tag:blogger.com,1999:blog-101844112008-08-31T16:13:59.033-03:00D. e. s. e. r. t. o."Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes" Álvaro de CamposJ.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comBlogger193125tag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-19606616074977024232008-08-24T23:56:00.002-03:002008-08-25T00:17:32.450-03:00algo um pouco diferente<span style="font-style: italic;">"Porque ser diferente, no fim, é o que todos querem"</span><br />Foi o que ela disse mordiscando o lábio inferior junto com o bater característico dos dedos - unhas longas, de cores diferentes, sobre a mesa de um bar qualquer.<br />- É uma mentira, sabes? No fundo, apenas uma farsa. Se sentem tão únicos, os diferentes - e ela falava aquilo de um jeito tão perverso, que fazia a minha garganta secar - Só esperando por alguém que os entenda, e os complete, na sua diferença, como um bizarro gêmeo siamês, siamês na diferença!<br />Ela jogou a cabeça para trás ao mesmo tempo em que as unhas marcaram - muito de leve - o meu ombro. Estremeci. Acho que foi o momento em que senti maior desejo.<br />- Eu, não, ela disse . Eu queria ser igual. É isso doi, pq é estranho ser igual quando todo mundo deseja o diferente.<br />E ela sorriu e eu só via as covinhas se abrirem<br />O sorriso não tocou os olhos - e eu, só conseguia pensar em me afogar neles.<br />- é cansativo construir a diferença. Ser sempre único e sozinho, um camaleão ao contrário! Não é bizarro?<br />Ria, agora, mas os olhos estavam tão sérios.<br />Me perdi, focado que estava em suas mãos, os dedos finos e longos. Tentava imaginar como seria sentí-los sobre a minha pele, nem que fosse de leve.<br />Tal exercício me deu arrepios, por todo o corpo.<br />Não sei se ela notou.<br />Continuava a falar.<br />- Penso em uma igual dade doída, de tão intensa. Todos, juntos, tão juntos... apertou com força uma mão na outra. Como se tudo fizesse parte, uma coisa só.<br />- O mundo todo pulsando, como um enorme coração. E eu queria poder ouvir.<br />Tão te todos, e de ninguém, que nem percebeu o que eu queria tomar dela.<br />Ali, enquanto desfilava seus sonhosJ.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-85268492351563311252008-08-13T01:44:00.001-03:002008-08-13T01:46:37.070-03:00Just...Eu fico aqui, ouvindo a chuva, quando não existem mais raios. Só a água, incessante, calma, fria.<br />Madrugada.<br />As nuvens esconderam a lua.<br />E as estrelas.<br />E o melhor silencio é este... quebrado por um ruído singelo como o das gotas.<br />Abro a janela.<br />É o último andar, e por um momento, tento esquecer de todo o resto.<br />É muito frio<br />E venta.<br />Mas é leve, tão leve. Pequeninos beijos gelados<br />Agora está certo.<br />Pois realmente chove em todo lugar.<br />Indistintamente.J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-33755003346769664502008-08-10T22:42:00.001-03:002008-08-10T22:45:06.746-03:00Sobre desejo...<p class="MsoNormal"><o:p></o:p></p><blockquote><p class="MsoNormal">Antes de começar, dois adendos:</p> <ol style="margin-top: 0cm;" start="1" type="1"><li class="MsoNormal" style="">Resolvi editar apenas 90% do que a Lorelay manda. Pq acho divertido quando ela mistura algumas coisas e pq vai dar para deixar abreviaturas estranhas como srsly, LOL, essas coisas. Antes, eu procurava o significado para depois colocar “no ar”. Trato nosso, de qualquer jeito. Não me imaginem como uma censora, por favor.</li><li class="MsoNormal" style="">Esqueci. Tinha a ver com o fato de que nem sempre eu preciso de metáforas e que não é tão difícil escrever sobre algumas coisas... Talvez seja só um espírito competitivo aflorando, mas, não, não me analisem, ok?</li></ol> </blockquote><p class="MsoNormal"><o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Bem, lá vai: No “período temático” vem ao ar um texto descritivo, comentado sobre algo que normalmente a gente não costuma escrever. Desafio duplo, uma escolhe um, outra escolhe outro, Não sei se isso dura, só sei que não dá para escrever com personagens, por definição.</p> <p class="MsoNormal">Agora, lá vai...</p> <p style="text-align: right;" class="MsoNormal"><o:p></o:p><span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);">Sobre desejo...</span></p> <p class="MsoNormal">Fiquei na dúvida em classificar o desejo. Uma espécie de calor? Uma espécie de sede? Uma espécie de fome? A primeira é óbvia. Metáfora batida, por assim dizer. Entre a sede e a fome, outra dúvida permanece. A sede é mais rascante, mais premente, mais exigente, e, portanto, está mais a fim de um sentido (ou sentimento) como o desejo. Na segunda, mesmo que agora muita gente se revolte, a gente pode somar de maneira mais convincente outra coisa que eu acho essencial ao desejo: o controle (tá, ao menos para mim, é mais fácil controlar a fome do que a sede.)</p> <p class="MsoNormal">E o que sabes de desejo, se falas em controle?<o:p> </o:p></p> <p class="MsoNormal">Exatamente isso. É como ser sugado, para um lugar escuro, em que tudo se perde. Não em um mal sentido, veja bem. Quando o desejo assalta, ele tem uma existência completa e exigente sobre a pessoa a quem toma. Pois bem, voltemos ao escuro – ou claro, que seja. Aonde quer que a gente seja levado, há só uma coisa, desejo, puro e simples, vontade desenfreada e sem raciocínio. Busca. Desejar é como respirar quando se afoga, luta de instintos. Doce e acre ao mesmo tempo. Por que aí vem a diferença básica, onde cabe o controle.Diferente da necessidade de respirar, para o desejo vem antes uma vontade, uma projeção, um sonho.</p> <p class="MsoNormal">E lá, no momento da queda, como numa montanha russa, no momento de perder-se, sempre se pode respirar e escolher o rumo. Desejar não é como respirar, e por mais forte que seja a fome, como advém de um sonho, sempre se pode escolher o caminho para alcança-lo.</p> <p class="MsoNormal">E não adianta citar Blake: <span style="font-style: italic;">"Aqueles que reprimem o desejo assim o fazem porque o seu desejo é fraco o suficiente para ser reprimido".</span></p> <p class="MsoNormal">Quanto mais forte o desejo, mais existe <span style=""> </span>o controle.</p> <p class="MsoNormal">É o que faz afogar-se e aplacar a sede uma coisa tão intensa.</p>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-51028717994179148712008-07-22T20:36:00.000-03:002008-07-22T20:37:12.699-03:00<embed id="VideoPlayback" style="width:400px;height:326px" allowfullscreen="true" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-3412294239230716755&amp;hl=un&amp;fs=true" type="application/x-shockwave-flash"></embed><br /><br />enquanto eu escrevo sobre o anime -friends.J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-70777313977403260562008-07-11T19:09:00.000-03:002008-07-11T19:10:49.475-03:00Pq eu sou cheia de começos<p class="MsoNormal">Passos ecoaram no salão do rei. Passos duros, e resolutos. Mas do mesmo modo, passos lentos.</p> <p class="MsoNormal">Um grande corredor esperava. Uma névoa azulada abria espaço entre os vitrais da parede e a rocha, escura e fria do chão. Era um ambiente quase de sonho. Luzes coloridas, tênues, balançavam por entre as frestas, junto com a névoa. O chão dava um toque de realidade. Leve e duro, mesmo como uma linha. </p> <p class="MsoNormal">E os passos, mantinham-se ecoando, mesmo depois, quando os pés que geraram o som pararam. Os pés – da mesma maneira que o corredor – se detiveram, a esperar.</p> <p class="MsoNormal">Na outra ponta, um grande trono. Era mais claro, ali. Um rei, nem jovem, nem velho chegou. Trazia no rosto, a marca da contrariedade. Testa alta, franzida. Mesmo preocupado e distante, a sua volta, a autoridade se estabelecia. <span style=""> </span>Era parte de si mesmo, tão presente quanto o simples ato de respirar. O homem era rei. O ser era rei.</p> <p class="MsoNormal">Sentou-se no alto trono sem adornos. Manteve o manto, púrpura, ao seu redor. Junto de si, vinha a rainha, quieta, tão calma, a própria imagem da segurança de si, da certeza.</p> <p class="MsoNormal">- Devo mandar que as luzes sejam acesas? Perguntou àquele que sentaria a seu lado.</p> <p class="MsoNormal">- Não. Eu não desejo a audiência, e luzes dariam mais realidade e esforço ao que eu preciso que seja rápido.</p> <p class="MsoNormal">A dama sorriu, como fazem aqueles que entendem algo que não pode ser explicado.</p> <p class="MsoNormal">Foi ela, com sua voz firme e suave, que autorizou a entrada do guerreiro.</p> <p class="MsoNormal">E os passos, e eco, recomeçaram sobre a névoa e a estranha luz.</p> <p class="MsoNormal">Para aquele que avançava, era como se tudo e todos pudessem ouvir seu coração batendo, tão forte, que chegava a doer na armadura e embaralhar o eco.</p> <p class="MsoNormal">Para os que esperavam, sozinhos e no meio das luzes, uma estranha visão se delineava: O pequeno guerreiro, de negra armadura, ia se tornando maior e mais sólido, a medida que chegava perto, embalado pelo eco de seus próprios passos, que cantavam solidão, melancolia e resolução. Tudo junto, em igual medida.</p> <p class="MsoNormal">Ele parou, em frente ao trono.</p> <p class="MsoNormal">As respirações dos três formavam nuvens de vapor, mas não estava tão frio.</p> <p class="MsoNormal">Ajoelhou-se, devagar, mas em nenhum momento com dúvida. Parecia mais alguém que saboreava uma decisão e a dor, que vinha com ela.</p> <p class="MsoNormal">Foi então que o guerreiro, em silêncio, pois ninguém tinha falado, começou a despir-se de sua grossa armadura. Peça por peça. Com muito cuidado, carinho até. Deixando, vagarosamente, uma a uma, ao seu lado, sem ruído. </p> <p class="MsoNormal">Ao rei, que observava, coube aprofundar suas rugas de desagrado. Não pela quebra de protocolo, que era evidente, mas muito mais porque ele não aprovava o resultado.</p> <p class="MsoNormal">Só o elmo, permaneceu, escondendo o rosto da intrigante figura, que se manteve ajoelhada, flexionando uma das pernas enquanto desembainhava a espada. Era como ser sagrado novamente, pensou, não sem que o pensamento doesse.</p> <p class="MsoNormal">Ao colocar a cabeça para frente e tirar o elmo, longos cabelos caíram cobrindo o rosto.</p> <p class="MsoNormal">Uma mulher, que sentiu, mais do que ouviu, a expressão de surpresa. Uma guerreira.</p> <p class="MsoNormal">- Deve me devolver a espada, se não vai mais lutar.<span style=""> </span>Foi tudo que ela ouviu.</p> <p class="MsoNormal">- Não. Foi o que respondeu. Simples, mesmo sabendo que lhe custaria. Ergueu os olhos deixando que os cabelos, longos e negros chegassem a cintura e encarou o rei. O seu rei. Havia muita tristeza em seus olhos, muito claros. Uma tristeza infinita.</p> <p class="MsoNormal">- Vem até mim, e despe-se. Despede-se. E responde, como um guerreiro. Quase um desertor. O que me impede de castigá-la?</p> <p class="MsoNormal">- Senhor. Meu senhor... A espada, ela é minha. Tão parte de mim, como meu próprio braço. Não posso devolvê-la. E se respondo como a um guerreiro, é porque nunca, em nenhum dia sequer tenha deixado de lutar, em toda a vida. Deixar de ser guerreira seria deixar de viver. Jurei que o faria em campo de batalha. Não pretendo recuar ao juramento, especialmente por acreditar que aquele que trai um primeiro juramento, nunca é digno de realizar um segundo.</p> <p class="MsoNormal">- Com que então, vem, alegremente, devolver a armadura e pedir que a dispense? Não deseja lutar, mas carrega a espada. E falas em morrer <st1:personname productid="em batalha. Como" st="on">em batalha. Como</st1:PersonName> quer que eu acredite que está sã e tem certeza do que faz?</p> <p class="MsoNormal">- Meu rei... Vim devolver a armadura. Vim, não sem dor, nem arrependimento, contar que no novo caminho e nas lutas que o seguem, não posso, nem desejo leva-la. Posso pedir que respeite meu outro compromisso e minha outra escolha, mas não posso deixar de ser aquilo que sou. Eu sou a luta. E luta sou eu.</p> <p class="MsoNormal">Ela usou as mãos, pequenas e calejadas para afagar o cabo da grande espada.</p> <p class="MsoNormal">Foi a rainha que quebrou o silêncio.</p> <p class="MsoNormal">- Se não desejas lutar, não pode deixar a porta entreaberta. Toda luta necessita de armaduras, como suas cicatrizes bem o mostram. Ao abandonar a armadura, abandonas o campo de batalha. Sabes disso, não? Verdadeiramente não entendo. Difícil foi esconder quem eras e mais difícil ainda abrir seu caminho, quando finalmente pôde. Agora, deita ao chão o que construiu, com olhos doídos. Por quê?</p> <p class="MsoNormal">- Aprendi que toda decisão dói e todo passo consiste em viver e aceitar isso.<span style=""> </span>Também sei que existem campos de batalha em maior número que os fios de meu cabelo. A armadura do guerreiro protegeu e amparou. Sou-lhe grata. Mas agora, os golpes devem vir sem subterfúgios nem marcas... Deito ao chão, minha dama. Fecho uma porta. Mas a espada é parte do que não posso abandonar. Daquilo que pertence antes a mim, profundamente, do que ao campo e a luta.</p> <p class="MsoNormal">- Meu rei... Peço permissão para partir. E permissão para voltar, se precisar de mim.</p> <p class="MsoNormal">- Sabes, que quando sair de novo pelo corredor, não serás guerreiro? E não terás retorno?</p> <p class="MsoNormal">- Eu sei.</p> <p class="MsoNormal">- Vai-te. As portas permanecerão onde sempre estiveram. A espera de quem ousar abri-las. Teu coração já foi. Acompanha-o.</p> <p class="MsoNormal">-E a espada?</p> <p class="MsoNormal">- Leva. Luta a sua luta e a honre, sempre. Se um dia abandoná-la, jamais poderá voltar. E assim disse o rei.</p> <p class="MsoNormal">E a partir daquele momento assim seria.</p> <p class="MsoNormal">Mas por muito tempo, ele se preocupou com a espada e com o guerreiro que a empunhava.</p>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-1896763636209375192008-07-06T21:53:00.001-03:002008-07-06T21:55:20.745-03:00Banalidade<p class="MsoNormal">Teve uma época que eu achava que banalidade era uma coisa que vinha das bananas. Algo a ver com o som, sabe? E eu nem entendia que realmente poderia haver bananas infinitas no mundo, nem mesmo entendia o que era “preço de banana” pq, normalmente, se eu tivesse dinheiro para comprar bananas, gastaria <st1:personname productid="em chicletes. Ou" st="on">em chicletes. Ou</st1:PersonName> balas. Eu adorava as balas banda. Ou uma outra, que tinha um gato. Bala xaxá. Sabor ananás. Que eu também não sabia que era um outro nome para o abacaxi.<br />Ou não.<br />Parece que ananás e abacaxi são espécies diferentes para uma mesma coisa. Como a banana da terra e a banana maçã. Eu não gostava das primeiras, porque, sei lá, não gostava. Achava que era porque as bananas da terra vinham do mesmo lugar que as beterrabas. E existe alguém que pode realmente gostar de beterrabas?<br />Tem.<br />Minha mãe gosta.<br />Mas eu sempre achei horrível.<br />E se a banana da terra vinha do mesmo lugar que a beterraba, a banana maçã vinha do mesmo lugar que as maçãs. Pequena, doce, ácida. Sempre que eu penso nas bananas-maçã, lembro mesmo é do meu avô. Os olhos claros e serenos como um lago. (E não é só metáfora. É a única coisa que dá para descrever o meu avô) Ele se abaixava, para encarar a gente nos olhos. E sempre trazia bananas maçã do sítio, ele sabia que eu gostava delas. Para mim. A banana pequenininha para a menina pequenininha, ele dizia com voz rouca.<br />No fim, bananas não têm a ver com banalidades. Banalidades são o que nos fazem acreditar, todos os dias, que é a vida.<br />Também são banalidades os conselhos, os valores e os ruídos sociais. Assim mesmo, na mesma linha, como uma mesma coisa, com o mesmo valor.<br />Bananas são frutas, e talvez lembranças.<br />Banalidade é todo o resto que nos guia.</p>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-73215934119523208442008-07-04T16:06:00.000-03:002008-07-04T16:07:40.773-03:00o gato<p class="MsoNormal">Tão altivo e inteiro. Inteiro. É como o vejo.</p> <p class="MsoNormal">Queria aprender a ser como tu, amigo. Que estás exatamente onde almeja.</p> <p class="MsoNormal">Sempre.</p> <p class="MsoNormal">E deixas de almejar o que não alcanças, pois sabes, que o mundo é grande demais para que se limite a um simples desejo.</p> <p class="MsoNormal">Aqui estou, brincando de esconder frente aos problemas dos outros, pois os meus são banais demais até para serem problemas.</p> <p class="MsoNormal">A vida é mais certa para os outros, sabe? Especialmente se eles não existem verdadeiramente.</p> <p class="MsoNormal">Aqui ficamos a pensar que não somos bons o suficiente. Ou que não temos o suficiente. Ou que não fizemos o suficiente,</p> <p class="MsoNormal">E, do mesmo modo, estamos a deixar essa marca a todo o momento, nas outras pessoas, Fazendo-as acreditar que não são boas o suficiente, que não fizeram o suficiente. Que não merecem.</p> <p class="MsoNormal">E as mulheres procuram companhia. E os homens – ah, vá lá, não sei bem o que os homens procuram.</p> <p class="MsoNormal">E todos constroem uma independência,</p> <p class="MsoNormal">Mas – ela é um bocado capitalista. Mesmo quando não parece, o almejar se resume a ter. Ter casas, carros, computadores... O meu mac, oras, :D</p> <p class="MsoNormal">Ter um corpo perfeito</p> <p class="MsoNormal">Ter um cabelo bonito.</p> <p class="MsoNormal">Ter alguém com quem sair a noite.</p> <p class="MsoNormal">Ter.</p> <p class="MsoNormal">Mesmo quando é o caso de procurar sossego, normalmente se busca ter uma casa que nos dê isso. Um carro, uma praia, um par de olhos verdes a nos admirar ( ou negros, ou cinzentos, que seja)</p> <p class="MsoNormal">Mesmo ter confiança e coragem para ir até aonde os nossos sonhos apontam, Quaisquer, que sejam ( quem sou eu para falar em sonhos?</p> <p class="MsoNormal">Tu não.</p> <p class="MsoNormal">Tão completo.</p> <p class="MsoNormal">Confiante.</p> <p class="MsoNormal">Nasceu inteiro, como disse o <a href="http://www.tanto.com.br/neruda-ode.htm"><span style="font-weight: bold;">Neruda. </span></a></p> <p class="MsoNormal">Amigo gato, amado.</p> <p class="MsoNormal">Um dia, quero ser como tu.</p>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-51776583750201564842008-07-02T00:09:00.000-03:002008-07-02T00:10:10.169-03:00PAZpalavra tão pequena, abismo imenso.<br /><br />be quietJ.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-36436737083225542152008-06-29T17:21:00.001-03:002008-06-29T17:23:17.927-03:00não concordo com essa vertente de metal pagão...Mas... Não consigo mais parar!<br /><br /><h2></h2><blockquote style="font-weight: bold;"><h2><span style="font-size:100%;">Astaroth</span></h2> <h2 id="sz"><span style="font-size:85%;">Mago de Oz</span></h2> <p><span style="font-size:85%;">De la noche de los tiempos<br />De tu oscuridad<br />He regresado a buscar<br />Un don para la humanidad<br /><br />Y no pronuncias mi nombre,<br />Aunque bien sabes quién soy<br />De tu soberbia y tu odio<br />El reflejo alimentado soy<br /><br />Soy el eco de tu ira<br />El espejo en que<br />Tu avaricia se refleja<br />Y me da poder<br /><br />Fluyo a través de las vidas<br />Que no consiguen saber<br />Donde encontrar la salida,<br />Que abre la puerta del mal y el bien<br /><br />Ven hacia mí<br />Y déjame morar en ti<br />Soy el deseo<br />Lo oscuro que hay en ti<br /><br />Compro tus sueños<br />Por tu alma, tu Dios<br />¿Cuánto da?<br />Soy el que soy<br />El portador de luz<br /><br />Cubra tu manto<br />Mi luz y mi amor<br />Suave es el óbito<br />Y dulce este dolor<br /><br />Tómame y el viento hará una canción,<br />con el fuego eterno que<br />sellará nuestra unión.<br /><br />"Toma mi sangre<br />Mézclala, bébela<br />Quémala, arde en la llama<br />Pues sólo así podrás adorarme<br />Haz lo que digo porque esta es la ley<br />No me creas, experimenta<br />Hazlo pues no hay, no hay otro medio"<br /><br />Ven hacia mí<br />Y déjame morar en ti<br />Soy el deseo<br />Lo oscuro que hay en ti<br /><br />Compro tus sueños<br />Por tu alma, tu Dios<br />¿Cuánto da?<br />Soy el que soy<br />El portador de luz<br /><br />Ven hacia mí<br />Y déjame morar en ti<br />Soy el deseo<br />Lo oscuro que hay en ti<br /><br />Compro tus sueños<br />Por tu alma, tu Dios<br />¿Cuánto da?<br />Soy el que soy<br />El portador de luz </span> </p></blockquote>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-49308411282129630692008-06-28T00:24:00.000-03:002008-06-28T00:26:09.100-03:00parva<p class="MsoNormal">Madrugada, meia luz. A voz sussurra, ao meu ouvido. Palavras em outra língua, mas não desconhecida o suficiente, para que eu não entenda, ao menos um pouco.</p> <p class="MsoNormal">Preocupada que estou em morrer um pouquinho, até estranho que ninguém perceba.</p> <p class="MsoNormal">É claro, o guardião dos olhos cor de âmbar não tirou o seu par da minha vista por tempo suficiente, hoje, enroscando-se a dormir, mesmo ao lado de onde eu trabalhava, ou para ser sincera, fingia o fazer. Pois há dias que eu nada faço, e mesmo as pequenas coisas parecem um fardo pesado demais para mim, por esses dias. Mergulhada, completamente, que estou em qualquer coisa que me faça esquecer, como se as escolhas quaisquer que sejam, sejam importantes demais para serem feitas.</p> <p class="MsoNormal">Seria bom para manter uma imagem de pessoa atormentada que eu simplesmente começasse a fumar, gritar versos do Baudelaire em voz alta, desistindo de pentear os cabelos? Ah, seria bonito de se ver, uma louquinha abandonada, mas não sozinha o suficiente para amar uma solidão doentia. Talvez eu devesse juntar um copo grosso de whisky ou vodka pura, na garrafa. Definitivamente, imaginar cenas de drama não se torna difícil, e é até agradável em momentos como esse.</p> <p class="MsoNormal">De onde vem esse desassossego?</p> <p class="MsoNormal">Não poderia dizer.</p> <p class="MsoNormal">Não há coragem suficiente.</p> <p class="MsoNormal">Apenas a voz que sussurra ao meu ouvido, músicas outrora minhas, enquanto eu falo inglês com os guardiões. Não que eles entendam, mas não faria diferença, a todo caso, não nos últimos dias.</p> <p class="MsoNormal">Estou a morrer</p> <p class="MsoNormal">Mas de uma maneira banal, e não dramática.</p> <p class="MsoNormal">Pois na verdade, estou a desistir.</p>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-22839207234785719612008-06-20T02:53:00.003-03:002008-06-20T03:02:06.941-03:00? (1)<span style="font-size:100%;"><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(0, 0, 102);">E ela tricotava as madrugadas, como ele enfileirava cataventos.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);">Sem propósito e sentido</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(0, 0, 102);">Mas com precisão militar</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);">Os fios eram gelados, todos... Mais gelados que o inferno.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(0, 0, 102);">E o papel era tão fino, como o das mais belas ilusões e propósitos.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);">Dois desconhecidos</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(0, 0, 102);">Dois antagonistas</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);">As mãos dele seriam sempre ásperas como a areia.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(0, 0, 102);">E as delas salgadas como o sal. Frias, também.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);">Não concordo, ele gritou. Deu-lhe dois adjetivos.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(0, 0, 102);">Ela permaneceu parada, insone, com as suas madrugadas. Resolveu tricotar um catavento.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);">Ele lhe dobrou estrelas.</span><br /><br /><br /></span>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-58837654670133193562008-06-09T01:39:00.002-03:002008-06-09T01:47:05.678-03:00Lorelay - just...A única coisa que eu posso dar, a única que realmente posso dar, é deixá-lo ser o mesmo. Ir e voltar, decidir, chorar, esbravejar. Aceitar, alles.<br />Is that.<br />Uma opinião sincera é o que eu posso dar também. True, a minha, ao menos.<br />E a Liberté.<br />Eu a quero, e sempre, sempre, a dou.<br />Para ir, vir.<br />Para ser o que queiras.<br />E eu aceito.<br />Mas ninguém entende. Ninguém.<br />Estão partindo a procurar correntes.Lorelayhttp://www.blogger.com/profile/00887796799472251163noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-62798199829705485852008-06-02T00:30:00.005-03:002008-06-03T12:23:20.511-03:00Sobre o Chico...<p class="MsoNormal">Que Chico, oras? Aquele, o filho do <a href="http://www.zaz.com.br/voltaire/brasil/2002/07/03/001.htm">Sérgio</a>!<br /><o:p style="font-family: georgia;"> --<br /></o:p><span style="font-family:georgia;">Lembro como se fosse hoje, que quando o meu irmão nasceu, eu entrei, solene e animada, no hospital. Era pequenininho e tinha muito cabelo preto. Os olhos fechados, e a cara vermelha. Minha mãe disse: olha, seu irmãozinho... Que nome você prefere? Felipe ou Francisco?</span><span style=";font-family:georgia;font-size:100%;" >E eu, na sabedoria dos 5 anos pensei q não daria ao meu irmão, meu, só meu, o nome de um vilão de novela (nem lembro a qual).Francisco, foi o que respondi.</span></p><p class="MsoNormal"><span style=";font-family:georgia;font-size:100%;" > ---<br /></span></p><p class="MsoNormal"> </p> <p class="MsoNormal">O Chico é quase uma unanimidade. Perfeito. <span style="" lang="EN-US">O <a href="http://www.imdb.com/media/rm1151440384/nm0000136">Johnny Deep</a> tupiniquim. </span>O homem que toda mulher queria para si. O que traduziu a alma feminina como ninguém... etc, etc. Clichê ou não, lembro que uma vez, eu devia ter uns 12 anos, ouvi minha mãe falar do Chico: “Virou cantor, porque compositor ganha pouco no Brasil, mas a voz não é tão boa quanto as letras, ele é um dos melhores letristas do país, veja só”. Acho q ela queria ensinar para a gente que nem sempre se valorizam as idéias. Mas elas devem ser vistas. Não lembro, mas era um tipo de papo comum lá em casa.<br />De qualquer jeito, eu amava o Caetano, desde sempre. (ta, mentira, eu passei pelo amor do Milton e do Ney primeiro) Mas era o Caetano que era baiano, que tinha a voz mais bonita, que gravou Vampiro, e Elegia, e... Enfim...<br />Por muito tempo, o Chico era um conhecido respeitado para mim, nada além disso. Ah, ele canta, tem músicas lindíssimas... Definitivamente, admirável, mas não apaixonante.<o:p></o:p><br /></p><p class="MsoNormal"> ---<br /></p> <p class="MsoNormal">Quando a gente resolveu que aquele menino ia se chamar Francisco, minha mãe preocupou-se: filho meu não pode ser chamado de Chico, é um apelido feio. Kiko, resolvemos, e ele ganhou um nome e um apelido, quase no mesmo dia.<br />Amado Kiko. Todo mundo sabe que o maior presente que eu recebi foi o meu irmão. O adoro, assim, por que ele existe, por que ele é. Ponto. E acho Francisco um nome verdadeiramente lindo, daria a um filho, se não tivesse um irmão com esse nome. Afinal, trata-se de um revolucionário. (outro Chico, o <a href="http://www.saofranciscodeassis.hpgvip.ig.com.br/biografia.html">de Assis</a>.)<br />É engraçado isso... nomear um filho, como uma grande homenagem, no fim, todos buscamos um tantinho de eternidade. Filhos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Goya-Saturnus.png">Cronos</a>, a procurar uma antropofagia reversa? =D (só eu gosto dessa analogia)<o:p></o:p><br /></p><p class="MsoNormal"> ----<br /></p><p class="MsoNormal">E eu lembro quando o outro Chico foi realmente meu. Assim, uma estorinha estranha, onde eu tinha q escolher um cd, Chico duplo ou Gal, e apesar de ter passado dos 3 aos 12 chamando a Gal de rainha e sacudindo os cabelos para ser como ela (ou a Clara Nunes, porque eu era, como todas as crianças, uma infanta cheia de sonhos) eu disse: Chico. Chico ao vivo – 1999.<br />Ouvi os dois, no mesmo dia. E disse: O meu é mais bonito. Meu pai concordou, e eu lembro porque virou mais um capítulo de uma doída disputa. Na verdade, ouvi muito mais o Cd 2. Estranhamente, era o acalanto. Uma cantiguinha da alma. Sabe? Quem foi criança q ouvia os pais cantarem antes de dormir, entende. As musiquetas consolam um tremor pequeno, que a gente não sabe por que tem. Ouvir o Chico era como um afago em uma parte do tremor, que nunca cessou.<br />Como explicar o que a gente sente? O fato é que bancarrota blues, ou as vitrines, futuros amantes, Iracema voou – eu cantava tanto essa... São do tipo de música que passa direto... Eu não conseguia pensar direito sobre elas. Apenas acumular sensações, como o <a href="http://oindividuo.com/2007/05/27/dois-poemas-de-o-guardador-de-rebanhos/">mestre Caeiro</a> se orgulharia.</p> <p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p> ----<br />E no fim, quase todos os meus irmãos têm nomes a quem eu daria a continuidade. De sangue, de lágrimas, de obrigação, mesmo, só tenho aquele que não podia ser Chico de nenhuma maneira, mas costumo chamar de irmãos aqueles amigos que são amados, por mim, quase da mesma maneira. E já daria ao Fernando posteridade, por outro amor que é o Pessoa, como se sabe. Da mesma forma, que Ramon figurou na lista de “nomes para filhos”, pois era o mais próximo de Damon que eu conseguiria. – Mania, insana, de perpetuar personagens. E agora, tem pessoas que eu admiro com cada um desses nomes, que vieram depois, mas não aleatoriamente. E tem o Rafael, que fecha a tríade, mas... Sinto, rafinha, não batizaria um filho com seu nome. Anjos não combinam com anarquistas em potencial, ou combinam?<br /> <p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p> ----<br />Eu queria ser uma “mulher do Chico”, em sentido amplo. Alguém que tivesse um “vigia...Catando a poesia...Que entornas no chão” Alguém para ser chamada de afoita, em seu tom de voz. Alguém em que eu pudesse derramar na camisa, todas as flores de abril. Daí-me flores, pediria Pessoa, por sinal. Mas ao contrário do que se pensa, não falo de novo do sentido restrito... Não se trata de falar de solidão de maneira sutil. Mas, ao contrário, da ausência de egoísmo. Pois as mulheres do Chico, parecem-me viver as sensações, todas, que são os sentimentos. Como queria Caeiro. No domínio que mistura impensável e poesia, da mesma forma.<br /> <p class="MsoNormal"><o:p></o:p><span style="font-weight: bold;font-size:85%;" ><span style="font-style: italic;">“Essa é a tua música</span><br /><span style="font-style: italic;"> É tua respiração...”</span><br /><span style="font-style: italic;">“Olhando meu navio/ O impaciente capataz/ Grita da ribanceira/ Que navega pra trás No convés, eu vou sombrio / Cabeleira de rapaz/ Pela água do rio/Que é sem fim</span><br /><span style="font-style: italic;"> E é nunca mais...”</span></span><br />As angústias cantadas do Chico saram, um pouco, aquela dor que eu não sei de onde vem. Sensação que rebate sensação.<br />E quem entende, normalmente, eu chamo de irmão.<br />Presentes, da mesma forma daquele que não podia ser Chico.<br />De maneira nenhuma.</p>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-82502507373907098552008-05-10T12:03:00.002-03:002008-05-10T12:06:25.483-03:00E nos próximos capítulos...<p>Ela vai mudar<br />Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou<br />Vai ficar feliz de ver que ele também mudou<br />Pelo jeito não descarta uma nova paixão<br />Mas espera que ele ligue a qualquer hora<br /><br />Para conversar<br />Perguntar se é tarde<br />Pra ligar<br />Dizer que pensou nela<br />Estava com saudade<br />Mesmo sem ter esquecido que<br /><br />É sempre amor mesmo que acabe<br />Com ela aonde quer que esteja<br />É sempre amor mesmo que mude<br />É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou<br /><br />Ele vai mudar<br />Escolher um jeito novo de dizer "alô"<br />Vai ter medo de que um dia ela vá mudar<br />Que aprenda a esquecer sua velha paixão<br />Mas evita ir até o telefone<br /><br />Para conversar<br />Pois é muito tarde<br />Pra ligar<br />Tem pensado nela<br />Estava com saudade<br />Mesmo sem ter esquecido que<br /><br />É sempre amor mesmo que acabe<br />Com ele aonde quer que esteja<br />É sempre amor mesmo que mude<br />É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou<br /><br />Para conversar<br />Nunca é muito tarde<br />Pra ligar<br />Ele pensa nela<br />Ela tem saudade<br />Mesmo sem ter esquecido que<br /><br />É sempre amor mesmo que acabe<br />Com ele aonde quer que esteja<br />É sempre amor mesmo que mude<br />É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou</p><br /><span style="font-weight: bold;font-size:78%;" >Mesmo que mude - Bidê ou Balde</span><span style="font-weight: bold;"><br /></span><div style="text-align: right;">(e eu volto explicar ...)<br /><span style="font-weight: bold;"></span></div>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-46970613860811299322008-05-05T00:07:00.003-03:002008-05-05T00:25:48.246-03:00voltando... I hate essa droga de título. - Lorelay<blockquote>Hey, estou de volta. Nem precisa dizer que estava na Holanda, né? Ok, precisa... Um dos top five lugares para sumir quando na Europa.<br />E, droga, a shenna continua editando o que eu escrevo e postando do Brasil, para que poucos descubram que na verdade eu misturo tudo, ao escrever.<br />Tem troco, darling, wait for ME.<br />Quando eu juntei tudo, para viver como uma hyppie pós moderna, muita gente vaticinou fins horríveis para a minha pessoa.<br />Mas não dá para ter fins horríveis quando estamos nos divertindo... A primeira palavra q aprendi em outra língua... FUN<br />Precisava da Holanda para lembrar de mim mesma e das promessas que eu fiz quando vim para cá.<br />Estava parada a muito tempo em um lugar, juntando, imagine só - dinheiro!<br />Tá.<br />Vais dizer que isso é coisa de desocupado.<br />E eu que dinheiro é só papel<br />Vais dizer qualquer coisa agora.<br />E eu, como a Shenna: a-hã, tem razão.<br />You are ok.<br />Ah, dane-se, eu estou brigando com o moço loiro, ainda...<br />Já contei do moço loiro?<br />Ex-amor.<br />Era tão, tão... ... ....<br />Enfim.<br />Quase me convenceu a seguir outro caminho.<br />Pé na estrada, de novo, e-mails, de novo, Gmail, dessa vez, só pelas janelinhas que sobem, para eu poder convencer a Shenna de algumas coisas. Tá não quero convencer, só sentir que ela fica escolhendo as palavras já está bom.<br />E, por isso, lancei um desafio para os próximos dias.<br />Período temático.<br />Pq eu desisti de calendário, também.</blockquote>Lorelayhttp://www.blogger.com/profile/00887796799472251163noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-45366323951023083432008-04-26T19:40:00.002-03:002008-04-26T20:48:59.823-03:00Para a Lorelay<p class="MsoNormal"></p><blockquote><p class="MsoNormal">"Enquanto as crianças dançam no jardim sob o céu noturno e as luzes, vejo uma coisa.<br /></p><p class="MsoNormal">Lua e Marie estão de mãos dadas.<br /></p><p class="MsoNormal">Parecem muito felizes, curtindo este momento, vendo as crianças e as luzes em sua velha casa de alvenaria.</p><p class="MsoNormal"> Lua beija Marie.<br /></p><p class="MsoNormal">É só um beijinho de leve nos lábios.<br /></p><p class="MsoNormal">E ela retribui o beijinho.<br /></p><p class="MsoNormal">Às vezes as pessoas são bonitas.<br /></p><p class="MsoNormal">Não pela aparência física.<br /></p><p class="MsoNormal">Nem pelo que dizem.<br /></p><p class="MsoNormal">Só pelo que são".</p><p class="MsoNormal">Zusak, Markus. em O mensageiro</p></blockquote><br />Pelas madrugadas. Pelo sumiço. Pela tentativa de dizer VAI em pelo menos 5 línguas diferentes. Por embolar as 5 e não conseguir terminar nenhuma frase em único idioma. Por me xingar, com certeza, ao ler isso, pelo apelido de Shenna (que eu não perdoei, mas entendi).<br />Pela maravilhosa idéia de que uma garrafa de absinto cura qualquer coração partido.<br />Por respeitar meus sucedâneos.<br />Pelas idéias heréticas, por tudo de diferente.<br />Pelas descrições de seus encontros, que me fazem corar e rir, por insistir que francês seduz qualquer homem, por fazer muxoxo quando eu digo que sedução não me interessa.<br />Por me achar, na madrugada certa. E dizer a palavra certa.<br /><p class="MsoNormal"></p>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-37745988537898944412008-04-19T16:26:00.003-03:002008-04-19T16:36:30.030-03:00TrocasÁs vezes, quando a gente acha que uma coisa interna tem que mudar, a gente muda uma coisa externa.<br /><br />Não funciona sempre, mas é com esse tipo de raciocínio que a indústria de tintas de cabelo enriquece.<br /><br />E eu, que já quis ser uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eternal_Sunshine_of_the_Spotless_Mind">Clementine,</a> por hj, anoiteci o deserto.<br /><br />Mudanças, enfim, mudanças. No fim incertas e irreais...<br /><br />Mas... vá... tá bonitinho!J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-52062821083609960222008-04-10T03:46:00.003-03:002008-04-10T03:59:46.119-03:00Apenas uma carta sem destinoAmada...<br />Perdoa, por começar desse jeito, mas sinto dores de luz, mãe.<br />Não quero parecer birrenta e perdida, e justamente por isso talvez eu seja. Hoje, sorrias, eu bem vi enquanto caminhava ao ar da noite... E pensei que poderia dizer tudo, pq estás longe e perto. Vim mesmo de ti, uma aluada.<br />Não posso, não posso mesmo, amada, pedir colo como quem deseja um refúgio e garantir que amanhã vou acordar diferente, confiante, inteira. Não posso, pq não minto, e não sei se conseguiria. Tantas, tantas coisas... Dúvidas, aos borbotões. E medo, é sempre nele que eu me perco, mãe.<br />Tens um colo de estrelas, um vestido franjado de infinito. Mesmo quando nada me bastas, eu sei, amada, que lá estás. Nada posso desejar nem pedir. Quem pede senão os fracos? Sempre acreditei em buscar tudo, tudo mesmo. Por mérito ou insistência, por um pouquinho dos dois, por tudo e por coisa nenhuma.<br />Hoje, entretanto, eu queria uma estrelinha por companhia, mãe...<br />Diminuta, como me sinto ao pensar em ti, majestosa e alta.<br />E fico aqui, ao ser embalada pela noite enquanto o senso de realidade é o que me falta, mãe. Qual realidade, quase posso ouvi-la dizer, com seu sorriso de enigmas e seus dedos finos e brilhantes...<br />Deveras...<br />Eu sei qual. Eu sei até o remédio. Mas saber não é seguir. E hoje, eu desejo apenas o brilho dos aluados.<br />Amada, mãe<br />Amada, lua.J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-86830963592239184492008-03-27T16:38:00.001-03:002008-03-27T16:40:36.746-03:00aleatória...<p class="MsoNormal">Hoje eu pude entender. Será que se pode culpar o pobre do aquário? Convivo com todos, mas consigo amar apenas os sedentos. Os buscadores, as esponjas de vida. Mas não de qualquer maneira, jeito ou tipo. As que sabem que querem caminhar. De maneira nenhuma adianta ser uma esponja estática. Ou passiva, a repetir o que eu digo – não, não, não. De vida, não da vida alheia. A estes, não sobra nenhuma criatividade.</p> <p class="MsoNormal">No português inteiro, só consigo olhar para quem tem os bolsos cheios de interrogação e os ouvidos largos.</p> <p class="MsoNormal">Adoraria caminhar ao lado de estranha figura...</p> <p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p> <p class="MsoNormal">Mas estes, ah, estes, eles nunca querem companhia...</p> <p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p> <p class="MsoNormal">Eu entendo, claro, ao menos por definição. Afinal, estou a ouvir desde sempre que dois apagam as interrogações, elas só embalam as pessoas sozinhas. Meu amado dizia que só a solidão o transformaria em algo grande. E ele o foi de fato, o maior de todos. Uma parte de mim acha, entretanto, que há um segredo a seu respeito e a sua solidão. Talvez eu apenas espelhe o que penso no grande gênio e isso é de orgulho imperdoável.</p> <p class="MsoNormal">Verdade ou não, sabendo ou não do que se passava com o querido Fernando, não deixo de perceber, neste exato momento, e por um motivo banal – e não o são todos os motivos que nos fazem iluminar a nós mesmos? – o que, verdadeiramente guia os meus impulsos tão contrários a tudo que rodeia a todos nós: uma buscadora que só ama os igualmente sedentos. E nem se preocupa em acabar com a água do caminho, porque a sabe infinita.</p> <p class="MsoNormal">Mas, ao mesmo tempo, tão orgulhosa que não aceita nada diferente. Afinal, não quer deixar nunca de carregar as próprias interrogações, crescentes, ilimitadas e aos olhos de muitos – completamente dispensáveis.</p> <p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p> <p class="MsoNormal">Inocente má, diz a minha amiga que anda mudinha.</p> <p class="MsoNormal">Talvez ela esteja certa.</p>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-46850982682624149512008-03-04T10:36:00.004-03:002008-03-06T22:43:24.538-03:00Historieta IVEra vez uma menininha.<br />Ela sempre seria uma menininha, pq era pequena.<br />Ela só ouvia música clássica.<br />Um dia, o irmão trouxe um cd, que por uma espécie de fraternidade, ela ouviu.<br />Hoje a menininha vai no show do Maiden!<br />E com música clássica no MP3, já que demora chegar lá... :)<br />E por isso também, a menininha acordou feliz!!!!J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-10930293531673943462008-02-22T04:35:00.000-03:002008-02-22T04:38:33.513-03:00a caixa<p class="MsoNormal">- Ora, ora, ora... Com que então apareces novamente?</p> <p class="MsoNormal">Era uma senhora, cabelos curtos e grisalhos. Vestida como uma ministra daqueles países europeus. Ereta. Levemente desdenhosa.</p> <p class="MsoNormal">Não se virou. Antes encarou o espelho, para devolver, como quem não quer nada, um fio de cabelo no lugar. As unhas, delicadamente manicuradas, fecharam-se sobre as palmas, por um breve momento.</p> <p class="MsoNormal">Foi encarando o espelho – sem ver o reflexo do interlocutor, mas, provavelmente vista por ele, que manteve a conversa:</p> <p class="MsoNormal">- Não preciso de ti, vai-te. Balançava suavemente as mãos.</p> <p class="MsoNormal">- Aprendi que tudo isso é uma bobagem</p> <p class="MsoNormal">- Vês? Estou melhor agora, observas... Os olhos arregalaram-se por um momento.</p> <p class="MsoNormal">- Não quero o que tens. Não aspiro, nem anseio por nada que não seja minha bela paz.</p> <p class="MsoNormal">- Tudo tão tolo... E tens o disparate de aparecer na minha frente desta maneira, depois de tanto tempo, com os mesmos olhos suplicantes, parados... E tristes – a última palavra foi dita quase como um sussurro.</p> <p class="MsoNormal">A senhora tomou fôlego, para continuar, com voz doce... Mas não se virou... A mobilidade era uma espécie de escudo útil e desejado.</p> <p class="MsoNormal">- Perceba, os tempos são outros... Não é apenas comigo, ou por que escolhi a mais tempo do que gosto de lembrar, de que não mais o receberia... Ninguém mais deseja o que carregas e chego mesmo a duvidar que em algum momento de sua longa existência, alguém, tenha, remotamente, festejado a sua chegada. O mundo é rápido, hoje e tudo arrefece... Mas mesmo antes...</p> <p class="MsoNormal">Interrompeu-se.</p> <p class="MsoNormal">Calou-se e virou o corpo, muito devagar. </p> <p class="MsoNormal">Estivera falando sozinha.</p> <p class="MsoNormal">Caminhou então para o centro daquela sala, com os sapatos produzindo ecos no vazio.</p> <p class="MsoNormal">Havia uma pequena caixa, bem no centro, ao chão.</p> <p class="MsoNormal">A mulher a alisou com a mão...</p> <p class="MsoNormal">Teria pensado que era uma caixa de pandora? Ou confundia-se, pois afinal, tudo estava ali. Tudo o que havia dito que não queria? E nada, verdadeiramente nada tinha entregado em troca.</p> <p class="MsoNormal">Sabe-se com certeza que o primeiro pensamento foi que não merecia.</p> <p class="MsoNormal">E o segundo, acredita-se que foi justamente atirar para longe a tal caixa como se nada tivesse ocorrido.</p> <p class="MsoNormal">Mas ela abriu. E de lá saíram uma porção de estrelas minúsculas, quase uma chuva de lantejoulas.</p> <p class="MsoNormal">Nada mudara, mas tudo ficou diferente.</p> <p class="MsoNormal">E a senhora voltou por onde tinha vindo, mas <span style=""> </span>com passos menos resolutos.</p>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-67100715872038505762008-02-12T17:36:00.000-02:002008-02-12T17:39:40.923-02:00Este, tem dono e não título.<p class="MsoNormal">E uma voz se levantou, no meio do cotidiano turbilhionamente plácido...<br /></p><p class="MsoNormal"><br /><span style="font-weight: bold;">Eu não quero abrir mão de ser quem eu sou</span></p> <p class="MsoNormal">Susto</p> <p class="MsoNormal">Silêncio</p> <p class="MsoNormal">Ele disse isso mesmo?</p> <p class="MsoNormal">Burburinhos abafados</p> <p class="MsoNormal">Soluços e lamentações</p> <p class="MsoNormal">Ele disse, ele disse?</p> <p class="MsoNormal">Ele disse mesmo!</p> <p class="MsoNormal">A platéia, já não tão calorosa, contemporiza.</p> <p class="MsoNormal">Bem... É claro... Mas... Pense, a convivência... As concessões... O perigo de virar eremita...</p> <p class="MsoNormal">Ele encara firmemente a platéia... Viraram todos platéia naquele exato momento. Naquele segundo absurdo em que as coisas mudam, irremediavelmente. Aquele segundo em que na maioria das vezes a gente perde. Mas ele não perdeu, enxergou com tal clareza q podia ter desenhado, ou agarrado, se um segundo fosse uma coisa sólida.</p> <p class="MsoNormal">As concessões não tem a ver com o q se realmente é, ou estaria por aqui, agarrando-me na primeira pessoa que encontrasse. A seguiria, como um mapa. Sem contestar, sem olhar para os lados. E repetiria, como vocês todos. É seguro, é social, é necessário...</p> <p class="MsoNormal">Mas seria uma grande mentira.</p> <p class="MsoNormal">Foi como se todos lhe virassem as costas. Não havia nem pares nem platéia... apenas ouvidos moucos a sussurrar.</p> <p class="MsoNormal">Mas, no fundo, bem no fundo, havia aquele olhar mágico. Meio de canto. Que brilhou quando ouviu o que era dito.</p> <p class="MsoNormal">E que caminharia junto com ele.</p> <p class="MsoNormal">E lhe dava forças, mesmo sem saber.</p>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-36633044770002586442008-01-30T02:24:00.000-02:002008-01-30T02:29:36.516-02:00o conto do estranho.<p class="MsoNormal"><o:p></o:p>Ele estava lá<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Parado, quase estático.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">A penumbra e o barulho do bar fariam com que passassem despercebidos.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Ali, aonde todos iam para conversar.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Para beber.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Para esconder sua solidão com muito cuidado.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Para jogar-se, de um lado para outro, tentando eliminá-la.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Ali, onde a solidão parecia quase uma intrusa, pois era um bar onde se via, onde se ria, onde se era visto.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Pois era justamente ali, que a solidão dele era quase um troféu.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">A fumaça do ambiente rodopiava em torno dele. Era quase uma aura, uma mágica.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Ele não fumava.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Afinal, seria uma quebra na solidão, não seria?<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Mas ela ia, atraída para lá, da mesma maneira. Era quase uma homenagem... Estou aqui, olhe para mim, olhe para mim...<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p> <p class="MsoNormal">Pois é, eu não disse.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Os olhos eram parados. Fitavam um horizonte longínquo e secreto<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Fitavam, sem ver.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Os lábios, um risco. Nem felizes, nem tristes. Ali. Apenas. Havia mais?<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Os braços descansavam na mesa.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Um único copo ia e vinha, com cadência, como uma máquina.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p> <p class="MsoNormal">Era tão orgulhoso em sua solidão, que o burburinho parecia não lhe atingir.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Parecia nem estar lá.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p> <p class="MsoNormal">Devia estar ouvindo uma espécie de bolero dentro de si.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Muito provavelmente via o que não podia ser visto.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal">Nem a fumaça, que me faria chorar, conseguia atingi-lo.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p> <p class="MsoNormal">Silencioso, ele partiu. Talvez perseguindo o que via. Mas, possivelmente, o que perseguia já estava com ele. Gosto de pensar assim.<o:p></o:p></p> <p class="MsoNormal"><o:p> </o:p></p> <p class="MsoNormal">Quando ele se foi, fiquei a pensar que a solidão era muito mais de todos os outros do que do estranho. Ele era o único a não fugir, envergonhar-se, nem ao menos ignorar sua existência.</p><br /><p class="MsoNormal"><br /></p><br /><p class="MsoNormal"><br /></p><p class="MsoNormal">Este vem direto de um guardanapo, no bar.... :)<br /></p>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-12651973019693504162008-01-21T01:43:00.000-02:002008-01-21T01:56:09.968-02:00across the universeAté existia outro texto... Mas eu acabei de ver o filme e não dava para falar de outra coisa. Lembro que esse foi um dos primeiros filmes que o trailer me deixou com ar de ansiedade.<br />Até falava com um ex-amor e disse: Temos que ver isso juntos!<br />Pois bem, essa parte era ilusão... whatever... vi o filme com a máfia. Melhor companhia não podia existir.<br />O meu tipo de musical. Se tivesse que definir chamaria de filme jujuba, pq é doce, mas tem aquele ácido... aquele que as vezes faz seus olhos se encherem d'água.<br />Eu li as críticas, dizendo que o filme é longo e talz. Mas acho que qualquer fã dos Beatles aprovaria. Um monte se cenas memoráveis existem lá.<br />Enfim, valeu a espera.<br />Vale a sensação de vazio que dá depois.<br />E ainda ganhei um bônus, cheio de reflexões da saudades do que não se é. O sentido de revolução evaporou nos 60 e a gente podia ter ido para algum lugar... Mas não. Não consigo definir aonde fomos. E eu fico com a saudades do que não vivi. Acho q os anos 60 dão esse efeito em muita gente.<br /><br />Não resisti em linkar um dos trechos q achei mais lindo.<br /><br />Aproveito e digo: assistam, assistam.<br /><br /><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IMk8GIOQHvY&amp;rel=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca&amp;border=0"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/IMk8GIOQHvY&amp;rel=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca&amp;border=0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object>J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-10184411.post-49854219890855311572008-01-08T17:23:00.000-02:002008-01-08T17:39:43.147-02:00O ano do desejoPor que o desejo é o que torna o irreal possível, só por 365 dias, minha companhia vai ser uma menininha de olhos vidrados e coração aos pulos.<br /><br />O nome dela?<br /><br /><div style="text-align: center;"><span style="color: rgb(255, 102, 102); font-weight: bold;">Desejo.</span><br /></div><br />Ela pegou minha mão em uma noite escura de lua minguante. E afagou meus cabelos com sua mão pequena e fria. E me disse que o caminho era escuro, mas falou isso enquanto cantava.<br />Ela desviou todos os espelhos do caminho.<br />E pulou com força em todas as poças.<br />Ela seguiu em frente, sempre em linha reta como um gato.<br />Com os olhos amarelos e parados.Como um gato também... Um pequeno sorriso, e o cabelo tão despenteado que parecia de propósito.<br />Cada vez que eu me concentrava, ela tinha um aroma diferente.<br />E era tão rápida, que mesmo quando andava parecia correr.<br />E eu, tão verdadeiramente sedentária, parava de ofegar só porque ela não deixou de cantar um só segundo.<br />Em linha reta.<br />Até que parou.<br />Era um precipício.<br />Ela apontou o braço gordinho para frente.<br />Olhou para mim.<br />E sorriu, tão de leve. Era quase como ver uma pluma.<br />Ficou séria, e continuava apontando.<br />Eu não vou dizer que não exitei. Mas parecia tão certo...<br />Tomei um impulso e pulei.<br />Ouvi a gargalhada na minha mente.<br /><br />" Te vejo lá embaixo"!<br />"não pare de voar, senão não tem graça!"<br /><br />Talvez ela tenha me dado asas que virem chumbo. Mas por enquanto, eu não quero saber.J.http://www.blogger.com/profile/09335776798698397114noreply@blogger.com