que nem deve ser tão longe. Chorei todas. Pedi a Deus que desse direção, caminho, abrisse portas e o levasse ao lugar que a ele talvez pertencesse. Mas nisso, de súbito, perguntei-me quem sou eu pra tanto? Eu que também não tenho nada, paradeiro, sindicado, turma, família, não sou de lugar algum, e respeitadas as proporções não tenho ainda meu lugar ao sol, to querendo o que? Eu que não sei até hoje ao que vim? Refleti muito e acabei por querer saber o meu lugar também, onde fica. Meu filho e eu, dois impertencentes. Era uma noite daquelas em Porto para além do teto da Tok Stok. Negra. Sem estrelas. Peguei o violão e fiquei ali, tocando coisa alguma, olhando o céu. Veio a viagem do céu sem estrelas. E tentei imaginar o contrário: uma estrela sem céu para pousar. A impertencência. Parecia que quem tem alguma coisa, achou seu cantinho de céu para ficar. E quem não tem, é estrela sem céu. Eu, ele. Acabei compondo a música TODO que batiza o disco novo. E, enquanto compunha, enquanto perguntava, respondia. Responder era o pedaço de céu ao qual pertenço, talvez. Traduzir aquela coisa toda de filho adotivo, tentar falar sobre essa busca, colocar em canção o que havia sido pura devastação, talvez fosse, ao fim de tudo, o que vim fazer - a parte que me cabe deste latifúndio.Muito antes de "adotar" o Jefferson, eu já tinha outros 03 mendigos de estimação. Um deles é um catador de papel com o sorriso mais lindo do mundo. Baixotinho, feliz. Ele me adora. Abana, manda beijos de longe e sempre espera lá embaixo quando peço pra ele esperar. Outro é o gritão: um cara que anda anda anda por essas ruas e pára. Senta no chão e grita, grita muito. Desesperador. Ele é um cara bonito também. Dia desses atravessei o medo e fui a ele. Oferecei 1 real e ele disse: moeda moeda moeda!! Perdi o medo e ele ficou com o real embora fosse papel. Esse anda sumido. O terceiro é um bebum amado que um dia estava aqui na parada da frente. Fui pegar o ônibus e ele estava ali deitadão na rua. Levei 1 pila pra ele e ele ficou gritando: valeu mamãe! Deus te ajude, mamãe. Apelidei ele de Meu Filho. Sigo dando pilas pra ele vez em quando. Ele costuma ficar na Poty, na volta do lotação, antes da Quintino. Sorri lindo também. E tem o Jair, tinha esquecido desse, que ficava na frente da Caixa da Quintino com a 24. Esse acompanhei a decadência e a levantada. Querido. Quando melhorou de vida, me chamou pra mostrar o carrinho de catar papel e disse todo contente: agora tenho trabalho. Entendo o Coimbra e a indignação dele. Sinto o mesmo. A diferença é que hoje penso que no fim das contas, está tudo certo. Até esses que citei, de cujas vidas faço parte e que são parte da minha (alguns são mais presentes que alguns amigos), têm suas funções onde estão. Não fosse o Jefferson eu jamais acharia resposta para uma pergunta tão ancestral quanto aquela. Não fosse o Jair, talvez eu já não acreditasse mais na carta A Roda da Fortuna do Tarô. E o que seria de mim nas vindas pra casa, sem o sorriso do Meu Filho na volta do Parcão? Tenho relações com eles, reais. Eu que sei o que é fome, sei quanto mais vale um pila pra uma bebedeira e o posterior alento do esquecimento, em vez do prato de comida que julgamos estar fazendo o melhor. Porque te afirmo: às vezes é melhor continuar não comendo, do que comer hoje e sentir a fome voltar com tudo amanhã. Às vezes é melhor simplesmente esquecer. Não julgo o que farão eles com o pila que dou, por isso. Não me pergunto mais o que fazem na rua porque não me compete. Convivo. Trocos sorrisos. Dou e recebo deles. Torço pelo bem que lhes cabe ter. Pelo meu. Somos todos a mesma coisa, muitas vezes, impertencentes, sem céu pra ficar. E tantas vezes sentimos isso vida afora...Talvez seja por isso, também que eu não queira sair daqui, deste apartamento. Fizemos história, temos laços, raízes - o bairro e eu. Ainda assim, te agradeço pela indicação: ter lido, me fez lembrar mais isso que vivi, revisitar essa parte inteira da qual não lembro sempre. Assim, encontro sem querer o motivo oculto que move e justifica todas as coisas. Obrigada, Cíntia Amada. Beijos nessa cara que eu adoro ver de novo e que também faz parte da minha história por essas bandas.Necka.A propósito: no ano seguinte, no dia do meu aniversário, o Jefferson bateu aqui e disse: tava com saudades. Agora ele vai e vem. Tal qual um filho.</em> </span><br /><span style="color:#000066;"><em> </em></span><a href="mailto:neckaayala@uol.com.br"><em><span style="color:#000066;">neckaayala@uol.com.br</span></em></a><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10377674-115817841830287876?l=www.cintiamoscovich.com%2Fblog%2Findex.html'/></div>Cíntianoreply@blogger.com6